terça-feira, 5 de junho de 2018

Quando minha luz se apagar, by Andreia Sieczko

Quando minha luz se apagar, minha voz se calar e meu pranto secar, vou descobrir o mistério da Tua face, vou acordar para a verdade e Te ver por inteiro.

Quando minha luz se apagar vou caminhar nas nuvens entre Anjos e me reunir com meus, para conhecer a Tua verdade.

Quando minha luz se apagar, não haverá mais saudade e a tristeza será uma lembrança longínqua...

Quando minha luz se apagar, vou renascer de novo, serei luz e vida, eterna alegria e caminhada de esperança.

Quando minha luz se apagar, encontrarei a quem amo, abraçarei verdadeiros amigos e reencontrarei a quem perdi nesta terra.

Quando minha luz se apagar será porque minha missão terá sido cumprida e meu Pai e Senhor estará ansioso, me aguardando.

Quando minha luz se apagar, receberei a recompensa por ter travado minhas batalhas e por fim, não ter abandonado a minha fé, ainda que por muitas vezes, abalada.

Quando minha luz se apagar, será porque nada mais terei a fazer neste mundo.

Quando minha luz se apagar haverá fogos e estrelas no céu, aguardando meu triunfal retorno.

Amém!

Andréia Sieczko 


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Você sabe que eu amo você, Waltinho Sieczko



Saudade que dói demais, meu irmão.
Saudade do quentinho do seu abraço, da sua risada...
Saudade da fé inabalável que você carregava sempre contigo.
Saudade da sua voz;
Saudade das piadas e das nossas brincadeiras;
Saudade dos áudios de whatsapp perguntando: "e aí, beleza?"
Saudade das nossas conversas.
Saudade de tudo...
Saudade até de mim, quando eu estava com você.
Saudade, meu irmão!!!!
Saudade, para sempre saudade...

Andreia Sieczko - Lembranças e Recordações ... Setembros,

domingo, 3 de junho de 2018

Texto de Carlos Moreira - Na dor todo mundo tem a mesma cara, todos se parecem, ninguém é diferente.

Frejat, em uma das suas canções, diz que todo mundo é parecido quando sente dor. A dor, ao que parece, nivela as pessoas e revela os seres humanos tal e qual eles são, humanos. Na dor não há rico ou pobre, feio ou bonito, apenas homens. Nela as máscaras forjadas para distinguir as pessoas caem por terra revelando a semelhança existente entre todos.

Sobre isso diz Oscar Wilde: “diferente do prazer, a dor não usa máscaras”. A dor é na verdade um sublime momento de revelação. Nela temos acesso aos mais profundos recônditos da alma humana e conhecemos as nossas limitações que tão orgulhosamente tentamos esconder no dia a dia.

Na dor todo mundo tem a mesma cara, todos se parecem, ninguém é diferente. Talvez seja por isso que no sofrimento os homens tendem a ser solícitos e solidários uns com os outros, exatamente por que se assemelham. Os que choram e partilham as mesmas dores sempre se abraçam fraternalmente como irmãos.

Vejam como se parecem os homens enquanto choram. Vejam como são igualmente decaídos os semblantes, vejam como rolam iguais as lágrimas que se precipitam dos olhos e caem na terra do nosso coração fecundando-a. Fecundando-a! a dor gera vida e não morte!

A dor, desde que saibamos absorver os seus ensinamentos, será a melhor de todas as mestras. Ela pode até nos redimir. A dor é redentora, somos salvos pela dor. Triste do homem que é incapaz de senti-la, de aprender com ela, de ser redimido por essa grande tutora que nos conduz por um caminho difícil, mas triunfante.

Entretanto, é também igualmente verdade, que devemos lidar com a dor com a cabeça erguida, sem nos entregar a uma tristeza avassaladora. Devemos ser como aqueles “que não se ajoelham para beber água”, que nunca perdem tempo com excessivas lamentações e que não se deixam abater pelos percalços da vida.

Devemos suportar a dor sem lamentar o destino ou supor que estamos sofrendo por causa do que fizemos e não deveríamos ter feito. Pelo contrário, faremos da dor o combustível que nos move velozmente em direção ao futuro.

A dor é algo inerente a natureza e a existência humana. Quem não sofre e não sente dor certamente também não se pode dizer humano e vivo. A grande questão é: o que faremos das nossas dores? Quanto a mim, embora não a cultue, respeito-a e aprendo com ela. E você? O que faz com a sua dor?

Texto de Carlos Moreira


terça-feira, 29 de maio de 2018

Meus amores

Amor que não se mede...
Família é tudo de bom!
Meus primos e afilhados.


Família Sieczko

domingo, 27 de maio de 2018

#Carlos Moreira - Faz parte do Seu show!

texto de CARLOS MOREIRA


O “espírito” do hebreu é um “espírito” errante, desalojado, sem solidez, desarraigado, livre. Ele não permite que se cavem estacas profundas ou que se construam armações de concreto. O hebreu é viajante, é caminhante da terra, é ser sem destino, homem de tendas, construtor de altares. Tal como a brisa que passa, ou a pegada que se apaga na areia enquanto se caminha, assim é o hebreu, um caminhante da existência.

Eu não sou filho de Abraão, não pertenço a nenhuma das 12 Tribos, não possuo o “DNA” dos israelitas, não estou incluído nas Promessas, contudo, fui enxertado na “Videira” e convidado ao “banquete”, pois me tornei filho e herdeiro de todas as coisas mediante a fé em Jesus de Nazaré. Desta forma, passei a fazer parte da Família, recebi do mesmo Espírito, bebi do mesmo “cálice”, fui crucificado na mesma cruz e batizado na mesma morte, ressuscitei mediante o mesmo Poder e, tendo nascido de novo, recebi o desafio de andar como caído redimido.

Quando eu achava que tudo já havia se acomodado dentro em mim, que as “pedras” do caminho, todas elas, já haviam sido recolhidas ao abrigo, chegou à hora de levantar novamente a minha tenda e me lançar ao sabor do vento. Depois de tantos anos, pensei que havia encontrado um porto seguro. Mas aquele que veio morar dentro de mim me chamou a novas paragens e a novos desafios.

Foram 8 anos desde a última “mudança”. Tempo de crescimento, tempo de dores. Aliás, sem dores não se cresce, não se amadurece, não se expande nem a mente nem o coração. Foi um tempo de conhecimento, de preparação, talvez, para algo maior. Sou grato por estes anos, por tudo o que eles produziram em mim, cicatrizes de amor, marcas de esperança, tatuagens de sonhos acalentados.

Decepções? Tive muitas... A maior de todas, comigo mesmo. Conheço-me melhor agora, bem mais do que me conhecia antes, sei do que sou capaz, percebo minhas inconcretudes, ansiedades e contradições. O tempo me fez mais fraco, mais manso, mais quebrantado. Um dia destes pensava ser de aço. Hoje, sei que sou apenas de osso. Do pó vim e ao pó voltarei.

Meu amigo André Pessoa me ensinou que crente é feito gato, apega-se a lugares, não a pessoas. De fato, sempre que parti e deixei algo para trás, jamais consegui manter o que dantes havia construído. As amizades se esvaem, os projetos se desfazem, os sonhos se esfarelam como estátuas feitas com areia do mar. Tudo passa, se perde, se esquece, se apaga...

Fiz um balanço dos últimos anos... Para minha tranqüilidade, errei muito mais do que acertei, perdi muito mais do que ganhei, encontrei-me em contradição muito mais do que calcado em certezas. É bem provável que tenha produzido mais lágrimas do que sorrisos, ferido amigos, frustrado ouvintes, decepcionado até os que jamais me conheceram. Servi menos do que deveria, ouvi menos do que poderia, amei menos do que pretendia. Não raro meu discurso produziu apenas eco, pois as palavras não se materializaram no chão da vida. Ergui castelos e vi-os cair diante de meus olhos.

Mas não é a vida assim?! O que esperava eu? A perfeição? O aplauso? O elogio? O reconhecimento? A unanimidade? Ora, quem sou eu a não ser homem feito de barro, suor e sangue. Quem sou eu a não ser alguém que caminha para dentro em busca de si mesmo. Quem sou eu a não ser um miserável resgatado pela graça, um perdido encontrado pela misericórdia, um desviado perseguido pelo amor, um errante salvo pela fé?

Sou tudo e não sou nada, sou ser por fazer-se, o agora e o ainda não, parte de mim é divina, outra parte é humana, pois, mesmo tendo sido resgatado, ainda existo como condenado, estou preso ao meu próprio corpo, aos seus desejos e paixões, apenas sou livre em minha consciência. No fundo, sou andarilho em busca da eternidade, existente caído almejando encontrar a perfeição, humanidade partida, dividida, viajante em busca de reencontrar a árvore da vida.

Mas agora virá um novo tempo... Parte de mim vai, outra parte fica. São tantas as partes nas quais me decompus que não tenho mais como juntá-las novamente. Hoje sou metade, estou ao meio, sou fragmento de mim mesmo, fui dissolvido como o sal, dissipei-me, misturei-me ao todo, tornei-me parte da vida, cidadão do mundo, luz que brilha nas trevas, clarão que rasga a escuridão para atormentar o tormento.

Agora deixe-me partir... Chegou a minha hora. Não me diga adeus, não soe clarins, não me mande recados, não me escreva, nem telefone... Não deixe que a banda toque canções de despedida, não solte fogos, não bata palmas, não acene... Deixe-me ir incólume, despercebido, deixe-me ir da mesma forma como cheguei, sem ser notado, percebido, destacado.

É assim que sou e, provavelmente, é assim que serei. As mudanças, creia-me, produzem-se lentamente, levam toda uma vida. Há tanto em mim que precisa mudar que seriam necessárias dezenas de vidas para que fosse eu alguém melhor do que sou. Mas, como só tenho esta vida para viver, aquilo que sou está se projetando para o dia em que as minhas incertezas e medos serão confrontados com o “Totalmente Outro”. Aí, então, verei não mais por espelhos, com os olhos embaçados, mas conhecerei como sou conhecido, pois o verei face a face, Ele será o meu Deus, eu serei o Seu filho.

Desculpe por tudo e por nada. Aceite-me como sou, errante, as vezes perto, as vezes distante, semeador de sonhos, adorador do sagrado, construtor de altares, profeta do cotidiano. Sim, aceite-me assim, pois tudo isto “faz parte do meu “show””, é a forma que tenho de te mostrar que sou humano, que sou o que sou.


texto de CARLOS MOREIRA

#diquinha: Extremis - Netflix para aqueles que precisam entender (e Respeitar) a dor da morte.


Tudo o que o meu irmão Waltinho não teve: o respeito na hora de sua morte.

PCR não é câncer...

EUTANÁSIA É CRIME

CADA DIA QUE PASSA, VEJO MAIS CLARAMENTE O EGOÍSMO E A CRUELDADE QUE FIZERAM COM VOCÊ, MEU IRMÃO.

Você nunca recebeu cuidados paliativos, meu irmãozinho!

TORTURA É CRIME

#EUTANASIAECRIME


Maudie Lewis

Bom filminho para assistir...

#valeadica


#diquinha: filme "Fuga para a liberdade"


Comédia bacana, leve e com um toque todo especial...
#valeapenaassistir



Super Kefir de leite com leite de verdade