quarta-feira, 26 de abril de 2017

Missa - 3 meses sem meu irmão Walter Sieczko dos Santos


Então, irmãozinho... hoje faz 3 meses que você foi para o outro lado da vida. Continua sendo difícil. Mas sempre com fé em Cristo, que venceu a morte para que nós pudéssemos ter a vida eterna, eu acredito que você está mais vivo que nunca! Em mim, com certeza. Muitos amigos me ligaram hoje, muitas pessoas que rezaram por ti, em intercessão à tua vida, tua saúde, também se lembraram desse dia. Como é reconfortante receber o carinho dos amigos!!! Me faz sorrir e chorar ao mesmo tempo. A saudade alcança a todos nós, meu irmão! Nossa família também esteve presente hoje para mandar até o céu, todo nosso amor, nosso carinho e as melhores energias positivas. Cada vez que eu comungo, o Corpo e o Sangue de Cristo, eu comungo pensando em Jesus, e Maria, nossa Mãe do Céu, em nossos Anjos da Guarda, e muito, muito, em você! Que onde você estiver, você receba muita luz, muito carinho, muito amor, de nós e dos nossos amigos espirituais, que eu tenho certeza que estão cuidando de você.

Você está sempre presente na minha vida, meu irmão. Todos os dias, ou na grande maioria dos dias da semana, eu vou te ver lá na sua capelinha número 9. Você e dona Joanna estão lá. Com uma luz de amor que fica acesa o tempo todo, dia e noite, para que vocês sejam sempre luz. Nossa família sempre passa por lá pra rezar com você, te dar um beijo. Eu sei que isso é apenas uma representação, meu irmão. Mas me fez tão bem. Luiz sempre vai ver você e a mãe dele... quando vai resolver qualquer coisa na cidade, diz que vai lá pra dar um oi pra vocês. Tem também as minhas amigas de oração, que trabalham lá na igreja e conhecem você muito bem. Até hoje lembram de colocar seu nome Walter Sieczko dos Santos, nas missas de segundas-feiras. Já sabem escrever e falar nosso sobrenome. Até o Padre Valdir, já conhece você, meu irmão... Há muito tempo, mesmo antes de você partir. Eu desejo que você esteja bem, cercado de luz e de todo o amor que sentimos por você.

Chegamos bem antes da missa, 12:00h já estávamos lá, nossa família já estava esperando o início da Santa Missa. Tio Guzzo sempre muito emotivo, fica chorando e dizendo que você é o afilhado dele. Tia Beth, irmã do Tio Guzzo veio para sua missa também. Tia Armida, sempre calada, também com os olhos molhados, sua mãe também chora muito de saudades. Tia Lamia cuida do bebê Henrique, meu afilhadinho que você teve a chance de conhecer e pegá-lo no colo. Luiz e Felipinho também ficam em silêncio. E eu tento me segurar e não chorar, porque senão, todos vão chorar muito também. E eu sou a irmã mais velha, lembra? Se PQD é forte, irmã de PQD também tem que ser. Me seguro, engulo o choro, e sou convidada para fazer a Primeira Leitura, e também o Salmo Responsorial... Quem diria, que sua irmã espevitada ia virar quase uma carola?!?!?!?!?  - Mistérios de Deus, meu irmão... O Pai é sábio e toca no coração das pessoas. Eu acredito, porque ELE tocou o meu. Então chegam também Tia Marise e Tio Alceu, e logo depois, nosso primo Rodrigo e seu padrasto Cardoso. Sinto uma energia boa. Minhas mãos esquentam, formigam... sinto o Espírito Santo de Deus na igreja, ao redor de nós. Converso baixinho com você, Waltinho. Você me escuta? 

Nossos outros tios, mandam mensagens, pelo celular, estão em casa, orando por você nesse mesmo horário. Dona Marly, que é nossa copeira aqui no trabalho, está fazendo o Terço da Misericórdia, antes de eu sair, fui falar com ela e ela me disse que você é um ANJO LINDO, que está nos céus a olhar por nós. Sinto uma vontade de te abraçar! Graças a Deus eu te abracei bastante, Graças a Deus eu enchi o seu saco, dizendo toda hora o quanto eu te amava. Graças a Deus eu fui chata, Graças a Deus eu repetia toda hora isso pra você. Eu te amo, meu irmão, eu sempre e pra sempre vou te amar... afinal, você será sempre a melhor parte de mim. No final da missa, Padre Valdir faz a Oração da Família, do Papa Francisco, bendito homem santo! E também dá o Sacramento da Unção dos Enfermos, porque ele diz que todos nós que estamos sofrendo, com o coração em pedaços, de certa forma estamos enfermos. Eu tenho certeza que estou enferma, porque eu sinto meu coração doendo de verdade. Parece que verdadeiramente, fisicamente, meu coração está rachado, está em pedaços... é uma dor tão real e verdadeira, que eu acredito realmente que se alguém abrir meu peito, vai encontrar esse órgão com alguma peça quebrada, com algum pedaço faltando, com um buraco no meio, com uma faca transpassada... sei lá... mas não é exagero, não. Eu acredito que meu coração está despedaçado. Tá faltando a alegria da sua existência física, está faltando a sua voz me contando suas histórias, tá me faltando contemplar a sua beleza e a sua saúde que foi levada por uma doença triste. Se bobear, pode ser vista a tristeza escondida atrás de algum pedacinho desse meu coração. Quem dera essa dor pudesse ser extirpada... Que coisa horrível, meu irmão. Ninguém está preparado para viver uma perda dessas. Não suporto ouvir pessoas dizendo que o tempo vai curar essa dor... (eu posso falar um palavrão, meu irmão?). Não sei porque as pessoas não se calam. É melhor não falar nada do que falar um absurdo desses. Ou então, algumas pessoas me perguntam: "Como você está?" "Você está bem?" A maioria das vezes eu respondo que sim, tá tudo bem, porque eu fujo na verdade dessas pessoas. Acho que elas nunca perderam alguém a quem amassem tanto... Enfim, não estou aqui pra julgar. Esse papel é Daquele que é o único a conhecer o coração das pessoas. E minha resposta, acaba com a curiosidade das pessoas, e posso seguir em paz o meu luto. 
O luto é meu! Meu direito! Meu irmão! Meu sentimento!
E não espero que ninguém entenda, nem passe pelo que estou sentindo. Eu deixo que Deus venha agir no meu coração. Cada pessoa tem seu tempo, e eu respeito o meu. Bom, no fim da missa, com a Oração da Família e a Unção dos Enfermos, Padre Valdir espargiu água benta sobre nós, nos ungiu com o amor de Deus, nos abençoou. Falou tantas vezes o seu nome... pronúncia corretíssima do SIECZKO. Eu gosto. Gosto de ouvir seu nome. Seus tios e sua mãe se emocionaram. Ficamos um tempinho na igreja, já vazia... difícil sair da casa de Deus. Ali eu te tenho tão presente. Nos despedimos todos. Uma boa parte da sua família. Tanta energia junta, faz tão bem... Você sentiu nosso amor, Waltinho? Te mando aí no céu uma foto nossa. Rodrigo saiu depressa, pois tinha acabado a hora do almoço. Na foto, tenho a impressão que você está no alto, está no céu, acenando para nossa família Buscapé Sieczko.

Eu te amo, não se esquece disso!

Eu te amo, não esqueça nunca isso! 

Meu irmão, meu primeiro amigo, meu maior tesouro, minha melhor herança e a melhor parte de mim!

Não se esqueça nunca disso! 
Igreja de Nossa Senhora do Terço e Senhor dos Passos
Centro - Rio de Janeiro

terça-feira, 25 de abril de 2017

Noventa e dois dias sem você, irmãozinho! Walter Sieczko dos Santos

Waltinho, eu queria saber se existe alguma coisa que pudesse amenizar a dor dessa saudade. Amanhã, 3 meses sem você aqui, e 92 (noventa e dois) dias desde a última vez que eu te vi, meu irmão. Quanto aperto no meu coração. Dói demais. Às vezes me faltam palavras, não quero ser repetitiva, mas me falta vocabulário para expressar essa dor, essa falta que eu sinto dentro de mim. Falta-me um grande pedaço, falta-me chão. Que desespero, irmão, querer saber de ti, e não te encontrar em nenhum lugar deste mundo. Não consigo colocar pra fora essa dor, e escrever, embora esteja sendo mais fácil que falar, também não é o bastante. Já gritei até perder a voz, já chorei, já chorei e muito... rezo, converso com Deus, mas esse sentimento continua oprimindo meu coração e a minha mente. Nunca foi tão doloroso esse sentimento de perda, do que está sendo perder você. Poderia perder tudo que já perdi,  dez mil vezes mais... mas perder você nesta vida, foi o pior que eu poderia ter perdido. Onde você está, Waltinho? como você está? Não ouço sua voz, tenho a impressão que de vez em quando você está por perto, outras vezes, não.  Vou ter que aprender a conviver com essa ausência tão presente. Você tá aqui, ó, tá vendo? Aqui, aqui dentro da minha cabeça, aqui dentro do meu coração. Tá me vendo? Fala comigo meu irmão. Me conta suas histórias de PQD, me conta uma piada. Me fala que está bem. Eu não vou brigar com você porque você foi embora, eu não estou revoltada, entenda, só estou com muita, muita, muuuuuita saudade de você. E saber que você está bem (você me falando isso), vai abrir uma oportunidade para outras conversas, me entende? Eu sei que você me escuta, eu sei que o Jeffrey leva até você todas as minhas orações. Eu sei que você sempre morou longe de mim, sei que não somos mais crianças, já estamos velhos, eu sei que você é uma pessoa e eu sou outra, eu sei que existe vida após esta vida; só não entendo porque não podemos mandar um whatsapp, uma mensagem de voz, um vídeo, um telefonema... Muitas vezes eu te imagino na sua vidinha, seu cotidiano, imagino que você está vivendo tudo que sempre viveu, manhã-tarde-noite... e imagino que talvez esteja ocupado demais para uma ligação, ou o celular se perdeu, está sem cobertura, sem bateria... sei lá... qualquer coisa. Eu só queria saber que você tem saúde, que você tem as suas escolhas, que você tem a vida que você escolheu para viver. Eu te queria vivo e feliz. Esbanjando saúde e a beleza que você sempre teve. Você sempre foi um bom menino. Para mim, nunca teve defeitos. Seu único defeito foi ter ido embora deste mundo antes de mim. Aliás, você me deu uma rasteira e tanto indo antes de mim. Eu sempre pensei que fôssemos ficar velhinhos, brincando de "cuspir mais longe", a ponto de perdermos as dentaduras, ahhh, seria muito legal essa fase. Uma segunda infância... Que bom seria! Você me pedindo pra ir morar perto de você, e eu claro, ou indo ficar perto de ti, ou te trazendo de volta pra casa. Os velhos precisam ficar perto dos amigos. Por falar em amigos, todos nossos amigos sempre vem falar comigo sobre você. A cada abraço recebido, eu sinto que você recebe um pouco dessa energia. Todos nós estamos com saudades... Eu só sei que a vida também me deu essa rasteira. Nada é da maneira que pensamos ser, não adianta elucubrar, fazer  planos... Não temos esse poder, meu irmão. A vida ensina! Não somos senhores de nada... Cabe somente ao Pai do Universo, decidir se vamos embora hoje, amanhã ou depois de amanhã. Só Deus é quem sabe do nosso destino. Nosso livre arbítrio vai só até o segundo parágrafo do capítulo dois. É simples assim. Eu estou resignada, embora pareça que estou ficando mais doida que nunca, eu não estou. Tenho a paz do que me foi confiado. Cumpri a minha missão, com muito amor, carinho e zelo. E ainda estou por ti, ainda tenho amor fraterno pra te dar, e sei que meu amor consegue chegar até onde eu não posso ir. Como eu disse, só sinto muita saudade. Eu sei das coisas... sei como são o que devem ser. Mas ninguém nunca me preparou para sentir essa saudade. Nunca li sobre o assunto, de como conviver com essa falta que dói tanto. Dói. Jamais imaginei o tamanho desse sofrimento. Afinal, eu sempre pensei que você, irmão, fosse estar ao meu lado na hora que eu fechasse meus olhos para abri-los do outro lado. Eu pensei que tivesse esse poder de escolher ir na frente, ou aguardar que o curso original da vida, a lei natural, levasse primeiro os mais velhos, ficando aos mais jovens, a responsabilidade de enterrá-los. Pois é, Waltinho, nem uma coisa, nem outra.  Fiquei à deriva!  Sem saber ainda o que a vida quer de mim. Quanta provação! Quanta privação! Prefiro aguardar as cenas dos próximos capítulos.  Confio em Deus, e Nele acato a Justiça que virá para cada um de nós. A paciência é uma virtude que o tempo me ensinou... as porradas da vida também me ensinaram. A retidão é antônima da desforra. Aprendi isso no decorrer desses 45 anos. Escarmento não é justiça. O amor de Deus, é.  O amor de Deus vive em mim, e esse é o amor que eu envio pra você, seja lá onde você estiver. Não interessa mais que você não me responda, apenas receba todo esse amor que Deus me deu, porque o amor de Deus é infinito e é o grande mistério da vida. Mais forte que a vida, mais forte que a morte. Não encontra barreiras para chegar, chega sim e chega com força, com doçura, com luz. Eu vou continuar reclamando não ter sua presença física, vou continuar gritando de vez quando, porque sou humana e Deus sabe que faz parte... Mas você, meu irmão, está mais vivo do que nunca aqui, ó, tá vendo? Dentro da minha cabeça, dentro do meu coração e até mesmo após essa vida terrena. Amor de verdade, transcende o mundo material, amor de irmãos, amor de família, amor de sangue e amor de almas! Noventa de dois dias sem você, irmãozinho!



segunda-feira, 24 de abril de 2017

Jeffrey, preciso muito de você - 24/04/2017

Jeffrey, quando Deus o designou para ser meu Anjo protetor, Ele disse o quanto eu iria precisar de você? Pois é, Jeffrey... eu preciso e preciso muito. Me ajude, me proteja, me carregue em seus braços e não me deixe cair. Mas se eu cair, por favor, me ajude a levantar, porque sozinha, eu não consigo. Meu Anjo da Guarda, meu protetor celestial, dai-me forças, não deixe que o inimigo se aproxime, que eu não caia em ciladas que possam me tirar do caminho que preciso seguir. Avante aos Anjos dos meus inimigos, e com eles façam alianças, para que seus protegidos não me façam mal algum. Que nosso Pai seja justo com todos os seus filhos, e que dê a cada um de nós, segundo nossas obras. Ele é Deus, é o Senhor do universo, e ele é o único que conhece o coração de cada um de seus filhos. 

sábado, 22 de abril de 2017

Aniversário da Mamãe - 22/04/2017

Hoje foi dia de estar com nossa mãe. Dei muitos abraços pra juntar os caquinhos como eu disse... Dói, meu irmão... dói e vai doer pra sempre. Não acredito no que as pessoas falam que o tempo ameniza. Mentira! Ameniza nada... quem ama de verdade, nunca vai esquecer... o tempo não consegue aplacar a falta de quem amamos. Eu peguei dona Nina hoje em alguns momentos de reflexão... olhando para o nada. Com certeza, estava pensando em você, Waltinho. Depois do almoço fomos deitar um pouquinho, ver suas fotos e falar de você, que é o que mais fazemos... falar de você, relembrar nossas histórias...
Então eu comentei com ela que eu ficava mexendo contigo, pra você tirar fotos fazendo careta comigo, lembra?  Ela topou... olha aí as caretas que eu tirei da sua mãe hoje. Só queria que você estivesse aqui, no meio de nós. Saudade, irmão... e quando estou com nossa mãe, acho que a saudade que nós 2 temos, aumenta de tamanho, exponencialmente... Boa noite, Waltinho! 

Beijos da sua irmã. 
Beijos da sua mãe.

22/04/2017

Aniversário da nossa mãe, Waltinho... nem sei como vai ser o dia de hoje. Mas com certeza, será muito difícil. Tô indo ficar com ela, tentar abraçá-la bem forte, para que ela sinta nosso abraço juntando os caquinhos do coração dela...

Depois eu volto aqui...
te amo, meu irmão, e dor não ameniza...

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Intercede, Jeffrey!

“Anjo da guarda, meu ser divino protetor, que se sempre me amparou em situações de dificuldades. Eu lhe peço que a vossa luz divina proteja minha família e eu contra sentimentos negativos como angústia, raiva e medo. Peço também para afastar todos os invejosos e maldosos da minha vida. Amém.”
Meu Anjo amigo
Meu Anjo protetor, tu sabes de todas as coisas, porque estás a meu lado as 24 horas do meu dia. Intercede por mim, Jeffrey! Entre em contato com os anjos das pessoas que tem interesse em me fazer mal. Ore com esses anjos, e peçam que toquem no coração dos seus protegidos. Tem dias que tudo fica muito difícil. Intercedei por mim, Jeffrey! Preciso de auxílio e proteção.

Quanta saudade...

Quanta saudade, meu irmão!
Ainda bem que me restam lembranças... Lembra desse dia? Clube Fazenda Marapendi, Barra, Rio de Janeiro;  eu 10 ou 11 anos e você por volta de 8 anos. Fomos com nossa mãe passar esse dia bom num clube bacana. Não éramos sócios. Fomos como convidados, então aproveitamos ao máximo essa benesse. Ficamos feitos pintos no lixo!!! Como brincamos! Ficamos tão empolgados com a quantidade de atividades, espaço... queríamos pular logo na piscina, aproveitar, brincar e brincar!!!! Nossa mãe nem conseguiu focar a fotografia na pequena máquina Xereta da Kodak... Te peguei pela mão e saímos correndo pra pegar um bom impulso; saio te puxando, sou a irmã mais velha, lembra? sou a maior, corro mais!  Aperto meu nariz no intuito de aproveitar bem o mergulho, e tchibummm... Esquecemos que pouco sabemos nadar, e nem lembramos de procurar uma profundidade que "desse  pé". Resultado, você magrelinho sobe nos meus ombros, eu tentando não submergir totalmente, um misto de pânico e vontade de gargalhar. Não sei o que fazer, mas não deixo você na desvantagem, você é meu irmãozinho, lembra? kkkkkkkkkkkkkk vou pulando, subindo e descendo, na pontinha do pé, até chegarmos próximo à borda da piscina, e mergulho, tomo impulso e empurro você para a borda. Assim, não foi tão difícil... só engoli um pouquinho de água com cloro. Fiz bem, te salvei, salvei nosso dia! Foi bom! Foi ótimo! Esse pequeno percalço não nos impede de ser feliz, já já esquecemos o assunto, a garganta e o nariz, não ardem mais, tá na hora de brincar mais, colocar minha roupa de bailarina e tirar mais algumas fotos no clube chique da época... E lá se vão mais de 30 anos... e agora, fecho meus olhos, e sinto o cheiro da água com cloro, lembro de nós 3, passeando, brincando e fazendo fotos, como se soubéssemos o quanto essas fotos iriam alegrar essas lembranças... E como alegram.
Te amo, meu irmão.
Pra sempre, por toda a vida e além dela também. Eu vou procurar as outras fotos desse dia... dessa forma, olhando as fotos, vou relembrando mais cheiros, mais saudades, mais detalhes. Só não esquece nunca o quanto eu te amo, tá?

Andréia, sua irmã mais velha!
 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Ensaio sobre a Despedida - Gasômetro CEG, by Andréia Sieczko



Ensaio sobre a Despedida, by Andréia Sieczko

Gasômetro da CEG



Lembranças... o que é a vida, senão uma coleção de lembranças???


Pelo sentimento que nos remete, quando a realidade se faz verdade, cenário de tantos sonhos, cenário de vida real... pano de fundo de tantas histórias. Símbolo colossal do início de uma grande era, a modernidade... fábrica do gás. Desde o início do século passado, rasgando o céu altivo, e por muitos anos, considerado o maior gasômetro do mundo, mas que cabe dentro do coração de cada um de nós, o eternizamos ao escrever a história, não só de nossas vidas, mas também, fez-se personagem principal da vida política do nosso país,  sobrevivendo a planos secretos; foi  ícone de uma ideologia que durante anos, gerou clima de tensão. 

Absoluto, transcendeu em sua magnitude, sendo um norte para quem chegava à região. Durante décadas, foi a testemunha silenciosa de tantas narrativas, crônicas da vida real. Início de vidas profissionais, pessoais, vitórias, alegrias, tristezas, fim... Cada um tem uma história sua pra contar... e ele, preconiza em si, todas essas histórias, concentradas em infinitos metros cúbicos...  subindo e descendo... e refazendo-se dia a dia, e levando ao infinito todas as conquistas de nossas vidas. Gasômetro, personificação de tantas emoções. Quem o viveu, conhece exatamente a singular estrutura de sentidos e significados, com seu status majestoso, fica difícil não entender, o desafio de querer tê-lo, imortal. 

Dói no peito... mas é impossível prevenir e reverter a temporalidade. Um vazio, desmontando nossas histórias diante de nós. Certa indiferença de alguns rumo ao progresso, atravessam minhas memórias, como se fossem violadas. 

Essa ruptura, na ordem que visa o novo, contradiz a incompletude, como se pudesse ser adiada indefinidamente. E o que já foi novidade, agora, jaz obsoleto diante de tantas novas possibilidades. 

O que já foi profícuo, hoje para muitos é apenas um espaço, a dar espaço à abertura de novos caminhos. Mas para outros na insuperável iminência da ausência, o gigante não estará mais presente. 

Mas como é dito, o que é a vida, senão uma coleção de lembranças? Seu desfecho, descomunal, um quê de orgulho e tristeza, nossa despedida a cada dia ao ver despedaçar-se  uma tradição histórica, a fenecer um pedaço de nós. 

E como cena final de um grande espetáculo, à ele cabe nossos aplausos.





terça-feira, 18 de abril de 2017

Em cada ação, reonova-se a emoção!

A instituição, que atende 44 crianças, recebeu as doações da CEG

A dias da Páscoa, a última terça-feira foi marcada pela visita de sete colaboradoras ao Educandário Romão Duarte, no bairro do Flamengo. O foco da instituição é dar suporte a crianças órfãs, abandonadas ou em situação de omissão ou abuso parental. Além disso, a instituição faz o serviço de creche comunitária.
A visita teve início às 9h, em que as voluntárias puderam passar um tempo com as 44 crianças, cuja faixa etária vai até os quatro anos, tendo crianças até com dias de idade. Durante a ação foram distribuídos os ovos de chocolate e brinquedos arrecadados na campanha realizada nas unidades do Centro e de São Cristóvão. A reação das crianças foi a melhor possível. Todas carecem de amor e atenção. Qualquer demonstração de afeto e preocupação mexe tanto com elas quanto com quem se disponibiliza a participar da experiência.
As funcionárias do educandário demonstraram muita gratidão à mobilização da nossa equipe. Afinal, atender todas essas crianças diariamente não é tarefa simples, e quando se tem uma intervenção tão bem-intencionada, que faz tão bem a todas as partes, tudo se torna mais fácil.
Você se doa, mas na verdade quem ganha somos nós. Estar com uma criança, receber seu carinho, um abraço, um beijo nos remete à inocência, à pureza, algo tão escasso hoje em dia. A inciativa da empresa em participar desse tipo de projeto mostra o quanto está engajada com responsabilidade social e também ajuda a reforçar a cidadania e a consciência social dos colaboradores, envolvendo-os na construção de um futuro melhor. Quem participa de uma atividade dessa não consegue simplesmente ir para casa e não pensar em voltar, ou como pode ajudar”, relata Renata de Souza Vieira, de Gestão de Rede.
É uma experiência maravilhosa. Um ato diferente e bom. É muito positivo poder estar na companhia de crianças tão especiais. Saber que de alguma forma podemos contribuir para o futuro delas nos faz pensar na vida de maneira diferente. Sabemos que a responsabilidade social é de todos nós! É impossível sair de lá sem pensar em voltar”, declara Ide Rodrigues de Freitas, da área de Pessoas, Organização e Cultura.
Andréia Sieczko, de Compras, Prevenção e Serviços Gerais, também deu seu depoimento. “Em cada ação, renova-se a emoção! Não existe um roteiro de sentimentos a seguir. Sempre haverá a ansiedade à espera de abraços apertados e beijos doces, a intensidade do encontro e a energia trocada em cada colo, em cada brincadeira. A doação se faz mútua… Mas com certeza eu volto com muita felicidade dentro de mim. Devolvem-me muito mais daquilo que eu levei. Todos os momentos ficam eternizados. Faz bem à alma.

 



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Aniversário de 1 ano do Henrique Sieczko Fernandes

Ontem (16/04), foi o aniversário do bebê mais novinho da família.
Foi com muito amor e carinho que recebi o presente de ser a madrinha do pequeno Henrique. Esse belo e precioso presentinho, chegou numa hora muito triste e urgente nessa minha caminhada. Henrique nasceu à mesma época que meu amado irmão Waltinho descobriu a doença que infelizmente o levou de nós. Meu irmão chegou a conhecer nosso novo bebezinho, o pegou em seus braços e essa cena vai ficar pra sempre em minha memória. O Henrique é um bebê muito bonzinho, fofo demais, um pacotinho de felicidade que Papai do Céu mandou para a nossa família. Eu desejo toda alegria, saúde e amor para nosso bebê, metade russo, metade índio!!!!!.  Que festa mais linda, bebê!!!!
Deus te abençoe com toda sua Graça!!!!
Seja Feliz, meu pequeno!!!!








sábado, 15 de abril de 2017

Aleluia, Jesus Cristo ressuscitou - Páscoa 2017

Missa da luz - Santuário São Camilo de Lélis



Cordeiro, tende piedade de nós!
Páscoa 2017

Missa da Luz - Sábado de Aleluia - 15/04/2017 - Cirio Pascal


Nossa vigília Pascal, abençoada pelo Padre Fabio.
                                                                    Cirio Pascal

 Procissão da Luz


 



Missa de Sábado de Aleluia - Jesus Ressuscitou - 15/04/2017


Sábado, dia 15 de Abril de 2017 – Evangelho segundo São Mateus 28,1-10.
Depois do sábado, ao raiar do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram visitar o sepulcro.  De repente, houve um grande terramoto: o Anjo do Senhor desceu do Céu e, aproximando-se, removeu a pedra do sepulcro e sentou-se sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua túnica branca como a neve. Os guardas começaram a tremer de medo e ficaram como mortos.
O Anjo tomou a palavra e disse às mulheres: «Não tenhais medo; sei que procurais Jesus, o Crucificado.
Não está aqui: ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver o lugar onde jazia. E ide depressa dizer aos discípulos: ‘Ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis’. Era o que tinha para vos dizer». As mulheres afastaram-se rapidamente do sepulcro, cheias de temor e grande alegria, e correram a levar a notícia aos discípulos. Jesus saiu ao seu encontro e saudou-as. Elas aproximaram-se, abraçaram-Lhe os pés e prostraram-se diante d’Ele.
Disse-lhes então Jesus: «Não temais. Ide avisar os meus irmãos que partam para a Galileia. Lá Me verão».

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Sexta-Feira Santa - Procissão da Paixão de Cristo - 14/04/2017

Meu irmão, meu amado irmão Walter Sieczko dos Santos, eu precisei muito dessa quaresma, precisei assim como o ar que respiro. Eu estou em oração desde antes de descobrirmos a doença que te levou. Não sei, algo me dizia que tempos difíceis iriam chegar... eu só não imaginava que ia perder você, meu irmão.
Tem sido muito difícil acreditar que você não caminha mais neste mundo. Não consigo acreditar que você se foi, que vive agora em outro plano.  Eu não me revolto, mas é difícil acreditar. Eu precisava de algo que simbolizasse essa despedida. Eu não tive o direito de te carregar, nem de cantar pra você. Talvez eu nunca me recupere da falta dessa despedida. Como eu te amo, meu irmão! A quaresma me ofereceu a introspecção necessária, para que com as orações e a fé no grande mistério da vida, eu possa digerir toda essa falta que você vai fazer pra sempre, enquanto eu viver nesta terra. Jesus foi tentado, traído, condenado, torturado, humilhado, crucificado e morto. Foi sepultado. Sua mãe chorou e sofreu com  a agonia prolongada de todo esse suplício. Até que José de Arimatéia pedisse para sepultar o corpo do Cristo.   
E assim o fez. Nossa Senhora sentiu todo o sofrimento de Jesus. Pegou seu filho amado nos braços, figura lindíssima de Pietá. Com toda sua dor, pôde sepultar seu filho. Eu participei da procissão, meu irmãozinho! Eu beijei os pés de Cristo crucificado, pedindo a Ele, que o tenha em seu reino. Deus é Contigo! A missa foi linda e me emocionou muito. Nunca antes eu tinha sentido tão profundamente a importância do amor da Paixão de Cristo. A vida ensina, meu irmão... a vida segue seu rumo, sempre nos ensinando o caminho que devemos seguir. Quem dera, pudéssemos entender esse mistério pelo amor e não pela dor! Chorei... chorei muito, de amor, chorei de saudade, chorei de dó que tenho por essa nossa própria humanidade. Somos todos tão orgulhosos e imperfeitos. E Deus amou tanto a humanidade, que deu em holocausto seu filho único e amado, em suplício, para que nós - um bando de gente egoísta e imperfeita - fôssemos salvos. É difícil entender os desígnios de Deus, Waltinho... eu mesma, em minha infinita pequenez, não entendo... eu busco, procuro, medito, estudo, rezo, peço... mas sou incapaz de entender os propósitos de Deus. Talvez seja uma coisa tão simples... mas que meus olhos humanos não alcançam esse entendimento. Assim, eu, sua irmã, às vezes me ouso a questionar a grandeza de Deus... não chega a ser blasfêmia, porque eu amo a Deus acima de qualquer coisa e o respeito com minha própria existência. Mas sei que sou filha amada, e como filha, tenho intimidade para questionar o que eu não sou capaz de entender. Deus pacientemente me acolhe, mesmo eu continuando a não entender... Ele acalma minha dor, e balsamiza meu coração. Eu sei que um dia terei essas respostas, eu sei que um dia estarei na presença de Jesus, serei acolhida por nossa Mãezinha do Céu... Nossa Senhora, mãe de todas a mães. Eu tive o privilégio de carregar Nossa Senhora das Dores!!! Eu não larguei o andor. Eu senti um pouquinho do peso da dor de Nossa Senhora. Não que eu seja capaz de suportar a dor que Ela suportou... não, não é isso, eu não tenho a pureza e a divindade desta Santa Mulher que foi escolhida para ser a mãe de Jesus. Longe de mim achar isso. Mas eu me senti tão acolhida, tão abraçada por Ela... Não consegui conter a emoção que Nossa Senhora das Dores me proporcionou. E em toda a caminhada, nesta procissão, eu senti você perto de mim, meu irmão! Deus me regalou o presente de te sentir. Eu precisava sentir! O Jeffrey King me auxiliou, me deu as forças necessárias para aguentar o peso terreno da imagem da Santa em cima do andor. Como eu agradeço! Eu só tenho a agradecer! Deus me ouve e fala comigo! Deus me ama, assim como ama você. A procissão para mim teve um significado muito especial! Deus me deu você de novo, para que eu pudesse te carregar, para que eu pudesse seguir adiante, para que eu consiga suportar a falta que seu funeral fez a mim. Te carreguei pela última vez, meditando nas lágrimas da sua mãe, na primeira vez que te peguei no colo quando você chegou da maternidade nos braços dela e ela te deu a mim. Eu precisava deste ritual, e Deus sabia disso. Deus sabe de tudo, Ele conhece a todos nós! Acho que nossa mãe também precisava desse culto. Deu alívio, a mim e a ela. Afinal, antes mesmo de eu ganhar você, você já vivia dentro dela. Você só nasceu porque nossos pais nasceram antes. Alguém antes de mim, já amava você, já cuidava de você, alimentou você. Essa coisa de mãe é coisa muito séria. Com amor de mãe, não se brinca! Embora algo me diga que já fui também a sua mãe em outra encarnação, eu fico satisfeita de ter vindo sua irmã nesta existência. O amor nunca morre, meu irmão! O amor é o sentimento mais forte que existe, desde o primeiro dia que Deus resolveu criar o céu e a terra, criar o dia e a noite, os mares, as florestas, o homem e a mulher, para que fossem soberanos sobre a terra. Todo esse amor, veio na figura de Maria, Nossa Senhora... Toda mulher tem em si, um pouco de Maria. É com esse amor que eu amo você, Waltinho! Foram passos de dor, luta, paixão, despedida... 

Waltinho, sinta meu amor, sinta meu carinho. Esteja bem, por favor! A Cema deve estar com você, eu sinto que ela está. Nossa família que já partiu, nossos amigos espirituais... eu tenho certeza que estão cuidando de você. Hoje talvez você tenha mais compreensão do que eu, você deve saber que as coisas acontecem porque tem algum motivo de acontecer. Apenas peço que sinta a minha energia, que escute as minhas preces pra você e para nós. Sinto muita saudade de conversar com você. 
 Jesus Cristo, Senhor nosso, tende misericórdia de nós! 

Eu precisava participar, eu precisava carregar minha própria dor, eu senti uma presença divina. Hoje ainda sinto a dor dessa presença em meus ombros, e a sinto com grande prazer. Foi muito importante pra mim, irmão.


Com você, sempre no meu coração!

Sexta-Feira Santa - Missa da Paixão de Cristo - Padre Fabio - 14/04/2017