sexta-feira, 20 de abril de 2018

Recuerdos - ANDREIA DITTMANN SIECZKO - 2011



uma saudade de mim

queria tanto que passasse logo...


Por um breve momento

Eu sei que você ia rir da minha cara, dizer que dei mole e que foi muito fácil... mas meu irmão, ninguém melhor que você pra saber os desertos que tenho atravessado nos últimos 24 meses. Parece até que alguém já tinha me dito isso, e foi-me dito, uma noite na hora das minhas orações: "descansa, dorme, dorme bem, dorme feliz... estão ainda todos vivos  e saudáveis..." Depois disso, um turbilhão de coisas atropelaram meu dia-a-dia. Caí em uma escuridão de vazio e tenho lutado desde então para descobrir um pedacinho de mim que ainda tivesse vida. Neste tempo, não tenho vivido, tenho existido entre mundos paralelos, mas irreais ao que vivi até então. No meio da tristeza, um raio de luz, claridade rara iluminou o vazio, e algo em mim, foi tocado. Eu não podia deixar passar, eu não podia deixar de ver se realmente eu ainda tinha vida em mim. Por um breve momento, senti que talvez ainda houvesse um ponto de esperança. Mas meu irmão, as coisas nunca são da maneira que a gente quer. E a corda sempre arrebenta pro meu lado. O tempo exaspera em minhas tentativas de recomeçar, como se eu não tivesse a chance de tentar mais e mais e mais uma vez... Talvez não deva, talvez não queira, mas ainda que rapidamente, senti algo aquecendo em meu peito. E isso, ainda que inusitado, me fez sorrir. Urge a vida, é improrrogável o que temos de viver... Ainda que com a tristeza, com a saudade - que ao final, me faz companhia, não há como sair da vida, senão for vivendo. 

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Imagem retirada da internet


Nem sempre são pessoas felizes os praticantes de Reiki - By João Magalhães


Nem sempre são pessoas felizes os praticantes de Reiki

https://www.joaomagalhaes.com/o-tao-do-reiki/2018/04/nem-sempre-sao-pessoas-felizes-os-praticantes-de-reiki/

BY JOÃO MAGALHÃES ON ABRIL 18, 2018 IN 2018 - RELACIONAMENTOS, FILOSOFIA DE VIDA, REIKI

O que pode fazer de nós pessoas felizes sem nos estarmos a iludir? Será que Reiki pode fazer de nós pessoas felizes ou é apenas um apregoar publicitário?

Um caminho para sermos pessoas felizes e porque nem sempre os praticantes de Reiki o são...
O que nos traz infelicidade?

A pressão diária dos afazeres quotidianos;
O não termos tempo para nós mesmos;
A incapacidade de exprimirmos o que sentimos;
Estarmos em sofrimento inconsciente;
A mente incontrolável com pensamentos excessivos;
O sentirmo-nos incompreendidos;
As obrigações sociais;
A cultura e crenças que nos são incutidas, mas que não correspondem ao que sentimos ser melhor;
A incapacidade de relacionar harmoniosamente com os outros;
A falta de crença na humanidade;
Entre muitas outras coisas…
Quando iniciamos a nossa aprendizagem de Reiki, podemos ir ao engano de pensarmos que vai fazer de nós pessoas felizes. Isso pode mesmo ser um grande engano.

Ao iniciares a tua prática de Reiki, irás aprender que o Mestre Usui indicava que é “A Arte Secreta de Convidar a Felicidade“. Isto quer dizer que, ao praticares os cinco princípios, estarás a desenvolver consciência e a mudar a atitude perante ti mesmo e perante os outros.

Só por hoje, sou calmo, confio, sou grato, trabalho honestamente, sou bondoso.

Então, não há uma promessa de felicidade, mas sim uma indicação clara que terás que trabalhar, diligentemente, para construires o caminho interior que te leva pela felicidade.

Quando encaramos o Usui Reiki Ryoho desta forma, compreendemos que sim, os praticantes de Reiki podem ser pessoas felizes, mas apenas se realmente praticarem aquilo que é a base estrutural do Reiki – a filosofia de vida.

Encarares a vida com uma filosofia assente em cinco princípios poderá parecer simplista, mas na verdade é um trabalho árduo que irá exigir de ti a criação da harmonia, o desenvolvimento da confiança, o entendimento pelas lições de vida, a diligência e a bondade genuína, à qual podemos chamar compaixão e amor incondicional.

Assim, não penses que os praticantes de Reiki são pessoas felizes ou que milagrosamente o iremos ser, os praticantes de Reiki são pessoas que continuam numa vida comum, com os problemas que todos têm e a lidar com as mesmas dificuldades que todas as pessoas lidam, todos os dias. No entanto, eles têm os cinco princípios e, passo a passo, vão construindo o seu caminho na Arte Secreta de Convidar a Felicidade… Possivelmente é esse trabalho, o viver esse caminho, que os faz verdadeiramente pessoas felizes. A mim faz, apesar de todas as dificuldades.

Mentes Informadas

"Quando nos tornamos amor só podemos amar. Não há como
ser diferente. É uma felicidade contínua. Amamos independente
das circunstâncias. Mesmo rejeitados continuamos amando o outro.
Continuamos tratando bem, comunicando-nos, amando como sempre, embora não possamos expressar em sua totalidade o amor que sentimos. Porque esse é um problema criado pelo outro. 
Esta é a única solução que existe. A única solução que funciona.
 A única atitude que podemos tomar para manter a nossa felicidade é continuar amando sem cessar, pois o amor é tudo na vida".

Trecho do Livro Mentes Informadas, Helio Couto


quarta-feira, 18 de abril de 2018

De Janeiro a Janeiro

No Pilates...


No Pilates, pilateando, respirando, concentrando e pensando na vida...
Difícil, mas não impossível.
Saudade é demais!

Evangelho segundo S. João 6,35-40


Evangelho segundo S. João 6,35-40. 

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão da vida: Quem vem a Mim nunca mais terá fome e quem acredita em Mim nunca mais terá sede.
No entanto, como vos disse, ‘embora tivésseis visto, não acreditais’.
Todos aqueles que o Pai Me dá virão a Mim e àqueles que vêm a Mim não os rejeitarei, porque desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade d’Aquele que Me enviou.
E a vontade d’Aquele que Me enviou é esta: que Eu não perca nenhum dos que Ele Me deu, mas os ressuscite no último dia.
De facto, é esta a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e acredita n’Ele tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia».

Mentes Informadas


"A rejeição causa a dor mais profunda que o ego pode sentir.
Quando isto acontece e, inevitavelmente, um dia acontece, o sentimento de perda é brutal. 

O mundo se abre sob nossos pés e nada mais importa ou tem valor na vida. Todas as nossas esperanças de amar e ser amado se desvanecem. 

Os olhos perdem o brilho e o mundo torna-se cinzento".

Trecho do livro de Helio Couto
Mentes Informadas


terça-feira, 17 de abril de 2018

Evangelho segundo S. João 6,30-35.

Evangelho segundo S. João 6,30-35. 

Naquele tempo, disse a multidão a Jesus: Que milagres fazes Tu, para que nós vejamos e acreditemos em Ti? Que obra realizas?
No deserto os nossos pais comeram o maná, conforme está escrito: ‘Deu-lhes a comer um pão que veio do Céu’.
Jesus respondeu-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu; meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do Céu.
O pão de Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo.
Disseram-Lhe eles: «Senhor, dá-nos sempre desse pão».
Jesus respondeu-lhes: «Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede».

hoje, 17/04/18


Uma saudade de tudo que poderia ser e não foi.
Tudo que poderia viver e jamais será vivenciado.
Saudade do que não aconteceu.

Fato é!

"O que sentimos num relacionamento está determinado bioquimicamente
pela quantidade de dopamina,
 norepinefrina, serotonina,
oxitocina, vasopressina e 
testosterona no nosso organismo".
texto retirado da internet

sábado, 14 de abril de 2018

O Sádico, a gota e a Formiguinha


Talvez algum dia deixe de doer... talvez essa dor veio para amenizar a anterior. Talvez seja tudo um jogo, um plano, uma maneira de brincar comigo, me tirar do ar, lançar um novo enigma, ou rir da minha cara. Eu não pedi isso, eu não procurei, não busquei, repito, nunca foi premeditado. Talvez o ostracismo fosse a minha melhor defesa... e eu me defendi. Mas não foi o suficiente para que eu não fosse atingida. Fui ferida, bem onde eu já estava totalmente destroçada. O que querem? Qual é a charada? O que ainda querem de mim? Às vezes me sinto uma cobaia em experiências terrenas... Assim como eu faço com as formiguinhas, que fogem do tsunami de gotas d´água que atiro contra elas, em cima da pia,  enquanto tranquilamente escovo os meus dentes. Ali para elas, o mundo acabou... sadicamente, tento imaginar qual será a próxima estratégia da formiguinha para superar o infindo obstáculo, que para mim, não passa de uma ínfima gota de água, uns respingos. E depois, seco a boca, passo batom e saio pra viver, enquanto a formiga tenta sair da bolha de água... não sei o que acontece com ela... nunca parei para pensar na vida da formiguinha, pois pra mim, ela é insignificante. Assim hoje me sinto. Fico perdida, sem saber o que fiz de errado para ter que viver e/ou superar mais essa experiência... Por quê? Pra quê? Quem é o sádico que hoje toma o meu lugar, enquanto eu me transformo em formiguinha, tentando entender, sobreviver, ser mais rápida que a gota d'água que fecha os meus caminhos? Até onde o Sádico tem a paciência de me testar, de ver como me viro diante das adversidades que cruelmente e sem nenhum nexo, ele oferece pra mim; apenas para ver como eu me saio em situações adversas... Neste momento, tento transpassar as moléculas dessa gota d'água, preciso suplantar e demonstrar mais uma vez o quão forte sou. Mas me sinto afogar, não tenho ar, não tenho forças, não tenho vontade de sobreviver, mas não tenho coragem de me deixar. Algo que vem de dentro, me impulsiona, me joga pra frente e não tenho outra alternativa que não seja lutar. O dia urge, o sádico esquece minha presença, renovo as forças, continuo a peleja para me livrar da gota. Por fim, enfim me sinto salva, longe das vicissitudes - por hoje acredito que seja o bastante.
Amanhã, quando eu deixar de ser formiguinha, vou me lembrar do sufoco que elas passam, quando eu brinco com a vida delas, enquanto escovo os dentes...



sexta-feira, 13 de abril de 2018

Repostando, porque hoje estou assim...


Repostando, porque hoje estou assim...

dezembro de 2011 = abril 2018



LEGADO

Deixo em minhas palavras, meus sentimentos mais sinceros, os pensamentos mais ocultos, e os sonhos mais impossíveis. Deixo em meus cadernos, o tesouro mais escondido, o meu bem mais valioso e o resultado de tudo que sou. Deixo em meus poemas, os amores mais eternos, as lembranças mais intensas e as dores mais insanas... pois tudo faz parte de mim. Sou o meio que concede minhas lágrimas escorrerem, após passearem em meu rosto. Tenho em mim, esse nó na garganta, que me sufoca e tanto me impede de gritar... Mas também sou o grito, que vaga pelo mundo, que se faz ouvir por todos os ouvidos, mostrando a todos que existo, mesmo aos que insistem em não me escutar. Tem dias que sou a felicidade mais radiante, o riso mais intenso e a gargalhada mais gostosa! E em outras vezes, eu viajo em meu silêncio, me recolho em minha própria nudez e me encontro com as estrelas do meu céu. Ando pelo infinito e descanso no meu escuro. Adormeço em meio a bençãos, recebendo forças para nunca desistir... Guardo-me dentro de mim, e me vejo como sou; tentando acertar, imaginando que o mundo cabe no centro do meu abraço, aquecido pelo meu próprio eu. Vem de mim, prosseguir, continuar, tentar... Minha fé, ainda que desacreditada, vive! Ainda que embaraçada em minhas pernas, caminha, busca. Algo em mim me põe a pensar, uma força me faz despertar com a sede de se expôr, se expressar. E assim , dou seguimento... me mostro, me doo, e refloresço.

Andréia Sieczko

Andréia Sieczko



quinta-feira, 12 de abril de 2018

441 dias sem você


Oi, meu irmão.
Depois de 441 dias sem você, sem sua vida em minha vida, hoje foi a primeira vez que não chorei por ti. Hoje eu chorei por mim, Waltinho. Uma tristeza e uma confusão dentro da mente e do coração, não consigo definir exatamente o que sinto, mas está um turbilhão de coisas acontecendo ao mesmo tempo. Hoje também eu teria que ter ido à psiquiatra que me acompanha na terapia do luto... mas tinha tanta coisa acontecendo, tanto trabalho, tantas conjecturas saltitantes na mente, que me deu um certo desânimo de ir caminhando até a consulta. Além da saudade que eu sinto de você, meu irmão, hoje eu também senti falta de mim. De como eu era antes de perder você. Será que o remedinho está fraco? Será que a terapia não está mais fazendo efeito? Será que essa saudade está se expandindo ainda mais? Não sei, Waltinho... eu não sei de mais nada. Resta-me confiar em Deus, e saber que tudo nessa vida tem um porquê. A vida está complicada, parece que nunca foi tão difícil sobreviver a este mundo. Pelo menos, antes, eu tinha você, irmão! Eu te ligava, você me fazia rir pela enésima vez das mesmas besteiras que me contava sempre. Essa rotina me fazia bem. Mandar whatsapp todo dia pra você, receber seus áudios, eram suficientes pra me manter configurada a este mundo, ser parte de algo. Saber que mesmo há quilômetros de distância eu tinha um irmão que sabia o quanto era amado por mim e o quanto era importante esse laço familiar. Eu tenho tanta coisa pra te contar, queria tanto dividir com você as interrogações que me afligem. Ás vezes, muitas das vezes, sempre, né Waltinho, você nem falava nada, mas só de me escutar já era o bastante. Eu espero que você esteja bem, meu irmão. Aqui, vamos levando da melhor maneira possível, lutando nosso dia-a-dia, correndo atrás, seguindo em frente. Eu só queria que no céu tivesse horário de visita... você me faz muita falta.


quarta-feira, 11 de abril de 2018

Perdoe meus momentos de falta de fé...



Perdoe meus momentos de falta de fé...

Quando me encontro vacilante, com minha fé abalada, só o Teu poder, Senhor, é capaz de restaurar minha vida e meu espírito.

Não te afastes de mim, Senhor, me deixe descansar em Ti, seja meu Abrigo, meu Pai, meu Irmão, meu Amigo.


Necessito do Teu acalanto, Teu perdão e Teu amor sem fim.


Andreia Sieczko


terça-feira, 10 de abril de 2018

Credo in Spiritum Sanctum

Credo in Deum Patrem omnipotentem, Creatorem caeli et terrae,
et in Iesum Christum, Filium Eius unicum, Dominum nostrum,
qui conceptus est de Spiritu Sancto, natus ex Maria Virgine,
passus sub Pontio Pilato, crucifixus, mortuus, et sepultus,
descendit ad ínferos, tertia die resurrexit a mortuis,
ascendit ad caelos, sedet ad dexteram Dei Patris omnipotentis,
inde venturus est iudicare vivos et mortuos.
Credo in Spiritum Sanctum,
sanctam Ecclesiam catholicam, sanctorum communionem,
remissionem peccatorum,
carnis resurrectionem,
vitam aeternam.
Amen.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Pearl Jam - Black




Black diz muito mais de mim, do que minhas próprias palavras. E fico aqui, continuo perdida sem saber quem sou... mas sou cada palavra, cada nota, cada som emitido através desse ar. Continuo imersa, e assim continuarei.

Num dia desses, sei lá...

Sinto que às vezes a vida brinca comigo... mesmo em momentos que não busco distrações. Não sei se é para me testar, para eu seguir adiante ou voltar um passo atrás. Nunca vou saber, e nunca tenho certeza. Minha vida é um  conjunto de possíveis e talvez, quem sabe até mesmo nunca, porque eu mesma nem sei. Fico imersa num lago cristalino, e não defino onde é o fundo, onde é a margem. Tudo tão lindo e ao mesmo tempo tão confuso, que pareço estar em outra dimensão, e não em mais um dia tão normal da existência. 



Intensidades

Sou muito intensa...
Tudo pra mim, é muito...


sábado, 7 de abril de 2018

Eu Me Rendo - Renascer Praise



Eu Me Rendo
Renascer Praise
 
A ti eu vou clamar
Pois tudo vem de ti
E tudo está em ti

Por ti vou caminhar
Tu és a direção
O sol a me guiar

Tudo pode passar
Teu amor jamais me deixará
Sempre há de existir
Novo amanhã preparado pra mim
Preparado pra mim

A ti eu vou clamar
Pois tudo vem de ti
E tudo está em ti

Por ti vou caminhar
Tu és a direção
O sol a me guiar

Tudo pode passar
Teu amor jamais me deixará
Sempre há de existir
Novo amanhã preparado pra mim
Preparado pra mim
Preparado pra mim

Eu me rendo aos teus pés
És tudo que eu preciso pra viver
Eu me lanço aos teus braços
Onde encontro meu refúgio

Eu me rendo aos teus pés
És tudo que eu preciso pra viver
Eu me lanço aos teus braços
Onde encontro meu refúgio
Jesus, eis-me aqui
Jesus, eis-me aqui



Música linda que tive o prazer de conhecer hoje.
Só tenho a agradecer...
Muito amor no coração.


sexta-feira, 6 de abril de 2018

Poeminho



Seu olhar, seu cuidado, seu sorriso
Me faz o dia ser mais bonito
Mesmo com as tempestades que enfrento
Seu abraço é um unguento.




quinta-feira, 5 de abril de 2018

Dia 05/04 dia feio, dia muito feio... se já era feio antes... agora então...


Hoje às 08:15h eu estava no ponto de ônibus para mais um dia de trabalho.
Peguei o celular da empresa pra ver meus e-mails de trabalho e reuniões do dia.  Guardei o celular. Estava na bolsa.

Nisso, 2 vítimas da sociedade, em uma moto, pararam na minha frente... Anunciaram o assalto mostrando-me um revólver... Arma de fogo... Não era de chocolate, não era de brinquedo!!! E com certeza, não estavam sorrindo pra mim...
Mandaram abrir a minha bolsa, dar a eles o celular e mandaram-me olhar para o outro lado. Provavelmente para não reconhecê-los ou não visualizar a placa da moto... Que com certeza era roubada... Porque eles não tiveram oportunidade de estudar e trabalhar para comprar a moto com sacrifício próprio... Tadinhos.

Fiquei com muita pena... Deles... E não por mim... Afinal, sou uma mulher pós graduada, trabalho há 20 em uma multinacional... Afinal, o celular era da empresa... E pobres assaltantes precisam sobreviver, se alimentar...

Enfim...

Estou viva Graças a Deus!

E Vida que segue.



quarta-feira, 4 de abril de 2018

QUANDO UM FILHO MORRE ANTES DOS PAIS

QUANDO UM FILHO MORRE ANTES DOS PAIS
Ana Elisa F. de Castro

*** texto retirado da internet ***


Encontrei esta reportagem e gostei muito, espero que ajude a tantas pessoas que estão passando por tanta dor como eu. 

Quando um filho morre antes dos pais 

Senhor, há uma velha história que meu pai me contou.
Um velho perdeu o seu único filho, e seus amigos vieram procurá-lo e disseram-lhe: Por que choras? Nada te pode devolver teu filho.
E o velho disse: É por isso que eu choro.

A perda de um filho ou de uma filha é considerada por muitos como a dor mais profunda e devastadora que uma pessoa pode sofrer na vida. Realmente, o luto pela morte de um filho costuma ser de uma intensidade muito grande e geralmente possui um tempo diferenciado, tempo esse alongado em função das características específicas desse tipo de perda.

É comum pensar e desejar que a morte siga uma seqüência cronológica: primeiro morrem os pais, depois, os filhos. Por isso, quando essa seqüência se quebra, independente da idade do filho morto, os pais sofrem muito, pois para o ser humano, o filho é a continuação de sua própria existência e quando um filho morre, sonhos e projetos dos pais vão embora com ele. Múltiplas perdas estão envolvidas nesse processo e é por isso também que essa perda é geralmente tida como mais complicada do que as outras.

Em algumas situações, a partida de um filho pode desestruturar toda a dinâmica familiar, ocasionando separação dos pais e problemas de relacionamento com os demais filhos. Conforme nos apontam alguns estudiosos do luto, normalmente, os pais não respeitam a maneira de pesar um do outro e às vezes a distância do assunto “filho que morreu” com a intenção de poupar o companheiro, é o que pode ocasionar separações. Em relação aos filhos que ficaram, acontece em alguns casos, comparações freqüentes e idealização com o filho que partiu, o que pode trazer mais complicações para a família já que o irmão também está sofrendo por essa perda. 

Alguns comportamentos em pais enlutados são também considerados como naturais ao vivenciar esse tipo de luto tais como a idealização do filho morto, encontrar defeitos nos filhos vivos de outras pessoas e/ou de seus próprios filhos sobreviventes. Há ainda a existência de sentimentos de culpa, sensação de impotência, fracasso, incapacidade e a crença muitas vezes de que os cuidados com o filho que se foi não foram suficientes e que não se conseguiu protegê-lo como deveria.

Certamente, quando um filho morre há toda uma transformação individual e familiar que trará diferenças significativas no porvir da vida. Conseguir dar continuidade e um novo sentido à (esta nova) vida exige, por parte dos pais que ficam um investimento pessoal muito grande e isso requer apoio, compreensão, respeito e cuidado para com cada pai e mãe enlutados. Dessa forma, é possível que haja a reorganização de sentimentos, valores e crenças, e, aos poucos, cada um vá encontrando sua forma singular de vivenciar esse tão difícil e doloroso luto até chegar um tempo em que a dor intensa se vá e permaneça a saudade, fiquem as lembranças dos bons momentos e a alegria de ter sido mãe/pai de um filho muito amado e querido. 

Ana Elisa F. de Castro é psicóloga e atende pessoas enlutadas no Cemitério Morada da Paz.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Cadê você, meu irmão?

E me dá uma saudade...
E eu olho para o porta retrato na minha mesa de trabalho e lá está você: sorrindo e sempre olhando pra mim. Ah, meu irmão... como dói essa saudade, como machuca esta distância em que meus olhos não conseguem te enxergar. Cadê você, meu irmão? Cadê você, meu irmão? Você faz uma falta enorme em minha vida.
Vou carregar essa saudade, até o dia que eu te reencontrar.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Pensamento de hoje:


Sartre e a Origem da Angústia


https://filosofonet.wordpress.com/2010/10/10/sartre-e-a-angustia-da-escolha/


Sartre e a Origem da Angústia 


O grande problema do homem moderno é a falta de sentido  da vida e o vazio de sua  interioridade.  O indivíduo não sabe o que quer e também não sabe o que sente.  Constantemente vive reclamando da vida e em conflito consigo mesmo. Algumas vezes encontra-se  angustiado ou em depressão.  Sua vida é regular e monótona, realiza atos habituais e rotineiros. Levanta-se sempre a mesma hora,  segue sempre o  mesmo trajeto para o trabalho,  volta para casa sempre no mesmo horário. Ao chegar em casa faz sempre as mesmas  atividades, como assistir televisão, tomar uma cerveja ou ficar na internet.  A  grande maioria abandonou aquela ambição típica da juventude de ser feliz a qualquer custo.

          A falta de sentido da vida provém da incapacidade do ser humano se auto-conhecer e de agir como ser pensante e autônomo. Ao não perscrutar e analisar sua existência e seu mundo  interior o indivíduo torna-se incapaz de dirigir sua própria vida. Vivemos uma época em que os indivíduos perderam a exuberância, perderam a capacidade de viver à vida apaixonadamente. O homem moderno não tem mais a responsabilidade pelo que é. Ele perdeu a capacidade de fazer alguma coisa por si mesmo e se sentir bem com a vida.   A falta de sentido, de objetivos, de finalidade tornou-se  a condição existencial do homem contemporâneo. O desespero tornou-se parte da condição humana. Em uma entrevista Sartre  reconheceu que “via no desespero uma imagem lúcida do que era a condição humana.” (SARTRE, 1980, p. 19) 

        Em uma época onde os valores se relativizaram,  e onde vazio interior e falta de sentido tornaram-se parte da experiência humana, o existencialismo tem algo muito importante a nos oferecer.   É um instrumento que pode nos ajudar a superar nossas angústias e nos levar à liberdade, nos ajudando a agir de forma autônoma.  O existencialismo pode nos ajudar a repensar nossa própria vida e nossas ações no mundo. Mas, antes, devemos saber o que é isto,  o existencialismo? 

          A partir da segunda guerra mundial  o homem experimentou a barbárie, a regressão social  e a falta de sentido da vida. Tornou-se comum no vocabulário das pessoas a famosa frase de Sartre, “a existência precede a essência”.  Sartre explicou essa frase em uma conferência, que o tornou famoso: “O existencialismo é um humanismo”. Nesta conferência ele procurou defender sua filosofia das críticas que lhe eram feitas,  buscando introduzir o público leigo nos conceitos de sua filosofia.  Sartre iniciou sua  palestra explicando o fundamento de sua filosofia. Para isso, ele usou um exemplo de como um objeto é feito, imaginou como um corta-papel seria projetado.  No nosso dia-a-dia deparamo-nos com uma infinidade de objetos. Se pensarmos como eles são feitos, chegamos à conclusão de que todos seguem uma receita, um plano.   Para criarmos um corta-papel  temos que planejar, temos que ter uma ideia de sua forma, seu tamanho, suas características e sua finalidade.  Para que este objeto torne-se funcional temos que ter um projeto em nossa mente.  Neste caso a essência do objeto precede sua existência.  Este exemplo bastante simples mostrar-no que,  se Deus existisse,  ele seria parecido com  um fabricante de corta-papel, pois  teria criado o mundo a partir de um projeto.   Contudo, para Sartre,  este raciocínio não se aplica a existência humana. O existencialismo de Sartre é ateu. Ele defende a tese de que “a existência precede a essência”. Não há um Deus criador, um demiurgo, que antes planejou o ser humano a  partir de uma ideia prévia, assim como o escultor produz sua obra a partir da matéria bruta. O ser humano simplesmente existe e só se define a partir do que ele faz de si mesmo. Não existe uma natureza humana pronta, acabada e pré-definida. O homem é livre para fazer o que quiser de sua vida. A essência do indivíduo se define por aquilo que  ele faz de si mesmo. Isso significa que o homem está condenado à liberdade. Não existe destino, o destino somos nós que fazemos.

           O existencialismo de Sartre postula que o homem não é um “ser em-si”, não é um objeto inanimado como as coisas no mundo. Só as coisas são em-si.  O homem é um “ser para-si”, pois tem consciência de si mesmo. O homem é um ser da liberdade, da escolha. É aquele que deseja e escolhe o que deseja. Mas não se trata de obter o que se quer, mas desejar com a alma, com discernimento, com autonomia, determinar-se a querer por si mesmo. Dessa forma, o homem nada é, mas torna-se o que se é quando constrói sua própria liberdade e, portanto, sua própria essência.

         É notório que em nossa época o homem moderno não escolhe autenticamente a vida que quer levar. Ele assume compromissos sociais, morais e religiosos que geralmente não pode cumprir.  Por escolher mal ele paga um preço muito alto, pois não consegue se libertar de suas escolhas e fica angustiado.  Para Sartre,  a angustia surge da consciência de nossa liberdade, surge da responsabilidade por nossos atos.  “É na angústia que o homem toma consciência de sua liberdade (…) na angústia que a liberdade está em seu ser colocando-se a si mesmo em questão”. (SARTRE, 2002, p.72).  Dessa forma,  a angústia   resulta da revelação da nossa própria liberdade sem peias, limitada apenas por si mesma, fonte absoluta de todo sentido.  Mas, esta liberdade, “só é descoberta reflexivamente, quando, engajado no mundo, em vez de realizar meus possíveis (se se quiser, meus fins ou meu futuro), eu os aprendo como meus” (MOUTINHO, 2003, p.77) 

          Sartre diagnosticou em nossa época  que a maior parte  dos seres humanos preferem  não serem livres. O homem prefere a não-liberdade do que sentir a angústia de escolher sua própria liberdade.  Alguns homens  prendem-se a riquezas, outros a fama. Uns levam o peso de seu orgulho, outros o peso de sua solidão. Uns prende-se ao casamento, outros a religião. Um curva a cabeça ao seu chefe, outro a família.  Só para exemplificar, hoje em dia nós vemos uma grande parte dos casais vivendo juntos sem amor, apenas se suportando. Isso por causa dos filhos, por causa dos bens ou mesmo por dependência psíquica em relação ao outro. A vida torna-se insuportável. O resultado são as brigas, as traições,  a ansiedade, as compulsões e as neuroses. Também há profissionais que fazem a mesma atividade e odeiam o que fazem, são incapazes de mudar de vida. Ficam na mesma profissão por anos a fio, mesmo odiando o que fazem. É um desperdício das capacidades físicas, intelectuais e da criatividade.   A explicação de Sartre para estes problemas está na angústia da escolha. O homem tem medo da liberdade. Para muitos seres humanos a liberdade gera a angústia. Muitos não suportam esta angústia, e para não assumir a liberdade, fogem dela. São incapazes de escolher. São homens da má-fé.  A má-fé é a atitude característica do homem que não é capaz de escolher. Este tipo de homem aceita passivamente sua situação, pensa que sua vida é assim porque Deus quis e que  não pode mudar seu destino. Ele aceita os valores, normas e regras da tradição passivamente sem nunca refletir sobre elas. Ele engana a si mesmo e pensa que é dono de seus atos.

           O exemplo de má-fé no amor é bastante ilustrativo.  Para Sartre,  a união amorosa é um conflito irreconciliável, já que assimila a própria individualidade e a do outro em uma mesma transcendência. Em conseqüência disso, implica o desaparecimento do caráter de um dos dois. Quem ama limita a liberdade alheia, apesar de respeitá-la. Dessa forma, no amor,  a atitude da má-fé acontece quando o indivíduo está com alguém há anos sem sentir amor, mas, por questões morais, religiosas ou por gratidão, fica assim mesmo com a pessoa. Ele não a ama, mas dissimula para si mesmo que a ama.  Ele não quer fazer uma escolha pela qual teria que se responsabilizar. O indivíduo recusa a dimensão do para-si e torna-se em-si. Ele é um objeto, uma coisa, o puro nada. É o homem responsável que recusa sua liberdade e se torna um ser conformado.  

         Quando não  temos convicção sobre o que realmente  desejamos  e sentimos,  somos levados a desejar e a querer o que a sociedade ou o  grupo nos inculcam. A ambição e as metas que temos não são nossas, mas aprendemos e a adquirimos  de outros. Lutar pelo êxito financeiro, procurar ser um profissional bem sucedido, ter fama ou poder para sermos amados e admirados torna-se  uma ilusão. O resultado disso é a ansiedade, o vazio interior e a solidão.  Quando os verdadeiros sentimentos e desejos se perdem surge a apatia e a resignação. A vida torna-se fútil, sem emoções, e os sonhos perdem sua importância.  Esse medo e  incapacidade de escolher nos leva ao vazio.   O vazio vem do sentimento do nada que experimentamos. A pior coisa que pode acontecer a um homem é o nada. O nada é o não-ser, o não se realizar, o não querer mais, é o cansaço e a impotência.



MOUTINHO, Luiz D.S.  Sartre:Existencialismo e Liberdade. São Paulo: Moderna, 2003

SARTRE. J. L’Existentialisme est un humanisme. Paris: Gallimard. Col. Folio. 1996

SARTRE. J. O testamento de Sartre.  Paris: 1980. L&PM, São Paulo, p. 17-64. Entrevista concedida a Benny Lévi para Nouvel Observateur

SARTRE, J. P. O Ser e o Nada: Ensaio de ontologia fenomenológica, trad. Paulo Perdigão Petrópolis: Vozes, 2002.