terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Obrigada amigo-irmão Luis

Gratidão por sua amizade, amigo-irmão Luis.
Estava relendo nossas conversas no whatsapp e vi o dia que você me chamou de sua irmã.
Muito obrigada por seu carinho e sua atenção.
Muito obrigada por me deixar próxima a você e de sua família, por abraçar a minha dor e a dor de minha mãe, por nos acolher. Obrigada por todas as palavras de conforto. Você tem um lugar enorme em nosso coração.

Obrigada por dividir toda essa luz que emana de você!

Que continue sendo luz, que continue seu trabalho e sua caridade do outro lado da vida.

Que você seja sempre luz na vida de todos que o rodeiam, seja neste plano, ou no outro plano, onde todos nós um dia iremos nos encontrar.

Se puder, por favor, meu amigo, mande entregue o meu abraço e o meu amor para o Waltinho. Eu sei que vocês irão se encontrar. Diga a ele, relembre-o do quanto eu amo meu irmãozinho. 

Obrigada Luis, muito obrigada pela oportunidade de ser sua amiga. Vou continuar daqui, sempre rezando por você, pelo Waltinho e pelos que aqui ficaram sentindo essa saudade imensa que não estamos nunca, preparados pra sentir. 

Deus o receba em grande glória, pelo maravilhoso ser humano que você é.

Gratidão!

Muito obrigada, muito obrigada, Deus te abençoe sempre!

Um ser de luz, que agora brilha mais que nunca, no céu!


Luis Pessoa, amigo-irmão do Waltinho - 23/01/2018 - 15:00h



Hoje, 23/01/2018 às 15:00 horas da tarde, faleceu o amigo Luis Pessoa. Amigo do meu irmãozinho Waltinho... que esteve com ele na hora da passagem desta vida para outra. Um ser iluminado que pôde acalmar o meu coração despedaçado e também o coração de minha mãe, ao nos informar que esteve com meu irmão até seus últimos momentos. O alento que precisávamos receber, para acreditar que ainda havia amor e caridade em torno no desenlace monstruoso que praticaram contra meu irmão. Luis Pessoa também tinha câncer, e se tratava com a mesma equipe de oncologistas. Dividiu com meu irmão seus sentimentos mais profundos, foi um amigo verdadeiro, e que terei em alta estima por toda minha vida. Um ser de luz, que também lutou contra o câncer,  de coração aberto, se manteve íntegro em suas convicções espirituais, e manteve a mesma fé que tinha o Waltinho.

O conheci no hospital, durante o tratamento de quimioterapia do Waltinho, e também sua família. Sua esposa foi incansável e guerreira, e lutou junto com seu marido, seu amor, lado a lado, sempre, até o dia de hoje. Casal lindo, com uma energia enorme, gente do bem, que estavam sempre apoiando o Waltinho espiritualmente. Em algumas ocasiões, enquanto pude estar com Waltinho, recebíamos a visita do casal, e eles nos ministravam Johrei. Waltinho descansava naquela energia do bem, e eu caía de sono, ali mesmo, sentada na poltrona e abraçada a um travesseiro. Ressonava por uns instantes, e aquela energia de amor, nos dava forças para mais um dia de batalha naquele hospital.

Luis sempre se manteve em alta vibração espiritual, sempre lendo livros edificantes e seguindo com o tratamento contra essa doença difícil de se conviver.

Estávamos sempre em contato, posso afirmar que nosso contato era diário, pois minha mãe e eu rezávamos todos os dias por ele e sua família.

Depois que Waltinho foi embora, eu tive a necessidade de me aprofundar espiritualmente na energia Reiki, que também recebíamos - Waltinho e eu - à distância dos meus amigos aqui no Rio, e nós, lá naquele hospital de Pernambuco. Todos os dias, Waltinho perguntava:

- Andréia, seus amigos não vão mandar "aquilo" não?

Aquilo era o reiki, que recebíamos todos os dias, à distância, que fazia tão bem ao meu irmãozinho.

Depois disso, senti a vontade de estudar e me iniciar nessa energia vital, energia do bem... e me tornei uma "reikiana". A partir do momento que eu concluí o segundo módulo do curso, passei a enviar reiki todos os dias para o AMIGO-IRMÃO do Waltinho, com um prazer enorme, com muito amor e muito respeito como agradecimento ao carinho e atenção que Luis e Carol Pessoa deram ao meu irmão.

Foi um juramento que fiz a mim mesma, enviar reiki, energia positiva, pensamentos de amor... e minha mãe também rezava o Terço da Misericórdia para ele, todos os dias, e sempre foi com um carinho imenso, imenso... como se fossem para nosso próprio sangue.

Luis passou a ser nosso ponto de ligação espiritual com Waltinho, e aprendemos amá-lo mesmo à distância, como se fosse um familiar nosso.  

Só temos a agradecer ao amigo-irmão Luis e sua esposa Carol, por todo o carinho, por nos deixar compartilhar momentos de pura espiritualidade.  Luis sempre foi uma voz que emanava amor, elevação...  Serei sempre grata por todo feedback que ele nos deu. Por dividir um pouco de sua vida conosco, e que deixou que nós nos sentíssemos parte de sua vida.

Deus escolheu este dia, 23 de janeiro e essa hora linda que é a hora da misericórdia para que Luis se encontrasse  com seu amigo Waltinho, meu irmão.

Eu só consigo imaginar uma luz de muita paz, muito amor, e pedir que Jesus ampare o coração da Carol, do Luigi e dos pequenos.


Obrigada Carol, por ter nos acolhido nessa amizade fraterna.
Meus sentimentos, nossa amiga.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

2 Coríntios 5:10


Porquanto, todos nós deveremos comparecer diante do tribunal de Cristo, a fim de que cada um receba o que merece em retribuição pelas obras praticadas por meio do corpo, quer seja o bem, quer seja o mal. Perfeita reconciliação com Deus.

Justiça, Senhor!!!!!!

domingo, 21 de janeiro de 2018

Comemoração do Aniversário de 68 anos do Tio Guzzo - Fr. Paraíba


Feira dos Paraíbas...
afinal..... 

Tio Guzzo, tia Armida, Felipão, mamãe, Cardoso, Luiz e eu.

A feira dos paraíbas deu uma caída e tanto... comida ruim e escassa... nunca vi isso! Ficou uma M...

Deve ser a crise!

Mas o mais importante é que tio Guzzo curtiu a comemoração dele e já estamos em ritmo de aniversário pelos 70 anos do Cardoso dia 24. Faria junto com dona Joanna, mas esta já foi para o céu.

Agradecemos, Senhor, pela vida do Tio Guzzo e pela importância que ele teve e continua tendo na nossa vida(Eu, Waltinho, Felipinho e Priscila). Tio Guzzo é um paizão para nós!!!! Sempre foi!!!! Nunca fez diferença entre os filhos e os sobrinhos. Sempre nos tratou com muito amor e carinho,  e sou grata a Deus por ter tido um tio que sempre fez o papel do nosso pai. Tio Guzzo fez aniversário no início do mês, mas eu fiquei dodói e não pude trazê-lo antes, mas graças a Deus, como todos os últimos anos, a gente sai e comemora sempre!!!!

Te amamos, tio Guzzo!!!!!

Deus te abençoe, sempre!!!!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

1 Corintios 4:5


Assim, nada julgueis antes da hora devida; aguardai até que venha o Senhor, o qual não somente trará à luz o que está em oculto nas trevas, mas igualmente manifestará as intenções dos corações. 

Então, nesse momento, cada pessoa receberá de Deus a sua recompensa.


Justiça, Senhor, meu Deus!

domingo, 14 de janeiro de 2018

Gato Oliver Biliguinha


Mesmo sabendo de tudo isso, quanta saudade!

Saudade que dói, Waltinho!!!!!
Difícil fim de ano 2017
Difícil início de ano 2018


Lembrar que você não está mais aqui, que você não começou esse ano, ai, meu irmão... daqui há pouco, 367 dias desde nosso último abraço. 

Quanta saudade!


Mesmo sabendo que a morte é apenas uma passagem, quanta saudade!

Mesmo sabendo que vamos um dia nos encontrar, quanta saudade!

Mesmo sabendo que agora você está livre dos teus algozes, quanta saudade!

Quantas saudades de ouvir teu riso solto, de conversar amenidades, e até ouvir seus lamentos, mesmo sabendo que você não tinha culhão pra se livrar da vida que vivia, quanta saudade!


sábado, 13 de janeiro de 2018

Jó 19:29


Melhor será, pois, que temais a espada da justiça, pois por meio dela vêm os castigos, a fim de que saibas quem é o Todo-Poderoso.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Gato Oliver Biliguinha Sieczko - meu presente por tantos anos

Oliver Biliguinha Sieczko
Sempre  foi um presente pra mim!
Obrigada por todos os anos de aprendizado
Tenho comigo as melhores lembranças
Sou muito agradecida por ter recebido você em minha vida
Meu primeiro gato.
Meu gato de olho azul que nunca me abandonou
Você me ensinou a amar gatinhos
Você me ensinou um amor que eu não sabia
Você me ensinou o respeito
Você me ensinou tanto...

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

GATO OLIVER NO JARDIM DA VOVÓ - ITAIPUAÇU

Minha mãe sempre me surpreendendo... olhem que lindo funeral fizemos para o Gato Oliver Biliguinha. Oliver está em espírito no céu, fazendo companhia ao Waltinho... mas seu corpinho está junto com todos os nossos bichinhos: Clodine, Johnny González, Mariath, Tieta, Rudáia, Huguinho e Magú (esse portão amarelo era do canil do Magú, e esse cão tão inteligente e obediente, amável, amigo, está enterrado abaixo do portão amarelo), assim como as nossas tartarugas e todos os nossos amados bichinhos de estimação. É um alento saber que nossos animaizinhos cumpriram sua missão de nos ensinar o que é  o amor, estão ainda cuidados e amados, lembrados por nós. Eu preciso disso... eu preciso desse ritual. E eu não tive esse direito para com meu irmão... nem minha mãe, nem meus tios... Eu tive esse direito suprimido às custas do egoísmo e egocentrismo de pessoas frias e cruéis. Mas isso está nas mãos de Deus. Meus bichinhos merecem respeito até após a morte, e cada um deles, está cuidadosamente guardado e enterrado em nossa casa. Minha mãe fez um belo funeral para o Oliver, e comprou-lhe um adorno para que soubéssemos sempre onde seus restos repousam. Um féretro com imagem de gato, segurando a sua bolinha e ao lado, um cogumelo. Nosso jardim com certeza ficará mais belo, e nosso coração mais em paz. Oliver ganhou um mausoléu, onde jaz, perto de nossos outros anjinhos de 4 patinhas. Oliver partiu... mas em nossa companhia, nossas orações (mesmo que gato não tenha pecado, mas com certeza, essas orações foram para acalentar o coração da gente, já tão entristecido pelas circunstâncias da vida), e também pela energia do reiki, que tantas vezes fizemos juntos (Luiz, eu e os gatos Oliver Sieczko e Francisco Chico Sieczko Reis). 

Obrigada por todos esses anos de amor e dedicação, Oliver. 

Obrigada, mãe, por me ajudar a cuidar do meu gatinho, meu filho e seu neto de 4 patas. Ele teve uma morte digna, cumpriu sua missão, me ensinando um amor sem maldade. 


Cripta do Oliver - Jardim da vovó Nina - Itaipuaçu/2018


Eclesiastes 12:13


Agora que já se disse tudo, eis aqui a conclusão a que chegamos: ama reverentemente a Deus e obedece aos seus mandamentos; porquanto foi para isso que fomos criados. Porque Deus conduzirá a Juízo tudo quanto foi realizado e até mesmo o que ainda está escondido; quer seja bem, quer seja mal.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Dia 09 de Janeiro, dia triste, de lembranças tristes (2017-2018) - Oliver Biliguinha

Hoje, 09 de janeiro de 2018, fez 1 ano que meu amado irmão entrou em um hospital para a morte. Este dia tem agora mais um motivo para ser triste, lembrado com imensa saudade para o que me resta de vida. Mas também, hoje é dia para refletirmos, sobre a vida e a morte. Sobre humanos e animais. Sobre caridade e crueldade. Sobre fatos que acontecem e que podem ser encarados de uma forma mais humanizada, mais amorosa, mais tocante no sentindo real do que deve ser um sentimento - ou não.


Oliver hoje, escolheu esse dia para me deixar... mas me deixou com um aprendizado, fechou com chave de ouro seu ciclo, e eu serei pra sempre grata por ter percebido o quão grande é esse conhecimento. Oliver Biliguinha, meu primeiro gatinho... que chegou a mim, sem que eu tivesse me programado, sem que nem ao menos soubesse que os gatos fazem xixi e cocô numa caixinha com areia especial... eu não sabia nada, nada de nada, apenas me vi levando um gato que ficaria na rua se eu não o trouxesse pra casa. Oliver e eu tivemos momentos tensos: um querendo provar ao outro quem era o chefe da matilha. Gato não se submete, humanos também não (em geral). Passamos uma fase difícil de adaptação, e aos poucos, fomos aprendendo a conviver, dividir espaço, a respeitar um ao outro.  Sei que está difícil escrever algo agora sobre o Oliver. Eu só tenho a agradecer pelos 13 anos juntos - mas eu agradeci. Como eu agradeci!  Oliver já era um gato idoso, e algum tempo já vinha com alguns problemas renais (doença que atinge 75% dos gatos depois da vida adulta). Oliver teve boa comida, bom veterinário, boa caminha, bom amiguinho Francisco que veio para perturbar-lhe os bigodes, mas também uma fonte de rejuvenescimento e companhia. Oliver teve amor. Oliver morreu com amor, muito cuidado, muito respeito e muito conforto para seguir sua próspera jornada. Mas, em uma de nossas últimas conversas, eu fui dormir na cama dele (sim, Oliver tinha uma cama de gente, que de herdou da vovó Joanna e de vez em quando dividia com alguns convidados hóspedes), eu fui dormir com meu gatinho, que quase já não conseguia pular na cama, passos vagarosos de um senhor de 90 anos e então pude conversar com ele, pedir desculpas pelas pessoas que eu tive que fazê-lo conviver por causa de minhas escolhas erradas, gente que nunca deveria ter entrado em nossas vidas. Agradeci pelo companheirismo... meu gato, meu lindo amigo de 4 patas a quem eu sempre fui importante pra ele (nem que fosse para servir uma "mimida molhada"), amigo fiel que nunca contou meus segredos pra ninguém, sempre ouviu meus lamentos, minhas perdas e vitórias, que me arranhava de vez em quando, mas adorava me ouvir cantar, que se acercava e ficava me olhando chorar, que era um ótimo ouvinte e um fofoqueiro de mão cheia!
Nós então deitamos lado a lado, e rezamos juntos, agradecendo pela vida em comum que tivemos. E eu falei pra ele, que só seria menos mal essa separação, se ele me prometesse que iria para o céu, morar com o Waltinho. Eu chorei, mas ele só me olhava... placidamente com aqueles olhos azuis que já estavam perdendo seu brilho. Olhar baixo, cansado, mas que rapidamente mirava ao ouvir seu nome, pedindo que ele fosse morar com meu irmãozinho. Quando Waltinho esteve aqui em novembro de 2016, o Oliver emprestou sua cama para ele, e Waltinho foi cuidado e teve seu sono velado pelo meu guerreirinho Oliver. Eu chorei, acariciava a cabecinha deste bichinho e ele apenas me olhava, retribuindo o olhar que vinha da alma. Eu sabia que seu fim estava próximo. Me agoniava ver que o guloso Oliver, não se aguentava em pé, fraco, sem apetite... Mas a vovó Nina vinha todos os dias, e batia no liquidificador uma mimida especial, que dávamos a ele pelo canto da boca, através de uma seringa que Waltinho tinha deixado aqui. O que me surpreende, é que mesmo sozinho com minha mãe, ele sabia que eu estava trabalhando, e que a vovó Nina precisa dar-lhe de comer, dar-lhe de beber... e ele bebia o pouquinho que podia, e nunca, em nenhum destes momentos, mordeu ou nos arranhou minha mãe ou ao papai ou a mim. Quando ele não aguentava mais, ele dava aquela  ronronada de gato para avisar que já tinha chegado ao seu limite alimentar. Então, limpávamos o gato, e o descíamos do tanque, no colo para o chão e ele ia para sua caminha. Muitas vezes eu me senti impotente, assim como há 1 ano atrás... mas em nenhum momento, pensamos em sacrificá-lo, porque qualquer dia a mais com ele, era um presente de Deus. Ele teve nossa companhia, minha mãe saiu de sua casa e veio pra minha, eu, Luiz, o gato Francisco...  Ele teve dignidade que meu irmão, infelizmente, não teve. Ele só precisava de carinho, não sentia dor, perguntamos tantas vezes ao veterinário... Ele jamais teria gostado de sair de sua casa, seu espaço para ficar internado, sozinho na clínica VET. Raríssimas vezes foi ao VET, nunca gostou do cheiro dos outros animais que lhe eram estranhos. Ás vezes em que foi, foram para deixar em minha pele, o registro de sua passagem nesta terra: inúmeros arranhões que levarei tatuados ao resto da minha vida. Todos agora são olhados com carinho e saudade, como sendo a  marca de um gato que sempre soube o que queria. Eu, de novo, agradeço! Vou agradecer sempre e todos os dias pela oportunidade de convívio e aprendizado, por todo o amor que ele me ensinou a ter. E também a partir de hoje, também agradeço por ele estar fazendo companhia ao Waltinho. Oliver me prometeu, com o olhar profundo de sua alma, que estaria sim, sendo o guardião do meu irmão, sendo seu companheirinho fiel, assim como foi pra mim em tantos anos. Ele me prometeu levar todos os beijos e cafunés que  fiz nele nesses últimos dias. E sei que ele chegou ao céu jovem e brincalhão, com os olhos azuis mais brilhantes que um gato poderia ter, para o irmão mais lindo e amado que é o meu Waltinho. Um dia, eu me juntarei a vocês!

Muito amor, Oliver
Meu gato lindo!
Gratidão!


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Oliver está se despedindo de nós.

Oliver está se despedindo de nós.
São 13 anos e meio de muito companheirismo, muito amor, muita luta, muito aprendizado. Eu aprendi com ele e ele aprendeu comigo. Juntos, crescemos e aprendemos a respeitar um o espaço do outro. Foi duro, Oliver sempre foi um gato "selvagem"... nunca gostou de colo, sempre mordeu e arranhou muito... não gostava mais que 30 segundos de carinho, depois disso, já saía fora, mordia, ia para um canto. Mas sempre gostou de uma fofoca... adorava ouvir a conversa dos outros, sempre foi bom ouvinte.

Oliver acabou com uma geladeira, porque ele enfiava o focinho e abria a geladeira, só pra pegar um fresquinho, depois dava meia volta e deixava a geladeira trabalhando a tope,  porta aberta o dia todo ou a noite toda. Tive que comprar uma geladeira nova... Oliver me tirou do sério muitas vezes, apanhou muito de jornal...

Mas com o tempo, a gente conseguiu ir se adequando, afinando, aparando as arestas. Oliver não é fácil e eu também nunca fui.

Agora meu companheiro gato, está idoso, e com falência renal. Estamos cuidando dele com muito amor, carinho e principalmente respeito.


domingo, 7 de janeiro de 2018

FAMÍLIA É COISA SÉRIA!!!! RESPEITEM

 FAMÍLIA É PROJETO DE DEUS!







Imagem real, retirada da internet!!!!

Imagem real, retirada da internet!!!! 

Guerreiros, morrem lutando, porque assim é a alma de um guerreiro. Walter Sieczko dos Santos

Meu irmão teve câncer.

Doença que nunca havia chegado até nossa família... nem por parte de pai, nem por parte de mãe - até que chegou. Veio tão rápida como um raio, e tão devastadora como uma tempestade. Muita luta, muito sofrimento, mas em nenhum momento, meu irmãozinho pensou em desistir. 

Meu irmão é um guerreiro, e guerreiros, morrem lutando, porque assim é a alma de um guerreiro.

Meu irmão, não morreu de câncer!

Meu irmão foi enganado, foi-lhe tirado o direito de lutar.

Como um guerreiro pode lutar sem suas mãos? Como um guerreiro por lutar sem suas armas?

Como pode um guerreiro lutar, quando desconhece seus próprios inimigos?

Meu irmão não foi respeitado. Foi enganado, iludido, ludibriado. Descartado como um trapo, arrancado da família. Morreu acreditando em pessoas que pensaram que eram Deus, que agiram como se fossem Deus, e lhe deram a sentença final, na hora que julgaram ser a hora de partir. Mas Deus, o verdadeiro, não dorme, tem olhos que a tudo vê, e aguarda, pacientemente o momento certo. Ainda que não seja aqui, nem agora, não importa... Deus sabe e não tem a pressa dos homens.

Eu clamo por justiça!

Mas é Deus que conhece o coração do homem.

Eu sei que Deus também conhece o meu coração, e me dará a justiça que preciso.

Te amo, Waltinho!
Você não foi esquecido. E nunca será um trapo para nós!

Eu sou a sua irmã, e vivo hoje por você!


sábado, 6 de janeiro de 2018

Waltinho: Ninguém tira o meu direito de te amar

Daqui há pouco, serão os primeiros 365 dias desde a última vez que lhe permitiram respirar e 367 dias desde nosso último beijo, nosso último abraço, meu irmão. Ainda não consigo acreditar.... muitos e muitos dias serão necessários até que eu entenda como você se foi. Tenho a certeza que 10.000 dias não serão o suficiente para esse entendimento, e nem para que eu aprenda a viver sem sua voz, sem sua vida dando pitaco na minha e vice-versa. A chuva chora a minha saudade, escorre montanha abaixo, invade ruas, transborda rios... Porque minha saudade é molhada demais, Waltinho.  Tanto que te pedi: venha para minha casa! Aqui você teria carinho, amor e cuidados. Verdadeiros cuidados paliativos, meu irmão. Ninguém iria tocar um dedo em você pra lhe fazer mal. Estaríamos a seu lado, seguraríamos a sua mão, e na HORA QUE DEUS ASSIM, QUISESSE, te chamaria pra perto Dele. Você foi vítima de algozes frios e calculistas, gente que não tem amor no coração.
Talvez a vida siga para outras pessoas, para o mundo... mas para quem perde a quem verdadeiramente se ama, não é a mesma história... não há como ser a mesma vida.
Eu te vi nascer, eu te recebi nesta vida como tua irmã, vivi a infância e a juventude ao seu lado, meu irmão. Nós não merecíamos este fim.

Te amo pra sempre, meu irmãozinho!!!

Esse amor, ninguém tem como roubar de mim, ninguém tira o meu direito de te amar e lutar contra o mundo por você.

Sua irmã mais velha, 

Andreia Sieczko
irmã do Waltinho.


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Você está comigo o tempo todo



Pois é...
Aí de repente em um momento do dia vem aquela saudade e eu penso instantaneamente: vou ligar pro Waltinho, tô com saudades. Era tão fácil e certo te ligar e ouvir tua voz, que a distância geográfica entre nós ficava no  intervalo de espaço entre minha mão e o celular. Em segundos eu estava contigo, meu irmão. Escutava o teu dia e ria contigo das mesmas piadas... Então eu me lembro que você não estará do outro lado da linha, aguardando minha chamada pra me sentir a irmã mais importante do mundo, falando com meu irmãozinho, meu bebezinho, meu boneco manequinho, meu primeiro amigo, meu maior tesouro. O irmão que também me ligava pra contar as pequenas vitórias e grandes derrotas... mas que no meio da conversa, as celeumas do cotidiano eram substituídas por nossas lembranças, as brincadeiras, as mesmas histórias que adoravam ser recontadas. E aqueles momentos tornavam nosso dia mais leve. Às vezes nem tinha tanto papo, era uma conversa entre malucos do tipo:

- beleza?
- beleza!
- tudo certo por aí?
- tudo, é a medida toda, visse?
- é foda...
- é, é foda...
- kkkkkkkkkkk

Eram risadas dos dois pontos cardeais... e assim seguia o dia, a gente só precisava saber que estava foda pra gente, mas que nós estávamos ali. E que um ouvia o outro, e que um entendia o outro, apesar de na verdade não conseguir entender o que te amarrava ali. Mas eu aceitava suas escolhas, porque sempre acreditei que as pessoas tem o direito de escolher a vida que quer viver pra si. O mais importante, você sabia, meu irmão: eu sempre estaria à sua disposição pra te livrar de qualquer amarração; assim como você sempre pôde contar comigo e com as portas da minha casa, da nossa casa sempre aberta pra te receber. Você pra mim, nunca teve defeitos, você, pra mim, sempre foi o melhor irmão do mundo, Waltinho e não adiantava ninguém querer mudar o sentimento, o amor e o que eu pensava sobre você. Quantas e quantas vezes eu repeti, que pra mim, você não tinha defeitos. E que se não tivessem satisfeitos com você, era só avisar... eu mandava a passagem, assim como eu mandei em todas as vezes que você me pediu socorro. Jamais te deixaria desamparado, sem teto, largado na rua, nunca!

Família é isso, sangue é isso, amor é isso.

Eu só sei que você me faz uma falta imensa, você criou uma saudade que eu nunca estive acostumada a sentir. É difícil seguir adiante, sabendo que não terei sua gargalhada no telefone, ou sua presença física em minha vida. Hoje em dia,  de vez em quando você me visita em sonho, diz que tá sempre comigo e eu posso te abraçar, conversamos até a hora de eu acordar para a realidade fria da vida sem você. Mas mesmo assim eu agradeço, mesmo assim eu rio e choro ao mesmo tempo, assim como eu fazia na hora de me despedir no aeroporto. Eu sempre terei mais a agradecer do que sofrer, embora o meu sofrimento seja grande, a oportunidade de vir neste mundo como sua irmã mais velha e ter vivido nossa infância e nossa juventude compartilhada, me faz uma pessoa agradecida ao Senhor do Universo, que determinou esse laço familiar, nosso sangue e esse amor tão bonito que pra sempre reinará.

Te amo muito, meu irmão. Você está comigo o tempo todo, não há um só dia que eu passe sem rezar pra você, sem mandar meu amor pra você... converso contigo o tempo todo, todinho.


Mateus, 10:26


26 Entretanto, não os temais! Nada há escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido. A entrega do temor a Deus. 27 O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; e o que se vos diz ao ouvido, proclamai-o do alto dos telhados. …

Que nossa justiça seja feita!