segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Aniversário da Nossa Maria

Maria hoje completou 54 anos.
Desses 54, ela convive comigo há 16 anos.
Maria é uma pessoa muito querida por todos que a conhecem. 
Uma pessoa muito especial, com toda sua simplicidade.
Parabéns, Maria!!!!
Te adoro

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Quem sabe um dia?

Um andante sem rumo, autômato, robô... ser humano sem alma... sem brilho, sem raça. E ainda, além de tudo, prisioneiro de si mesmo. Cavaleiro sem ideal... vaga, através dos anos, tentando ser contente, jurando, a cada minuto, fidelidade ao que julga ser o certo!

Pobre ser!

Imagino sua dor... e acompanho seus passos, em caminhos paralelos; esperando, quem sabe um dia, te entender.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Não sei nem quando, nem como, nem porquê...

Algo em mim mudou.
Não sei nem quando, nem como, nem porquê...
Só sei que mudou e continua mudando... cada dia um pouco mais. Eu me assusto, com meus pensamentos e ações. O que antes era um prato cheio para uma boa demanda, hoje ou eu dissolvo na conversa, ou me recolho e sigo em frente. Acho que as pessoas devem estar achando que fiquei idiota... e talvez até se animem a me testar. Minha parte má continua dentro de mim... contida...  eu continuo achando que tudo seria mais fácil se fosse resolvido no "tiro-porrada-e-bomba". Mas tem alguma força que se faz mais forte que meu mal/mau gênio. Minha ira está adormecida, e bons pensamentos me invadem, mesmo contra minha vontade. Não sei se gosto desse novo jeito... não sei ser "boa". Nunca fui boazinha... os bons sempre me enervaram... Fico confusa e estressada com tanta bondade brotando... e fluindo... e tomando conta de mim. Não sei o que é isso, quem mandou pra mim essa nova maneira de ser e pensar. É claro que não mudei totalmente... isso é praticamente impossível a meu ver... mas o que ocorre hoje, já seria impossível, mas já o é. Contudo, confesso que é mais fácil sentir-se leve, sem o peso da maldade, das mentiras e de todos os atos danosos que já pratiquei... por minha pura e legítima vontade. Estou tentando conviver com esse novo jeito, e rezando para que ninguém acorde novamente o monstro que vive em mim. Por que se ele acordar, o bagulho fica feio... e nem eu vou querer me ver!

Deus nos abençoe e nos ajude!

Amém.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Apenas os amantes da boa mesa podem entender...

Eu realmente gosto de cozinhar. Também é verdade que eu a-do-ro comer!!!! Mas o que mais me fascina na arte culinária é a magia que todo o ritual em volta da comida tem. E não falo em utensílios e ingredientes, não... falo de algo muito mais sutil e importante. Eu gosto "no ato de cozinhar" todas as sensações que nosso corpo e nossa alma sente. Eu gosto do amor depositado na minha obra, uma fusão, uma alquimia, na sinergia dos temperos, amo as lembranças quem vem com a comida. As lembranças de um tempo que já passou, mas que se reproduz imediatamente quando sentimos o cheiro da refeição... nossa memória nos remete instantaneamente ao momento vivido outrora. E o paladar? sentimos o gosto da comida e saudade, de alimento e alegrias.  Quase que totalmente, eu afirmo que as pessoas tem apenas boas e felizes memórias envolvendo comida. Pouquíssimas pessoas guardam na memória capítulos ruins envolvendo comida. A grande maioria, possui lembranças positivas e felizes destes momentos.  Quem não tem saudades dos cafés da tarde na casa da nossa avó?  Do lanche que as mães serviam quando as colegas da escola iam fazer trabalhinhos na época do primário, dos "miojos" na volta da praia, as comidas típicas do Natal, da Páscoa... Quem nunca se encantou com a massa de pão, crescendo debaixo do pano de prato, e depois ardendo de desejo com o cheiro de pão, saindo do forno, para a mesa? Hummm, minha mãe fazia manteiga... ela batia as natas, à mão (devia cansar muito, né?) até que chegasse à textura de manteiga, amarelinha! Os doces, para alegrar nossos dias, bolinhos de chuva, para quando tivessem tempestades... molho de macarrão caseiro, hoooooras cozinhando no fogo baixo. Arroz e feijão, servidos como se fossem almas gêmeas... e batatas. Minha mãe faz batatas russas deliciosas... Dos salgadinhos que fazíamos 1 mês antes das festinhas e ficavam contados, congelados e separados em saquinhos... esse ritual era gostoso; juntavam as mulheres da família e ficavam lá... fazendo a massa e depois formando as bolinhas, as coxinhas... Cheiro de sopa, me remete à cheiro de nuvem. Pelo menos eu acho que nuvem tem cheiro de sopa!!! Pizza caseira, com massa gordinha, fofinha que minha tia faz... a de sardinha é uma gostosura no dia seguinte, mesmo fria. Biscoito de polvilho é outra delícia, só de relembrar, me enche a boca d'àgua... e as lembranças dos sacolés de fruta, que eu não tinha paciência para esperar congelar, e acabava bebendo o suco,  que tentava - em vão - virar picolé de saquinho... sagú de vinho, sagú de leite, canjica, omelete detudoquetemnageladeira!!! "Roupa velha" aquela comida que fazemos em uma frigideira, na madruga, para matar a fome de quem veio (jovem) da balada. Hambúrguer não dava certo... o cheiro acordava nossa mãe, e a bronca vinha junto... ah, bons tempos... Meu "menu" favorito quando eu ficava doentinha e minha mãe fazia a comidinha que adoooro: purê de batatas, bife à milanesa e salada de alface e tomate. Almoços de domingo... lanche de fim de tarde, mingau depois do Fantástico, pra dormir com a pança quentinha... Jantares românticos, inesquecíveis; brindes, celebração, felicidades... momentos para serem lembrados por toda uma eternidade. Satisfação, alegrias, recordações, bem-estar... um bem estar bem enorme, que não caberia em palavras, aqui neste post. Pra mim, a refeição é sagrada, é linda! A Santa Ceia foi linda... Independente do "chique" e sofisticado que pode ser um prato... um PF bem feito, bem temperado, preparado com amor e carinho tem muito, muito, muuuito mais valor que um prato servido com pompa e circunstância... se não tiver sido feito com amor, pode levar à congestão. Eu gosto tanto de cozinhar, que se eu estiver triste, com raiva ou chateada, eu evito entrar na cozinha. Já fiz algumas tentativas e comigo, é comprovado: minha mão fica ruim... eu salgo demais a comida, ou passa do ponto, não fica legal... vai tudo pro lixo... o que pra mim, é um sacrilégio. A cozinha é um lugar sagrado, um laboratório de amor, onde criamos as obras mais deliciosas da nossa vida, nosso alimento, que nos mantém vivos, que nos dá energia e recheia nossa alma de boas lembranças. Eu sou uma apaixonada pela boa mesa e por toda emoção que ela me proporciona. Hummm, deu fome, vou ali e já volto...
 
 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

sábado, 27 de setembro de 2014

Estudando um pouco da finitude com Dostoiévski

 
"Eles não desejavam  nada e eram serenos, não ansiavam pelo conhecimento da vida como nós ansiamos por tomar consciência dela, porque sua vida era plena.  Mas sua sabedoria era mais profunda e mais elevada que a nossa ciência; uma vez que a nossa ciência buscar explicar o que é  a vida, ela mesma anseia por tomar consciência da vida para ensinar os outros a viver... ao passo que eles, mesmo sem ciência, sabiam como viver".
 
Dostoiévski



segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Trinta linhas de prosa sobre o Casarão, by Jocemar de Souza Barros

“Trinta linhas de prosa sobre o Casarão”

... E como se percebessem aquele estado de quase abandono, as pequenas folhas secas e amareladas eram trazidas e conduzidas pelo vento, invadindo e deslizando alvoroçadas pelos corredores do velho casarão, e com o simples roçar de seus corpos leves com o chão, de certa forma, quebravam discreta e suavemente o silêncio e a sensação de vazio deixada pela ausência das pessoas.

Lá fora, a frondosa mangueira da frente do prédio, permanecia majestosa e balançando sua copa ao contato do vento, abrigando entre seus galhos e folhagem os pássaros que pareciam cantar reclamando a presença daquela gente, que até poucos dias atrás, circulava pelo passeio no entorno do jardim, desfrutando de sua generosa sombra e geralmente alheia ao cantarolar espaçado das aves, não lhes dando a merecida atenção, certamente tomada pela rotina e preocupações com os afazeres do dia-a-dia. Os camaleões, habituais vizinhos, pareciam mais atrevidos, arriscando um número maior de aparições e passeios à luz do dia, já sem tanta preocupação com a camuflagem ou mesmo com o risco de serem atropelados por alguém mais distraído.

Descontando-se o tilintar das folhas e o canto descontraído dos pássaros, era quase possível ouvir-se o silêncio ao passar pelos corredores do casarão.

Ao olhar para dentro dos salões apagados e vazios, guardando apenas a mobília abandonada, podia-se dar vazão a pequenos flashes de memória dos dias agitados de tempos recentes e mais ainda, lembrar-se de quantos já haviam passado por ali, em tempos mais remotos.

Na verdade, o velho casarão abrigou e assistiu algumas gerações - que se renovaram como tudo tem de ser, afinal - passando incólume pelo tempo, resistindo impávido à ação contínua e aos golpes frequentes da natureza.

Assim, em poucos dias, o velho casarão, após ter cumprido seu papel por décadas, fará parte do passado de toda gente que por ali passou, viveu e conviveu, e as folhas e o vento e os pássaros e até mesmo os camaleões, poderão passear livremente através de seus corredores, que pela simetria, muitas vezes confundiram os visitantes menos habituais, até que a estrutura cumpra seu destino final, voltando ao pó e guardando para sempre as várias histórias ali vividas, das quais foi parte integrante, dando lugar ao novo espaço planejado; quem sabe até, para ser um novo Casarão!

Jocemar de Souza Barros.

RJ, 22/09/2014



terça-feira, 16 de setembro de 2014

Aqui é o planeta Terra...

Frente a tudo que vejo nesta vida... faz-me lembrar uma palestra em que Divaldo Franco, ouviu de uma senhora que seu neto era ao mesmo tempo seu filho, uma vez que teve relações com o próprio filho... Assustado com a revelação, Joanna de Angelis, sua mentora, alertou-o: " POR QUE ESSE ESPANTO, DIVALDO ?  AQUI É O PLANETA TERRA "
Diante disso, nada mais tenho a declarar no dia de hoje!