quarta-feira, 30 de junho de 2010

Tempo, tempo...


Me assusta a missão do tempo, que dando tempo ao tempo, pudesse o mundo mudar.

E no tempo contemplo que todo tempo, não foi suficiente para o tempo acabar.

E sigo te amando, mesmo após tanto tempo, contradizendo o tempo, que dizia que era impossível pra sempre te amar.

E esse tempo perdeu-se no tempo, mas lembrado ficará, como o tempo mais intenso, que esse tempo poderia ficar.
E os poucos dias vividos, somente entre nós vai reinar, gravados pra sempre na alma... Nem mesmo o tempo, pode com esse amor acabar.


terça-feira, 29 de junho de 2010

Amor meu


Amor meu,
Que tão seu meus sentimentos inócuos
Vagueiam por entre as gentes...
Tanta ânsia vertente, em seus braços, agora tão vazios.
Uma gota no ar, flutuante, minha lágrima de prisma inocente.
Passeia em meu rosto cálido, buscando em si, seu sorriso.
Busco em mim, o ar que tu respiras...
E meu peito se abre na esperança de um novo dia.

Onde começa você - Capital Inicial

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Baitola!!!!!

Muito estrelinha o técnico do Chile, hehehehe...
Adorei os faniquitos e os pulinhos dele, ha, ha, ha, ha!!!

domingo, 27 de junho de 2010

Canteiros

Composição: Fagner / sobre poema de Cecília Meireles

Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã
Sendo claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ...
E deixemos de coisa, cuidemos da vida
Senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
São as águas de março fechando o verão
É promessa de vida em nosso coração
.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Fogo


O calor que queima meu corpo é o mesmo que deixastes nos rastros do lençol que, embebido em prazer, fez-se nosso manto. O fogo que mantém meu peito em chamas é o mesmo que te faz acordar na madrugada fria chamando meu nome. A brasa ardente, indecente, incandescente viva pulsa latente em nossos corações, abrasando o sentimento que faz a vida ter todo sentido. E essa luz que vem do fogo, jamais se apagará.

terça-feira, 22 de junho de 2010

A Vaquinha no Precipício

Um sábio passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita.

Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar. A casa era de madeira, faltava calçamento e os moradores, um casal e três filhos, trajavam roupas rasgadas e sujas.

Ele se aproximou do pai daquela família e lhe perguntou:

“Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Então, como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?”

O senhor calmamente lhe respondeu:

"Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e com a outra parte nós produzimos queijo, coalhada e outros produtos para nosso consumo. Assim, vamos sobrevivendo".

O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por alguns momentos, despediu-se e partiu. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:

“Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e a empurre, jogando-a lá embaixo".

O jovem arregalou os olhos espantando e questionou o mestre sobre o fato de a vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família. Mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.

Assim fez e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela pobre família tivera que vender o sítio para sobreviver.

Chegando no local, foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos, ao que o caseiro respondeu:

“Continuam morando aqui”.

Espantado, ao encontrar os familiares, viu que se tratava das mesmas pessoas que visitara com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao dono:

“Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida?”

E o senhor entusiasmado lhe respondeu:

“Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daquele dia em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. Assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora”.


Autor Desconhecido

domingo, 20 de junho de 2010

Clarice Lispector I



"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas...
continuarei a escrever."
Clarice Lispector

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ar (sem acento!)


O ar que transborda meus pulmoes, cala o grito afogado em minha garganta. E minhas palpebras pesadas me levam ao sono do reencontro. Estreme'co em seu peito e me ato em seus pelos. Me entrego sem reservas, mergulho cachoeira abaixo, rolando com as pedras que caminham pro seu mar. Me aque'co em seu colo e me sinto protegida no meio do seu abra'co. A cor do seu beijo eh a paz que encontro quando abro os olhos e enxergo contigo nosso horizonte.

domingo, 13 de junho de 2010

continua sem acentos... depois eu conserto.

Tao seu, meu amor.
Que quase nao ha o que mensurar
Quase nao existe o eu e o voce
E tudo fica tao mesclado que nao tem como separar
As raizes estao trancadas
Que deves matar sua sede
Em minha nascente
E quando se afasta
Sua ausencia doi na carne
Porque o amor e um sentimento forte.

sábado, 12 de junho de 2010

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Eu nunca deixarei

Benditas sejam as palavras.
Palavras que me aproximam desse amor, palavras que conseguem exprimir a beleza deste sentimento e me faz viajar por entre mundos... Eu amo escrever o quanto te amo. É como desenhar em linhas todo meu amor por você. Eu passeio entre folhas de papel, entre um "Eu Te Amo" e outro, rabisco luas, estrelas, nuvens e arco-íris em nuances de grafites... E os corações? Isso sem falar nas centenas de corações desenhados, guardados em cadernos, às vezes molhados com lágrimas de amor, as vezes brincando entre frases, vírgulas e parágrafos. Ponho suas iniciais no topo da página, tentando o melhor ângulo pra ter seu nome perto de mim. E depois das minhas palavras escritas, eu amo as músicas que simbolizam nossos momentos, por isso, além de cantar pra você, eu as escrevo, para que cada letra ganhe cada dia mais o seu sentido. As músicas são palavras com vida e energia... por isso são tão importantes a quem se ama. E eu gosto de sentir o seu amor vibrando em meus ouvidos, o calor da melodia em meu peito e alimentando minha alma de sentimentos. Amo-te!
E nunca deixarei de escrever pra você.
E nunca deixarei de cantar pra você.
E nunca deixarei de amar você.
Pra sempre.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Alegria


Sua alegria é minha força e seu sorriso, a sedução que trazes escondido; completando meus sonhos e me trazendo à realidade. Misturando os sentidos, com as gargalhadas preenchendo vazios e transbordando o céu de rosas. Pétalas coloridas, uma pra cada dia... é assim que te espero.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sou sua


Eu sou sua mesmo quando a distância se faz presente em meus dias. Sou sua quando me enlaças em seus braços e teu abraço entorpece minha ansiedade obscura, tornando-me um frágil passarinho que não tem em si, o desejo de voar. Sou sua quando meus ouvidos reconhecem o timbre da voz que vem da sua alma. Sou sua quando recebo o brilho dos seus olhos irradiando os verdes meus. Sou sua quando sinto o cheiro da tua boca sussurrando meu nome no mesmo instante que engulo seu corpo banhado de paixão. Sou sua quando você se torna o responsável pelo tremer do meu corpo embaixo do seu. E para sempre serei sua, pois você me fez feliz num momento que nunca mais teve fim...