quarta-feira, 16 de maio de 2018
Essa noite eu acordei e não consegui mais dormir
Oi, meu irmão... essa noite eu acordei e não consegui mais
dormir.
Fiquei relembrando a nossa vida, a nossa história e como
chegamos até o final de sua trajetória nesse mundo. Eu ainda não superei... não
vou nunca superar a maneira que você foi embora. Você morreu 2 vezes: uma pelo
câncer, outra vez pelo egoísmo de quem dizia te amar. Minha terapia às vezes dá
um nó. Escrever o que eu sinto, sempre foi fácil, mas quando se trata de você,
e de como me deixaram no vácuo, complica meus pensamentos. Não consigo
concatenar os sentimentos e fica um eco diante do abismo profundo que me
encontro. Ah, Waltinho, como seria bom que você estivesse aqui comigo, e que eu
pudesse te abraçar ou mesmo ficar de conversa contigo no telefone... isso já me
seria o suficiente. Qual o seu telefone aí no céu? Tem ramal? Quanta saudade,
meu irmão. Eu sinto tanto sua falta, que me dá desespero saber que não vou mais
receber sua ligação, pra você saber como
estou. Saudade me define. Mesmo sabendo que um dia estaremos juntos, essa
espera me causa uma dor diária. Todos os dias eu lembro de você, todo momento
eu sinto sua falta... mas tem dias que são piores que outros, tem dias que a
saudade é mais cortante, mais doída, e aí não tem jeito... eu choro, eu fico
triste, eu fico mal – então eu rezo. Peço que Deus acalme meu coração e que meu
anjo da guarda leve até você todo o meu amor. Eu lembro da fé que você teve em
Deus, meu irmão. Te amo tanto.
terça-feira, 15 de maio de 2018
Milton dos Santos - 15 de maio & Família
Hoje seria aniversário do meu avô Milton dos Santos, pai do meu pai, Valter Rodrigues dos Santos. Filho de Rosária Fiori dos Santos e Adelino dos Santos, meus bisavós paternos. Assim como meu pai fez com os filhos, meu avô Milton abandonou meu pai à própria sorte. Assim como meu pai, meu avô também criou filhos que não eram seus... Meu pai foi filho único do meu avô. Lamentável como o ciclo se repete, lamentável como o ser humano não tem força de vontade para quebrar as maldições do passado. A vida segue... seguiu... Lembro de quando eu tinha uns 7, 8 anos, meu avô apareceu em nossa casa... Lembro que ele dormiu aquela noite em minha cama, e passou a noite toda chorando baixinho e pedindo perdão. Eu não entendia aquilo... não sabia a que se referiam aquelas palavras, eu via que ele estava muito quebrantado pela vida. Mas eu não tinha muito contato com ele, por esse motivo, pouquíssima intimidade, o que fez com que eu mantivesse certa distância daquela pessoa, que minha mãe dizia ser meu avô. Uma pena que eu não pudesse abraçá-lo e acarinhá-lo, eu nem me lembrava dele... enquanto eu crescia, ele babava os netos de outrem. Tanta coisa errada que a gente vê nessa vida; tantas coisas que poderiam ter sido diferentes. E hoje, eu só me pergunto: como seria ter tido avô? Meu avô russo, Wlozmiers Sieczko, pai de minha mãe, morreu quando eu tinha uns 3 ou 4 anos... lembro muuuuito pouco dele, pois ele vivia em Santos, litoral de São Paulo; e tampouco foi um exemplo de pai para minha mãe e meus tios. É tanto pesar, tanta falta de amor, que só de pensar, em tudo que deveria ser e nunca foi, dói. Bom, vô, eu pelo menos quero agradecer por minha vida, por meu nascimento que veio também de ti, da minha avó Alda Rodrigues, de meus bisavós Adelino e Rosária - por parte de pai, e meus avós maternos, Maria Dittmann Sieczko e Wlozmiers Sieczko, e meus bisavós maternos, Ana e Ignácio Dittmann, meus tataravós Maria e Alexsander Fiodorovit Sieczko, Ana Schultz, Yustin, Fran e Julia Dittmann, Ana Morra Fiori, Francisco Fiori. Um monte de gente, que estiveram nesta terra antes de mim, que caminharam, fizeram seus acertos e seus erros... até chegarem aos meus pais: Nina Celia Sieczko dos Santos e Valter Rodrigues dos Santos, casados em 1970 e separados em 1981. E assim, nesse lapso temporal, nasci eu, nasceu o Waltinho - Walter Sieczko dos Santos... e por aí segue a vida até hoje. Waltinho, meu amado e tão querido irmão, já se foi, está ao lado da nossa família espiritual convivendo com pessoas que eu não conheci (pelo menos nesta existência), mas que eu amo, pois sei que são minha linhagem e que trago deles algumas características - embora eu nem saiba!!! Eu sou grata. Por tudo o que foi, mas também pelo que não deu pra ser... Ninguém é perfeito. Quem sabe, com a misericórdia de Deus, um dia a gente se acerta... se esbarra entre uma reencarnação e outra. Família é projeto de Deus, e essa miscelânea de gente, da Russia, Polônia, Alemanha, Itália e Brasil, está conectada no universo, através da permissão do Senhor de todas as coisas, por que, deve haver algum motivo: família. Enfim... comecei a postagem de uma maneira, e acabou maravilhosamente de outra; porque na verdade, eu não devo julgar a quem eu nem conheci. Por isso eu agradeço, eu só agradeço a cada pedacinho desse DNA que fez de mim, quem sou. A soma de todos que aqui passaram, meu sangue. Que todos estejam em paz, de acordo com a consciência das coisas boas ou ruins que praticaram. Ninguém é tão bom que não possa ser ruim... nem tão ruim que não possa bom em alguma coisa. Hoje eu sinto saudade e gratidão... e que por favor, família espiritual, estejam cuidando do meu irmãozinho, e dando a ele todos os beijos e abraços que ainda ficaram em mim. Beijem por mim, e o abracem por mim e por cada um de vocês, todos os dias, multiplicado por 1.000
Eu ainda assim, continuo acreditando que família é tudo de bom, com todos os defeitos e qualidades de cada um de nós: Família Dittmann Sieczko Rodrigues Santos Fiori.
Eu ainda assim, continuo acreditando que família é tudo de bom, com todos os defeitos e qualidades de cada um de nós: Família Dittmann Sieczko Rodrigues Santos Fiori.
Andreia Sieczko
segunda-feira, 14 de maio de 2018
domingo, 13 de maio de 2018
sábado, 12 de maio de 2018
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Hoje eu abracei minha árvore!
Então, a saudade bateu, a necessidade do trabalho me fez ir à fábrica (e gostei muito disso); que minha primeira parada foi na minha árvore preferida da CEG. Minha amiga mangueira. Minha árvore confidente, que tanto me ouviu falar, reclamar, chorar, rir, pensar... anos e anos assim, e ainda hoje eu tenho um profundo respeito e amor por essa árvore.
Quantos segredos, quantas lembranças, quantas e quantas histórias
quinta-feira, 10 de maio de 2018
Minha Mangueira
Foto tirada na fábrica do Gás - setembro de 2010.
Aqui eu tinha todos que me foram tirados.
Aqui eu era feliz.
Minha árvore preferida. Todos os dias eu conversava com ela. Ainda está lá... mas por quanto tempo ainda? Amanhã eu vou até ela. Vou abraçar a minha árvore e deixar que ela escute a minha voz, dizendo o quanto ela é importante pra mim... e ainda que ela possa ser extinta - em nome do progresso, ela permanecerá viva e linda, para todo o sempre na minha memória.
quarta-feira, 9 de maio de 2018
Relativo relacionado
Daqui o tempo é outro
Aqui não temos pressa...
A gente só vai, na hora que tem que ir.
Tudo é relativo
Motorista de avião,
Aqui é chamado de piloto.
Tudo de tudo é incerto
O certo, tantas vezes advém do errado
O equívoco dos nomes
Nem sempre é chamado.
Pouco quase sempre é necessário
Quando temos tanto a viver
A vida por si só é maestria
Nós só precisamos sobreviver.
Aqui não temos pressa...
A gente só vai, na hora que tem que ir.
Tudo é relativo
Motorista de avião,
Aqui é chamado de piloto.
Tudo de tudo é incerto
O certo, tantas vezes advém do errado
O equívoco dos nomes
Nem sempre é chamado.
Pouco quase sempre é necessário
Quando temos tanto a viver
A vida por si só é maestria
Nós só precisamos sobreviver.
terça-feira, 8 de maio de 2018
Cancão - 08 de maio de 2018
Oi Cancão, hoje é seu dia. Embora eu não tenha tido muito tempo pra pensar, lembrei que se você tivesse neste mundo, seria o momento de se ver com mais idade... 67 anos, você faria hoje. Mas não saiu dos 59. Dos 59, não vivi os seus primeiros 20... mas ainda bebê, sim, presenciei seus 21. Com você, eu cumpri meus 38... e com eles me despedi. Minha primeira grande perda - mas como se perde quem nunca se teve? Eu não sabia o que ainda estava por vir. Nem poderia imaginar que quem busquei para sua despedida - esse sim, seria meu grande pesar.
Fazendo uma rápida análise, vi que dos meus 38 anos, 9 foram compreendidos em família (eu tinha pai, mãe e depois dos 3 anos, irmão - meu maior presente). Então foram 9 anos de pai e mãe e 6 anos de irmão + pai + mãe. Eu... durante esses anos, pensei que a vida fosse perfeita e feliz. Não sabia o que era o mundo, o que eram as necessidades dos aprendizados humanos. Com a idade que você foi pai, eu voei para o outro lado do mar, desbravei limites que você nunca chegou. Você andou, andou, andou e não saiu do lugar (em vez de andar, eu penso que você cavou, cavou, cavou um buraco tão grande em volta de si, que acabou ficando lá embaixo, e não tinha mais como voltar). Mas eu te dei as chances que você nunca me proporcionou. Me dispus durante toda minha vida e me indispus no momento da sua partida. Eu fiz o meu papel, eu estive ao lado de quem deveria - mas que nunca esteve ao meu. Não me arrependo, mas talvez hoje, não faria de novo, ou até faria, porque não sou inclemente. Posso ter vindo do barro, mas não sou barro.
A mensagem que eu gostaria de te enviar, agora é um bilhete vazio, em branco. Talvez esteja errada - talvez, não. Quem sabe ainda esteja com raiva - e por que não? Sou gente, sou carne, sou sentimento. Talvez eu tenha direcionado à má sorte do Waltinho à você... e quê? Vai me assombrar? Vai puxar meu pé quando estiver dormindo? Não tenho medo de você - nunca tive - nem aos 14 anos, imagina aos 46? Mas trago em mim uma mágoa que me afoga. Não por mim, não por você, mas pelo Waltinho. Ele sofreu o seu desamor muito mais que eu. Eu gritei, esperneei, fui à luta. Waltinho esperou de ti o que você nunca teve para nos dar. Ao mesmo tempo, sinto em mim, uma pena em relação ao que você deveria ter sido e não foi, poderia ter feito e não fez. É uma mescla de sentidos infindos. Não sei... misturo tudo e vejo que não dá em nada... nunca vai dar, nem daria.
O destino se mostrou infeliz refletido nesse espelho. Não sei o que deu errado, não sei porque viemos família. O véu do esquecimento nesses momentos me irrita. Onde foi que todos nós erramos e nos perdemos na experiência terrena que chamamos vida?
Quando você se foi, pensei que muito tempo ainda tardaria, até ter que sentir o vácuo da perda, a surdez que invade os ouvidos, a mente, tudo vira turbilhão. Durante um bom tempo, te tive presente em minhas memórias diárias, e também em minhas orações. Acredito que apenas eu e minha avó fazíamos orações por ti. Ninguém mais o fazia - nem mais o Waltinho, quiçá o Victor. Walter secou de tristeza e decepção, e o câncer acabou por sugar-lhe a saúde com a rapidez dos ponteiros do relógio que serviu de herança. Lamento.
Depois do final de maio de 2016, sua memória apagou-se com a mesma intensidade que acendia em meu peito, o clamor pela vida do Waltinho. Não consigo explicar, não se aplica em meu vocabulário esclarecer o sentimento que tive - ou não - por você. Simplesmente sua existência deixou de ter sentido. Talvez seja o momento, talvez amanhã eu acorde e sinta saudade do pai que nunca tive. O herói que nunca foi o mocinho da história. São tantas nuances, tanta coisa dentro de mim, que preciso parar de pensar, para não enlouquecer. Mergulho nas atividades, no trabalho, engulo o choro contido e preso na garganta, sigo adiante, vamos produzir... vida que segue; tem muito mais coisa interessante no mundo que tentar decifrar porque você foi quem foi... por simples escolha de não querer ter sido bom pai. Mesmo que sua inexistência faça de mim uma filha sem pai... dói-me muito mais ser uma irmã sem seu caçula. Talvez você tenha tido culpa, sim... talvez não. Mas eu posso colocar a culpa em você, porque eu lembro nas conversas com o Waltinho, a dor do desprezo nas palavras dele. Eu te amei. Nós te amávamos, e de você só tivemos escarnio. O tempo passou, o que deveria ter sido feito e não foi, não tem mais volta.
Sabe o que me dá vontade de rir num momento desses? E me dou esse direito de enlouquecer de vez em quando? É ver que seu nome foi apagado, por quem hoje come nossa herança. Malandro acha que é malandro, mas sempre tem um malandro mais malando que o malandro. Se ferrou, Cancão. O que você tirou de mim, do Waltinho e do Victor, é sustento de gente que não tem nada a ver com a gente. E agora? Diz aí? Tem como voltar e desfazer o barro que você fez? Eles nem lembram de onde vem a comida que comem... enquanto isso, meu irmão é comido em terras estranhas, eu fico na retaguarda, tentando proteger quem me restou. E você, como está? Onde está? Hoje eu lembrei de você.
Andréia Sieczko
segunda-feira, 7 de maio de 2018
QUEM SOMOS: SÁBIOS OU TOLOS ?
QUEM SOMOS: SÁBIOS OU TOLOS ?
Pv 18:1-15
Prática da vida de adoração: Hb 13:15-16 / Sl 15:1-5
Vejamos algumas diferenças entre as práticas de vida do sábio e do tolo:
Vs 1 – isolado, sozinho (egoísta) – TOLO
Vs 2 – não é ensinável – TOLO
Vs 3 – ímpio, perverso (im – não, pio – santo) – TOLO
Vs 4 – edifica com palavras (Ef 4:29) – SÁBIO
Vs 5 – aliança com ímpios (Sl 1) – TOLO
Vs 6 – criador de contenda (Pv 6:16-19) – TOLO
Vs 7 – lábios que destroem sua própria alma (cuidado com o que diz de vc!) – TOLO
Vs 8 – maldizente (se “delicia” em falar dos outros) – TOLO
Vs 9 – negligente (Jr 48:10) – TOLO
Vs 10 – procura abrigo no Senhor (Sl 23) – SÁBIO
Vs 11 – procura abrigo nas riquezas – TOLO
Vs 12 – vaidoso e orgulhoso (Pv 16:18) – TOLO
Vs 12 – humilde (Mt 23:12) – SÁBIO
Vs 13 – é precipitado e não sabe ouvir – TOLO
Vs 14 – espírito firme (forte, definido, constante) – SÁBIO
Vs 14 – espírito abatido (fraco, inconstante) – TOLO
Vs 15 – busca conhecimento, sabe ouvir, é prudente – SÁBIO
Diante do que vimos, quem somos, sábios ou tolos?
Pv 18:1-15
Prática da vida de adoração: Hb 13:15-16 / Sl 15:1-5
Vejamos algumas diferenças entre as práticas de vida do sábio e do tolo:
Vs 1 – isolado, sozinho (egoísta) – TOLO
Vs 2 – não é ensinável – TOLO
Vs 3 – ímpio, perverso (im – não, pio – santo) – TOLO
Vs 4 – edifica com palavras (Ef 4:29) – SÁBIO
Vs 5 – aliança com ímpios (Sl 1) – TOLO
Vs 6 – criador de contenda (Pv 6:16-19) – TOLO
Vs 7 – lábios que destroem sua própria alma (cuidado com o que diz de vc!) – TOLO
Vs 8 – maldizente (se “delicia” em falar dos outros) – TOLO
Vs 9 – negligente (Jr 48:10) – TOLO
Vs 10 – procura abrigo no Senhor (Sl 23) – SÁBIO
Vs 11 – procura abrigo nas riquezas – TOLO
Vs 12 – vaidoso e orgulhoso (Pv 16:18) – TOLO
Vs 12 – humilde (Mt 23:12) – SÁBIO
Vs 13 – é precipitado e não sabe ouvir – TOLO
Vs 14 – espírito firme (forte, definido, constante) – SÁBIO
Vs 14 – espírito abatido (fraco, inconstante) – TOLO
Vs 15 – busca conhecimento, sabe ouvir, é prudente – SÁBIO
Diante do que vimos, quem somos, sábios ou tolos?
Padre Cosmo - Missa na Igreja de Nossa Senhora da Paz, Recife.
Sempre e para todo o sempre.
A fé é o que nos mantém de pé.
Nunca vamos desistir.
domingo, 6 de maio de 2018
Mais sobre o tempo
De todas as coisas que sinto, sempre tem aquela que machuca mais, a que ensina e faz forte, que traz a resiliência necessária para chegar exatamente onde preciso estar.
O tempo que antes fora amigo, hoje é meu algoz... tão certo e inexorável que sinto raiva de um dia ter sido tão cúmplice dele e ter feito força para que se fizesse mais presente...
Ele passou e me deixou a beira do caminho, sem ter deixado uma direção a seguir, um passado tão longínquo e um futuro incerto. Hoje o tempo ainda me observa, e me sacaneia... e contra ele, jamais poderei fazer minha revanche.
Ainda que me torne sábia e sensata, o tempo é ainda mais do que eu poderia ser.
É o ex amigo que nunca se afasta, e se espreita para ver uma caída... sorrir e deliciar-se pensando no que estou imaginando... sendo o tempo o vilão de todos os acontecimentos... tudo acontece nele, por ele, com ele; tudo passa por ele, e nada deixa de ter seu momento certo. O segundo que foi hoje, não mais será... e nem o que poderia ter sido e não foi, já passou pelo tempo e não tem mais como voltar. O tempo é ingrato, amargo e indócil, ainda quando é testemunha de agradáveis instantes.
O tempo é uno, invencível, intransponível... porém ele não é par, não tem companhia. O tempo é paradoxo de si próprio... então nesse momento, o tempo se torna mais frágil que eu. A incongruência sobre si mesmo, o leva ao desatino.
O tempo é infeliz!
O tempo é contrassenso quando se enxerga no espelho; torna-se o caos sem razão de ser. Hecatombe espacial no infinito. Vácuo, e então abrem-se os campos. Buracos, novos tempos, novas formas de medir-se. Medir o tempo, as idéias, os milésimos de segundos, muda tudo, muda a nós, o universo conhecido.
Neste ponto, o tempo ficou pra traz.
Nada é mais da maneira que conhecíamos até então.
E nisso, tudo mudou.
E o que era antes, deixou de ter o tempo de ser.
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