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Depois do "plimmmmm" que bateu forte na minha cabeça no dia 26/01/2021 - aniversário de 4 anos da passagem do Waltinho para o outro lado da vida, minha cabeça tem vivido um furacão de emoções. Chegou a necessidade de fazer dessa data, uma data de esperança de reencontro, e amor, muito amor... o amor infindável que tenho pelo meu irmão, tentar transmutar, fazer dessa tragédia que findou a vida do meu irmão em alguma coisa diferente... ainda não sei explicar bem o que estou sentindo, nem o que estou fazendo. A morte do tio Guzzo, foi mais uma porrada que a vida meu deu. O que ameniza, é a certeza do Waltinho e tio Guzzo juntos, lá no céu, sentados à beira de uma nuvem olhando a gente aqui embaixo... :(
Hoje, dia 30 de janeiro de 2021, meu querido e amado tio Guzzo, foi chamado para o outro lado da vida. Há muito tempo já era esperada essa partida, mas nem por isso, se tornou mais fácil... muito pelo contrário. Nós nunca estamos, e jamais estaremos preparados para a partida dos nossos entes queridos. A separação física dói na carne e na alma. Meu tiozinho, sempre foi o pai que não tive. Sempre presente, sempre pronto para ajudar, para acalmar, para dar um conselho ou bronca, mas sempre do nosso lado. Desde minha infância, passando pela adolescência rebelde, sempre acompanhando e mostrando seu amor por nós. Tio Guzzo cuidou de mim, do Waltinho, dos meus primos, Felipe e Priscila, além dos seus 2 filhos e mais a galerinha do prédio... as crianças sempre respeitaram demais tio Guzzo. Nos finais de semana, levava toda meninada do prédio da Lavradio, 106 para jogar bola no Aterro do Flamengo, ou então para pescar atrás do aeroporto, na baía da Guanabara, Urca... E depois, em Itaipuaçu, jogos de bola e pescarias na praia, sempre tão amoroso e amigo das pessoas. Vai me fazer muita, mas muita falta... Tio Guzzo é casado com a irmã da minha mãe, tia Armida, estavam juntos há mais de 50 anos. E foi um exemplo de marido, pai, tio, irmão, filho e amigo. Quando minha mãe se separou do meu pai, foi o primeiro a dar apoio. Dividiu a comida de seus filhos conosco, nunca fez distinção. Caráter ímpar, honesto, justo, temente à Deus, um exemplo de pai que todo mundo deveria ter. Passei muitos dias dos pais com tio Guzzo, porque meu pai, sequer aparecia. Tá doendo, doendo muito e vai doer pra sempre... mais um pedaço do meu coração que se partiu. A dor só fica um pouco amenizada, quando eu penso que ele está com o Waltinho (que além de sobrinho era afilhado). Meu tio sofreu muito com o câncer do Waltinho. Ele ainda conseguia raciocinar e entender a gravidade da doença do Waltinho, e seus olhinhos se enchiam de lágrimas e perguntava-se porque tinha acontecido uma coisa tão horrível com o Waltinho. Tio Guzzo teve demência precoce, que depois foi diagnosticado com Alzheimer. Minha Nossa... como pode tio Guzzo, ainda tão jovem ter demência, Alzheimer??? Uma pessoa que lia jornal todos os dias, fazia palavras cruzadas, conversava sobre tudo, era o provedor da família, e de uma hora para a outra começou a esquecer-se das coisas, foi entrando para dentro de si. A diabetes acelerou o processo... era muito teimoso e não gostava de dieta... adorava dar uma fugidinha no bar e comer umas besteirinhas (quem não gosta?) amava macarrão (toda quinta e domingo era lei), alcachofras, hummmmm eu ia pra casa deles (tio e tia) e já sabia o que seria o cardápio de acordo com o dia da semana... grão de bico, pimentão recheado, bife à milanesa (e no lanche, milanesa com pão), sorvete... hummmm. Lembranças boas... até na época das vacas magras, sempre tivemos lugar na mesa e no coração do tio Guzzo. O arroz e feijão da tia Armida é imbatível. Cresci com essas memórias e com esse carinho. Já no final, tio Guzzo precisou amputar um pedaço do pé. Coisa mais triste de se ver. Mas ele já não estava mais por ali... cabeça vaga, não acompanhava mais a TV, os jornais, mas quando eu ia visitá-lo, ele sempre lembrava de mim, mesmo que demorasse um pouco. Tio Guzzo teve um anjo da guarda que cuidou dele, a Angélica, que parece um pouco comigo fisicamente, e ele às vezes a chamava de Andréia. Eu ia na casa deles, dava beijo e conversava com ele. Algumas vezes, ele estava bem, noutras, estava distante. Tio Guzzo partiu 15 dias depois de sua mãe, vó Rosa, italiana porreta que fazia umas comidas maravilhosas. A gente vai perdendo as pessoas, e acabamos perdendo um pouco de nós também... a idade e o amadurecimento me faz entender, cada dia mais porque os mais velhos, depois de uma idade já avançada, não quer mais viver - apenas vão perdendo a alegria e aquele brilho no olhar - porque já perdeu a muitos... e eles mesmos se perdem de si. Triste constatação a minha... Meu irmão e agora meu tio, minhas pessoas tão amadas, juntamente com outros familiares e amigos que se foram e deixaram um buraco enorme no meu coração. Acho que terapia nenhuma dessa vida é capaz de "consertar" esse buraco. Só mesmo a fé e a esperança de um futuro reencontro faz com que sigamos por aqui... o que me resta é isso: a presença e o amor de quem ainda está comigo, e a fé que também habita em mim e ainda aquece minha alma... Mas ainda assim, de vez em quando, aquelas perguntas insistem em bater na mesma tecla mental: Por que estamos aqui, por que nascemos? Qual nossa missão, por que? Qual o sentido disso tudo (vida-morte), por que sofremos? Por que ? Por que???
Essas perguntas, com certeza tem cada qual sua resposta, mas no momento, nesse plano, não temos condições de entendê-las... Mas sigo acreditando que tudo tem um porquê, e peço perdão a Deus pela minha insolência...
Hoje, 26 de janeiro de 2021, faz 4 anos que meu irmãozinho Walter Sieczko dos Santos, mais conhecido como WALTINHO, fez sua passagem para outro plano. São 4 anos de saudade! Meu irmão foi meu primeiro amigo, meu companheirinho de aventuras na infância e adolescência. Waltinho também foi meu boneco Manequinho, meu maior tesouro e a melhor parte de mim.
Há tempos venho pensando, e pedindo a Deus que me indicasse como seguir com minha vida, eu e minha mãe... Não é fácil perder quem a gente ama. Depois de um longo período de luto, e essa saudade que só faz crescer e crescer cada dia mais, foi me enviada uma nova missão: mexer com verde, com vida, com sonhos, com entrega, com flores e folhas, com esperança!
E bebi, e você?
Março de 2020...
Três dias depois do meu aniversário, já estávamos alarmados com a iminência da chegada da grande pandemia do COVID-19 no Brasil. O carnaval já havia acabado, bailes e blocos ainda nas ruas e nas praias. Ninguém levou fé que essa praga chegasse no nosso país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza.
Pois é, chegou!
Nos primeiros dias, após a divulgação das mortes, entrei em pânico, não conseguia dormir, nem respirar, puxava o ar, e o ar não entrava... não conseguia fazer o looping de 360º de ar dentro dos pulmões. Tenho comorbidades, ih, f@d@u, pensei, vou "pro saco", tenho doença auto-imune e baixa imunidade... Passei 3 noites acordada, tentando respirar... Só consegui dormir com meu terço de silicone enrolado na mão. Vi que foi bom. Vi que deu certo. Continuei rezando à noite, até que adormecesse. Dia 18 de março, criei um grupo de orações com minha amiga Fatima, todos os dias às 15:00h, de domingo à domingo, já que não havia outra alternativa palpável no isolamento. Quando me dei conta, estava administrando um grupo de orações com 132 participantes... meu Deus, que responsabilidade... logo eu quem diria... nunca, nunquinha da silva me imaginaria responsável por um grupo de oração, jamais! Pecadora e muito... louca e um tanto mais... mas sei lá, recebi essa luz, essa missão, que fez bem à mim... e depois a outras muitas pessoas ( é Deus agindo ! ). Me tranquilizei e com o coração abrandado, começamos a ajudar as pessoas do grupo. E continuamos na missão... agora contamos com 10 meses ininterruptos, todos os dias, faça chuva, faça sol... estamos lá... rezando, orando, vibrando positivamente pelos enfermos do COVID e por outras enfermidades, sejam físicas, psicológicas ou espirituais. No total, já rezamos mais de 180.000 vezes. Temos o sentimento que nossas orações chegaram aos céus, sim, com certeza! Perdemos muitos amigos e muitas pessoas que nem conhecemos, mas que estavam presentes nas orações e permanecem até hoje. Perdi amigos, perdi colegas de trabalho... mas não perdi a fé; muito pelo contrário. A fé e o exercício da oração fortificou meu corpo e meu espírito. Hoje meu dia é: antes da oração e depois da oração. Apenas 30 minutos, mas que qualidade do tempo!!! Mas que honra, quanta fé, quanta modificação na minha vida e na vida das pessoas que compartilham conosco esses momentos. A fé modifica, a oração modifica... e fortalece!
O isolamento, ai... o que dizer do isolamento? acredito que o mais difícil foram os 2 primeiros meses... demorei 45 dias para sair a primeira vez depois do início do isolamento. Fui na empresa, tomar a vacina da gripe, no estilo drive-thru. Me arrumei toda (foi quando percebi que não seria possível usar batom-máscara, porque são incompatíveis), e nem sequer saí do carro... vacina no braço e em 30 minutos de volta pra casa. Eu parecia um ET, vendo (ou revendo) pela primeira vez as coisas mais banais: árvores, céu; a rua deserta, calçadas vazias, alguns carros, sinais sempre abertos... Uma sensação estranha, difícil de explicar, uma situação nova, não sabia o que fazer, o que senti. Orei.
Deixei de assistir uma certa emissora que era só morte e tragédia, porque não há espiritualidade que aguente uma tonelada de notícia negativa por dia. Mudei o foco, trabalhei com mais atenção, fiz coisas que antes tinham sido preteridas por falta de tempo, comecei a estudar, limpar o notebook, fazer backups, treinamentos on line, comecei a me alimentar melhor, focar nos resultados, organizar a casa, documentos, pastas, destralhar o quartinho da bagunça, me adaptar às reuniões on line, Zoom, Skype, TEAMS... e aprender novas ferramentas de gestão, rezar, rezar e rezar... rezar à noite, também, trabalhar, passei a me arrumar e tirar a camisola, pra dar impressão que estava "pronta" pra começar meu dia laboral, senão ia tudo virar uma bagunça... fui me adaptando, e acertando e aparando as arestas do isolamento... e vi que estava dando certo. O coração em paz, sentindo a presença do meu Anjo da Guarda, Jeffrey King e a acolhida constante de Deus, de Jesus e de Maria, a mãe de todos nós. Momentos difíceis, sim, claro! Perdas, muita gente boa foi embora com essa doença maldita. Deus me livre do que vou falar, mas sou humana e é meu pensamento: tô com ranço daquele povo de onde surgiu essa nova variação desse vírus. Essa doença está ceifando a vida de muitos inocentes. Brigas políticas e econômicas... Deus do céu, às vezes acho que não faço parte desse mundo. Amigos e parentes perdendo seus empregos pelo whatsapp. Vamos ajudar como podemos, claro. Mas ainda assim é muito triste e lamentável o ponto que o planeta chegou por mãos humanas. Penso no Waltinho, que não está mais aqui. Será que ele está vendo como está o mundo? O que ele deve estar pensando? Tenho tanta saudade dele... e já serão 4 anos sem ouvir a voz do meu irmãozinho. Dói... ainda dói, mas vai doer sempre... Enfim, Victor Hugo, nosso caçula pegou essa merd@... e levou pra família, todos com COVID, um desespero só, saber que Victor, precisando trabalhar levou essa doença pra casa... Ele dizia que PQD não pegava essa merd@... imagino o Waltinho zoando ele... e a saudade chega de novo matando, aliada à preocupação e oração e falta e saudade e medo e mais saudade e tudo mais... Victor e sua família estão bem, graças a Deus! Como agradeço!
Com esse novo ano de 2021, espero que o mundo tenha mudado um pouquinho. Espero que 2020 tenha sido um ano de reflexão, porque nós não somos nada, sem a vida que Deus nos deu. Embora eu possa me decepcionar e muito com o que vem pela frente, eu não posso perder a fé. Tudo na vida tem um "porquê" e confio no que Deus tem guardado pra mim. No mais, vou fazendo minha parte, cuidando da mamãe e da minha família, de mim, dos amigos e das pessoas que precisam de um ouvido pra falarem, porque as pessoas precisam ser ouvidas, precisamos estar atentos, porque não são apenas coisas materiais que fazem falta na vida das pessoas. Precisamos de mais fé, mais oração, mais esperança em dias melhores. O mundo precisa de oração, então, ore!
Minhas dúvidas são tão pequenas diante da grandiosidade dos Teus atos. Então, não sei porquê me torturo com tantos questionamentos. Essas incógnitas que são torturantes para mim, já estão decifradas em Teu plano. Por que minha ansiedade se mostra mais eficaz que minha fé? Se é a fé que guardo em meu peito que me mantém viva? por que meus anseios tomam proporções tão maiores em meu viver? E o que eu quero, Senhor, nem sempre é o que Tu tens reservado para mim. Nessas horas, em que a lucidez prova a Tua existência, eu me envergonho diante dos meus atos, diante das vontades vãs e repentinas que permeiam minha mente. Somente Tu, Senhor, sabe o que virá no dia de amanhã... somente a Ti cabe mostrar quais dias em mereço o sol... e quais dias vou precisar passar pela chuva. Me perdoe, meu Pai, por querer antever o amanhã. Perdoe-me por pensar que o poder da vida está em minhas mãos. Nem mesmo a minha vida me pertence, pois eu pertenço a Ti, Senhor, e a cada momento, devo me recordar disso. Eu só existo, porque Tu, meu Deus e meu Senhor, ainda tem planos para minha jornada. E em Ti em confio, Pai. Em Ti eu confio, pois nada que me acontece, chega sem o Teu consentimento.
Em Ti, eu confio, Pai!
"...Em que espelho ficou perdida a minha face... "
Às vezes acordo triste e nem sei o porquê dessa tristeza. Uma angústia, um descontentamento, uma solidão interior...
Muitas vezes vem uma vontade de chorar, uma fragilidade que nada parece estar bom...
Nós ,que já passamos dos 50, muitas vezes nos encontramos assim. O mundo inteiro caminha normalmente, tudo está bem e vem essa tristeza.
Quantas vezes eu me olhei no espelho e me curti, me achei linda e sai dona do mundo esbanjando mocidade e vendendo alegria?
Quantas vezes fui elogiada, fotografada por olhares cheios de admiração?
E no espelho desfilei caras e bocas...Com a beleza que aos poucos foi se modificando, foi mudando de fases, foi se perdendo e dando lugar a um outro tipo de mulher: a mulher madura, aquela que muitas vezes ouve como elogio: você está conservada.
Que triste elogio! Diga como vc está bonita, que linda vc está. ..soa melhor, engrandece a alma, que hoje já tem tantas cicatrizes.
Beleza está em todas as idades, conversem com seu espelho e descubra o seu ponto forte, ele pode estar no seu interior.
Onde ficou perdida minha face?
Não sei, só sei que vou passar o meu batom vermelho, rimel e lápis nos olhos,
deixar meus cabelos ao vento, vestir meu vestido de festa e subir no salto, como sempre fiz e sair linda e maravilhosa curtindo os meus 63 anos.
Faça o mesmo vc de 50, 60, 70, 80, 90...
E não se entristeça vivendo do passado e tendo medo de aproveitar a vida.
Se não usar mais salto, coloque uma rasteirinha ou se preferir fique descalça na areia da praia.
Você é linda em qualquer idade.
(Cecília Meireles)
Eu acredito em amores eternos, daqueles que acompanham a gente pela vida inteira, como se tempo e amor se fundissem num só elemento, tornando-se imutáveis, indestrutíveis.
Eu acredito em amores eternos, daqueles que vão com você para qualquer lugar, não importando o quão distante você esteja, porque a pessoa amada reside em seu próprio coração.
Acredito em amores eternos e sublimes, capazes de reconsiderar tudo, com suavidade, ternura e perdão.
Acredito, sim, em amores para toda a vida, e além da vida, pois seria um tipo de amor unido à própria alma, e sem alma a vida não tem razão...
Amores eternos existem sim, e superam qualquer coisa, mesmo quando ninguém mais acredita neles, eles continuam sempre à espreita, esperando apenas um olhar, um retorno, uma reconciliação.
(Autor: Augusto Branco)
Feliz do filho que é pai de seu pai antes da Morte
Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.
É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.
É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e intransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.
É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe.
É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.
E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.
Todo filho é pai da morte de seu pai.
Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.
E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.
Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.
Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.
A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.
Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?
E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.
Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.
No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:
— Deixa que eu ajudo.
Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo. Colocou o rosto de seu pai contra seu peito. Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo. Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.
Embalou o pai de um lado para o outro.
Aninhou o pai.
Acalmou o pai.
E apenas dizia, sussurrado:
— Estou aqui, estou aqui, pai!
O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali. ”
Autor do texto: Fabricio Carpinejar
ᴏ úɴɪᴄᴏ ᴘássᴀʀᴏ ǫᴜᴇ sᴇ ᴀᴛʀᴇᴠᴇ ᴀ ᴀᴛᴀᴄᴀʀ ᴜᴍᴀ áɢᴜɪᴀ é ᴏ ᴄᴏʀᴠᴏ. ᴇʟᴇ sᴇ sᴇɴᴛᴀ sᴏʙʀᴇ sᴜᴀs ᴄᴏsᴛᴀs ᴇ ᴍᴏʀᴅᴇ sᴇᴜ ᴘᴇsᴄᴏçᴏ. ɴᴏ ᴇɴᴛᴀɴᴛᴏ, ᴀ áɢᴜɪᴀ ɴãᴏ ʀᴇsᴘᴏɴᴅᴇ ɴᴇᴍ ʟᴜᴛᴀ ᴄᴏᴍ ᴏ ᴄᴏʀᴠᴏ.
ɴãᴏ ᴘᴇʀᴅᴇ ᴛᴇᴍᴘᴏ ɴᴇᴍ ɢᴀsᴛᴀ ᴇɴᴇʀɢɪᴀ ᴄᴏᴍ ᴇʟᴇ. sɪᴍᴘʟᴇsᴍᴇɴᴛᴇ ᴀʙʀᴇ sᴜᴀs ᴀsᴀs ᴇ ᴄᴏᴍᴇçᴀ ᴀ sᴜʙɪʀ ᴍᴀɪs ᴀʟᴛᴏ...
ǫᴜᴀɴᴛᴏ ᴍᴀɪs ᴀʟᴛᴏ é sᴇᴜ ᴠôᴏ, ᴍᴀɪs ᴅɪғíᴄɪʟ é ᴘᴀʀᴀ ᴏ ᴄᴏʀᴠᴏ ʀᴇsᴘɪʀᴀʀ ᴇ ʟᴏɢᴏ ᴏ ᴄᴏʀᴠᴏ ᴄᴀɪ ᴘᴏʀ ғᴀʟᴛᴀ ᴅᴇ ᴏxɪɢêɴɪᴏ.
😉ᴍᴏʀᴀʟ ᴅᴀ ʜɪsᴛóʀɪᴀ:
ɴãᴏ ᴘᴇʀᴄᴀ sᴇᴜ ᴛᴇᴍᴘᴏ ᴇ tampouco sᴜᴀ ᴇɴᴇʀɢɪᴀ ᴄᴏᴍ ᴘᴇssᴏᴀs ǫᴜᴇ ɴãᴏ ᴀʟᴄᴀɴçᴀm ᴏ ᴍᴇsᴍᴏ ɴíᴠᴇʟ ᴅᴇ ɪɴᴛᴇʟɪɢêɴᴄɪᴀ ᴇᴍᴏᴄɪᴏɴᴀʟ ᴇ ᴇᴠᴏʟᴜçãᴏ ᴘᴇssᴏᴀʟ ǫᴜᴇ ᴠᴏᴄê. ᴀᴘᴇɴᴀs ᴠᴏᴇ ᴄᴀᴅᴀ ᴅɪᴀ ᴍᴀɪs ᴀʟᴛᴏ ᴠᴇɴᴄᴇɴᴅᴏ ᴇ ʙʀɪʟʜᴀɴᴅᴏ ᴄᴏᴍᴏ ᴀ áɢᴜɪᴀ.
ғᴏǫᴜᴇ ɴᴏ sᴇᴜ ᴠôᴏ!!!!