terça-feira, 15 de maio de 2018

Milton dos Santos - 15 de maio & Família

Hoje seria aniversário do meu avô Milton dos Santos, pai do meu pai, Valter Rodrigues dos Santos. Filho de Rosária Fiori dos Santos e Adelino dos Santos, meus bisavós paternos.  Assim como meu pai fez com os filhos, meu avô Milton abandonou meu pai à própria sorte. Assim como meu pai, meu avô também criou filhos que não eram seus... Meu pai foi filho único do meu avô. Lamentável como o ciclo se repete, lamentável como o ser humano não tem força de vontade para quebrar as maldições do passado. A vida segue... seguiu... Lembro de quando eu tinha uns 7, 8 anos, meu avô apareceu em nossa casa... Lembro que ele dormiu aquela noite em minha cama, e passou a noite toda chorando baixinho e pedindo perdão. Eu não entendia aquilo... não sabia a que se referiam aquelas palavras, eu via que ele estava muito quebrantado pela vida. Mas eu não tinha muito contato com ele, por esse motivo, pouquíssima intimidade, o que fez com que eu mantivesse certa distância daquela pessoa, que minha mãe dizia ser meu avô. Uma pena que eu não pudesse abraçá-lo e acarinhá-lo, eu nem me lembrava dele... enquanto eu crescia, ele babava os netos de outrem. Tanta coisa errada que a gente vê nessa vida; tantas coisas que poderiam ter sido diferentes. E hoje, eu só me pergunto: como seria ter tido avô? Meu avô russo, Wlozmiers Sieczko, pai de minha mãe, morreu quando eu tinha uns 3 ou 4 anos... lembro muuuuito pouco dele, pois ele vivia em Santos, litoral de São Paulo; e tampouco foi um exemplo de pai para minha mãe e meus tios. É tanto pesar, tanta falta de amor, que só de pensar, em tudo que deveria ser e nunca foi, dói. Bom, vô, eu pelo menos quero agradecer por minha vida, por meu nascimento que veio também de ti, da minha avó Alda Rodrigues, de meus bisavós Adelino e Rosária - por parte de pai, e meus avós maternos, Maria Dittmann Sieczko e Wlozmiers Sieczko, e meus bisavós maternos, Ana e Ignácio Dittmann, meus tataravós Maria e Alexsander Fiodorovit Sieczko, Ana Schultz, Yustin, Fran e Julia Dittmann, Ana Morra Fiori, Francisco Fiori. Um monte de gente, que estiveram nesta terra antes de mim, que caminharam, fizeram seus acertos e seus erros... até chegarem aos meus pais: Nina Celia Sieczko dos Santos e Valter Rodrigues dos Santos, casados em 1970 e separados em 1981. E assim, nesse lapso temporal, nasci eu, nasceu o Waltinho - Walter Sieczko dos Santos... e por aí segue a vida até hoje. Waltinho, meu amado e tão querido irmão, já se foi, está ao lado da nossa família espiritual convivendo com pessoas que eu não conheci (pelo menos nesta existência), mas que eu amo, pois sei que são minha linhagem e que trago deles algumas características - embora eu nem saiba!!! Eu sou grata. Por tudo o que foi, mas também pelo que não deu pra ser... Ninguém é perfeito. Quem sabe, com a misericórdia de Deus, um dia a gente se acerta... se esbarra entre uma reencarnação e outra. Família é projeto de Deus, e essa miscelânea de gente, da Russia, Polônia, Alemanha, Itália e Brasil, está conectada no universo, através da permissão do Senhor de todas as coisas, por que, deve haver algum motivo: família. Enfim... comecei a postagem de uma maneira, e acabou maravilhosamente de outra; porque na verdade, eu não devo julgar a quem eu nem conheci. Por isso eu agradeço, eu só agradeço a cada pedacinho desse DNA que fez de mim, quem sou. A soma de todos que aqui passaram, meu sangue. Que todos estejam em paz, de acordo com a consciência das coisas boas ou ruins que praticaram. Ninguém é tão bom que não possa ser ruim... nem tão ruim que não possa bom em alguma coisa. Hoje eu sinto saudade e gratidão... e que por favor, família espiritual, estejam cuidando do meu irmãozinho, e dando a ele todos os beijos e abraços que ainda ficaram em mim. Beijem por mim, e o abracem por mim e por cada um de vocês, todos os dias, multiplicado por 1.000
Eu ainda assim, continuo acreditando que família é tudo de bom, com todos os defeitos e qualidades de cada um de nós: Família Dittmann Sieczko Rodrigues Santos Fiori. 


Andreia Sieczko

sobre mim...


Quando a própria pessoa não sabe a força que tem.


sexta-feira, 11 de maio de 2018

Hoje eu abracei minha árvore!


 Então, a saudade bateu, a necessidade do trabalho me fez ir à fábrica (e gostei muito disso); que minha primeira parada foi na minha árvore preferida da CEG. Minha amiga mangueira. Minha árvore confidente, que tanto me ouviu falar, reclamar, chorar, rir, pensar... anos e anos assim, e ainda hoje eu tenho um profundo respeito e amor por essa árvore.
Quantos segredos, quantas lembranças, quantas e quantas histórias


Eu, sendo eu


quinta-feira, 10 de maio de 2018

Não morro de fome - parte II



Minha Mangueira

 Foto tirada na fábrica do Gás - setembro de 2010.
Aqui eu tinha todos que me foram tirados.
Aqui eu era feliz.
Minha árvore preferida. Todos os dias eu conversava com ela. Ainda está lá... mas por quanto tempo ainda? Amanhã eu vou até ela. Vou abraçar a minha árvore e deixar que ela escute a minha voz, dizendo o quanto ela é importante pra mim... e  ainda que ela possa ser extinta - em nome do progresso, ela permanecerá viva e linda, para todo o sempre na minha memória.

Verdade


quarta-feira, 9 de maio de 2018

Relativo relacionado

Daqui o tempo é outro
Aqui não temos pressa...
A gente só vai,  na hora que tem que ir.

Tudo é relativo
Motorista de avião, 
Aqui é chamado de piloto.

Tudo de tudo é incerto
O certo, tantas vezes advém do errado
O equívoco dos nomes
Nem sempre é chamado.

Pouco quase sempre é necessário
Quando temos tanto a viver
A vida por si só é maestria
Nós só precisamos sobreviver.


terça-feira, 8 de maio de 2018

Cancão - 08 de maio de 2018

Oi Cancão, hoje é seu dia. Embora eu não tenha tido muito tempo pra pensar, lembrei que se você tivesse neste mundo, seria o momento de se ver com mais idade... 67 anos, você faria hoje. Mas não saiu dos 59. Dos 59, não vivi os seus primeiros 20... mas ainda bebê, sim, presenciei seus 21. Com você, eu cumpri meus 38... e com eles me despedi. Minha primeira grande perda - mas como se perde quem nunca se teve?  Eu não sabia o que ainda estava por vir. Nem poderia imaginar que quem busquei para sua despedida - esse sim, seria meu grande pesar.

Fazendo uma rápida análise, vi que dos meus 38 anos, 9 foram compreendidos em família (eu tinha pai, mãe e depois dos 3 anos, irmão - meu maior presente). Então foram 9 anos de pai e mãe e 6 anos de irmão + pai + mãe. Eu... durante esses anos, pensei que a vida fosse perfeita e feliz. Não sabia o que era o mundo, o que eram as necessidades dos aprendizados humanos. Com a idade que você foi pai, eu voei para o outro lado do mar, desbravei limites que você nunca chegou. Você andou, andou, andou e não saiu do lugar (em vez de andar, eu penso que você cavou, cavou, cavou um buraco tão grande em volta de si, que acabou ficando lá embaixo, e não tinha mais como voltar). Mas eu te dei as chances que você nunca me proporcionou. Me dispus durante toda minha vida e me indispus no momento da sua partida. Eu fiz o meu papel, eu estive ao lado de quem deveria - mas que nunca esteve ao meu. Não me arrependo, mas talvez hoje, não faria de novo, ou até faria, porque não sou inclemente. Posso ter vindo do barro, mas não sou barro. 

A mensagem que eu gostaria de te enviar, agora é um bilhete vazio, em branco. Talvez esteja errada - talvez, não. Quem sabe ainda esteja com raiva - e por que não? Sou gente, sou carne, sou sentimento. Talvez eu tenha direcionado à má sorte do Waltinho à você... e quê? Vai me assombrar? Vai puxar meu pé quando estiver dormindo? Não tenho medo de você - nunca tive - nem aos 14 anos, imagina aos 46? Mas trago em mim uma mágoa que me afoga. Não por mim, não por você, mas pelo Waltinho. Ele sofreu o seu desamor muito mais que eu. Eu gritei, esperneei, fui à luta. Waltinho esperou de ti o que você nunca teve para nos dar. Ao mesmo tempo, sinto em mim, uma pena em relação ao que você deveria ter sido e não foi, poderia ter feito e não fez. É uma mescla de sentidos infindos. Não sei...  misturo tudo e vejo que não dá em nada... nunca vai dar, nem daria.

O destino se mostrou infeliz refletido nesse espelho. Não sei o que deu errado, não sei porque viemos família. O véu do esquecimento nesses momentos me irrita. Onde foi que todos nós erramos e nos perdemos na experiência terrena que chamamos vida? 

Quando você se foi, pensei que muito tempo ainda tardaria, até ter que sentir o vácuo da perda, a surdez que invade os ouvidos, a mente, tudo vira turbilhão. Durante um bom tempo, te tive presente em minhas memórias diárias, e também em minhas orações. Acredito que apenas eu e minha avó fazíamos orações por ti. Ninguém mais o fazia - nem mais o Waltinho, quiçá o Victor. Walter secou de tristeza e decepção, e o câncer acabou por sugar-lhe a saúde com a rapidez dos ponteiros do relógio que serviu de herança. Lamento.

Depois do final de  maio de 2016, sua memória apagou-se com a mesma intensidade que acendia em meu peito, o clamor pela vida do Waltinho. Não consigo explicar, não se aplica em meu vocabulário esclarecer o sentimento que tive - ou não - por você. Simplesmente sua existência deixou de ter sentido. Talvez seja o momento, talvez amanhã eu acorde e sinta saudade do pai que nunca tive. O herói que nunca foi o mocinho da história. São tantas nuances, tanta coisa dentro de mim, que preciso parar de pensar, para não enlouquecer. Mergulho nas atividades, no trabalho, engulo o choro contido e preso na garganta, sigo adiante, vamos produzir... vida que segue;  tem muito mais coisa interessante no mundo que tentar decifrar porque você foi quem foi... por simples  escolha de não querer ter sido bom pai.  Mesmo que sua inexistência faça de mim uma filha sem pai... dói-me muito mais ser uma irmã sem seu caçula. Talvez você tenha tido culpa, sim... talvez não. Mas eu posso colocar a culpa em você, porque eu lembro nas conversas com o Waltinho, a dor do desprezo nas palavras dele. Eu te amei. Nós te amávamos, e de você só tivemos escarnio. O tempo passou, o que deveria ter sido feito e não foi, não tem mais volta. 

Sabe o que me dá vontade de rir num momento desses? E me dou esse direito de enlouquecer de vez em quando? É ver que seu nome foi apagado, por quem hoje come nossa herança. Malandro acha que é malandro, mas sempre tem um malandro mais malando que o malandro. Se ferrou, Cancão. O que você tirou de mim, do Waltinho e do Victor, é sustento de gente que não tem nada a ver com a gente. E agora? Diz aí? Tem como voltar e desfazer o barro que você fez? Eles nem lembram de onde vem a comida que comem... enquanto isso, meu irmão é comido em terras estranhas, eu fico na retaguarda, tentando proteger quem me restou. E você, como está? Onde está? Hoje eu lembrei de você.


Andréia Sieczko


segunda-feira, 7 de maio de 2018

QUEM SOMOS: SÁBIOS OU TOLOS ?

QUEM  SOMOS: SÁBIOS  OU TOLOS ?


Pv 18:1-15

Prática da vida de adoração: Hb 13:15-16 / Sl 15:1-5
Vejamos algumas diferenças entre as práticas de vida do sábio e do tolo:

Vs 1 – isolado, sozinho (egoísta) – TOLO
Vs 2 – não é ensinável – TOLO
Vs 3 – ímpio, perverso (im – não, pio – santo) – TOLO
Vs 4 – edifica com palavras (Ef 4:29) – SÁBIO
Vs 5 – aliança com ímpios (Sl 1) – TOLO
Vs 6 – criador de contenda (Pv 6:16-19) – TOLO
Vs 7 – lábios que destroem sua própria alma (cuidado com o que diz de vc!) – TOLO
Vs 8 – maldizente (se “delicia” em falar dos outros) – TOLO
Vs 9 – negligente (Jr 48:10) – TOLO
Vs 10 – procura abrigo no Senhor (Sl 23) – SÁBIO
Vs 11 – procura abrigo nas riquezas – TOLO
Vs 12 – vaidoso e orgulhoso (Pv 16:18) – TOLO
Vs 12 – humilde (Mt 23:12) – SÁBIO
Vs 13 – é precipitado e não sabe ouvir – TOLO
Vs 14 – espírito firme (forte, definido, constante) – SÁBIO
Vs 14 – espírito abatido (fraco, inconstante) – TOLO
Vs 15 – busca conhecimento, sabe ouvir, é prudente – SÁBIO

Diante do que vimos, quem somos, sábios ou tolos?

Padre Cosmo - Missa na Igreja de Nossa Senhora da Paz, Recife.

Sempre e para todo o sempre.
A fé é o que  nos mantém de pé.
Nunca vamos desistir.


ANDREIA DITTMANN SIECZKO - Um pedacinho da minha história

domingo, 6 de maio de 2018

Mais sobre o tempo

De todas as coisas que sinto, sempre tem aquela que machuca mais, a que ensina e faz forte, que traz a resiliência necessária para chegar exatamente onde preciso estar.

O tempo que antes fora amigo, hoje é meu algoz... tão certo e inexorável que sinto raiva de um dia ter sido tão cúmplice dele e ter feito força para que se fizesse mais presente...

Ele passou e me deixou a beira do caminho, sem ter deixado uma direção a seguir, um passado tão longínquo e um futuro incerto. Hoje o tempo ainda me observa, e me sacaneia... e contra ele, jamais poderei fazer minha revanche.

Ainda que me torne sábia e sensata, o tempo é ainda mais do que eu poderia ser.
É o ex amigo que nunca se afasta, e se espreita para ver uma caída... sorrir e deliciar-se  pensando no que estou imaginando... sendo o tempo o vilão de todos os acontecimentos... tudo acontece nele, por ele, com ele; tudo passa por ele, e nada deixa de ter seu momento certo. O segundo que foi hoje, não mais será... e nem o que poderia ter sido e não foi, já passou pelo tempo e não tem mais como voltar. O tempo é ingrato, amargo e indócil, ainda quando é testemunha de agradáveis instantes.

O tempo é uno, invencível, intransponível... porém ele não é par, não tem companhia. O tempo é paradoxo de si próprio... então nesse momento, o tempo se torna mais frágil que eu. A incongruência sobre si mesmo, o leva ao desatino. 

O tempo é infeliz!

O tempo é contrassenso quando se enxerga no espelho; torna-se o caos sem razão de ser. Hecatombe espacial no infinito. Vácuo, e então abrem-se os campos. Buracos, novos tempos, novas formas de medir-se. Medir o tempo, as idéias, os milésimos de segundos, muda tudo, muda a nós, o universo conhecido.

Neste ponto, o tempo ficou pra traz. 

Nada é mais da maneira que conhecíamos até então.

E nisso, tudo mudou.

E o que era antes, deixou de ter o tempo de ser.


Dittmann, Sieczko & Amigos - Recordando 2012

Waltinho zoando o Victor. Só eles entendem.

sábado, 5 de maio de 2018

Meu amor, eterno.

Dias de escuridão, 
minutos de tormenta, 
noites de silêncio, 
segundos de intenso desespero,
 meses de angústia, 
anos de espera.
Meu amor, eterno.

Andréia Sieczko


Nosso horizonte não terá fim...

Nunca pise nas asas de um passarinho; 
não o impeça de voar...
Há um sol que brilha acima das nuvens e lá eu irei te encontrar. Andarei de pés descalços, na suavidade das ondas do céu. Correrei de encontro ao teu abraço fraterno, e nosso horizonte não terá fim.
Andreia Sieczko


Meu irmão, meu amigo, a melhor parte de mim... quanta dor, quanta saudade, eu sei que um dia tudo isso vai passar.  Um dia voltaremos a ser crianças, brigaremos pela banda do último biscoito recheado, vamos fazer campeonato de arrotos infindos, e ver quem faz a maior bolinha de meleca primeiro, quem consegue cuspir mais longe, e quem atira na praia da Urca, a pedra mais saltitante nas águas. Vamos apostar corrida, andar de bicicleta e ver quem chega primeiro nadando. 
Vamos brigar bastante, porque assim os irmãos aprendem a se defender quando estão sós. Lembra? a gente brincava de brigar, só pra não apanhar na rua, e nossa mãe ficava doida com a gente (ela nunca viu ninguém brincar de brigar...). Vou dar banho de sabão em pó e vassoura em você, pois quando pequeno, eu te mandava se banhar e você só molhava a franjinha, a barriga, o joelho e os pés.... e quando eu via a toalha imunda, te botava de novo no box, e te fazia tomar banho de novo. Molha as costas, moleque, limpa essa bunda. 
Depois o tempo vai passar, e começaremos a nos proteger, a sermos cada dia mais, companheiros da vida. Mais amigos, mais cúmplices e ficar juntos já não era uma obrigação de ter que tomar conta um do outro. Você saía do quartel, e ia pra minha casa, a gente lavava sua farda de paraquedista na mão... depois cada um pegava de um lado e começava a dar voltas em torno de si mesmo, para torcer aquele tecido tão forte. Ainda ali, parecíamos crianças, um sempre perturbando o outro, mas nunca ficávamos de mal por mais de 5 minutos, um sempre fazia alguma palhaçada para fazer o outro rir, e logo já havíamos esquecido a contenda anterior. Quanta saudade, Waltinho. Você é meu irmãozinho pra sempre, para todo o sempre, e quem sabe, algum dia, a gente renasça, outra vez, irmãos? Muita falta de conversar com você, contar meus segredos, e você contar as merdinhas que andava fazendo.  O tempo vai passar, mas a falta que você me faz não vai passar nunca. Hoje, eu vivo de nossas  lembranças e mesmo com a saudade, eu gosto de relembrar cada pedacinho da nossa história.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Princípio de Incerteza, por Heisenberg & Helio Couto

Princípio de Incerteza

Nos relacionamentos afetivos existe uma dinâmica que deve ser observada no inicio, para que se possa ter sucesso.

O Princípio da Incerteza, definido por Heisenberg, Nobel de Física, diz que a partícula tem posição e momentum. E que não é possível medir as duas coisas ao mesmo tempo. Ou sabe-se uma ou outra.

Acontece a mesma coisa quando duas pessoas se interessam em relacionar-se. Considerando apenas a posição (estágio de crescimento), é possível por algum tempo que o relacionamento exista, mas levando em conta o momentum (velocidade de crescimento), percebe-se que dentro de determinado tempo o relacionamento tornar-se-á inviável.

Tudo no universo é dinâmico. A Teoria do Caos mostra isso claramente. Esquecer disto é arrumar problema na certa. Em todas as áreas.

Em determinado instante na vida uma pessoa pode estar estável. Tem boa situação profissional, saúde, dinheiro, educação, etc. Tudo está bem. É uma pessoa com regularidade de comportamento, inserida na sociedade, com boa formação e etc.

Outra pessoa pelo contrário vem crescendo. Não importa se começou de baixo ou já nasceu com todas as condições materiais, educacionais, etc., para crescer. Essa pessoa tem um momentum maior que a outra. Sua dinâmica de crescimento em todas as áreas ou em apenas uma é muito maior que a primeira.

Em algum ponto da vida elas se encontram. Uma está estável e outra subindo. Evidentemente que por um período e isso depende tanto da posição de uma, quanto do momentum da outra, o relacionamento pode durar. Isto é, haver um relacionamento.


Porém como o momentum dos dois é diferente, inevitavelmente eles se distanciarão quanto mais passar o tempo. Depois de algum tempo não há mais quase complementariedade entre os dois. Se é que havia. 

A freqüência entre os dois já é tão diferente que não há nem estática. Quando sintonizamos uma rádio num rádio com dial, à medida que vamos chegando perto da freqüência de emissão daquela rádio, começamos a ouvir um chiado. É a estática. Está perto. Quando sintonizamos na freqüência exata o som está limpo e claro. Se nos afastarmos a estática aparece novamente. Dentro de uma faixa de freqüência ainda há uma comunicação entre as duas pessoas, mas como o momentum é diferente, mais cedo ou mais tarde, não há mais contato entre os dois.

É muito importante perceber isso quando se começa um romance. E é muito importante não se “vender um peixe que não vai se entregar”. Isto é, fingir que gosta das mesmas coisas que o outro gosta, dos mesmos livros, filmes, religião, divertimentos, etc. Nesse caso está-se fingindo uma posição, porque a pessoa que finge já percebeu que o momentum da outra é muito maior. Como não dá para alcançar, finge-se que se está na posição do outro e que se consegue acompanhar seu momentum. Essa atitude acaba com o relacionamento em pouquíssimo tempo. 

Quando a posição ainda é real pode durar um pouco, mas quando nem isso é, em alguns dias juntos já dá para perceber. Um casal já noivava a muitos anos. Aparentemente estava tudo bem com eles. Resolveram fazer uma viagem e ficaram 8 dias no mesmo quarto de hotel. Acabou o noivado.

Portanto, é preciso que haja uma avaliação realista tanto da posição quanto do momentum das duas pessoas, para que haja a mínima possibilidade de sucesso no relacionamento. 

Para fazer uma avaliação realista é preciso raciocinar e conversar. É preciso tempo para avaliar. Isso não é fácil de fazer quando se tem paixão, mas é preciso.

E estamos falando de um relacionamento em que haja paixão e não somente interesses sociais, econômicos, familiares, etc.

É lógico que a pessoa que não tem momentum como a outra, pode resolver crescer e correr atrás do prejuízo. Só que se a pessoa já está nessa posição é porque sua zona de conforto é grande. E vocês sabem a zona de conforto é a coisa que o ser humano mais gosta (quero que o mundo acabe em barranco para morrer encostado). Quem tem momentum não pára nunca de crescer. Faz parte da sua natureza ou entendeu que o universo é assim e é preciso acompanhá-lo. Depois de um tempo isso passa a fazer parte da natureza da pessoa. Já está incorporado em sua personalidade. Fica fácil crescer então.

Se essa dinâmica for entendida e avaliada muito sofrimento será evitado e muita alegria se terá nos relacionamentos. E este planeta só será feliz quando os relacionamentos o forem.

Hélio Couto
www.cursosheliocouto.com.br


Cariocas X Portenos = somos loucos Graças a Dios

Sobre Divórcios e casamentos #texto retirado da internet



Casamento acabado que não acabou é um horror, é como manter o vovô, morto, na sala de estar da casa, em estado de putrefação, degenerando-se lentamente na presença da família. Sim, óbvio, todos percebem: seus filhos – principalmente, os funcionários, os vizinhos, até o cachorro! E você ali, firme, como o capitão do Titanic, afunda com o barco, mas não perde a pose, e ainda mantém seu orgulho idiotado de poder afirmar que está casado, com a mesma mulher, há trocentos anos. E viva a hipocrisia!

Mas nada é mais bizarro do que casamento de crente que acabou e não acabou. Sim, é triste ver como as pessoas podem ser sequestradas de mente e alma pela religião, como um dogma aplicado de forma perversa sobre a existência castra sonhos e arrasa corações. E o sujeito-homem, defensor da moral e dos bons costumes, da indissolubilidade do matrimônio, do meio de sua amargura asfixiante, reza todo dia para a mulher cometer adultério – o que lhe daria a prerrogativa “legal” para a separação, ou que Deus leve sua “amada” para junto de Si, de tal forma que, pela via da viuvez, a vida possa, enfim, ser refeita.

Não sou dos que advogam o divórcio por qualquer idiotice, muito menos acredito em relações frívolas, mas creio que, por vezes, amputar o membro é melhor do que perder o corpo inteiro por septicemia. No que tange ao divórcio, Jesus afirmou: “Não foi assim desde o princípio...”, alertando-nos que, o melhor de Deus é casar e manter-se casado, mas, num mundo caído, onde nascem “cardos e abrolhos”, a vida é como pode ser, não como deveria ser, portanto, na falta de escolha, escolha o mal menor!

E assim, digo, com toda a responsabilidade que carrego, se teu casamento te faz pecar, corta-o e arranca-o fora, pois é melhor entrares divorciado e casado novamente no Reino de Deus, do que casado uma única vez, em meio a uma relação fraudulenta e cheia de perversidade piedosa, viveres, já aqui, no inferno da tua alma e, ao depois, na eternidade, quem sabe onde?

Texto retirado da internet


quarta-feira, 2 de maio de 2018