quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Waltinho & eu - para sempre irmãos!

Assim éramos nós, irmãos que sempre foram amigos, mesmo quando brigavam na infância por causa dos canais de televisão... Waltinho queria ver desenho ou Spectreman e eu queria ver filmes na Sessão da Tarde ou novela. Nós brigávamos como todos os irmãos que conheço, mas não dava nem 10 minutos, e já havíamos esquecido a briga e já estávamos um amontoado em cima do outro vendo TV e comendo biscoito. Waltinho foi meu caçula durante 12 anos, depois nasceu nosso irmão Victor. Sou 14 anos mais velha que o Victor, e quase 3 anos mais velha que o Waltinho, que a partir daí, ficou sendo o irmão do meio, mas nunca deixei de vê-lo como meu caçula, porque fomos criados juntos e Victor foi criado com a mãe, que não é a mesma mãe que a minha e do Waltinho e a diferença de idade também não possibilitou dividirmos as mesmas aventuras de criança. Mas isso em hipótese nenhuma desmerece o amor que eu sinto pelo Victor. Eu amo meus irmãos infinitamente e para mim são o maior tesouro que eu tenho na minha vida. Mesmo com a morte do Waltinho, eu continuo amando ele da mesma forma e com a mesma intensidade. Parece até que ele está mais vivo ainda dentro do meu coração. Minha mãe, ama o Victor, e o Victor, ama minha mãe. É uma coisa que não tem  explicação, eles se amam e estamos sempre juntos. 

A infância é a base da vida de qualquer pessoa. Antes de se tornar um adulto, toda pessoa foi bebê, foi criança, foi adolescente, foi jovem... e essa fase é de total importância para que os laços familiares se tornem fortes e se enraízem como base da vida adulta, vida madura e terceira idade. Eu e Waltinho sempre fomos amigos, eu sempre a irmã mais velha, aquela que batia nos "inimigos" na escolinha do Waltinho... amiguinhos que não queriam devolver o playmobil ou o boneco Falcon, eu ia lá e pegava na "marra" o brinquedo do meu irmãozinho. Sempre foi assim, e pra sempre será dessa maneira, até o dia da minha morte eu vou lutar pelos meus irmãos... e se bobear, até depois da morte, continuaremos ligados pelos laços de afinidade e amor. Eu sempre serei a irmã mais velha, a irmã que protegia e que também baixava a porrada quando Waltinho não queria tomar banho ou escovar os dentes. Eu cuidava de mim e do meu irmão Waltinho depois que nossos pais se separaram e minha mãe teve que ir à luta pra colocar arroz e feijão na nossa mesa. Eu tinha 9 anos e Waltinho 6 anos. Meu pai nunca pagou pensão alimentícia para nenhum dos filhos, mas sempre sustentou filhos dos outros (e deixou bens para outras pessoas, que não somos nós). Minha mãe correu atrás da justiça e meu pai foi preso por falta de pagamento de pensão alimentícia, acho que foram 2 vezes... Fez ela muito bem! Depois, quando fiz 15 / 16 anos, assinamos um papel dizendo que nosso pai não precisava mais pagar os 75% de um salário mínimo para os 2 filhos (eu e Waltinho). Tivemos que começar a trabalhar e assim o fizemos. Waltinho começou a trabalhar numa papelaria, e eu comecei como telefonista. Foi bom, porque começamos cedo a nossa batalha, e nossa mãe nos ensinou a ser fortes, até porque, nenhum de nós 3 (eu, mãe e Waltinho), tínhamos respaldo na vida. Somos sobreviventes de uma época difícil, mas agradeço à vida, pois a vida me fortaleceu e fez de mim quem sou hoje. Apesar dessa fase difícil, conseguimos ter lembranças boas da infância. Parece que quando somos jovens, temos uma visão diferenciada das agruras da vida; tudo é visto de maneira positiva, e meu irmão e eu fomos felizes, sim, na medida do possível e até superando as barreiras de uma vida simples, mas com uma base boa que nossa mãe nos deu. Waltinho nunca gostou de estudar, mas Dona Nina se esforçou e pagou os estudos para quem quisesse aproveitar. Infelizmente, meu irmão nunca foi chegado aos estudos, mas sempre foi um menino tranquilo e trabalhador. O único vício do Waltinho era a TV!!! Nossa, ele amava ver televisão.... podia estar o maior sol ou a maior chuva, que não tinha problemas, ele amava passar o fim de semana assistindo televisão. Nessa foto, eu deveria ter 19 ou 20 anos no máximo, morava já sozinha no Rio Comprido, e tinha sempre a companhia do meu irmão. Nós ficávamos vendo TV e comendo pipoca, bebendo refrigerante e biscoito maisena com goiabada. Foi também uma juventude feliz, tínhamos os mesmos amigos da escola, que são nossos amigos até hoje. Tínhamos os amigos do Grupo Escoteiro... Era uma época boa, Legião Urbana no topo das paradas de sucesso, meu irmão sempre comigo. Íamos à praia, Floresta da Tijuca e para a casa dos amigos jogar vídeo game. Nessa época eu tinha o Trovão Azul, um Alfa Romeo ano 74 velhão... não tinha nem fechadura, e lá íamos nós, vivendo nossa juventude com a companhia dos nossos amigos. Ter irmãos é a melhor coisa desse mundo!!!! Não troco meus irmãos por nada, porque eles pra mim, são os melhores, os perfeitos, os mais bonitos e a melhor parte de mim mesma!!!!



terça-feira, 24 de outubro de 2017

OMS - Organização Mundial da Saúde - CUIDADOS PALIATIVOS





MANUAL DE CUIDADOS PALIATIVOS PARA QUEM NÃO SABE OU NÃO ENTENDE O QUE SÃO CUIDADOS PALIATIVOS.


EUTANÁSIA NO BRASIL É CRIME!

HOMICÍDIO.

Waltinho não fugiu à luta!

Desde que meu irmãozinho me ligou para contar sobre a descoberta do câncer, tanta coisa mudou em nossas vidas. A coragem da luta, o medo da perda, os resultados dos exames, os marcadores da doença, descendo e subindo, subindo... o desespero aumentando, a angústia, as dores, os telefonemas infindáveis pra saber como ele estava, as viagens para ficar com ele o máximo de tempo, o máximo de vezes que eu pudesse, leituras científicas, conteúdo médico, muito choro, muita tristeza, um pingo de fé num dia, um mar de fé em outro, pesquisas sobre alimentação saudável, receitinhas de comidas gostosas que ele pudesse comer e sentir o prazer de comer uma comida bem feita, cheia de amor... mais lágrima, mais luta, mais exames, e o meu irmão lutando a maior batalha de sua vida. Tantos pedidos para que ele viesse ficar com a gente, meu Deus, quanta loucura, quantos desacertos! A ficha tá demorando a cair... Embora eu tenha ciência do falecimento dele - apenas porque eu descobri sem querer - e temos em mãos a certidão de óbito do meu irmão, parece mentira que ele se foi... Ainda não consigo acreditar, mesmo com a realidade dos fatos. Eu sinto muito mesmo, mas não consigo acreditar que o meu irmãozinho, meu Bebê, meu caçula, meu primeiro amigo, se foi e eu nem pude me despedir. Me custa muito acreditar que essa novela mexicana tenha se tornado minha vida. E que essa história macabra ainda vai demorar muito até ser deglutida, entendida, aceita... Serão anos e anos e mais anos de terapia, apoio psicológico para talvez eu tentar entender o que aconteceu e como aconteceu. Talvez, minha vida passe e eu continue sem entender... De concreto, eu só tenho a minha dor, a minha perda, o meu luto, a minha terapia do luto, a minha fé de que nada acontece sem a observância do Pai. Vou seguindo um passo de cada vez. Um dia atrás do outro. Uns dias bem ruins, outros bem piores... Cadê as pessoas que dizem que o tempo ameniza a dor? Porque aqui no meu peito, não tem nada amenizando, muito pelo contrário. Meu irmão foi um guerreiro, um Guibor que agora descansa acima das nuvens. Meu irmão não queria morrer, meu irmão era forte e queria muito continuar a batalha se assim fosse preciso. Mesmo cansado, desistir não era uma opção... mas optaram por ele. Meu irmão agora está livre de toda a maldade. Waltinho hoje está de volta à nossa família espiritual, que com certeza o acolhe com muito amor, carinho e respeito. Eu tenho uma saudade constante, latente e um amor infinito.
 Irmãos, a melhor coisa do mundo.
Andreia e Waltinho Sieczko
Meu Bebê, meu boneco Manequinho, meu caçula, meu primeiro amigo, minha melhor herança e a melhor parte de mim.
Para Sempre, irmãos!

domingo, 22 de outubro de 2017

ORAÇÃO DE LIBERTAÇÃO DE UMA TRISTEZA HEREDITÁRIA


ORAÇÃO DE LIBERTAÇÃO DE UMA TRISTEZA HEREDITÁRIA

Liberta-me, Senhor, de toda tristeza congênita.
Sopra sobre mim o Teu Espírito Santo que é capaz de curar, transformar e tirar de mim toda marca de tristeza que ficou enraizada em mim.
Passa, Senhor, por toda minha história e pela vida de meus antepassados.
Rompe com toda a carga hereditária de tristeza, angústia, depressão e melancolia trazida dos meus pais, avós, bisavós, tataravôs e todas as pessoas que fazem parte de minha árvore genealógica.
Cura, Senhor, todo resultado de palavras pesadas, maldições, traições, mortes, que caíram sobre mim.
Assumo que sou um bem-aventurado!
Assumindo toda a força dessa palavra, Senhor, posso proclamar:
Sou um bem-aventurado, não por merecimento, mas por graça, o Senhor me fez um bem-aventurado!
Batiza-me no teu Espírito Santo e faz-me nascer de novo.
Que Teu Espírito Santo penetre fundo, tocando, curando, preenchendo, suavizando e trazendo todo o bem, amor, paz, alegria, entusiasmo, graça e bênção desta vida nova.
Obrigado, Senhor, por esse maravilhoso batismo no Espírito Santo. Amém


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Por Evaldo D' Assumpção* - Apelo do Paciente

texto retirado da Internet

Por Evaldo D' Assumpção*

Dia 18 de outubro comemorou-se o dia de São Lucas e também o Dia dos Médicos. Revendo alguns dos meus escritos, encontrei um texto que escrevi há muitos anos, observando o que muitos pacientes passavam durante seu tratamento em hospitais. Hoje, aposentado, acredito que, muito lamentavelmente, esteja bem mais atual do que eu possa imaginar. Transcrevo então este “Apelo do paciente”, homenageando meus colegas que ainda acreditam na dignidade e na sacralidade da medicina.

“Doutores: quando estiverem cuidando de mim, por favor, não me deixem sozinho e sem qualquer informação sobre o que será feito em minha pessoa. Para vocês o hospital é bastante conhecido, e tudo ali lhes é familiar. Afinal, nele vocês passam uma grande parte de seus dias. Mas, para mim, mesmo não sendo minha primeira internação, tudo é novidade, tudo é assustador. Contudo, se alguém conhecido, especialmente o meu médico ou um dos membros de sua equipe que eu já conheço, estiver junto de mim, estarei seguro e me será mais fácil enfrentar tudo o que vier em seguida. Melhor ainda se essa pessoa puder segurar, carinhosamente, a minha mão nas situações mais estressantes...

Ao me locomover, por favor cubram-me com algo para me aquecer. O hospital é muito frio, e ainda existem os aparelhos de ar condicionado, bastante eficientes. Como vocês estão completamente vestidos, certamente não imaginam o frio que se sente estando com uma simples camisola.

Se possível, evitem arrumar os equipamentos e instrumentos cirúrgicos, enquanto eu estiver acordado na mesa de cirurgia. É extremamente estressante ver todo aquele instrumental e aparelhos que deverão ser usados em mim, sendo manipulados. Sei que tudo será em meu benefício, mas, ainda assim tudo me atemoriza e angustia.

Não comentem defeitos de equipamentos, nem reclamem da falta de algum medicamento no hospital, perto de mim, ou onde possa escutar tais reclamações. É terrível saber que determinado medicamento está faltando ou que algum equipamento se apresenta defeituoso, imaginando que ele seria importante para o meu tratamento.

Quando me prepararem, respeitem o meu pudor. É extremamente desagradável ver-se despido diante de tantas pessoas, mesmo sabendo que são profissionais acostumados a tais situações.
Respeitem o meu medo. Mesmo os mais valentes, diante de algum exame desconhecido ou procedimento cirúrgico, certamente irão tremer. Afinal, tudo me é estranho, tudo me é ameaçador. Se possível explique-me, em linguagem compreensível para um leigo, o que vai ser feito. Certamente vou entender - eu não sou “burro!” - e então poderei cooperar com todos. E respeitem o meu tempo para que possa me acalmar!

Não me tratem com impaciência nem me agridam com reprimendas ríspidas. Afinal, eu nada sei de medicina, e se me movimento ou coloco a mão onde não devo, não o faço por mal. São atos instintivos de defesa que realizo, por desconhecer as regras e pelo medo de algo que me ameaça. Vocês já pensaram que podem ser vocês mesmos, a ameaça de que tenho tanto medo? Tratando-me com carinho e paciência, certamente conquistarão a minha confiança e eu irei ajudá-los, muito mais do que imaginam!

Evitem conversas que possam demonstrar desinteresse por mim ou pelo meu tratamento. Vocês podem estar tão descontraídos que falarão de futebol, programas de televisão ou de política, com a maior naturalidade. Mas isto irá me parecer um grande desinteresse pelo que estão me fazendo. E o meu sofrimento será ainda maior. 

Além disso, se surgirem complicações no meu tratamento, certamente irei atribuir esse fato ao desinteresse da equipe médica e da enfermagem durante o procedimento realizado.
Se for submetido a anestesia geral, durante a sua indução, por favor, façam todo o silêncio possível. Naquele momento de passagem da consciência para a inconsciência, tudo o que acontece na sala é de extrema importância para mim. Poderei dormir com segurança e tranquilidade, ou então inteiramente transtornado por tudo o que ouvi sem compreender o que acontecia. E depois de anestesiado, lembrem-se de que continuo merecendo todo o respeito como quando acordado. Zombar de mim, do meu modo de ser ou de falar, do meu corpo, será uma enorme falta de ética e de caráter, coisa que jamais poderia aceitar em um grupo para o qual estou entregando a minha própria vida.

É bom lembrá-los de que por razões ainda não bem explicadas, muitas pessoas são capazes de ver e ouvir, mesmo estando bem anestesiadas, lembrando-se de tudo o que aconteceu, quando voltam da anestesia...

Finalmente, quero lhes pedir que respeitem a minha condição de “ser humano”, independentemente de ser um paciente particular rico, ou um anônimo indigente, recolhido pelas ruas. Afinal, sou alguém exatamente igual a vocês: parte da humanidade, filho do mesmo Pai, criatura do mesmo Criador. E, por isso mesmo, mereço o mesmo respeito que vocês dedicam às suas mães, a seus irmãos, a seus filhos, e a vocês mesmos. 

Ainda que não acreditem no Deus Criador de tudo e de todos, pelo menos façam por mim, o mesmo que gostariam que lhes fizessem, e às pessoas a quem vocês mais amam! Muito obrigado!”


*Evaldo D´Assumpção é médico e escritor



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A continuidade da vida, da família e do amor


Esta foto é uma lembrança de mim, Andreia, segurando o Bebê Henrique, meu priminho e afilhado. Quando eu vejo essa foto, reflito na imensidão da mensagem que ela pode me passar. Eu mudei nos últimos anos, e principalmente nesses 2 últimos anos. A madurez chegou, tanta coisa em minha vida mudou... como meus pensamentos mudaram a respeito de tudo que eu "achava" saber. Waltinho descobriu o câncer, semanas depois do Henrique nascer. Meu amor em amar meu irmão multiplicou de forma colossal, agigantou-se também meu amor pela minha família, o amor que sinto hoje é imensurável, apesar de triste. Resolvi deixar meus cabelos na cor natural, porque eram a mesma cor dos cabelos do meu irmão, e eu posso senti-lo em meus cabelos.  Meus sinais, marcas, pintas pelo corpo, que antes me incomodavam e estavam com data marcada para serem aniquiladas pela dermatologista, hoje são meus prêmios, meus tesouros quando eu percebi que o meu irmãozinho Waltinho também tinha todas as pintas, marcas e sinais em seu próprio corpo, nos mesmos lugares que eu. Tudo igualzinho! Hoje, quando sinto muuuuuita saudade, daquelas de me afogar, eu me abraço num "auto abraço", fico observando a cor natural dos meus cabelos que eram da mesma cor dos seus;  passo a mão em minhas marcas, minhas pintas, que nossa mãe e nosso pai deixou tatuado em nós... somos filhos da mesma fôrma de bolo. Passo a mão em minhas costas, na altura do pescoço e lembro que no hospital eu te acarinhava, meu irmão. E percebi que você tinha todas as pintinhas, todos os sinais, todas as marcas que eu também trago comigo. Graças a Deus eu tive muitos momentos de carinho e reflexão, entendimento, afeto. Jamais vou retirar as marcas que me assemelham à você. Seria novamente te perder... Minhas marcas, suas marcas. Meu sangue, seu sangue, minha família, sua família, nós, irmãos... Então eu me lembro que te perdi, que você não está mais aqui e a dor volta. Aí eu reflito nesta foto minha com Henrique no colo. Nosso mais novo membro da família Sieczko. A continuidade do avô Wlozmiers, da avó Maria... neto da Lamia, filho da Priscila, sobrinho do Felipe, sobrinho neto de tantos tios carinhosos,  e meu afilhadinho. Veja quanto amor há nesta foto tão singela. Veja a simplicidade do carinho, tão grande e verdadeiro... Meus olhos fechados, agradecendo a Deus por esta vida e sentindo o cheirinho de bebê que é tão especial e maravilhoso. Sinta o aconchego desse colo, dessa proteção que vem de dentro da alma. Sempre e para sempre eu vou cuidar e proteger essa pessoinha. E perceba, a calma e a confiança deste pequenino ser que acabara de chegar a este mundo... Ele ressona tranquilamente, porque sabe que não vou deixá-lo cair... Henrique recebe o amor que vem de dentro, sabe que de alguma forma, eu hei de protegê-lo. Ele deita sua cabecinha em meu peito e eu o aconchego com todo meu amor e todo o meu cuidado. Então, meu irmão, talvez você esteja se perguntando porque estou contando essa história... Talvez porque eu creio que em algum lugar de um outro mundo, você chegou assim, pequenininho... e eu realizo que você está acarinhado por alguém daí... da mesma forma e com o mesmo amor que o Henrique foi recebido aqui... Eu penso que você foi para um outro lado da vida que não conhecemos, e que nossa família espiritual te recebeu com o mesmo amor que recebemos a vinda do Bebê Henrique. É assim que eu tento amenizar essa dor latente, que insiste em nunca mais parar de doer. Às vezes, também penso que nossa família espiritual teve que se despedir do Bebê Henrique quando ele nasceu. Talvez, desse lado daí, as pessoas sejam mais conscientes, talvez essa transição seja sentida de uma forma mais natural, menos brutal... sei lá... às vezes me perco em tanto pensar... aí começo a pensar tudo outra vez, mas outra vez me perco em saudade. E nessas horas, eu chego ao limiar do desespero, prelúdio de uma loucura que tento controlar, mas que se amplifica e a dor me consome num torpor que não consigo explicar... Dói... só sei que dói e dói muito. Fere, transpassa a alma, não há mais como ser a pessoa que sempre fui, não dá mais como ser nada, porque é difícil entender toda essa logística chamada vida, chamada destino. Você adoeceu, expiou e sabe-se lá o que fizeram à você, meu irmão. Lidar com a perda já é difícil, mas lidar da forma como tudo foi orquestrado, é demais pra mim e pra nossa família. Eu espero que Deus nos dê força para encontrar a justiça que você tem direito, meu Guerreiro. Sua mãe é incansável... Nunca vi tanta força na caminhada dela. Eu só quero me aninhar nesta foto, e imaginar que você está seguro, livre das maldades humanas, que esteja amparado, acarinhado, amado, cuidado e que tenha sido recebido com todo o amor que você merece. Que não se sinta humilhado, mas que se sinta livre e amado por nossa família espiritual, e que também receba todo o amor da sua irmã e sua mãe, suas tias e tios, seus amigos. Esteja bem, por favor! Nós não vamos desistir de você, Waltinho!

Cuidado com quem fala manso...


As pessoas são tão diversamente singulares...
Se acham tão perfeitas.
Mas Deus conhece o coração de cada um de nós.

A vida é uma dádiva de Deus. E só ELE pode tirá-la.


Henrique nosso bebêzinho, virando rapaz...



Nosso bebezinho, o mais novo Sieczko da família, está crescendo, Graças a Deus com muita saúde e feliz, muito amadinho por todos os familiares!  

E olha aí nosso Spililik ficando rapaz, comendo sozinho, que lindo!!!!

Deus te abençoe, meu afilhadinho caçula!!!!!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Eu saí do mundo ou o mundo saiu de mim?

Então, o que a gente faz quando os olhos insistem em não secar, o coração não para de apertar, a garganta não para de doer, os dentes não param de ranger e os dias continuam seguindo seu rumo, o tempo não para, e a vida vai seguindo como se essa falta imensa que você me faz não fizesse falta ao mundo? Eu não sei ainda dizer se eu saí do mundo ou se o mundo saiu de mim... Só sei que a dor, a saudade e a busca pela justiça que você e nossa família merece se torna cada dia mais,  a força que precisamos para seguir em frente. Guerreiros não retrocedem, guerreiros não desistem jamais, guerreiros morrem, mas morrem lutando pelos ideais que acreditam. E eu, meu irmão acredito em todas as conversas que tivemos. Acredito que você jamais deixaria de lutar, você jamais seria covarde, jamais se entregaria assim tão fácil ( ? ). Nós seguiremos essa luta, vamos perseverar até o último dia de nossas vidas para que a justiça dos homens seja feita. Você não está sozinho, nós amamos você, Waltinho e jamais desistiremos de você. Quem ama, cuida... e cuida com muito amor. Quem ama, não mata!
Que saudade imensa, meu irmão. Eu te amo muito, você me faz muita falta. Receba meu carinho, meu amor e minhas orações.

Recomendo a Leitura: CONTRA A EUTANÁSIA - Lucien Israël




Devemos aceitar a eutanásia para as pessoas com doenças incuráveis? Quem pode decidir pôr fim à vida de uma pessoa? Quem sofre mais: o doente ou aqueles que o rodeiam? Num momento em que a eutanásia está no centro de um áspero debate, a voz autorizada de Lucien Israël – um homem de ciência, um leigo, um não-crente – convida-nos a refletir, quaisquer que sejam as nossas convicções e também à custa de pôr em dúvida as opiniões mais acreditadas. Para o autor, a eutanásia não é nem um gesto de humanidade nem um ato de compaixão, mas um projeto que põe em discussão a profissão médica e, mais em geral, a ligação simbólica entre as gerações. O médico tem não só o dever de não se render à morte mas também deve infundir no seu paciente a esperança, a confiança, a vontade e a força de lutar. E também quando a sua vida chegar ao fim, deverá transmitir-lhe sempre o sentido profundo da sua «arte», que é a de «cuidar» de quem se lhe confia. Porque existem doenças incuráveis, mas não existem doenças intratáveis. Nas nossas sociedades há muitos anciãos, muitas pensões a pagar, muitos cuidados a prestar e, na mente de Lucien Israël insinua-se uma dúvida inquietante e provocatória: E se a eutanásia (com tudo o que gira à volta dela) fosse uma «solução económica», uma resposta técnica a um problema prático, que se esconde atrás de uma morte digna?


Até que ponto?


18 de outubro 2016

Lembranças de nós...







terça-feira, 17 de outubro de 2017

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Mãos de Irmãos - Amor Sagrado


Amém Senhor!
Muito obrigada pela oportunidade de poder estar com meu irmão nesses momentos de dor e reflexão. Agradeço por ter sido essa mão a ampará-lo, assim, como ele foi a mão forte de irmão que protege uma irmã na hora de alguma necessidade. O irmão que me ajudou em minhas andanças, minhas mudanças pela vida, o guerreiro que carregou algumas sacolas, que me acompanhou em noites de macarrão com salsicha e coca-cola no meu primeiro apartamento. Assim como eu fui a mão que lavou a farda do quartel, e juntos um em cada ponta, torcemos a farda e pusemos pra secar no varal. As marteladas erradas no prego na parede, o quadro torto na sala. Quem comigo apostava corrida nos corredores do Lavradio, as primeiras braçadas na praia da Urca e praia Vermelha... depois, as idas com os amigos no 433, indo à praia do Lido. As tardes no Grupo Escoteiro. Passeios noturnos com a galera do Celestino pelas ruas do Centro. Tantas e tantas vezes nossas mãos estiveram unidas em alguma brincadeira. Vamos brincar de bicho? Pois é, meu irmão... Que bom que eu tenho essa foto, que bom que guardarei em meu peito essa lembrança. Com eu agradeço, como eu agradeço!!!!

sábado, 14 de outubro de 2017

Texto lindo escrito por Chico Xavier


 Retirado da internet

O silêncio

    Onde quer que vc esteja, seja a alma deste lugar...
    Discutir não alimenta.  
    Reclamar não resolve.  
    Revolta não auxilia.
    Desespero não ilumina.
    Tristeza não leva a nada.
    Lágrima não substitui suor.
    Irritação intoxica.
    Deserção agrava.
    Calúnia responde sempre com o pior.
    Para todos os males, só existe um medicamento 
    de  eficiência comprovada.
    Continuar na paz, compreendendo, ajudando, 
    aguardando o concurso sábio do Tempo, na 
    certeza  de que o que não for bom para os outros 
    não será bom para nós...
    Pessoas feridas ferem pessoas.
    Pessoas curadas curam pessoas.
    Pessoas amadas amam pessoas.
    Pessoas transformadas transformam pessoas.
    Pessoas chatas chateiam pessoas.
    Pessoas amarguradas amarguram pessoas.
    Pessoas santificadas santificam pessoas.
    Quem eu sou interfere diretamente naqueles que 
    estão ao meu redor.
    Acorde…

    Se cubra de Gratidão, se encha de Amor e   
    recomece…
    O que for benção pra sua vida,  Deus te entregará, 
    e o que não for, ele te livrará!

    Um dia bonito nem sempre é um dia de sol…
    Mas com certeza é um dia de Paz.

            Chico Xavier                      
 A vida na terra é uma passagem, o amor uma miragem, mas a amizade é um "fio de ouro" que só se quebra com a morte. Você sabe? A infância  passa, a juventude a segue, a velhice a substitui, a morte a recolhe. A mais bela flor do mundo perde sua beleza, mas uma amizade fiel dura para a eternidade. Viver sem  amigos é morrer sem deixar lembranças.