domingo, 7 de janeiro de 2018

Imagem real, retirada da internet!!!!

Imagem real, retirada da internet!!!! 

Guerreiros, morrem lutando, porque assim é a alma de um guerreiro. Walter Sieczko dos Santos

Meu irmão teve câncer.

Doença que nunca havia chegado até nossa família... nem por parte de pai, nem por parte de mãe - até que chegou. Veio tão rápida como um raio, e tão devastadora como uma tempestade. Muita luta, muito sofrimento, mas em nenhum momento, meu irmãozinho pensou em desistir. 

Meu irmão é um guerreiro, e guerreiros, morrem lutando, porque assim é a alma de um guerreiro.

Meu irmão, não morreu de câncer!

Meu irmão foi enganado, foi-lhe tirado o direito de lutar.

Como um guerreiro pode lutar sem suas mãos? Como um guerreiro por lutar sem suas armas?

Como pode um guerreiro lutar, quando desconhece seus próprios inimigos?

Meu irmão não foi respeitado. Foi enganado, iludido, ludibriado. Descartado como um trapo, arrancado da família. Morreu acreditando em pessoas que pensaram que eram Deus, que agiram como se fossem Deus, e lhe deram a sentença final, na hora que julgaram ser a hora de partir. Mas Deus, o verdadeiro, não dorme, tem olhos que a tudo vê, e aguarda, pacientemente o momento certo. Ainda que não seja aqui, nem agora, não importa... Deus sabe e não tem a pressa dos homens.

Eu clamo por justiça!

Mas é Deus que conhece o coração do homem.

Eu sei que Deus também conhece o meu coração, e me dará a justiça que preciso.

Te amo, Waltinho!
Você não foi esquecido. E nunca será um trapo para nós!

Eu sou a sua irmã, e vivo hoje por você!


sábado, 6 de janeiro de 2018

Waltinho: Ninguém tira o meu direito de te amar

Daqui há pouco, serão os primeiros 365 dias desde a última vez que lhe permitiram respirar e 367 dias desde nosso último beijo, nosso último abraço, meu irmão. Ainda não consigo acreditar.... muitos e muitos dias serão necessários até que eu entenda como você se foi. Tenho a certeza que 10.000 dias não serão o suficiente para esse entendimento, e nem para que eu aprenda a viver sem sua voz, sem sua vida dando pitaco na minha e vice-versa. A chuva chora a minha saudade, escorre montanha abaixo, invade ruas, transborda rios... Porque minha saudade é molhada demais, Waltinho.  Tanto que te pedi: venha para minha casa! Aqui você teria carinho, amor e cuidados. Verdadeiros cuidados paliativos, meu irmão. Ninguém iria tocar um dedo em você pra lhe fazer mal. Estaríamos a seu lado, seguraríamos a sua mão, e na HORA QUE DEUS ASSIM, QUISESSE, te chamaria pra perto Dele. Você foi vítima de algozes frios e calculistas, gente que não tem amor no coração.
Talvez a vida siga para outras pessoas, para o mundo... mas para quem perde a quem verdadeiramente se ama, não é a mesma história... não há como ser a mesma vida.
Eu te vi nascer, eu te recebi nesta vida como tua irmã, vivi a infância e a juventude ao seu lado, meu irmão. Nós não merecíamos este fim.

Te amo pra sempre, meu irmãozinho!!!

Esse amor, ninguém tem como roubar de mim, ninguém tira o meu direito de te amar e lutar contra o mundo por você.

Sua irmã mais velha, 

Andreia Sieczko
irmã do Waltinho.


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Você está comigo o tempo todo



Pois é...
Aí de repente em um momento do dia vem aquela saudade e eu penso instantaneamente: vou ligar pro Waltinho, tô com saudades. Era tão fácil e certo te ligar e ouvir tua voz, que a distância geográfica entre nós ficava no  intervalo de espaço entre minha mão e o celular. Em segundos eu estava contigo, meu irmão. Escutava o teu dia e ria contigo das mesmas piadas... Então eu me lembro que você não estará do outro lado da linha, aguardando minha chamada pra me sentir a irmã mais importante do mundo, falando com meu irmãozinho, meu bebezinho, meu boneco manequinho, meu primeiro amigo, meu maior tesouro. O irmão que também me ligava pra contar as pequenas vitórias e grandes derrotas... mas que no meio da conversa, as celeumas do cotidiano eram substituídas por nossas lembranças, as brincadeiras, as mesmas histórias que adoravam ser recontadas. E aqueles momentos tornavam nosso dia mais leve. Às vezes nem tinha tanto papo, era uma conversa entre malucos do tipo:

- beleza?
- beleza!
- tudo certo por aí?
- tudo, é a medida toda, visse?
- é foda...
- é, é foda...
- kkkkkkkkkkk

Eram risadas dos dois pontos cardeais... e assim seguia o dia, a gente só precisava saber que estava foda pra gente, mas que nós estávamos ali. E que um ouvia o outro, e que um entendia o outro, apesar de na verdade não conseguir entender o que te amarrava ali. Mas eu aceitava suas escolhas, porque sempre acreditei que as pessoas tem o direito de escolher a vida que quer viver pra si. O mais importante, você sabia, meu irmão: eu sempre estaria à sua disposição pra te livrar de qualquer amarração; assim como você sempre pôde contar comigo e com as portas da minha casa, da nossa casa sempre aberta pra te receber. Você pra mim, nunca teve defeitos, você, pra mim, sempre foi o melhor irmão do mundo, Waltinho e não adiantava ninguém querer mudar o sentimento, o amor e o que eu pensava sobre você. Quantas e quantas vezes eu repeti, que pra mim, você não tinha defeitos. E que se não tivessem satisfeitos com você, era só avisar... eu mandava a passagem, assim como eu mandei em todas as vezes que você me pediu socorro. Jamais te deixaria desamparado, sem teto, largado na rua, nunca!

Família é isso, sangue é isso, amor é isso.

Eu só sei que você me faz uma falta imensa, você criou uma saudade que eu nunca estive acostumada a sentir. É difícil seguir adiante, sabendo que não terei sua gargalhada no telefone, ou sua presença física em minha vida. Hoje em dia,  de vez em quando você me visita em sonho, diz que tá sempre comigo e eu posso te abraçar, conversamos até a hora de eu acordar para a realidade fria da vida sem você. Mas mesmo assim eu agradeço, mesmo assim eu rio e choro ao mesmo tempo, assim como eu fazia na hora de me despedir no aeroporto. Eu sempre terei mais a agradecer do que sofrer, embora o meu sofrimento seja grande, a oportunidade de vir neste mundo como sua irmã mais velha e ter vivido nossa infância e nossa juventude compartilhada, me faz uma pessoa agradecida ao Senhor do Universo, que determinou esse laço familiar, nosso sangue e esse amor tão bonito que pra sempre reinará.

Te amo muito, meu irmão. Você está comigo o tempo todo, não há um só dia que eu passe sem rezar pra você, sem mandar meu amor pra você... converso contigo o tempo todo, todinho.


Mateus, 10:26


26 Entretanto, não os temais! Nada há escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido. A entrega do temor a Deus. 27 O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; e o que se vos diz ao ouvido, proclamai-o do alto dos telhados. …

Que nossa justiça seja feita!

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Marcos 4:21



E lhes propôs: “Quem, porventura, traz uma candeia para colocá-la sob uma vasilha ou debaixo de uma cama? Ao invés, não a traz para ser depositada no candelabro? Pois nada há de oculto que não venha a ser revelado, e nada em segredo que não seja trazido à luz do dia. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça!” 

Que a verdade prevaleça, e a justiça seja feita!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

De nascente à cachoeira - saudade sem fim




A saudade é tão concreta, que meus olhos viram nascentes.

A voz embarga e se torna difícil até respirar.

Tudo emerge, lembranças vem à tona e minhas nascentes, antes tão singulares, se transformam em cachoeiras.

Me sinto tão incompleta, porque a partir desse adeus tão quimérico, nesse contrassenso faltará pra sempre um pedaço de mim e eu não entendo como posso viver sendo uma metade.

Tenho preguiça de me fazer entender.

Essa saudade dói demais em mim para que eu me explique e me importe em tentar fazer alguém também me entender.

O mundo gira em slow motion, nada mais faz muito sentido, e eu não me sinto parte daqui.

Estou aqui, mas não sou daqui.


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

26/12/2017 - 337 dias sem você - 11 meses - Walter Sieczko dos Santos

E hoje é dia 26 de dezembro... são 11 meses sem você, Waltinho... exatos 337 dias desde sua partida, e 339 dias desde nosso último abraço, meu último beijo em sua testa, meu irmãozinho. Eu não consigo entender se o tempo passou depressa demais ou se arrastou demais até chegar a esse cardinal... eu não sei, só sei que foram dias de muita luta e muita saudade sua. Foram dias de pensamentos, sentimentos, orações e desejos para que você esteja bem, esteja bem melhor do que os últimos anos da sua vida terrena. Só sei que o amor que nos une, não só continua firme, como se solidifica dia após dia... você está mais perto do que nunca, você está mais vivo e mais próximo de nós do que imaginamos. Te amo, meu irmão! Te amo grande, te amo sem a finitude que a vida oferece... te amo pra sempre, e sempre e sempre pra sempre. Em cada oração, um abraço, em cada lágrima de saudade, um beijo... Então estamos diariamente abraçados e beijados!!!! Ontem o natal não foi igual ao natais passados... não que você passasse os natais conosco, mas sabíamos que você vivia, que você tinha a vida que havia escolhido pra si, e respeitávamos isso. Mas esse foi o primeiro natal que passamos sabendo que você não está mais aqui nesse plano. Você voltou à nossa família espiritual, você retornou ao outro lado da vida; mas sentimos sua presença e devolvemos a sensação com muito amor e carinho. Nossa mãe e eu passamos a noite em vigília, rezando de mãos dadas pela paz que precisamos para continuarmos a jornada. Estamos juntos, irmão! Nós estamos juntos! Família é projeto de Deus. E todos somos iguais e irmãos em Jesus.

 

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Missa de Natal - 2017



Nós fomos participar da missa de Natal com a celebração do Bispo Roque. Foi muito bom para mamãe receber esse abraço e esse carinho de Dom Roque.
Obrigada pelo carinho com minha mãe!
 Esse abraço foi muito importante.
Deus abençoe sempre sua caminhada!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

15/12/2017




Irmão,

Hoje é dia 15 de dezembro de 2017.
Acredito que você já saiba que nossa prima Katiuscia chegou aí no céu. Mais uma pessoa de nossa família que parte tão precocemente. Nunca vamos nos acostumar com essas perdas, irmãozinho. É difícil demais para nós, caminhantes errantes nesta jornada cheia de provas e expiações à passar. Perder quem amamos, é uma dor que não entendemos... dói demais, mesmo com a convicção de que um dias nos encontraremos. Enfim, hoje Jesus chamou a Katiuscia. E Katiuscia deve ter sido recebida pelo tio Claudio, tio Sacha, tia Anastácia, tia Emma e também nossos avós Wlozmiers e Maria, entre outros familiares e amigos espirituais. O céu hoje recebeu mais um de nós. É triste porque nós, que aqui ficamos, nos sentimos desolados... É difícil, muito difícil...  Nossa tia Lurdes está inconsolável... uma semana antes, o pessoal de Santos foi lá na chácara e Joy e Danilo fizeram aquela maravilhosa costela de chão, tão famosa na família Sieczko. Estava tudo bem, nossa prima estava bem. Até agora não sabemos direito o que aconteceu, nossa prima partiu em decorrência de uma infecção generalizada e deixou uma princesa linda de 6 anos, a Yasmin. Ai, Waltinho... tem tantas coisas que não conseguimos entender; mas que não me sinto capaz para argumentar… Fica só uma tristeza grande, que já já se tornará uma saudade sem fim.