quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Voando nos céus!

Visão de Deus
Rampa de salto
Babando um sonho realizado
Pulando e gritando de pura emoção... corri a praia toda, pulei igual a pipoca em panela quente... Não parei em nenhum momento... fiquei umas 24 horas em êxtase! Eu queria tanto sentir essa emoção! O melhor de tudo, foi ver minha prima Marise feliz com o sonho dela, também realizado, aos 55 anos. Foi uma sensação indescritível... Quero mais... depois que a gente prova uma felicidade dessas, é impossível se contentar com o pouco que tivemos até então. Sabe o melhor de tudo? Não foi premeditado... foi em cima da hora, simplesmente aconteceu e isso foi melhor ainda, deu um sabor mais especial! Agora, eu conheço o céu, atravessei as nuvens, vi a linha do horizonte, sentindo o vento no rosto. Isso é viver! Agora, em dezembro, quero saltar de parapente... e logo, logo, vou fazer o curso da AVBIP e saltar de paraquedas, de verdade e sem instrutor! Estou ansiosa por tudo isso! E vou continuar sonhando meus sonhos, e realizando-os a medida do possível. Se Deus quiser!

Eu voei







Eu voei como um pássaro,
mas não deixei de ser seu passarinho!

Nas nuvens...

Vivendo...
Aproveitando
Gargalhando
Feliz, feliz...

Apesar de todos os problemas!



Voando sobre as nuvens...

Aqui eu estava literalmente no meio da nuvem... sentindo o cheiro até então desconhecido, mas muito sonhado...


Andréia Dittmann Sieczko Sentindo Cheiro de Nuvem

No momento, as palavras não são necessárias...

Depois eu escreverei as sensações...

MA-RA-VI-LHO-SO

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Família Dittmann Sieczko






Nossa prima Marise levou do Rio de Janeiro,
pedras e sonhos...
E nos deixou raízes e saudades.
Te espero novamente aqui!
Volte logo!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Marise Dittmann


Minha família Dittmann ficou no Paraná quando o restante dos Sieczko vieram para o Rio. E por aqui, os laços foram se esmiuçando, até o contato entre as duas partes dessa mesma família perder no dia-a-dia a chance da convivência. Meu avô Wlozmiers Sieczko e seu irmão Alexandre Sacha Sieczko, dois irmãos poloneses, fugindo a guerra na Russia... e no Brasil, 2 irmãs, filhas de imigrantes alemãs, Maria Dittmann, minha avó e sua irmã mais nova, Nastascia Dittmann casaram-se com esses dois irmãos... A história da minha família materna, começa aí... Então, eu encontrei a prima de minha mãe no orkut... aliás, ela me encontrou... eu havia encontrado outra sobrinha dela, também prima... Aí começou um reencontro, uma amizade e um amor com laços consanguíneos... Vez ou outra a gente se falava no orkut ou telefone, até que a prima Marise marcou de passar uns dias aqui no Rio de Janeiro, cidade que ela não via há 45 anos, quando sua mãe tentou se fixar aqui, mas acabou voltando para Curitiba. Minha prima chegou ao Rio dia 04/11 e foi embora hoje, dia 08/11/2010, deixando muita saudade. Foram 5 dias maravilhosos, tivemos a chance de nos conhecermos, ela rever minha mãe e meus tios, eu saber mais da vida dela e das histórias de vida da minha avó Maria, que eu não conheci, pois foi chamada aos céus precocemente, quando minha mãe contava 12 anos. Eu adorei conhecer minha prima Marise, uma mulher guerreira, como todas de nossa família. Uma pessoa alegre, a frente de seu tempo, que nos ensinou muita coisa... inclusive, a saltar de asa delta!

domingo, 7 de novembro de 2010

Você me fez envelhecer... um pouco a cada dia

Zero/Finis Africae - Armadilha

Porque andando entre cacos, me sinto em pedaços... e até hoje não sei dizer, se está tudo acabado. Mas não troquei minha boca fechada, pelas suas palavras vazias... Você me fez, envelhecer, um pouco a cada dia.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Entrega ao vazio


Naquele espelho quebrado ela pôde ver o que sobrara de seu rosto... sua avó sempre lhe dizia que o rosto era a porta de entrada para a alma. Por isso, ao se olhar, ela sabia que sua alma estava tão alquebrantada como o espelho a sua frente, que refletia o mínimo para mostrar as pessoas que ainda era um ser vivo. Ela estava infeliz... profunda e terrivelmente infeliz com seu próprio sentimento. Ela não tinha mais um amor para amar... Simplesmente exauriu-se da fonte da vida, despejou seus motivos de alegria, riscou de sua existência, o amor. Ficou tão seca, que não se aguentava em pé. Viver para ela era apenas o pulsar de um coração batendo a árduas marretadas... Respirar, doía-lhe na carne... Toda a dor, era resultado de um amor imperfeito, ou melhor dizendo, mais que imperfeito; era a conclusão de um estado onde o vácuo e o silêncio ocupavam o espaço que antes era fecundo de prazer e emoção. Era a impossibilidade de ser vivido. Ela entregou-se ao vazio... vazio da alma. Se não podia amar a quem escolhera, não queria amar a mais ninguém. Nada lhe satisfazia e aos poucos seu corpo encurvava encarquilhado, num imenso desejo de entrar pra dentro de si mesmo... a cabeça baixa, olhando sempre em direção ao seu umbigo. Cada dia que passava, diminuía a possibilidade de posicionar-se ereta em direção do horizonte. No fim dos seus dias, ela nada mais era, que uma pequena semente ambulante, perambulando nas esquinas da vida.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ele a deixou partir...


Quando ele a deixou naquela estação de trem, seu peito sofria, apertava, doía... não, ele não tinha certeza se queria deixar que ela partisse. Ele sabia que uma vez que ela fosse embora, ela não iria voltar... novos caminhos se abririam para aquela moça com sorriso de menina, jeito de moleque, mas com coragem suficiente de encarar o desconhecido. Ela queria ficar, ai Deus... como ela queria ficar e pediu pra ficar, mas ele achou melhor que ela partisse. A vida já estava confusa demais para ele e talvez fosse melhor retroceder, voltar a trás, deixar que a monotonia cuidasse novamente de seus dias. Ela inventou um paraíso, ofereceu-lhe sua vida, seu amor, seus sonhos... Por ela, ela ficaria com ele até que seus olhos não mais se abrissem para ver uma nova manhã surgindo. Ela prometeu cuidar das rosas de seu jardim, ela velou, ajoelhou-se e rezou noites inteiras sem dormir, passando a mão nos cabelos dele, pelas costas, enquanto ele dormia um sono cortado pelas dúvidas e incertezas que brotavam de si mesmo. O quarto cheirava a óleo de jasmim... vez ou outra aromas de lavanda bailavam nas paredes silenciosas, que ansiavam para escutá-los cantar... Aquela vida era um sonho. E por mais que ela pensasse, não entendia porque a alma dele era tão nostálgica e simplesmente foi deixando de cantar... cada dia menos, cada noite um pouco menos... ele era bombardeado por um cansaço sem tamanho, não havia mais prosa, mais poesia, mais música em suas vidas... ela procurava entender, ajudar, se doar o máximo que fosse e se preciso fosse, ela doaria sua alma, ela entregaria seu amor, para não vê-lo definhar... eles não falavam o mesmo idioma e nem com os olhos podiam mais se encontrar. E nesse dia, ele a deixou na estação... e enquanto o trem não vinha, ela aflita pedia, para ele não a deixar. Mas os ponteiros do relógio, em pleno meio-dia lhe tirou seu lar. A menina seguiu, em seus olhos as lágrimas da beleza, caíam no chão com frieza, e os cabelos soltos no ar. Titubeante, ele seguiu o trem, queria que ela voltasse, mas o trem partiu. Ele voltou ao seu castelo, tão escuro quanto a noite sem luar, trancou-se em seu recanto e pôs-se a chorar...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Ensaio sobre a morte - 02/11/10

Hoje faz 1 mês que ele se foi... Ainda, com o corpo quente e inerte sobre a alcova, sua cena final, sua verdadeira e veredita alcova dos leões, senti que iria necessitar descrever aqueles momentos. O que será descrito aqui, não será uma história de amor, não terá um final feliz, portanto, se a morte lhe chocar, opino que mude de post, porque vou precisar expurgar pensamentos, fatos, sentimentos e ressentimentos... de maneira nua e crua, da mesma forma que encaro minha vida, mas vou precisar escrever. Eu, aos 38 anos, ainda não havia perdido ninguém da família... e por mais que eu soubesse que momentos assim chegariam (e ainda chegarão), ainda que eu soubesse exatamente todos os passos administrativos que deveria seguir, ainda sabendo todos os detalhes do corpo, jazendo sem vida, o tanto que estudei sobre a cronotanatognose forense à època da minha faculdade... ainda que estudiosa da continuação da vida após a morte... ciente e crente que a mesma não acaba neste plano, mesmo sabendo que o espírito é imortal... eu me deparei com ele sem vida: o forte, o inatingível, o grande, o audaz, o esperto, o malandro... morto. Dia 03/10, logo após setembro acabar... a vida já estava tão difícil... era dia de eleição, tinha combinado de levar meu tio querido para votar... acabara de ter um AVC e eu ainda temerosa de perder meu porto seguro, havia marcado de levar meus tios ao Centro da cidade, e depois, quem sabe dar um pequeno passeio, visitar parentes... ia ficar o dia com eles. A chuva fina denunciava que o dia inevitávelmente não teria sol e as ruas já borbulhavam com bocas de urna a cada esquina. Eu estava me arrumando, sozinha em casa e o telefone tocou... De um número desconhecido, uma voz me deu a notícia: ...seu pai está morto, morreu dormindo... vou pra aí... desliguei o telefone; minha visão escureceu-se por segundos intermináveis... calma, tenha calma, disse para mim mesma mentalmente... meu corpo tremeu, onde está minha camisa? O que eu havia separado minutos antes para vestir? Calma, calma, não é hora de desespero, não posso... Acabei vestindo a calça jeans e a blusa que havia usado no dia anterior, mas tive o insight de calçar algo bem confortável... o dia vai ser duro, pensei... parecia que mais alguém (dentro de mim) me ajudava naquele momento... tantas coisas passando pela cabeça... será que ele está morto mesmo? Será que não está vivo ainda? Perdi dentro de casa o celular que havia acabado de tocar, fiquei dando voltas em torno de meu próprio eixo, aérea, mas sem chorar... onde estão as chaves? Minha bolsa? Casaco? E saí de casa, ainda sem ligar pra ninguém, o dia frio, uma onda branca e colorida no verso, de papéis quadradinhos ao chão, as colas eleitorais, centenas de pessoas a minha frente, e eu não enxergava ninguém... abri o carro, mãos frias e o coração a mil por hora... calma, não atropele ninguém, tenha calma, não adianta correr, a voz falava comigo em pensamento... o trânsito, um caos! Ainda aqueles motoristas de domingo... pra piorar, perdidos como peru de véspera, sem saber de que lado da rua ficar. Pra quem vou ligar? Para meus tios, preciso desmarcar o encontro. Falei com minha tia, ex cunhada de meu pai, que de tão sensibilizada pelo AVC do marido, chorou instantâneamente ao ouvir o que eu tinha a dizer... Tia, não fale com ninguém ainda, deixe que eu ligo para minha mãe e irmãos... A tia, só chorava... chorava também porque já estava há dias guardando seu choro... eu também estava por causa de meu tio, mas aquele ainda não era o momento. Liguei para Recife... ninguém atendia, celular desligado... liguei para o celular do meu pequeno sobrinho e o telefone mais inusitado foi atendido... reclamei, pôxa, estou tentando ligar... e a voz do meu irmão me fez lembrar a de meu pai. Waltinho, seu pai morreu. A gente já esperava, a gente sempre acha que espera... mas a realidade quando bate à nossa porta é outra. Meu pai havia passado 1 mês em Recife com ele, acho que pra dizer adeus... Andréia, estou indo para o Rio, vou comprar a passagem, está indo pra onde? Eu indo pra lá, não consigo acreditar até que eu o veja... a chuva engrossou e fazia barulho no teto do carro. Liguei para minha tia Renata, irmã de meu pai, ela estava com minha avó. Preciso abastecer, estou sem gasolina... moço, enche o tanque, por favor. Até então, havia se passado 10 minutos... Ali eu parei, ali eu pensei, ali eu lembrei a tão pouca importância que tive na vida de meu pai. Fiquei furtivamente absorta em pensamentos, olhando na rua os carros passarem, carreatas, gente passando... o frentista abaixou a cabeça na porta do carro. Era um senhor moreno, calvo, parecia meu pai. Estendeu a mão para entregar a chave e num impulso eu agarrei sua mão, olhei para o crachá pendurado no uniforme e com os olhos marejados disse: meu pai morreu... olhei novamente o crachá e disse seu nome, José Rosa, meu nome é Andreia... meu pai morreu e ele não foi um bom pai. Mas eu estou indo lá, eu preciso ir lá, cuidar de tudo... e lá, eu não vou poder chorar, preciso cuidar dos meus irmãos, preciso tomar a conta da situação... estou dividindo com você esse momento. Me desculpa por pegar em sua mão. Mas eu precisava falar. Eu temo, pois meu pai não foi um bom pai e estou temerosa por ele, pelo filme que deve estar passando frente aos seus olhos espirituais neste momento... mas me sinto no dever de estar com ele agora. O senhor perguntou se eu estava bem, acho que ficou preocupado, queria que eu descesse do carro, mas eu estava bem. Só precisava daquele momento ali, sequei meus olhos e fui... chorei duas lágrimas com um desconhecido que me estendeu a mão. No caminho, consegui falar com minha mãe, afinal eles foram casados. Poderiam ter feito 40 anos de casados em julho último, mas minha mãe só aguentou 11 anos... O que você vai fazer lá? É a última chance de você dar as costas à ele, já que ele nunca fez nada por vocês... Mãe, você tem toda a razão, mas eu preciso ir. É algo mais forte que eu. Eu preciso ir... Notei que minha mãe ficou decepcionada... mas eu precisava ir, eu tinha de estar lá. O trânsito estava um horror, mas eu estava amortecida... estacionei o carro na calçada e perguntei ao porteiro qual era o bloco, por onde eu entrava; não tinha o costume de ir à casa dele. Subi 4 andares de escada, passei pelo pessoal do corpo de bombeiros e SAMU; a porta estava aberta e passei direto pela sala, em direção ao quarto. Ali, eu senti meus ouvidos surdos, senti um silêncio devastador, não sabia se aquela visão era real ou não. Ele jazia sobre a cama, coberto com um lençol fino. Não havia mais ninguém no quarto, somente eu e o corpo de meu pai. Então ali eu pensei: morreu-me o pai! Morreu-me o pai. Eu não tinha a menor idéia do que era ver um pai morto. Nunca tinha visto o meu em tal situação... Será que vou chorar? O que será que vou fazer? Tudo e todas as perguntas rodeavam minha cabeça. Retirei o lençol por inteiro, da cabeça aos pés... olhei seu rosto, peguei em seu braço, em sua mão... estava quentinho! Chamei imediatamente por Deus, pedi que Deus enviasse seus anjos, nossos amigos espirituais. Rezei. Eram 10:22h. Sentei-me na cama e me pus a conversar com o Cancão... assim eu o chamava. Quase nunca o chamava de pai. Pai de quem? Pai pra quê? Pai, por quê? Meu irmão Walter pegaria o vôo das 12:00h, Victor Hugo, nosso irmão caçula, é irmão por parte de pai. Eu e Waltinho somos filhos do casamento dos então, tão jovens Nina e Valter. Casaram-se com 17 e 19 anos, respectivamente... Victor estava vindo do quartel, já estava a caminho e contei isso ao meu pai. Cancão, você fez a passagem... você não faz mais parte do "mundo dos vivos", mas você não morreu. Só está do outro lado da vida... Mas acima de tudo, você não está sozinho... eu estou aqui, Victor está chegando, e Waltinho está vindo de Recife. Eu estou aqui do seu lado, estou aqui com você. Não tenha medo, eu estou aqui. E aí desse lado, você tem amigos espirituais para lhe ajudar nesta nova etapa de vida... e chamei por meus bisavós, meu avô Milton e pela minha querida e amada Iracema. A vizinha que viu meu pai menino e que me viu nascer. O espírito mais evoluído que tenho ao meu lado, com certeza. A primeira vez que ouvi sobre reencarnação e sobre a lei da causa e efeito, foi pela pessoa dela, eu era criança e não entendia o que ela falava, mas hoje, consigo lembrar de cada palavra, e pela bondade da Cema, sei que ela nos orienta desde o mundo espiritual. Eram 12:00h e meu irmão Victor chegou... ficamos no quarto, os 3... calados. As pessoas ligavam eu ligava para os parentes e amigos de meu pai para avisar sobre a morte. Alguém da casa já havia acionado a PM para a perícia criminal, procedimento de praxe em caso de morte súbita... tudo o que eu tinha estudado em minha monografia sobre medicina legal... Claro que eu liguei para minha mestra e amiga Zuleika. Ela me deu apoio na morte de meu pai, no IML. O dia de eleição conturbou demais o processo de retirada do corpo do Cancão em casa, pois todo o efetivo policial estava de sobreaviso eleitoral. A PM não vinha, estava demorando muito e ao olhar o relógio às 12:30h, tinha já comigo a certeza que o enterro não seria no mesmo dia... Ok, eu pude pensar em várias coisas ao mesmo tempo e nesse pensar, cheguei à conclusão íntima, que seria melhor que meu pai ficasse deitado naquela cama, velado por nós, enquanto seu corpo não iniciasse os passos da putrefação. Os livores cadavéricos ainda não haviam se manifestado visualmente aos leigos, mas seu corpo começara a ficar frio... a rigidez era a próxima manifestação do corpo. Mas pensei no Waltinho... por pior que fosse ver o pai morto, era melhor vê-lo e despedir-se com ele ainda "fresco" e fora dum caixão... então, não fiz muito alarde. Eu conversei com meu pai todo o tempo, rezava e conversava com ele... eu sabia que ele poderia estar ali... e realmente creio que estava, pois do nada a campainha da casa tocou e a porta foi imediatamente aberta, mas não havia ninguém no corredor... e o meu irmão Victor, um católico firme, que estava com o corpo no quarto, depois me contou que o meu pai fez um ruído, como um leve suspiro. Pra mim, aquilo foi o Cancão tentando fazer um sinal... E eu brinquei: Cancão, já está querendo brincar de assustar a gente! Quem estava na casa se assustou, quem me via conversando com ele, achava que eu estava louca... mas eu estava bem. Eu conversava, rezava e sentia que não estava só. Eu sabia que algo mais estava acontecendo em outra dimensão... Minha cunhada vinha com um copo de água com açucar... mas eu não estou nervosa, cunhada! Eu estou bem... mas já estava cansada e depois de um tempo, eu me deitei na cama, ao lado do corpo do homem que nesta vida foi meu pai. Fiquei deitada de lado, com a cabeça apoiada em meu cotovelo e braço, conversando com ele, descansando minhas pernas; já era hora de ir buscar o Waltinho no aeroporto, então falei baixinho: Cancão, vou no aeroporto com o Vini, buscar o Waltinho, o Victor está aqui com você, já volto, não demoro, não saia daí e sorri pra ele. Acho que o pessoal pensou que a loucura estava a minha volta, mas o Cancão sempre foi fanfarrão e divertido e sempre disse que não queria choro no enterro dele. Aliás, ele sempre dizia que queria morrer num fim de semana de sol, pra estragar a praia de todo mundo, que queria ser enterrado no São João Batista pra ficar mais próximo à praia, de sunga, claro, e que não queria ser levado no carrinho... queria ficar lá no alto do cemitério e ficaria rindo da gente, levando o caixão na mão e derretendo com o calor, e dividindo o peso do corpo dele, que sempre foi fortinho! Ele queria em seu enterro, riso e piada! Ri de novo e saí. No aeroporto, abracei meu irmão que não via há tempos, mas que converso sempre ao telefone... E ao chegarmos à casa de meu pai, ficamos com ele, os 3 filhos, no quarto. Após meu irmão ver seu pai, voltei minha energia para a PM... era hora de dar seguimento aos trâmites... Um colega de trabalho, que é PM e trabalha na segurança dos diretores da empresa, ligou para o batalhão e solicitou em seu nome ajuda para mim, acelerando o processo de retirada do corpo, que já estava em rigidez cadavérica e assim, um pouco antes do rabecão chegar, já de noite, quase 21:00h, fechei a porta do quarto... meu pai morto e seus 3 filhos... as únicas 3 coisas certas que ele fez de bom e pras 3 pessoas que ele deveria ter sido, e nunca foi bom... aos pés da cama, em pé, Waltinho, Victor e Andréia, se abraçaram e rezaram em voz alta. Eu disse: Valter, aqui estão seus 3 filhos... estamos aqui nesse momento de passagem, com você; que Deus tenha misericórdia de sua alma, que a cada um seja dado, segundo as suas obras... Que você encontre paz, agora daqui, não podemor mais ir com você. E perante os pés do pai, os 3 filhos se abraçaram. Foram preciso 8 pessoas para levar o Cancão... 2 bombeiros, 2 vizinhos, Victor, Walter, Vini e eu. Ajudamos a ensacar o corpo pesado e rígido... eu já sabia que no dia seguinte não daria para fazer velório, eu sabia... mas o velório foi ali, com os 3 filhos dele. Em pleno século XXI, houve um velório em casa, no Rio de Janeiro. Descemos as escadas com o corpo e ainda hoje, um mês depois, ainda sinto 1/8 do peso do corpo dele em minhas costas... Foi árduo, foi chocante, mas foi necessário. Assim como é necessário pra mim escrever tudo isso aqui... talvez, agora eu esqueça os detalhes daquele dia. Ao depositar o corpo na gaveta do rabecão, eu ainda lhe disse em pensamento: a partir daqui, você vai sozinho, Cancão. Vá com Deus. Subimos, pegamos minha bolsa, casaco, capacete e viemos para minha casa... Passamos no Extra, compramos whisky pra bebermos o defunto, eu não bebo, mas meus irmãos precisavam... a noite ainda seria longa... Muita conversa, muito abraço, algumas risadas e histórias contadas, divididas entre irmãos... cada um contava um pouquinho do que viveu com ele. Eu nunca havia estado com meus 2 irmãos ao mesmo tempo... e o mais raro ainda, tê-los sob minha proteção, dormindo abaixo do mesmo teto, os 3. Não tinha sono, mas meu corpo doía... a manhã seguinte ainda seria brabeira... marquei com Zuleika de chegar cedo ao IML. Mas os meninos não queriam dormir, mas fiz valer a autoridade de irmã mais velha... é preciso descansar, todos! E entre o sono e o despertamento vi meu pai no corredor, em frente a porta do meu quarto e eu disse: o que está fazendo aqui, Cancão? Ele respondeu: estou aqui porque meus filhos estão aqui... Mas você não pode estar aqui... tá bom, eu sei, mas deixa eu olhar mais uma vez... e pude vê-lo, olhando pra mim, dormindo, logo, no quarto de TV ele olhou o Victor e no terceiro quarto, ele olhou o Waltinho e foi andando devagarzinho, e desapareceu no ar. Ele nunca fez menção de unir os 3 filhos, foi ausente como pai, teve uma existência vazia nos 59 anos de vida. E ainda assim, os filhos choraram a morte dele. O abacaxi foi exaurido pelo tempo, Cancão. Ele foi nosso pai, mas não foi nosso amigo, foi nosso bandido... Mas a Dudedéia do Papou vai continuar orando por você, Cancão. Receba minhas orações, boas energias... eu não sei porque foi assim, mas Deus me mostrará um dia. Eu tenho certeza disso. Eu fiquei ao seu lado, não por obrigação, mas porque algo me impulsionou a isso. Seu enterro foi cantado pelos seus filhos. O Hino da Brigada Paraquedista, uma das poucas coisas boas que você nos ensinou... foi da maneira que você pediu... só não pude lhe dar o dia de sol, pois isso, eu não tinha como fazer. Procure a luz, vá de encontro a ela, busque a paz que você precisa para encontrar a clareza de espírito e as verdades necessárias para seguir na sua caminhada. Um dia, todos nós nos encontraremos. Eu não chorei naquele dia, não chorei no dia do enterro... fui chorar uma semana depois... sozinha. Meu coração doeu ao ver o Waltinho retornando à Recife e acabou de se quebrar quando o Victor retornou suas atividades no quartel e foi pra casa. Enquanto meus caçulas estiveram comigo, fui fortaleza. Eu queria guardá-los comigo! Mas há 1 mês estamos mais próximos; falo diariamente com Waltinho, com Victor e minha mãe. A dor aproxima as pessoas, mas a vida segue, a vida nunca deixa de seguir seu curso... e seguiremos até onde Deus assim o desejar. Fiquem em Paz!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Estou aqui!

Tem dias que não sei o que escrever... simplesmente, não sei... mas não é porque faltam assuntos, não, não é por isso... tenho assunto pra dar e vender, aguardando o momento certo de ser postado, mas não sei ainda se é preguiça, chateação com outros problemas, uma sensação de aperto no peito, de coisas mal resolvidas que ficaram pendentes em algum lugar do passado, ou tristeza, falta de motivação, a correria cotidiana no trabalho e na pós, ou se a saudade constante, insistentemente quer se fazer presente em meu dia-a-dia, querendo que eu dê uma atenção que eu não posso dar. Também pode ser o acúmulo de informação... sim, excesso de informação às vezes atrapalha! Num olhar mais frio, acredito que tenho grandes chances de estar com meu HD cheio de muitas coisas, muitas histórias, cabeça borbulhante em meio à multidão... e isso também tem vários motivos, mas o principal é que não estou tendo tempo para escrever... Parar e escrever as infinitas idéias que permeiam minha mente, que me fazem sorrir quando me encontro num caos... não estou tendo meu momento reflexão. Os últimos 2 meses estão comendo o chão que piso, os últimos 40 dias estão torturando minha alma... aliás, o ano todo têm sido estranho, muito estranho, e por mais que eu siga na trilha da evolução espiritual, tem horas que fica impossível não querer bater em alguém... então eu me recolho, falo comigo mesma: faz parte, faz parte... então me defronto com novos caminhos, novas possibilidades, vejo novos raios de sol, e acabo rindo de atropelamento, li-te-ral-men-te. Mas o lado ruim é que tenho que resolver tantas coisas ao mesmo tempo que falta tempo para as letras... Antes, eu escrevia até no trânsito; hoje, preciso deste tempo para falar ao celular (com fone de ouvido ou viva voz, claro!); antes, viajava e soltava a imaginação na pós... quando havia uma matéria ou outra bem chatinha ou que não me agregasse nada, hoje, nem consigo assistir às aulas... Acho que estou cansada. Muita morte, muita dor, muita delegacia, muita oração, muito trabalho, muitas surpresas (nem sempre agradáveis), mas, vou levando... Graças a Deus, a carcaça é forte! E nunca me esqueço que nesse mundo, não vim a passeio... aqui é uma escola, um mundo de provas e expiações, e nesse caso, meu saldo parece estar positivo, bem de acordo com o que foi planejado lá em cima... não vou embora daqui com espaços vazios. Meu boletim está invejável... espero que Deus esteja feliz com meus passos. Vou recomeçar o projeto do livro, que pelo jeito já não vai dar pra lançar em março... mas tudo bem, também... tudo tem sua hora... antes de eu escrever um livro aqui, Deus, lá em cima já tinha o meu livro de vida escrito... escritinho, "escrivinhado" com sábias letras celestiais. Agradeço pela força que trago em minha alma, agradeço pelo sangue de luta que pulsa em meu peito... conheço muita gente velha, mas mimada, que já estaria pedindo arrego, andando com as pernas de outros, pedindo penico, por probleminhas de nada. Tem gente que simplesmente, não tem coragem de viver e se esconde atrás de medos, fobias, doenças, alimentando uma covardia que não vai lhe render bons frutos. Eu estou aqui. Minha vida é essa. Se tiver que perder eu perco, se eu tiver de sorrir, vou sorrir, se eu tiver de chorar, vou chorar... não tem problema. Não tenho problema em sentir as dores e as delícias da vida; eu quero é viver. Eu não sou um ser humano com experiências de vida de mentirinha. Eu sou um espírito vivo, uma centelha divina de Deus, cheia de experiências materiais, recheada de sentimentos diversos, posso garantir que carrego mais riquezas que uma pessoa abastada. Eu estou bem, estou cumprindo a missão que me foi designada. Eu só tenho a agradecer pela oportunidade de evoluir. E no fim de tudo, ao final deste post, fiquei feliz, porque arrumei um tempo para escrever e escrevi bastante, não é mesmo?
Amanhã (hoje) é outro dia!
Estou pronta!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Onde você se encaixa?

O homem de bem exige tudo de si próprio.
O homem medíocre espera tudo dos outros.
Confúcio

domingo, 24 de outubro de 2010

Platão disse:

"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro;
a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."
Platão

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Misericórdia, Senhor!


Deus, te suplico me livre dos maus sentimentos, poupa minha existência da intolerância dos homens. Faz de mim, meu próprio alento sobre as coisas que eu não compreendo... Sou humana, e como humana, mulher, filha, irmã e amiga, eu erro em meus próprios passos, mas tenho a Ti, e no meio do tropeço eu me conserto, peço teu perdão e me coloco novamente a caminhar... Confiante, sigo o caminho que me destes pra percorrer e resigno-me a cumprir minha jornada perante a vida. Deus, meu Deus, eu só lhe peço misericórdia nos dias de muito cansaço; que Tu possas compreender que vez em quando, meu próprio peso me tira a capacidade de respirar e eu reclamo, choro, me desespero, pois penso que não vou suportar... Deus, ouve minha súplica, perdoe esses momentos, que logo irão passar.
Andréia Sieczko

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Snow Patrol - Run (Legendado)

Hoje eu tô assim... me sentindo a querida aí da música... e que alguém de bem longe, está cantando essa música pra mim, pela última vez... E eu sigo aqui, caminhando a penosos passos, irradiando, irradiando como se eu tivesse uma escolha. Mas eu não tenho! Eu não tenho escolha... Eu também te vejo. Fica muito difícil não chorar. Não posso te ouvir... Mas eu vou irradiando e seguindo, tentando arrumar toda essa bagunça que você deixou... sempre em direção ao meu destino.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

SEM SACO!


Pois é...

Interrogações demais, sentimentos demais, dores demais, senões demais, decepções demais, ausências demais... Tô sem saco!


sábado, 16 de outubro de 2010

Bob Marley III

"Vocês riem de mim por eu ser diferente...
e eu rio de vocês, por serem todos iguais."

Bob Marley

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ser Espírita


Ser espírita, não é ser nenhum religioso, é ser cristão. Não é ostentar uma crença, é vivenciar a fé sincera. Não é ter uma religião especial; é deter uma grave responsabilidade. Não é superar o próximo, é superar a si mesmo. Não é construir templos de pedra; é transformar o coração em templo eterno. Ser espírita não é apenas aceitar a reencarnação, é compreendê-la como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição. Não é só comunicar-se com espíritos, porque todos, indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber, é comunicar-se com os bons espíritos para se melhorar e ajudar os outros a se melhorarem também. Ser espírita não é apenas consumir as obras espíritas para obter conhecimento e cultura; é transformar os livros, suas mensagens em lições vivas para a própria mudança. Ser sem vivenciar é o mesmo que dizer sem fazer. Ser espírita não é internar-se no Centro Espírita, fugindo do mundo para não ser tentado; é conviver com todas as situações lá fora, sem alterar-se como espírita, como cristão. O espírita consciente é espírita no templo, em casa, na rua, no trânsito, na fila, ao telefone, sozinho ou no meio da multidão, na alegria e na dor, na saúde e na doença. Ser espírita não é ser diferente; é ser exatamente igual a todos, porque todos são iguais perante Deus. Não é mostrar-se que é bom, é provar a si próprio que se esforça para ser bom, porque ser bom deve ser um estado normal do homem consciente. Anormal é não ser bom. Ser espírita não é curar ninguém, é contribuir para que alguém trabalhe a sua própria cura. Não é tornar o doente um dependente dos supostos poderes dos outros; é ensinar-lhe a confiar nos poderes de Deus e nos seus próprios poderes que estão na sua vontade sincera e perseverante. Ser espírita não é consolar-se em receber; é confortar-se em dar, porque pelas leis naturais da vida, "é mais bem aventurado dar do que receber". Não é esperar que Deus desça até onde nós estamos; é subir ao encontro de Deus, elevando-se moralmente e esforçando-se para melhorar sempre.

Isto é ser espírita.

Com as bençãos de Jesus, nosso Mestre.

Fiquem em Paz.


Autor: Wanderley Pereira.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

AVBIP RJ


Major Paulo, PQDT 39


Major Paulo de Araujo Lima, PQDT 39 dia 07/10/10 AVBIP - Andreia Sieczko

http://avbiprj.blogspot.com/2010/10/emocao.html#more

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Meus irmãos e eu tivemos a maravilhosa oportunidade de visitar a AVBIP, a Associação dos Veteranos da Brigada de Infantaria Paraquedista, no último dia 07/10. Eu já havia sido convidada para participar de um encontro dos veteranos no quartel do DOMPSA, mas não consegui contato com eles, e acabei não indo... um dia depois, meu pai falece (eu havia convidado ele para ir comigo, teria sido tão bom!). Por isso, meu irmão Waltinho veio de Recife para o enterro de nosso pai, no dia 04/10 e dias depois pediu que o levássemos ele ao quartel a fim de solicitar a segunda via do seu certificado Paraquedista e acabamos passando na AVBIP, Walter, Victor Hugo, meu sobrinho Gabriel e eu. Chegando lá, eu perguntei sobre alguns nomes, de paraquedistas que deixaram comentários em meu blog e um dos Guerreiros Alados ali presente falou: "blog??? isso é coisa de computador? Humhum, respondi... e ele disse: chama o Daniel, ele mexe com essa coisa de blog". Fui então ao encontro do Guerreiro Veterano Daniel e ele de pronto falou: "Você é Andréia, do blog, seu pai faleceu no último domingo..." e aí abriu os braços e me abraçou com as asas de uma verdadeira águia de prata, e disse por fim: a partir de hoje, você não tem mais um amigo, você tem um irmão!


Veterano Daniel


Eu fiquei muito emocionada com o carinho que recebi de todos na AVBIP, Daniel já era leitor do meu blog e me reconheceu na hora... eu estava tão triste, com o semblante tão marcado pela morte de meu pai... mas ao mesmo tempo, me senti tão próxima a ele, estando ali com os novos amigos que me acolheram como integrante feminina daquela família de heróis. Daniel, além de veterano é Relações Públicas e fotógrafo oficial da associação, responsável pelos eventos que tem por objetivo, manter acesa a chama da fraternidade paraquedista. Ali, conheci figuras lendárias da força mais audaz e especializada que temos em nosso país, como o Presidente da AVBIP, o veterano PQDT. Célio Roberto da Cruz, o veterano Iraptuan e o veterano Coelho e o Major Paulo de Araújo Lima, PQDT 39, que tem o privilégio de ter seu nome na primeira página do Almanaque Paraquedista, que não é tão pouco um veterano, Major Paulo é um pioneiro respeitadíssimo na Brigada ainda nos dias de hoje, e com 87 anos, todas as quartas-feiras vem de sua casa, em Vassouras para compartilhar do bom ambiente e o maravilhoso astral de seus companheiros PQDT's. Major Paulo ainda salta, sente no rosto o cheiro de nuvem que meu pai tanto falava. Fiz um pequeno vídeo com ele, que vou postar aqui para que vocês sintam a emoção e o orgulho que ele sente de ser paraquedista e planadorista, revalidando o curso de paraquedista do Exército Brasileiro, dando o salto inaugural em 20/01/1949. Eu agradeço aos meus irmãos Walter e Victor Hugo pelo orgulho de ser irmã de Guerreiros Alados, e também a AVBIP por me acolher com tanto carinho. Eu me inscrevi na AVBIP, junto com meus irmãos, vou fazer os cursos disponíveis e me preparar, para saltar de um avião militar, junto com meus irmãos e assim saber qual é a sensação de liberdade, de vento no rosto, de cheiro de nuvem... Tá no sangue, corre em minhas veias... Faço parte dessa história. Nosso pai saltou para a eternidade, mas estará nos céus, olhando por nós. Tenho muito que ouvir desses pioneiros e veterenos, vou escrever, escutar as histórias vividas por eles, e vou postando aqui. Se quiserem, entrem no blog da AVBIP, estamos lá também: http://www.avbiprj.blogspot.com/ com fotos tiradas pelo nosso irmão pqdt Daniel.

sábado, 9 de outubro de 2010

Lobo

Não temos o que queremos, e sim, o que merecemos... e eu não mereci você...
Sonhar contigo, dói!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Andréia, Waltinho e Victor Hugo


Primeiramente, gostaria de agradecer o carinho e a preocupação de todos os amigos que acessaram esse blog nos últimos dias. Tive a grata surpresa de notar que as visitas ao blog aumentaram, que diversos amigos me telefonaram para prestar seus sentimentos e até pessoas que não conheço, deixaram comentários afetuosos, desejosos de muita força e paz. Eu ainda tenho muito que escrever sobre as experiências vividas nos últimos 5 dias, e com certeza vou contar tudo que vivi e senti aqui nesse cantinho, pois nesse espaço, eu coloco sentimentos... muitos sentimentos, quem me conhece, sabe tudo que sinto, tudo que passo, através das minhas escritas. Eu sou assim, e escrever alivia a minha dor, externaliza o que eu guardo em meu peito. Esse blog nasceu com o intuito de concretizar sentimentos abstratos. E para quem nunca havia enterrado um familiar, tenho que poetisar, transformar em belo um fato tão marcante. E dentro desse universo fúnebre atual, pulsante em minhas veias, teve ainda o encontro de 3 irmãos que não se viam há muito tempo, teve abraços, decepções, risadas, piadas, coisas boas e ruins.... tal qual é a vida, brindada de fatos maravilhosos e dias agonizantes. Ontem, deixamos Waltinho no aeroporto, precisava voltar à sua realidade, pra sua família, chegou em Recife e me ligou. Eu já estava morrendo de saudade... Victor está comigo aqui em casa. A vontade que tenho é de não deixá-lo ir embora. Mas ele também tem sua vida, tem sua família, o quartel... depois que ele for, aí, sim, a ficha vai cair. Já temos marcado um novo encontro, dessa vez para confraternizarmos a alegria de estarmos juntos. Muito provavelmente em dezembro, vamos saltar de paraquedas... os 3 irmãos juntos. Meus irmãos, devido a diferença de idade, não serviram o quartel juntos; Waltinho serviu em 1993 e Victor, está na ativa desde 2005, então não tiveram o prazer de saltar do mesmo Hércules C 130... nem eu, claro, nunca fui militar... mas agora fazemos parte da grande faternidade de paraquedistas veterenos, a AVBIP, que mais tarde vou postar aqui todos os detalhes da manhã que passamos lá, com nossos irmãos PQDTs. Trouxe dessa visita à AVBIP, muitas histórias, muitos abraços... não tenho palavras para dizer como fiquei feliz em conhecer meu amigo Pqdt Daniel, o Pqdt Iratpuan, o Presidente Cruz e o Major Paulo de Araújo Lima, PQDT 39, o qual tenho um vídeo que postarei aqui nos próximos dias. Tudo ao seu tempo... todas as sensações estão aqui... guardadas em meu peito e não vou deixar que escape nem mesmo um tantinho desses sentimentos... No meio disso tudo, eu tenho 2 irmãos que eu amo muito. Sem eles, eu não teria conseguido ficar de pé.


Andréia, Waltinho e Victor Hugo... agradecemos pelo carinho dos amigos.

sábado, 2 de outubro de 2010

Sacripanta significado


Sacripanta: adj. e s.m. e s.f. Velhaco, patife, capaz de todas as canalhices, beato fingido, quem é desprezível.