
sábado, 18 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Quanto de mim, ainda resta em você?

Quanto de mim, ainda resta em você? Olho pra trás e essa pergunta lateja em minha mente... quanto de mim, ainda resta em você, fala? O que sobrou de todos os momentos vividos, de todo amor proferido, dos nossos olhares perdidos em nós? Existe ainda algo que você não tenha conseguido arrancar de dentro de si? Fála! Por que seu silêncio dói em minha alma e minha carne ainda sangra sem cessar? O que você fez com o amor que exalava de ti? Onde está a magia das manhãs de domingo, o calor das mãos entrelaçadas e a infinitude de alegrias que dominavam nossa vida? Por que seu cheiro ainda vive dentro mim, se não consigo olhar teu rosto? Por que teu gosto mora em minha boca, se eu já tentei colocar outro em seu lugar? O que deve ter ficado em ti? Porque em mim, tua presença é constante, seu calor ainda me faz suar, tuas lembranças me fazem sonhar... até mesmo acordada... Não omita de mim essa resposta... o que de mim, ainda ficou em você?
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
O que não foi dito - parte II

O que não foi dito, foi guardado!
E quando algum dia você se lembrar desse amor, e quiser saber porque acabou, procure em minhas memórias, abra meu coração e veja cada passo que você deixou de dar... e que fez você se perder de mim. Nossos caminhos aos poucos foram se abrindo, até que perdi tua figura de vista, não passando de um borrão no longínquo horizonte, até desaparecer por completo. Uma marca de tristeza tatuada em meu peito, sangrando um amor, que em mim, era de alma. Meus dias se tornaram eternas madrugadas frias, onde o silêncio, era a falta de você, em mim. Eu saí pelas ruas, tentei refazer os teus caminhos e te procurei pelos lugares onde antes, nosso amor era visto. Ninguém me viu, pois nosso amor era par, e ímpar, niguém pôde me ajudar, pois niguém me reconheceu como parte do que fomos. Eu me sentei na calçada daquela esquina, e ali chorei sua ausência. Contei para as paredes e para o vento, tudo que passamos e tudo que um dia sonhamos ter sido. Muito pouco de mim sobrou sobre o mundo, e ainda hoje me pergunto o que faço com a falta que você me faz. Por isso, tudo aquilo que não foi dito, continua aqui, guardado no peito.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
O que não foi dito

Uma infinidade de coisas não ditas... perdidas no meio de um furacão; interrogações flutuantes em sentido contrário. Os não-ditos... tudo aquilo que tanto quis dizer e não disse, e que você não soube decifrar em meus olhos. A verdade do amor não-verdadeiro, aquele sentimento que apertava no peito e eu pensava que era recíproco. Os anos se passaram, mas a cada dia que passa, eu coleciono mais perguntas em mim. Dúvidas inimagináveis a um ser humano tão comum e simples como eu. Mas como eu sonhei! Como eu pensei que tudo aquilo fosse bom... e foi. Só não foi sincero, não foi leal, não foi...
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Vou me calar
Vou calar a minha boca antes que eu fale demais, antes que eu te derrube com palavras tão pesadas que você não possa aguentar.

Vou me calar, para que se defina o tempo em que eu estive à sua presença, o tempo que eu estive a esperar de você uma resposta que nunca veio... e que nunca virá. Vou me calar, porque de minha boca não sairá mais nada que lhe faça me ouvir, que te faça pensar... Vou me calar, porque esse dia já acabou, um algarismo já passou, e só o que não passa é esse vácuo em minha garganta... um infinito de nada, que ocupa tanto espaço em mim. Vou me calar, porque assim eu me preservo, porque assim me protejo de toda maledicência que eu possa causar. Vou me calar, pois meu pranto emudece minha dor, e não tenho muito pra falar.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Somente a lisura e a franqueza

Eu não quero saber da tua presença apenas nos dias de sol. Eu não abro mão das tuas noites mal dormidas, dos teus medos intrínsecos, do horror que a tua solidão lhe traz... Eu te quero em dia de chuva, em dia de vento, em época de seca, em dias de arroz e feijão. Eu só queria um sentimento sincero, amizade verdadeira, sem nenhum pingo de maldade, sem interesses, nem vontades e caprichos... eu só queria a lisura e franqueza que falta em ti.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
E boa sorte, porque no fim, o azar é meu.

E ainda depois de tantos tropeços, eis que ela ainda tropeça... ela ainda cai, arranha os joelhos e sente sua pele arder, como antes já havia sentido. No mesmo lugar, na mesma esquina, com a mesma manha de fala mansa, a mesma historinha. No fundo, não sei se gosta, ou se está colecionando frutos frustrados, decepções, ou se tá fazendo mestrado nas artimanhas da malandragem alheia... Eu acho que ela está cansada! Tenho quase certeza que não se protege tanto, porque de tanto apanhar, a pele virou couro... E a ânsia de acertar, não é mais tamanha. Talvez ela prossiga, porque não há como parar. Acostumou-se à vida que segue, porrada atrás de porrada, caixote, atrás de caixote... e nem as ondas do mar a perdoam. Eu apenas lamento a má sorte, e desejo-lhe boa sorte, porque o azar, pelo visto, já é seu.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
A você, o que importa?

E se eu quisesse sair de mim, fugir do mundo, me afundar no poço da minha insanidade, e permanecer por lá o tempo suficiente para amenizar as feridas que trago em minha existência? O que você e talvez milhões de outras pessoas teriam a ver com isso? E se eu preferisse a escuridão estrelada do meu quarto, minhas músicas de disco arranhado e meus pensamentos voando soltos, batendo nas 4 paredes que me protegem da perfídia humana, da escória social que insiste em provar o quanto está certa? Cansei de tentar provar quem eu sou, quando descobri que apenas a mim devo, a responsabilidade de olhar no espelho e saber quem sou. Nesse exato momento eu abro os olhos da alma, e somente então revejo meus passos, atos e sentimentos... porque a ninguém interessa minha caminhada, nem o que faço, e muito menos o que sinto.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Papo sobre amizade

- Quantos amigos você tem? perguntou a menininha ao seu avô enquanto ele descascava laranjas, sentado na soleira da porta da cozinha - hein, vô, quantos amigos você tem? O avô pensou serenamente no valor das amizades que tivera ao longo dos seus setenta e poucos anos... Talvez tivesse tido uns 300 e poucos amigos... ou talvez não tivesse chegado a 30... ou então, quantos amigos eu tive, pensou o velho consigo mesmo. Será que no final de sua caminhada, e após tantas experiências vividas, será que ele era capaz de discernir sobre suas amizades? Quantas vezes eu fui o amigo fiel de escutar um segredo e dar bons conselhos? Quantas vezes eu segurei a mão de um amigo, fui o companheiro nas horas difíceis e estive pronto para ajudar a qualquer hora que fosse? O velho homem esqueceu-se da laranja sobre seu joelho e pôs-se a viajar em um passado longínquo, relembrando figuras já quase esquecidas... gente que veio, gente que foi... gente que se fez de amigo, gente que enganou a quem considerava especial... pessoas inescrupulosas, ardis, interesseiras... pseudo-amigos que só quiseram levar vantagem... quantas vezes o velho havia sido enganado? Os minutos foram passando, e o velho perdeu-se em seus próprios pensamentos... Era tanta decepção, que o homem foi ficando triste, cabisbaixo e por fim, levantou os olhos em direção a pequena netinha e então, falou: minha amada, na verdade, não tenho como dizer-lhe quantos amigos eu tenho, nem quantos amigos eu tive. O que posso dizer, foi que eu fui um amigo bom e fiel a quem esteve presente na minha vida durante todos esses anos. Amigos eu tive muitos, mas aqueles a quem posso chamar de verdadeiros amigos, foram poucos... são aqueles a quem minha vida era importante, meu bem estar era primordial. Quando em minha vida, o mundo caiu, numa crise que abalou o mundo, quando eu perdi os bens que possuía para pagar os impostos da empresa, quando eu perdi a mulher que amava para a doença, para os dias nublados, de tempestades... quando eu precisei de apoio, confiança, carinho, eu tive Deus ao meu lado, e alguns amigos, que ainda hoje, o vovô tem contato... são muitos poucos em consideração ao amigo que fui durante minha vida... Mas não faz mal, pequena! O importante, não é contar os amigos que você teve... as pessoas são fracas, são desonestas, e nem sempre sinceras... muitas vezes, as pessoas se aproximam de você para aproveitar-se, somente. O que vale, é que EU fui amigo das pessoas. A gente nunca conseguirá saber o que se passa no coração dos seres humanos, mas temos a obrigação de conhecermos nossas atitudes e o tamanho do amor que temos dentro de nós. Isso sim, tem uma relevância ímpar, netinha!
- o que é relevância ímpar, vovô?
- um dia você vai saber, querida... mas nunca se esqueça de ser uma boa menina, de sempre ajudar a quem precisa... ainda que não seja seu amigo, mas ajudar as pessoas, é sempre bom, filha... o que fica, não foram as vezes que você foi desprezado, ou decepcionado pelas atitudes dos outros, daqueles a quem você confiou sua amizade e seu tempo, seu esforço. O que me lembro hoje, com a memória fresquinha, foram as vezes que eu, humildemente, pude fazer diferença na vida de alguém. O resto, na verdade, não importa - e o velhinho voltou a descascar suas laranjas...
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Ardendo...

Esmaga minha pele com seu desejo, fazendo-me um molde em suas mãos... cheira meus cabelos como se fossem néctar, e danças em meu corpo invadindo pequenos espaços, abrindo lugar para sua vontade... e vem derretendo em seu próprio sangue, que ferve, borbulha, explodindo nos poros, te deixando em febre... essa febre que queima em meu corpo, com brasa nos lábios, beijando minhas costas como se quisesse alcançar minha alma. Tua figura me fascina, e tuas ações inebriam meus sonhos.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Nas ondas do teu mar

Eu bangunço teus sentidos, quando te surpreendo em mais um dia normal, quando repentinamente, você passa por mim. Eu tiro teu foco, paraliso teus passos e amoleço tuas pernas, que facilmente, poderiam andar em direção a mim. E que nessa hora, ainda que não queira, ainda que tente com todas as forças do mundo, você vira um alvo fácil para tuas próprias lembranças.
Você luta, mas o que passou, passou... e também deixou uma marca profunda nesse peito que insiste em bater longe de mim. Você vai... segue teu caminho! Mas quem sabe, a mesma onda que te levou, não te traz de volta?
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Porque hoje você não está aqui...

Ainda mais do que imaginas, e todo o restante que poderia ser... eu ainda tenho a refrescância das lembranças mais belas, as noites mais lindas, o mínimo detalhe de cada som que saiu de tua garganta. Trago teu cheiro, sempre onipresente em minhas narinas, e esse cheiro, procriou em minha alma as mesmas notas nascentes, que provém de ti. Fecho meus olhos, e em minha língua, sinto o gosto do teu beijo moleque, ansiando por adentrar em mim. Por mais que eu queira, não consigo esquecer a pressão de tuas mãos em minha carne, você, em minha pele... eu não consigo. Revejo os segundos, como se fossem dias... nenhuma minúcia foi esquecida. A história não se faz esquecer e todos os pormenores estão catalogados em meu peito... minha memória, recordações tão doces, que foram prensadas em mim... em toda minha existência, em cada célula do meu corpo. Por mais que eu tente, é mais forte que eu. Apenas não consigo, e portanto, a cada dia aprendo a viver com esse sentimento que me deixa tão próxima de ti. Para mim, foi o máximo da perfeição... só não foi mais que perfeito, porque teve seu final decretado pelo receio que você deixou que plantassem em seu peito... Mas em mim, essa perfeição continua, segue adiante, mesmo sem seu par. Talvez por isso, sua falta sempre presente, se apresente acalentando o que sinto... e esse sentir, possivelmente, nunca terá fim.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Nietzsche, Assim falava Zaratustra
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
A dor de um amor não se cura com a razão

A dor de um amor não se cura com a razão... e mesmo conscientes da impossibilidade; quem ama, não abre mão do sonho... O quase amor, a quase felicidade entra e toma seu espaço no coração... não interessa que não deu certo, não interessa que teve fim. O mais importante foi o pouco tempo que durou, além de toda e infinita possibilidade... todas as possibilidades imagináveis. Isso mantém o sentimento forte; por isso, é tão difícil esquecer de quem se ama, por isso, é tão desumanamente impossível descartá-lo de dentro de nós. O amor se esconde no quentinho do peito, e teima em se manter vivo. E quanto mais tentamos esquecê-lo, mais ele se torna presente. O amor então vira uma praga, uma erva daninha em uma plantação. É por isso que quem ama, sofre. Sofre porque lembra a cada minuto, do pouco que viveu... e porque sabe de tudo que ainda poderia viver. A dor de um amor, não se cura com a razão... mas um dia, passa... e nem nos damos conta. Decerto, pra sempre, deixará cicatrizes... Isso é certo!
domingo, 29 de janeiro de 2012
Nath a mil: Ensaio Sensual
Nath a mil: Ensaio Sensual: Todos os meus 14 seguidores já estão cansados de saber que o meu último inferno astral foi literalmente infernal... (risos). Se é que “tod...
*******
Muito bom!!!!
Vale a pena ler...
Engraçadíssimo!!!!!!!!
Bjs
Andreia Sieczko
*******
Muito bom!!!!
Vale a pena ler...
Engraçadíssimo!!!!!!!!
Bjs
Andreia Sieczko
sábado, 28 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Nina Sieczko - Líder Comunitária de Itaipuaçu
Itaipuaçu Site - O Site Oficial de Itaipuaçu: Após mais uma promessa de Quaquá não cumprida, mor...: Maricá, 26/01/2012 - No último domingo (22), a líder comunitária e moradora do bairro jardim Atlântico, Nina Sieczko, realizou um evento na ...
Dentista é autuado por calúnia...
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Desabamento no Rio de Janeiro - 25/01/2012

Grandes acontecimentos, quando nos chocam, parecem ser eternizados na mente, de forma nunca mais apagar... Em 11 de setembro de 2001, eu estava numa sala de espera, num consultório em Copacabana, para uma consulta com um otorrinolaringologista... eu vestia uma saia creme e uma blusa de seda, com manga comprida, verde... o horário, entre 09:30h e 10:00h, estava lendo uma revista e de repente, alguém chamou a atenção para as imagens que apareciam na televisão sem som, presa no alto da parede do consultório. Sem entender direito o que estava acontecendo, a recepcionista do consultório aumentou o som; e nesse mesmo segundo, o celular tocou, era meu marido, na época, me ligando pra dizer aquilo que eu via, mas não acreditava no que estava vendo... Foi assim que gravei o episódio que chocou o mundo em 11/09/2001... aquele momento ainda está vivo em minha memória, e jamais irei esquecer... Assim como, nunca mais poderei esquecer o desabamento dos prédios do Centro, na Av. 13 de Maio... mas dessa vez, por mais de uma razão: eu trabalhei em um daqueles prédios! Noite de quarta-feira, dia 25/01/2012... tinha acabado de fazer uma prova na pós graduação e estava com um amigo da pós em um barzinho próximo... eram 21:00h e então, novamente, olhei para a tela da TV do bar, sem som... imediatamente, reconheci o local que estava sendo mostrado, e um arrepio de terror percorreu-me a espinha: eu conhecia o local,,, o que aconteceu? Como assim, desmoronou? Mais uma vez, aquele momento foi gravado em minha mente... a roupa que estava usando, as conversas sobre a prova que tinha acabado de fazer... o gosto amargo que subiu por dentro, quando imaginei que pudesse ter sido um acidente com gás! Aí, minha empresa estaria ligada ao acidente? Um monte de coisas passou ao mesmo tempo pela minha cabeça... e imediatamente lembrei da época que trabalhei lá, naquele prédio... entre 1995 e 1997. Lembrei dos meus colegas de trabalho um a um... ainda que a empresa não estivesse mais funcionando naquele endereço... aliás, com o falecimento do diretor presidente da empresa, a mesma foi perdendo as forças, e depois de um tempo, fechou... mas ainda assim, mesmo depois de aaaanos que trabalhei lá, meu pensamento voltou ao tempo... pela imaginação, entrei na portaria, e subi pelo elevador... e quando este chegou ao 15 andar, e a porta se abriu, eu visualisei a grande porta de vidro, vi meu amigo (até os dias de hoje) Jorge atrás do balcão, fazendo seus clipings sobre aviação, lembrei do barulho da porta da Regina (minha amiga até hoje), passei pelos banheiros, pelos corredores e entrei na minha antiga sala... Revi mentalmente as maquetes de aviões em cima do meu armário, a grande máquina de escrever onde eu batias as fee`s para remessa internacional... meu computador grandão, o cofre da empresa, os arquivos, a sala de um outro diretor, a sala do coronel Cleber (meu amigo até hoje também) com a janela, onde muitas vezes eu me debruçava para ver os pombos que voavam por ali... os quadros com os cockpits das aeronaves comercializadas pela empresa, e então, mentalmente, entrei na sala do meu chefe.
Um homem inteligentíssimo, austero e refinado, que me ensinou muito a ser profissional. Sua sala era enorme, tinha um jogo de sofá verde e uma grande mesa de centro, com uma maquete de avião no centro. Uma parede com muitas, mas muitas fotografias, desde a época em que era militar na ativa, até outras daquela época. A mesa de trabalho dele era de madeira escura, imensa, tinha um telefone PABX, hoje bem antigo, uma janela grande de vidro, e um aparador abaixo da janela, percorrendo 2 paredes, cheios de livros.
Tinha também uma diminuta copa na sala do chefe, com um diminuto banheiro... O prédio era comprido, do lado da frente do edifício, ficavam a parte financeira, RH e administrativa. A parte de trás, eu, o diretor presidente e o coronel Cleber. Minha amiga até hoje, Daniela, trabalhava ali também... Eu lembrei de muitas coisas... muitos acontecimentos. Minha primeira separação, a morte de Renato Russo, onde eu chorei enquanto trabalhava, e ouvia baixinho, a notícia... meus estudos, minha mudança de casa, partes de minha vida, minha juventude. São caixas e caixas de lembranças, tão vivas em minha memória. Sobre o edifício, antes da livraria do térreo, tinha uma padaria, e subia um cheirinho de pão... o porteiro Cornélio, sempre sorridente, entregava as cartas e o jornal do meu chefe. O Cornélio foi embora junto com o edifício... assim como parte do que eu vivi ali. Agora, só na lembrança... De vez em quando, quando eu passava pela Av. 13 de maio, eu passava por lá, dava um oi... Ainda quando a empresa funcionava lá, passei uma vez para visitar meus ex-colegas de trabalho... quando a porta do elevador se abriu, eu falei: que bonito, trocaram o elevador. Mas o Cornélio se apressou em dizer: trocaram, não... fizeram uma "maquiagem" no elevador. As paredes e o chão foram reformadas, mas as engrenagens, não! Um fato relevante para contar, foi que meu diretor, havia sofrido um acidente no elevador, antes deste ter sido "maquiado". Meu chefe entrou no 15 andar para descer e o elevador teve uma pane, e resvalou alguns andares. Somente meu chefe se machucou, outras pessoas, que estavam no elevador, só levaram o susto... mas meu chefe sofreu com a queda. Ou seja, aquele prédio era estranho... muito antigo e desde aquela época, não tinha manutenção... mas nada que pudesse por em risco o edifício inteiro... Não consigo imaginar... e mesmo vendo, não dá pra acreditar que tudo desmoronou... É difícil entender como uma coisa dessas aconteceu. Eu sei, que depois desse episódio, houve uma comunicação intensa, porém silenciosa, entre todos meus amigos, nós, que trabalhamos juntos ali, e que depois de tantos anos, ainda mantemos contato... um foi ligando pro outro, e lamentamos muito o ocorrido. Creio que não foi apenas eu, que tive essa avalanche de sentimentos. Foi uma tragédia, e só de pensar que poderia ter sido muito pior, caso acontecesse algumas horas atrás, arrepia minha alma. É complicado demais explicar todo o sentimento que envolve um evento desses. Eu sinto muito pela perda das famílias e também pelas pessoas que tinham seu trabalho, sua vida enterrada naqueles prédios. O Rio de Janeiro está de luto. E que pelo menos, tudo isso sirva para que pessoas pensem antes de começar uma obra em suas propriedades... Uma vida humana, não tem preço! E comigo, ficam as lembranças dos anos em que trabalhei ali. Fiquem com Deus!
Um homem inteligentíssimo, austero e refinado, que me ensinou muito a ser profissional. Sua sala era enorme, tinha um jogo de sofá verde e uma grande mesa de centro, com uma maquete de avião no centro. Uma parede com muitas, mas muitas fotografias, desde a época em que era militar na ativa, até outras daquela época. A mesa de trabalho dele era de madeira escura, imensa, tinha um telefone PABX, hoje bem antigo, uma janela grande de vidro, e um aparador abaixo da janela, percorrendo 2 paredes, cheios de livros.
Tinha também uma diminuta copa na sala do chefe, com um diminuto banheiro... O prédio era comprido, do lado da frente do edifício, ficavam a parte financeira, RH e administrativa. A parte de trás, eu, o diretor presidente e o coronel Cleber. Minha amiga até hoje, Daniela, trabalhava ali também... Eu lembrei de muitas coisas... muitos acontecimentos. Minha primeira separação, a morte de Renato Russo, onde eu chorei enquanto trabalhava, e ouvia baixinho, a notícia... meus estudos, minha mudança de casa, partes de minha vida, minha juventude. São caixas e caixas de lembranças, tão vivas em minha memória. Sobre o edifício, antes da livraria do térreo, tinha uma padaria, e subia um cheirinho de pão... o porteiro Cornélio, sempre sorridente, entregava as cartas e o jornal do meu chefe. O Cornélio foi embora junto com o edifício... assim como parte do que eu vivi ali. Agora, só na lembrança... De vez em quando, quando eu passava pela Av. 13 de maio, eu passava por lá, dava um oi... Ainda quando a empresa funcionava lá, passei uma vez para visitar meus ex-colegas de trabalho... quando a porta do elevador se abriu, eu falei: que bonito, trocaram o elevador. Mas o Cornélio se apressou em dizer: trocaram, não... fizeram uma "maquiagem" no elevador. As paredes e o chão foram reformadas, mas as engrenagens, não! Um fato relevante para contar, foi que meu diretor, havia sofrido um acidente no elevador, antes deste ter sido "maquiado". Meu chefe entrou no 15 andar para descer e o elevador teve uma pane, e resvalou alguns andares. Somente meu chefe se machucou, outras pessoas, que estavam no elevador, só levaram o susto... mas meu chefe sofreu com a queda. Ou seja, aquele prédio era estranho... muito antigo e desde aquela época, não tinha manutenção... mas nada que pudesse por em risco o edifício inteiro... Não consigo imaginar... e mesmo vendo, não dá pra acreditar que tudo desmoronou... É difícil entender como uma coisa dessas aconteceu. Eu sei, que depois desse episódio, houve uma comunicação intensa, porém silenciosa, entre todos meus amigos, nós, que trabalhamos juntos ali, e que depois de tantos anos, ainda mantemos contato... um foi ligando pro outro, e lamentamos muito o ocorrido. Creio que não foi apenas eu, que tive essa avalanche de sentimentos. Foi uma tragédia, e só de pensar que poderia ter sido muito pior, caso acontecesse algumas horas atrás, arrepia minha alma. É complicado demais explicar todo o sentimento que envolve um evento desses. Eu sinto muito pela perda das famílias e também pelas pessoas que tinham seu trabalho, sua vida enterrada naqueles prédios. O Rio de Janeiro está de luto. E que pelo menos, tudo isso sirva para que pessoas pensem antes de começar uma obra em suas propriedades... Uma vida humana, não tem preço! E comigo, ficam as lembranças dos anos em que trabalhei ali. Fiquem com Deus!segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
De tudo, um pouco!
sábado, 21 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Algumas reflexões sobre o amor
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Sentindo falta de ti

Tô sentindo uma falta de não sei o quê... de alguém que nunca vi, de um beijo que nunca provei, de um aconchego que não senti. Meu peito aperta sem saber onde você está, de onde vem e se um dia irei te encontrar. Ouço sua voz sem som, suas palavras sem letras e somente tua falta me faz companhia. Essa espera me agoniza, me tira o ritmo, eu saio do trilho. E se penso que te encontrei, a vida logo me mostra, que você ainda não chegou até mim. Pesa o ar em meus pulmões e meu caminhar se torna difícil... então, eu construo cativeiros ao redor de mim, embrulhando sentimentos e separando em cores e fitas... assim fica tudo certinho... pelo menos dividi minha espera, conscientizei meu coração, otimizei o acúmulo de erros que viajam em mim. Mas o que fazer, quando supor que você talvez não exista? Afligir minha alma? Alimentar-me com meu tormento? Seria como exaurir a mim mesma. Me encontro num canto, dentro de um grande relógio, vendo os ponteiros marchando em direção ao meu fim. Um pequeno feixe de luz é o tamanho da minha esperança... e como sobrevida, eu me entrego às canções que um dia eu ouvi... e senti em cada melodia um suspiro de ar puro... um roteiro de felicidade, um beco seguro. Tô sentindo falta de ti... falta de nós dois...
domingo, 15 de janeiro de 2012
Meu amor
sábado, 14 de janeiro de 2012
Presente

Mora em meu corpo ardente, um desejo de te sorver pelos poros, de sumir entre seus braços e me mesclar ao teu suor... fazer parte do teu cheiro, até me impregnar de você. Ressurgir em teu beijo molhado, e entregar-me às suas mãos sedentas de mim. Envolver-te em cada fio dos meus cabelos e embrulhá-lo de presente... por fim, guardá-lo dentro de mim.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Enredos

Engulo teus gemidos, enquanto meu corpo se cola ao seu, meus olhos não enxergam nada que não seja você. O peito acelera, a boca seca, as mãos tremem e os corpos balançam ao som da carne sendo consumida. O fogo arde, e o desejo aumenta. As pernas desfalecem e os pêlos arrepiam, almas estremecem, a nudez convalesce... feito mar que se acalma, ventania vira brisa, mais um momento se eterniza.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Sandra Domingues: Julgamento do acusado de assassinar Priscila Tavar...
Sandra Domingues: Julgamento do acusado de assassinar Priscila Tavar...: Priscila Tavares Ramos , 23 anos, foi assassinada pelo namorado, com 28 facadas, no dia 06/03/2009, em sua própria casa, localizada no Jard...
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
Eu, em você

Toma meu corpo como teu, assim como me doa o espírito que vive em ti... e juntos seremos a carne que arde em desejo, o peito que vibra o amor, e os olhos que juntos, enxergam a vida. Seja meu delírio eterno, o vício que te mantém vivo, em mim... que eu serei tua guia no prazer, a senhora do teu santuário. Beba minhas vestes em um gole, e desnude minhas curvas e minha alma, sempre e como sempre, se misturando em mim. Pois eu serei tua... tua e somente tua, ainda que pertencente só a mim.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Chegou o dia...

Chegou o dia de tirar tuas fotos, despir-se das tuas lembranças... dizimar o que de teu, ainda vive em mim. Agora é hora de mudar de rumo, virar a página, encerrar o ciclo. Fazer você perceber que aos poucos, você foi saindo de mim... mas não sem antes te chamar à responsabilidade, de tudo que sinto hoje. Você fez de mim, uma terra longínqua... e de tão longe, me fez infértil. Uma boa terra, precisa de cuidados... e eu fiquei sem a mínina água, para tentar florescer.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Vida
A vida nos move, nos ensina... já nascemos com ela querendo nos ensinar; desde que aprendemos engatinhar, a cada tombo, a cada esquina, passamos por experiências que nos mostram por evidências, aquilo que não podemos modificar. A vida é assim, ela simplesmente acontece! Limpa, inexorável, absoluta... com uma capacidade absurda, de dar e tirar, de fazer e acontecer, de nos surpreender e maltratar. Não é nem par, nem ímpar... nem melhor ou pior do que você merece. Ela por si só, domina, mostra, vence... e sempre se renova...quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
O que sinto

Guia-me através do teu amor, mas deixe que essa lua brilhante no céu escuro, ilumine meu sentimento com a alegria dos momentos felizes que passamos juntos. Deixe-me as pegadas do teu caminho, para que um dia eu possa encontrar-te. Porque eu ainda sinto palpitar meu peito, cada vez que lembro de você. Mas esse coração também chora, quando lembra da quase vida que viveu ao teu lado... esse quase amor, que de tão perfeito, nunca pôde existir. Fico com os dias que transformaram em uma vida, nossa história, séculos de lembranças, em apenas alguns momentos. Mas o que é o amor, senão o eternizar de um sentimento? E o que é o que sinto, senão um sopro infinito da chamada perfeição?
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
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