sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ilha Grande - Angra


Então foi assim: dia de sol, manhã bem cedo, saindo do cais... Escuna, Theo, calor, mochila... o mínimo possível. Cada vez mais estou enxuta na mala. Só mesmo o imprescindível. Eu gosto que seja dessa forma... Nada dessas peruíces de levar 430 itens de beleza, 20 biquines e 60 cangas... um chinelo de cada cor pra ficar "combinandinha", secador de cabelo.
Não preciso disso. Não preciso de nada disso para ser bonita ou ser feliz. Há 20 anos atrás, era beeeem diferente! Não saía de casa sem 2 toneladas precaução... Pode chover, pode fazer frio, essa roupa pode molhar, pode sujar e blá, blá, blá... Hoje em dia, só levo o que couber em uma pequena mochila... o resto é aventura. E assim foi! A única pena, foi que o tempo passou rápido demais. Ainda voltei com roupa que nem usei... foram direto para a gaveta. Aprendi isso com uma pessoa. Usou? ainda dá pra usar? então economize água e sabão. Aprendi, viu?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Fome, muita fome!


Existem muitas formas de fome. Tem fome de pão, tem a fome da carne, tem a fome espiritual, fome de vida, fome de amor. Tem a fome de sol, da chuva que precede o plantio, tem a fome de artes, fome de alegria, fome de silêncio e gritaria. Mas tem também uma fome diferente... fome do sangue correndo quente nas veias, borbulhando inquietudes, ansiedades ardentes. Fome do início, do mistério, da delícia que é conhecer algo; até então, desconhecido. Isso é fome, mas é mais que fome, é gula! É o querer mais, cada vez mais... É a fome do cheiro, do suor que escorre pela pele, e então, matar a fome e a sede em seus próprios líquidos. É a fome do sexo, da volúpia, da luxúria que faz tremer os corpos... pernas bambas e noites sem dormir. É a fome. Essa é a fome que eu digo. A fome de beijos intensos, hálitos conexos e olhares inebriantes. Fome que denuncia sentimentos. Fome que paralisa o momento, fome que faz arrepiar os pêlos com o ar quente que sai das narinas. Fome de abraços infinitos entre corpos que se entrelaçam. Essa é a fome que tenho. Irremediavelmente... Tenho fome!
imagem retirada do google imagens (e que imagem!)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Redenção


Esta noite ela acordou de um sonho... um sonho que mesclava devaneios e realidades. Nele, ela foi à casa de um desafeto, sentiu o cheiro, o astral da casa e observou por um tempo, incógnita, de como aquele contexto funcionava. Até que veio a descoberta e com ela, caiu-lhe o véu que até então a protegia. Ela olhou nos olhos de quem havia feito sofrer e a chuva começou a cair. E caindo, lavou-lhe a alma... e finalmente, ela se perdoou. Sim, ela precisava perdoar a si mesma, mas que qualquer outro perdão; porque, de que adiantaria que outros a perdoassem, se ela mesma não se dava o perdão? E como glória e tortura, a chuva tirou dela, toda a culpa que sentia no peito. Ao mesmo tempo que a água tirava as dores que lhe consumia, as gotas da chuva pareciam minúsculas pedras a tocar seu corpo. Era a redenção. E escorria forte, ao mesmo tempo morna e fria, e o barulho da chuva na terra, ensurdeciam os ouvidos e ela podia sentir a pressão dos pingos sobre sua cabeça. Ela não te olhou. Ela não quis olhar, mas sabia que estava sendo observada por todos. Então ela abraçou a quem fez sofrer, e perdoou todo o mal que a ela havia sido lançado. Só cabia a ela, também perdoar. Não era oportuno que ela desejasse o mal que lhe fora desejado. Quem lançou esse mal, também o trouxe consigo, em dobro, um inferno esperado... o direito de colheita é para quem o semeou... E ela virou-se de costas, finalmente acabaram as páginas... ela então, fechou o livro. Saiu da casa caminhando tempestade afora; lágrimas se misturando em sólidas gotas de chuva, que não pairavam no rosto, mas desciam corpo abaixo, limpando, varrendo o choro. Ela estava pronta para seguir seu velho caminho, com roupagem alva, nova; sem a bagagem pesando em suas costas. Ela entendeu. Agradeceu o presente, a oportunidade de deixar pra trás as máculas que andavam consigo. A chuva foi parando, paulatinamente, lenta e macia aos seus ouvidos, até que ela encontrou um refúgio, um abrigo onde pudesse descansar. Logo, logo começará um novo dia; e com ele, brilhantes raios de sol a lhe abençoar.
Imagem retirada da internet (google imagens)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Nanã - Nossa Senhora de Santana


26 de julho
Nanã, Nossa Senhora de Santana, mãe de Maria, mãe de Jesus.

Theodoro, o Theo!

Esse é o Theo, um maltês lindo, de 3 anos, educadíssimo!!!
Nunca vi um cãozinho tão adorável como este.
É um gentleman!

Gato, gatinho... bichano caçulinha

Esse é o mais novo membro da família...


Estava perdido, zanzando próximo à minha sala, no trabalho.
Ontem fez 1 mês que ele chegou.

Mas ainda não consegui um nome que seja a cara dele...
Penso em Arquimedes, Pitágoras, Samurai, Zigui.
Mas ainda o chamo de Gato!
Bichinho super carinhoso, pensei que o Oliver fosse ficar com ciúme, mas que nada... o comportamento do Oliver está 100% melhor, e um brinca com o outro o dia todo. Aliás, o Oliver mais parece uma mãe pro pequeno!!!!!! Vive pedindo colo, dorminhoco e comilão.



Chameguento... e eu que nunca gostei de gatos!
Ah, ah, ah, me acabo de rir quando me pego olhando pra eles.
Uma delícia!





domingo, 25 de julho de 2010

Divina Comédia


Curve-se diante do medo imaginário que o certo é o que dizem, e não o que sentes. Entrega-te à vontade de seu algoz, pois assim a clemência fará com que seu destino seja menos dolorido e vivido à meia parte, meia certeza, a meios sonhos, cada vez mais, um meio reflexo do que poderia ser sua luz. Mantenha-se enclausurado e fatigado em suas próprias verdades, viva em si, assim como vivem aqueles que não acreditam no sol do amanhã. Alimente-se, mas sem sentir o sabor predominante de cada fruta, e torne-se perecível diante de seus próprios olhos. Naquela esquina, eu deixei muitos sonhos de lado... tu fizeste com que meus sonhos terminassem na manhã seguinte. Meus pedaços se espalharam pelo chão. Mas no final, tu acabarás sucumbindo, porém, sucumba sabendo que a vida nunca acaba; e que no fim, é muito maior do que já vivestes... Minha certeza é a certeza que nada aqui é eterno.

sábado, 24 de julho de 2010



Me sinto tão pequena em suas mãos, me sinto frágil e desnuda diante da brisa que corta meu peito em pedaços e o frio congela as pequenas partes que me restaram... Não encontro uma estrada fácil para caminhar, mas vou vencendo as pedras do meu caminho. Só me resta continuar...

* Peguei a foto na net, mas esqueci qual foi o site!


sexta-feira, 23 de julho de 2010

Penso, logo existo

Eu penso tanto, e em tantas coisas ao mesmo tempo, que às vezes é difícil organizar meus pensamentos... e às vezes, o pensamento é tão rápido, que eu não consigo expor tudo num papel, ou no computador... acabo esquecendo de coisas no meio do caminho, e atropelando outras tantas que também são importantes, que também preciso escrever sobre elas... e isso é uma bola de neve... acho que é por isso que eu acordo sobressaltada de noite, tateando no escuro meu lápis e um dos 8 cadernos que levo comigo, pra cima e pra baixo. Tem ocasiões, que do nada vem uma frase ou um pensamento. Preciso escrever, preciso escrever, preciso escrever... é quase uma compulsão... mas escrevê-las, é minha maior paixão. Escrever pra mim, é tudo... É o meu Eu interior dando umas voltas aqui por fora, absorvendo sensações, sentimentos, vibrações, olhando o céu, sentindo o vento quente na cara... Pra depois voltar pra dentro de mim, e oxigenado, criar idéias, filosofar sobre as coisas intrínsecas, a respeito de mim mesma, em relação ao mundo que vivo, que me rodeia. Existem vozes dentro de mim... que ganham identidade no exato momento que páro para ouví-las e dedico uns minutos que sejam. Aí eu me transformo... deixo de ser quem sou, para dar espaço à voz que vem dentro. Me solto, viajo; minha expressão muda, sinto coisas, vejo cores, amores, perfumes... Sinto saudades, sinto tristezas, felicidades, paz de espírito que me entorpece... e eu fico molinha... entregue a esse prazer que é escrever. E sai fácil... muito fácil. Não penso muito para escrever... as inspirações vem surgindo, gradativamente, e quando vejo, escrevi folhas e folhas do meu caderno... gosto de escrever no papel na maioria das vezes... até porque, nem sempre estou no computador... Adoro dirigir, e nessa hora, me chegam as melhores idéias... mas estou dirigindo, o sinal abre... e quando páro no próximo semáforo, as idéias já são outras... mas não, não... eu queria escrever o que estava pensando há 1 km atrás!!!!!! E quero ouvir música, quero retocar o baton... tudo ao mesmo tempo, parece que mundos diferentes estão passando por dentro de mim... Então, tive um enorme prazer de encontrar um gravadorzinho da época da faculdade, esquecido nas milhares de apostilas, livros, cópias e trabalhos de Direito que fiz quando a faculdade tomava 80% de todo o meu tempo. Hummmm, será que ainda funciona? Botei pilha e tasc!!! Lá estava gravado uma parte da minha apresentação da monografia de conclusão de curso: "Procedimentos de Medicina Legal Aplicáveis ao Direito Penal e Processual Penal". Ui, que saudade! Foram 120 páginas escritas à mão, antes da digitação necessária. Que saudade da minha mestra Zuleika... Que professora maravilhosa. A maioria das fotos apresentadas na monografia, foram cedidas do arquivo pessoal dela. É minha amiga até hoje e tenho um carinho e admiração incrível por ela, pois ela ama o trabalho que faz. E eu também sou muito assim. Bom, voltando ao post, o tal gravadorzinho funcionou e agora ele tem uma nova função na minha vida: espera sempre por mim no carro, nessas horas em que escrever, se torna impossível pela atenção que todo motorista deve ter quando está conduzindo... Foi providencial este reencontro... Preciso agora, comprar outra fita cassete pequenininha... Nem sei onde vende, se é que ainda vendem... Eu lembro que o gravador k7 foi aposentado porque havia recebido de presente um mp3 para gravar as aulas... mas acho que demorei muito para me adaptar a essa tecnologia, que tinha poucos botões, muitas funções, e vivia perdido na minha bolsa! Well, o gravador funciona, tá ok e é capaz de gravar a minha voz, concomitantemente quando vou pensando e falando as mil e quarenta e três coisas que vão passando na minha cabeça nos trajetos casa/trabalho/Pós/casa... Assim eu não perco mais nada!!!
Ah, só para me gabar, a monografia foi um êxito, fui convidada à repetir a apresentação para outras turmas e a nota foi 10!!!!!!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A música é a voz do mundo

The Voca People

Recebi esse vídeo de uma amiga e me apaixonei na hora em que vi que não há nenhum instrumento musical ou efeito sonoro eletrônico. Os sons saem das bocas desses seres de luz, que tem na voz, o seu maior dom! E eu não digo sempre que a música é a voz do mundo, a voz do coração????? Eu não sei viver sem música em minha vida... embora eu não possa ouvir todas as músicas que eu quero, pois me trazem muitas lembranças, das quais eu preciso esquecer, para continuar a viver...

Eu amo amar música!

* vídeo retirado do youtube

Pitágoras, Arquimedes, Samurai?????

É tão lindo, esse gatinho...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Post da Fabi

Oi, sou eu, Fabi Hoje estou aqui ... aqui é isso mesmo no blog de minha ? sua ? nossa ? não sei ... mas é muito forte a emoção de escrever e expor as experiências vividas ... escritas com fortes emoções... pode ter a certeza que são marcantes em nossa , sua vida ... Amiga não escolhemos ... Jesus nos presenteia ! Obrigada pela sua amizade !

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do amigo é toda hora...


Hoje é um dia qualquer, um dia normal, não sabia ainda o porquê de tantos emails em minha caixa... Ah, tá, hoje é dia do amigo!!! Mas na minha concepção, não existe um "dia do amigo". Dia do amigo é toda hora, principalmente nas horas mais impróprias, imprecisas, madrugadas a fora, causticantes momentos que nunca estão previstos no script. Amigo que é amigo, não necessita de dia, pra ser amigo!!! Amigo é amigo e pronto... com todos os senões, todas as imperfeições e defeitos do ser humano comum. Então eu li todas as mensagens que me enviaram, até porque, eu tenho vício em ler qualquer coisa que passe na minha mão, e não sei se todos meus amigos vão ler o que escrevo aqui, mas não importa que cada um deles leia. Minha amizade não se restringe a palavras... amigo é muito mais que isso. Amigo é grito, é atitude, é empatia de alma, é bronca, é abraço, é estar junto... não todo o tempo; mas sim nos momentos certos... é dar o conselho nem sempre bem vindo à outra parte, mas que na frieza de quem olha a vida do amigo pelo lado de fora (mesmo estando dentro), é o certo. Amigo é tudo isso e mais um pouco, porque não há como dizer tudo em relação a uma amizade... Amizade, vale mais que amor homem-mulher, pois um amor pode se extinguir pelo desgaste dos anos, mas o valor da amizade é inversamente proporcional ao amor homem/mulher e resiste aos tempos (estou falando de amor verdadeiro, não aquele amor que vira amizade e comodismo depois de 20 anos e de amizades verdadeiras também). Que seja... Bom, voltando ao tópico amizade, eu queria externar esse sentimento aos amigos que fazem parte da minha história, e que Graças a Deus, não são mínimos... eu tenho a quantidade exata que preciso... nem muitos, nem poucos... o suficiente para que me bastem, que sorriem e me afagam em dias cinzentos. Eu, com o tempo, aprendi a perceber quem são meus amigos... Tive um ótimo chefe no passado, Cmte. Heber Moura, que não está mais aqui nesse plano, mas que me ensinou a ver a vida de uma maneira diferente, que me ensinou que o tempo é o melhor de todos os mestres, e que nos ensina, através das nossas próprias experiências, a conhecer e identificar quem é quem na vida da gente... e com o tempo, eu passei a entender o que ele dizia... É claro que de vez em quando cometemos erros, nos enganamos, mas com a idade, eu aprendi a olhar com os olhos da alma, e assinalar com um x no coração, quem eram meus amigos. Depois desse dia, uma vez ou outra, eu faço aquela limpeza básica na minha vida... quem não me demonstra amizade, quem não me ama e não demonstra afeição fraterna verdadeira e sem interesses, vai pra lata do lixo... Porque eu não tenho espaço pra guardar lixo dentro de mim. É assim... esse chefe me ensinou isso, e eu lhe serei grata; ele está em minhas orações, porque foi meu amigo em me ensinar esse truque pra vida... E os amigos que moram no meu lado esquerdo, estão dia a dia, sendo a continuação do meu braço direito. Meus amigos são os ingredientes do meu cotidiano, são meus companheiros de estrada nas curvas da vida. Dessa forma eu vou edificando minhas amizades, porque a vida, por si só, embrutece... mas a chama que arde em meu coração, arde no coração do meu amigo também. E mais importante que ver o brilho dos meus olhos nos dias mais incríveis e nas viagens mais inéditas, eu agradeço pelo amigo estar presente nos dias de trevas... E a amizade é a fortaleza que vem dos céus, pois a verdadeira amizade vem de Deus, e os amigos são os degraus que somos, na imensa corrente de amor e sublimação que nos eleva à perfeição. Os amigos, são aqueles, sensíveis às nossas necessidades. Amigo, quantas vezes eu caí diante de ti... e sem voz, tu me levantaste com sua força, nas horas em que as decepções e dores perfuravam minha alma? Mas obrigada mais que tudo, pelos dias inglórios; os dias que tu deitaste comigo, quando me senti abaixo do chão, sem vontade de viver, e você estava lá, ao meu lado... Amigo é aquele que nos fez ser melhor do que já fomos. Amigo é aquele que chega depois que todos foram embora. É o abraço oceânico nos dias de luto, quando as lágrimas nos fazem náufragos da tristeza. Amigo é tudo de bom... Mesmo aqueles que estão longe, mesmo aqueles que não vemos há mais de ano, mas que basta um alô ou um encontro, pra gente imaginar que parece que nos vimos ontem... Sem cobranças, sem outras motivações que não o sentimento verdadeiro de pura amizade. Amigo não cobra presença, não precisamos explicar a ausência no dia-dia, de trabalhos e obrigações, sabemos que aquela pessoa é amiga e que em qualquer momento vamos nos esbarrar. As festas, os bons momentos e gargalhadas, são bons alvitres, mas as risadas são efêmeras, um olhar pode ser passageiro, e a felicidade é inexoravelmente paradoxal às "quartas de sal" que provastes e engolistes comigo, afim de que o peso desse fardo passasse logo; e pelas minhas lágrimas, que se tornaram também, nascentes em seus olhos... Amigo não é coisa de um dia... não foi só ontem e nem será só amanhã. Amigo, é saber que no futuro, eu terei com quem relembrar os capítulos da minha jornada... e da mesma forma, você sabe que eu também estarei do seu lado. Eu não desprezo os laços sanguíneos que me unem à minha família... mas é que por força geográfica, nem sempre podemos estar junto a eles, mas eles também são meus amigos e essas palavras se encaixam a cada um deles, porque nada na vida é por acaso... tudo tem uma razão de ser e amigo e família é praticamente a mesma coisa. Pra terminar, eu agradeço aos amigos que já passaram, por alguma razão, mas que fizeram diferença em meu passado, em minha vida; agradeço aos de hoje... aos que não estão nesse lado da vida (Cema), mas que ainda são lembrados com muito amor e carinho e os que ainda terei no decorrer da minha existência. Desta vida, eu não preciso levar nada, somente a amizade sincera dos amigos que eu tenho por aqui. E quem é meu amigo, sabe que tenho punho forte, que sou irmã, que tou junto! Vem que eu te ajudo a dividir o peso do mundo, caminhemos juntos, partilhemos a vida. Só isso. Não queria escrever outra coisa que não fosse isso... não queria copiar o que já virou clichê, queria extrair palavras minhas, sentimentos próprios... mas acho que nem todas as palavras do mundo servem pra quantificar esse amor.


Obrigada à você!

Andreia Sieczko


obs.: imagem retirada do google, mas não encontrei o dono!

domingo, 18 de julho de 2010

Cheiro de Chuva


Adoro chuva.

Dias de chuva.

Loucas tempestades.

Mas eu gosto mais ainda da pré chuva... aqueles minutos que antecedem o temporal ou a garoa fina. Antes mesmo de olhar pro céu ou sentir as primeiras gotas de chuva tocando minha pele, ou já em desespero, descendo pelo rosto, como que me dizendo que não adianta engolir meu pranto, que já transborda minha alma, mesmo eu estando às gargalhadas extrínsecamente. Amo o cheirinho peculiar da terra pré molhada, cheiro de terra molhada... ou ainda o cheiro que sinto do asfalto quente, sendo surpreendido pelas gotas pesadas de chuva, subindo pelas minhas narinas, ardendo pulmões, com o contato da água virando vapor, com o piche sucumbindo à força da natureza, nesse momento, eu sou a natureza... É maravilhoso tomar banho de chuva, é um lava-jato no espírito, e viro minha face aos céus, como quem busca um ar que já esqueceu... e deixo sua magnitude derreter em meus olhos a máscara que embelezava minha tristeza; escorrendo negra, nos cantos do rosto... aí então, eu sorrio. A chuva é a resposta às minhas preces, é a energia faltante que eu ansiava... água necessária à minha sobrevivência, para que eu possa me auto fertilizar... de amor, de esperança, força, recomeços. A chuva fina é um carinho, foi o carinho que deixou lembranças nas andanças por uma cidade linda. Andar na chuva de mãos dadas com um amor verdadeiro... Essa diminuta chuva levou consigo todo o amor presente naqueles momentos, mas que volta a cada dia de chuva, dando o ar da sua graça, molhando os jardins e floreando meu coração de lembranças e doces recordações... Já a tempestade... a tempestade é a fúria que me mantém em luta... é o arrastão que eu preciso; não só para sacudir as poeiras dos meus tombos, mas também para lavar a minha alma das tristezas que insisto em guardar dentro do peito. E em ondas, grossas gotas de chuva vão me impelindo, me impulsionando, com tamanha força, que não me é possível a renúncia... Cada chuva tem seu cheiro, cada gota pousada em mim, tem o seu valor de ser; o seu significado. Chuvas podem ser lágrimas que correm em meu rosto, ou que escorrem do céu... assim como as bençãos que molham meu corpo como num banho de piscina. Eu me abraço nos dias de chuva, e silenciosamente, escuto às àguas hidratando meu coração, rachado, feito o solo do sertão.

sábado, 17 de julho de 2010

Macaxeira, Aipim ou Mandioca?


Dentro do nosso país, encontramos diversas maneiras na própria língua para indicar um mesmo objeto. O Brasil é um país enooooorme e nossa língua é uma língua rica, então nos deparamos frequentemente com regionalismos e sotaques provenientes de determinadas colonizações aqui recebidas nos séculos passados. Da mesma forma que temos uma variedade de culturas, temos por aqui uma mistura de classes sociais. O Brasil é movimento, o Brasil é vida, com altos e baixos, como toda nova nação. Vemos ricos, muito ricos, e po-dres de ricos... Vemos pobres, muito pobres e gente paupérrima, vitimadas pelas faltas de oportunidade na vida. Vemos a tal e já extinta (na minha opinião) classe média, diversificada... Eu tenho amigos de todos os lados e vou à casa de qualquer pessoa, desde que eu seja convidada. Pode ser um abastado e me oferecer um banquete de muitos talheres, ou pode ser pobre, extremamente humilde e dividir comigo um prato de arroz e feijão (hummm!!!!). Não importa! Pra mim, não tem diferença alguma. Se o amigo tiver um bom coração, for pessoa de caráter, e claro, limpinho, posso comer numa tampa de panela, posso comer com as minhas mãos (se minhas mãos estiverem limpinhas, claro!), eu como em qualquer lugar, em qualquer casa, casebre, palacete. Eu sei que eu ficarei imensamente e verdadeiramente feliz, e voltarei tantas vezes eu for convidada, of course! O que importa, é a bondade, a amizade, a harmonia entre meu coração e o coração desse amigo. O que mais me amolece, aquece meu coração é o sentimento de amor e fraternidade. Eu só enxergo isso. Enfim, voltando ao regionalismo, uma mesma raíz tuberosa, tem vários nomes, é conhecida de diversas formas... Aipim no sudeste, macaxeira no nordeste, mandioca na região norte desse imenso e lindo país que é o nosso... além de outras formas ainda conhecidas, tudo dependendo da região e de quem fala. Tangerina, por exemplo, é conhecida também por mexerica, mandarina, mimosa, bergamota, etc., para designar a mesma cheirosa e apetitosa fruta! É aí que eu quero chegar... Você que leu esse post até aqui, pode estar se perguntando o porquê de tantas voltas, não??? Pois é, eu quero falar de re-ligare, religião, a nomeclatura que serve de elo à Deus. Católicos, protestantes, kardecistas, umbandistas, budistas, etc.!!! O que importa todas essas denominações? O que importa todos os nomes, todos os meios, credos, se a fé é a mesma? O que importa se todas essas denominações pregam em sua essência o amor de Deus? Me entristece a escuridão espiritual da humanidade. O que importa o nome da instituição que você frequenta toda semana, todo mês? Que importa se sou rica ou pobre? Se sou branca ou negra? Gorda ou magra? Católica ou não? Por acaso, não somos todos filhos de Deus? A ignorância ainda é enorme... Até hoje as pessoas se matam em nome da sua crença!!! Guerras, dores, separações e sofrimentos por ter em seu entendimento físico, diferentes designações em palavras, seja em português, inglês, alemão ou russo do que significa a palavra religião. O religare, a ligação com nosso Pai Celestial, nosso Senhor e Criador. Somos frutos da mesma casa, temos em nós a partícula divina que nos dá a capacidade de por em prática o sentimento mais puro e simples que Jesus nos ensinou: o amor. A cada manhã nos é dada a oportunidade de sentir a presença e a energia que Deus espera em nós. Para Deus, mentor do universo, não importa o nome que damos, a designação que escolhemos, o idioma que melhor se traduz. Para Ele, nada disso importa... O importante é nossa transformação moral, o nosso reencontro com Ele dentro de nós mesmos. O segredo do bem, é viver do bem, com o bem, fazendo o bem, querendo o bem do teu próximo. É maravilhoso sentir seu próprio renascimento no dia-a-dia; aprender a cultivar a paciência (que pra mim está sendo um árduo exercício). Cada gesto em direção a esse progresso, faz com que nos tornemos uma consciência raciocinada, seres evoluídos, energias de luz, de bondade e; aos poucos, sem perceber, mudamos nosso caminho, nosso modo de agir e do nada, quando menos esperamos, renascemos em Cristo, encontramos a verdade e através dela, encontramos novamente o caminho de casa, o caminho de Deus; dessa vez, com passos firmes, firmes, porém bondosos, sabendo onde estamos pisando e sem vacilar, vamos chegando; passando da animalidade à angelitude. O engraçado é que existem muitos caminhos, até porque, provém de várias direções, várias nações. Nenhum caminho é melhor que o outro, nenhum caminho se sobrepõe ao outro... Não há hierarquias, preferências, vicissitudes, predileções. E o final é o mesmo. Mas por ignorância, cegueira; chegar à casa do Pai, infelizmente é para poucos... Por isso, deixe de lado sua infantilidade espiritual, livre-se do seu orgulho; não fique alicerçado no egoísmo do seu conforto. O mal é ausência do amor. Se você ama e quer ser amado. Não comungue com forças primárias. Amor é renúncia, é abrir mão de algo que você gostaria de ter pra sempre, mas esse pra sempre não existe. Somente o amor de Deus é pra sempre, e nosso espírito está repleto dessa luz, desse amor. Mas nem sempre enxergamos, nem sempre deixamos aflorar o amor de Deus que há em nós... Quer paz? Construa a paz... fazendo magias negras, você só estará se afundando. Esse enfeitiçamento mental, antes de chegar ao seu alvo, estará atingindo primeiramente você. Depois, você mesmo será responsável por drenar as máculas tatuadas em seu perispírito, através do seu corpo físico. E a responsabilidade, será só sua. Isso não será castigo, será aprendizado... em qualquer religião, em qualquer idioma, em qualquer canto da Terra. Não julgue, não julgue seu companheiro de estrada, não julgue seu amigo por não fazer parte de sua igreja. Não queira medir a fé de ninguém. No dia certo, cada um será julgado pelos seus atos. Busque sua fé dentro de você. Somos a igreja de Cristo, temos a divindade dentro de nós, em nosso coração, nossa alma. Você pode me chamar do que você quiser... E se você tiver que mexer com magias, que sejam magias do amor, do bem. Faça magia positiva ao seu próximo, ajude a quem precisa, que seus feitiços sejam pétalas brancas caindo sobre teu próximo, que o amor seja o ingrediente principal do seu caldeirão. Não pactue com a maldade, pois a verdade e o bem sempre vencem, no final. E não diga que você é melhor que eu, só porque anda com a Bíblia debaixo do braço. Não tem certo ou errado. Não existe religião melhor ou pior que a outra. O que existe de melhor, é a fé e a vontade de crescer espiritualmente que se multiplica dentro de mim dia após dia. Ande com Deus, fique com o Justo. Caminhe para a luz, seja qual for seu caminho.

E aí, seu caminho é Macaxeira, Aipim ou Mandioca???