sexta-feira, 19 de maio de 2017

Massa fica pronta em apenas 30 minutos e é de dar água na boca!

Massa fica pronta em apenas 30 minutos e é de dar água na boca!

Depois da última corrida do Circuito das Estações, a colaboradora Andréia Sieczko preparou um delicioso prato e, agora, compartilha a receita para quem quiser aproveitar para testar em casa. “Ao retornar para casa de metrô, passei pela feira livre da Glória e vi uns camarões lindos, bem gordinhos! Vi que ficariam apetitosos em uma receita fácil e rápida, o tempo de preparo é de 30 minutos – tempo suficiente para fazer um almocinho leve e especial para depois da corrida!”, conta. A receita, que servem a duas pessoas, segue abaixo. Confira:
Ingredientes:
  • 300g de massa Bucatini;
  • 300g de camarão limpo;
  • 1 limão;
  • ½ taça de vinho branco seco;
  • 1 xícara de tomates-cerejas cortados ao meio;
  • ½ xícara de azeitonas pretas;
  • Azeite, alho, sal e pimenta-do-reino a gosto;
  • Salsinha para salpicar;
  • Queijo ralado (opcional).
Modo de Preparo:
  1. Lave os camarões e os tempere com o suco de um limão, alho amassado, sal e pimenta-do-reino;
  2. Reserve por dez minutos;
  3. Ligue o forno em temperatura alta;
  4. Coloque os camarões em uma travessa e adicione o vinho branco.
  5. Mexa e regue com bastante azeite;
  6. Leve ao forno alto por dez minutos;
  7. Após retirar a travessa, regue com mais azeite e adicione as azeitonas e os tomates-cerejas;
  8. Coloque a água para ferver;
  9. Cozinhe o macarrão por oito minutos, deixar al dente;
  10. Baixe o forno para 180º e adicione a salsinha picada;
  11. Misture o macarrão na travessa e leve à mesa! 





quinta-feira, 18 de maio de 2017

O fim do Gasômetro (O último suspiro), By Jocemar de Souza Barros

Linda Poesia do meu querido colega de trabalho,
JOCEMAR DE SOUZA BARROS



O FIM DO GASÔMETRO
(O ÚLTIMO SUSPIRO)

O QUE JÁ ESTAVA VAZIO,
FICOU MAIS VAZIO AGORA!
E NUM ÚLTIMO SUSPIRO,
O GASÔMETRO FOI EMBORA!

NÃO SOBROU UMA SÓ VIGA,
UM PARAFUSO SEQUER,
DAQUELA FÁBRICA ANTIGA,
SÓ FICOU A CHAMINÉ!

APENAS UM ESQUELETO,
FAZENDO A GENTE LEMBRAR;
O GIGANTE OBSOLETO,
QUE O HOMEM FOI DESMANCHAR!

MAS A VIDA SEGUE EM FRENTE,
O QUE SE HÁ DE FAZER?
DEIXANDO MARCAS NA GENTE,
NÃO NOS DEIXANDO ESQUECER!

O TEMPO PASSA, É VERDADE,
COMO TUDO TEM DE SER,
MAS O VALOR E A SAUDADE
NÃO COSTUMAM ENVELHECER!

MELHOR É IMAGINAR,
BUSCANDO LÁ, NA MEMÓRIA,
QUE ESTÃO NO MESMO LUGAR,
PRA GUARDAR A NOSSA HISTÓRIA!

by, Jocemar de Souza Barros







Marcelo Rezende, apresentador da Record, Fala Sobre o Câncer

O apresentador da Record, Marcelo Rezende, está com o mesmo câncer que levou meu irmão Waltinho em janeiro deste ano. Também com metástase, câncer primário no pâncreas e já infiltrado no fígado, secundariamente. Pelo o que foi comentado nas redes sociais, o CA do Marcelo é agressivo e lhe dá apenas 1% de chance de sobreviver (e sobrevivendo, tem em média, de 2 a 5 anos de sobrevida, segundo literatura médica); entendo que deve ser nível IV, o mesmo tipo do Walter, silencioso e muito agressivo. Coincidentemente, o apresentador descobriu a doença á mesma época que meu irmão, com 1 ano de diferença. Já sei como serão os dias do apresentador... Mas também vejo nele, a mesma fé que meu irmão amado manteve durante essa cruel experiência. Meu irmão foi muito valente, não vacilou na fé, esteve junto a Deus em todos os momentos. 

Vou acompanhar esse senhor! Não assistia o programa dele, mas ele estará sim, em minhas orações, porque eu sei o que é essa doença. Que ele também não perca a fé em Deus, pois Deus é quem nos sustenta nas adversidades. Que Marcelo Rezende possa ser uma testemunha viva do amor e da misericórdia de Deus.

Essa doença é muito triste. A família inteira adoece... É muito difícil.

Saudades do meu irmão Walter Sieczko dos Santos, meu Guibor, meu herói.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Aonde eu estarei em maio de 2017 ?

Waltinho, meu irmão... Tem dias que sua ausência se faz tão presente! Como dói... Essa dor nunca vai passar. Quando toca o alarme de manhã, e eu desperto, não sinto vontade de levantar, não sinto vontade de começar o dia. Minha vontade é dormir, dormir e dormir, de preferência dormir a noite toda sem acordar de madrugada e viver momentos de angústia pensando na maior perda da minha vida. Eu rezo! Como eu rezo, meu irmão. E como eu penso na sua dor, no seu sofrimento e como você se manteve firme e se manteve na fé, até o seu derradeiro dia.  Penso muito em você, tem dias que eu durmo enrolada no Terço de Nossa Senhora, acabo dormindo de cansaço, de não aguentar mais pensar e pensar e pensar em tudo que aconteceu de 1 ano pra cá.

Em abril de 2016 eu fiz uma cirurgia para retirada de um mioma, na mesma época, nasceu o bebê Henrique, nosso priminho mais novo, filho da Pia, um mês depois, eu estava viajando para Belém, Luiz foi visitar e rever amigos e família. Era Corpus Christi, entramos na Basílica de Nazaré, e participamos de uma missa inteira, linda, toda a celebração do Santíssimo, e também do Terço da Misericórdia. Chorei muito naquele dia... E só pensava em você, meu irmão. Será que era um aviso, uma premonição do que viria logo a seguir? 2016 foi o ano da Misericórdia, passei pela porta da misericórdia, pensando em ti, meu irmãozinho. 

Logo depois, ainda em maio/16 você voltando pra casa, se sentiu mal no elevador... pensou que pudesse ser uma crise renal, dor baixa, nas costas... foi para o hospital, onde já havia se tratado das 2 pancreatites anteriores. Então, nos exames apareceram 2 imagens, no pâncreas e no fígado. Você não me contou nada naquele dia e eu fiquei nervosa com você, porque eu perguntava o que era, mas você queria ter a certeza antes de me dizer a pior notícia da minha vida: você estava com câncer, meu irmão. Uma mancha escura no pâncreas, que já tinha sido expandida para o fígado. Eu não consigo dizer essa palavra: Câncer. Não sai direito da minha boca, durante todo o ano de 2016 eu evitei falar essa palavra, porque eu achava que se eu não pronunciasse ela, ela não existiria e iria embora. Ainda é difícil, meu irmão... me custa falar, sai errado, eu falo pra dentro, sei lá... 

Nunca na nossa família, nem por parte de pai, nem por parte de mãe... nunca, nunca nem jamais tivemos um caso de câncer assim. Sempre pensei que fôssemos imunes a essa doença cruel. Ledo engano! Foi um choque, que ainda se prolonga nos meus dias. Todo santo dia, desde a hora de acordar até na hora de dormir, eu penso, rezo, choro e rezo de novo para que você esteja bem, esteja livre dessa doença que te levou tão jovem ainda. Eu não vou mais ver você, meu irmão... não envelheceremos brincando com as coisinhas que já maduros, ainda pedia pra você brincar comigo, não faremos mais torneio de cuspe à distância, nem tentaremos nos superar nos super arrotos provocados de propósito, e você não vai mais comer a minha comida que eu fazia com tanto carinho pra você. Tudo isso dói e vai doer pra sempre, até o dia que eu puder te abraçar novamente.

Meu querido irmãozinho, Walter Sieczko dos Santos, faz 1 ano que descobrimos a doença que o levou de nós. Ano passado, quando você iniciou a primeira quimioterapia, estávamos conversando e você me disse assim:

- "Andréia, em agosto de 2014, eu tive a primeira pancreatite, em junho de 2015 eu tive a segunda pancreatite, agora em maio de 2016 eu descubro o câncer... aonde eu estarei em maio de 2017?"

Naquele momento, no ano passado, um arrepio percorreu minhas costas, não soube o que te dizer, naquele exato momento, mas disse que tudo estaria nas mãos de Deus e que tudo daria certo. O que eu poderia dizer? O que eu poderia fazer? Juro que se eu pudesse, eu trocava de lugar com você, sem pestanejar, sem pensar duas vezes, trocava sim. Você é meu irmãozinho, meu bebê, meu manequinho... meu primeiro amigo, minha maior herança e a melhor parte de mim. Vou morrer dizendo isso, Waltinho! O amor que nos mantém ligados, em coração e em espírito, permanece, mesmo com a distância física. Meu irmão, você não está aqui fisicamente, mas você vive em cada batida que acontece dentro do meu peito, em cada pensamento, em cada lançamento de filme de guerra que você gostaria de assistir, em cada carrinho velho e bem cuidado que eu vejo na rua, em cada joelho de queijo e presunto que fica à mostra em uma vitrine de padaria... são tantas coisas. Mas te digo, você está aqui, ó... vivinho da silva no meu coração e acredito que esteja bem cuidado onde está agora. Se tratando espiritualmente e sendo acarinhado por nossa família espiritual. Recebendo também o meu amor e meu carinho, assim como todas as minhas orações e pensamentos positivos, porque eu mando energia boa pra você, Waltinho, só cultivo as melhores lembranças e me recordo de tudo que vivemos juntos com muito carinho e agradecimento pela oportunidade de ser sua irmã mais velha.

Meu irmão amado,
Meu irmão querido!

Walter Sieczko dos Santos
Andreia Sieczko 





terça-feira, 16 de maio de 2017

Ainda sobre o dia das Mães



Eu fiquei muito em dúvida do que iria fazer com nossa mãe no primeiro dia das mães sem você, meu irmão. Pô Waltinho, é muito estranho saber que você não está mais a um telefonema de distância de mim... Quanta saudade, meu irmão.
Queria fazer algo que pudesse não chamar muito a atenção para o dia das mães. Não queria que nossa mãe ficasse pensando mais do que já pensa em você. Não porque você não mereça, meu irmão... Nós te amamos muito! Mas é que se trata de uma data complicada pra quem já perdeu um filho.
Geralmente todos os  restaurantes ficam cheios, com fila nas portas... um saco isso! Eu sempre escolho a opção de fazer um almoço em casa, mas esse ano precisava ser diferente... então eu fiz uma reserva no hotel onde antes, era o Colégio da MABE, onde nossos pais estudaram e se conheceram. O Colégio foi vendido para uma rede de hotéis internacionais, o Vila Galé, e o restaurante do hotel é aberto para o público em geral, ou seja, não precisa estar hospedado para utilizar o restaurante. O preço é em conta e o local, muitíssimo agradável. Buffet de comida portuguesa liberado, incluindo a sobremesa, comida ótima. Mamãe gostou, eu gostei e Luiz pagou a conta! Chegamos cedo, porque a programação do dia não era apenas o almoço!  Eu precisava de algo mais para esse dia!!! Então, depois do almoço, fomos passar a tarde no Educandário Romão Duarte. Nos finais de semana, ficam as crianças tuteladas pelo Estado, então, pensei que para uma mãe que perde um filho, o melhor paliativo é estar com crianças que não tem mães ou se encontram em situação de risco... Foi uma decisão acertada! Foi bom para mim, para o Luiz, que perdeu a mãe tem 1 ano e dois dias antes de perdermos você, irmãozinho (Luiz também está triste com 2 perdas importantes em 1 ano e em cima do aniversário dele...) e foi bom para nossa mãe. Ela fez aquele bolo de limão que você sempre gostou, levamos presentinhos para as crianças, pirulitos, marshmallows, jujubas, carrinhos, bolas, diadema para as meninas, pula cordas, lápis de cor e livrinhos com figuras para colorir.  Tinham 19 crianças tuteladas, e não tem fotos, porque não podemos tirar fotos dos menores tutelados no orfanato. As imagens ficam em nossas mentes e nossos corações. Foi um dia bom. Brincamos e cantamos com as crianças. Como sempre, saí de lá doce... literalmente doce e com alguma meleca grudada no cabelo, mas não faz mal... É sempre bom trocar carinhos com as crianças! Acho que saímos de lá ganhando mais do que levamos... 
E assim foi o dia das mães, Waltinho, Victor Hugo mandou mensagem para sua mãe e ela ficou agradecida pela lembrança. Victor é um menino bom, né? Ele é um pedaço seu que ainda tenho. Depois da visita, deixei mamãe em casa. Já era o finalzinho da tarde. Preciso cuidar dela, é muito complicado passar por uma perda dessa... irreparável. Ainda não acredito, Waltinho. São 111 dias sem você, e 113 dias desde a última vez que te vi e te abracei. Quanta saudade, meu irmão. Quanta saudade... o tempo não está amenizando nada ainda... quando será que vai amenizar? Cadê o que as pessoas dizem, que o tempo vai amenizar a saudade? Estou esperando, Waltinho... mas a saudade só aumenta, às vezes chego ao desespero de querer gritar e sair correndo pela rua, e ir onde você está, pra ver e ter certeza que meu irmãozinho está bem. Muito complicado... é um sentimento que eu não sei explicar, uma dorzinha profunda mas calma, que vai doendo lá no fundinho do coração e vem subindo, crescendo... vai virando turbilhão, quase me afoga! Nunca eu pensei que fosse perder meu irmãozinho. Walter Sieczko dos Santos, meu lindo irmãozinho, que coisa, meu Deus! Só peço que você esteja sendo cuidado, que você esteja bem, e que Nossa Senhora, a Mãe de Jesus e de todos nós o tenha em seus braços, te acalentando e cuidando de você. Eu te amo, irmão!

domingo, 14 de maio de 2017

Mãe é mãe!

Mãe é mãe...

Nunca tem tantas diferenças entre uma e outra. Mãe é mãe em qualquer lugar do mundo. Não sei ao certo porque elas são assim. Talvez tenham feito o mesmo curso???? Eu sei que o tempo de aprendizagem é provavelmente curto para o desempenho do papel que terão durante toda uma vida. São 9 meses alisando uma barriga - que nem aparece ainda - e amando um grãozinho de arroz mais que sua própria vida. Mas ali já existe um amor do tamanho do mundo... maior, até!
Mãe tem uma força que a até a natureza desconhece - mas respeita!
Cada mãe traz em si, um pouco de Maria, Nossa Senhora e Mãe de todos nós. É a mãe que segura o filho, alimenta, aninha em seus braços quando a cria é pequena.


Amor de Vó emprestada... 

Bebê Henrique tem tantas avós, e agradece por todo mimo e carinho!
 
Waltinho, nossa mãe e eu, quando fomos à Santos para conhecermos nossa priminha Aninha que havia acabado de nascer. Temos os mesmos olhos e o mesmo cabelinho.

Dia das Mães!
Não é o dia mais feliz do ano... principalmente esse primeiro ano sem um filho. Mas precisamos confiar na vontade de Deus.

sábado, 13 de maio de 2017

Primeira Eucaristia do meu sobrinho Gabriel Melquiades

Hoje foi um dia muito importante!
 Primeira Comunhão do nosso sobrinho Gabriel Melquiades dos Santos e Sieczko
Foi hoje, 13 de maio de 2017.  Dia de Nossa Senhora de Fátima
para que a gente não se esqueça desse dia memorável.

100 anos da aparição de Nossa Senhora aos pastorinhos portugueses. Papa Francisco está hoje em Fátima, Hoje é um dia muito importante para todos nós. 

Claro que estivemos presentes neste momento.
Fico muito feliz por minha cunhada Beth e meu irmão Victor Hugo, ensinarem ao filho único, os caminhos de Deus. Este é o caminho certo. Os pais e os padrinhos, assim como toda a família tem o prazer de direcionar os filhos para Jesus.

 Agradeço pela oportunidade de vivenciar o crescimento do Gabriel. Estar perto, estar presente e dividir esse momento em família. Aproveitei para rezar para meu amado irmão Waltinho e pedi muito que Nossa Senhora o tenha em seu colo materno. A saudade é imensa... 






Senhor, muito obrigado pelo dia de hoje! 
Que Nosso Papai do Céu proteja os caminhos do Gabriel, e que ele cresça sem nunca esquecer dos ensinamentos aprendidos sobre o sublime amor de Deus. Sem Deus, não somos nada. 


Família é nosso maior bem!
Te amamos, Waltinho!
você foi muito lembrado, como sempre, Graças a Deus!

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Walter Sieczko dos Santos

Walter Sieczko dos Santos
Meu primeiro amigo
Minha melhor herança
Meu maior tesouro
E a melhor parte de mim.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Meu irmão, um Poderoso Chefinho!

Waltinho, meu amado irmãozinho... Não há como eu me esquecer de você! Mais vivo que nunca em meu coração!

No último fim de semana, fomos ao cinema, Luiz, eu e mamãe. Ela está muito chocada e despedaçada com sua ida para o outro lado da vida. Também estou, mas ela é mãe, você nasceu da barriga dela, então deve imaginar o que nossa mãe está sentindo. Foi ela que me deu você, lembra? Então, levei-a a passear, desopilar um pouco a mente. Até pensamos em assistir o filme A CABANA, mas pensando melhor, decidimos que não estávamos prontas pra assistir um filme com essa temática (eu li o livro há uns anos atrás, conheço a história...). Compramos pipoca... e fomos assistir O PODEROSO CHEFINHO, um desenho animado, essencialmente para crianças. Quando entramos o cara do cinema viu "1 senhor e 2 senhoras" e acho que ficou olhando em volta, procurando uma criança!!!! Ahhhhhhhhhhhh!!!! Dentro do cinema, muitas mães, muitos carrinhos de bebê e muita criança, claro! O filme é muito engraçadinho... 
É sobre a chegada de um bebê novo na família... o filho que até então era o filho único, se sente ameaçado com a presença do bebê... Claro, todas as atenções são para ele... o bebê precisa de cuidados e o "filho único", que virou irmão mais velho, se sente preterido. Muitas coisinhas reais que vemos em muitas famílias, mas que NUNCA aconteceu com a gente. Eu sabia que na barriga da mamãe tinha um neném. Até ganhei uma caminha nova, porque eu já ia dar meu berço pra você... E você chegou daquele jeitinho que eu já te contei... Lembro de tudo, com muita riqueza de detalhes, como se fosse ontem - ahhhh, se o tempo pudesse voltar - e eu te recebi como meu. Meu presente, meu irmãozinho, meu manequinho que fazia xixi e côcô de verdade. Te amei no instante que te vi, ainda enroladinho na manta... e nossa mãe foi desembrulhando você, meu presentinho! Ri e chorei num filme de crianças... que era só pra rir... Mas é que não dá pra deixar de fazer analogias com nossa infância. Quanta saudade, meu irmão. Não deixo de pensar em você, um minuto sequer, Walter Sieczko dos Santos! 
Eu tenho nossas melhores lembranças, meu irmãozinho. No filme, o irmão mais velho no início não gosta do caçulinha, mas depois eles brincam e sentem aquela sintonia que só os irmãos tem... O mais velho ganha um amigo, e o mais novo, ganha um irmão que vai ser seu herói, seu protetor, aquele que vai apresentar os brinquedos, as novidades, os jogos; irmão mais velho é aquele que ensina ao caçula, o que é a infância, o que é a vida. O pequeno vai seguir o irmão mais velho em atitudes, manias, vão aprender a implicar um com o outro, porque isso é de praxe... de vez em quando o caçula vai ganhar uns cascudos, porque isso também é de praxe, faz parte. Mas vão se amar tanto, descobrir tantas coisas juntos, vão fazer bagunça juntos e enlouquecer uma mãe quando estiverem pulando na cama, ou correndo na praia, ou se colocando em risco, ou encobrindo um ao outro, ou um botando a culpa no outro quando quebrarem um copo... A mãe vai ouvir durante anos a fio: "mãe, olha o Waltinho, ele está fazendo careta pra mim" ou ainda "mãe a Andreia não deixa eu ver o desenho, tá trocando de canal" . "Mãe, ô mãeeee, ô manhê, olha o Waltinho, tá mordendo o dedo da minha boneca" Tudo tão eu e você... Lembra que nossa mãe nos botava de castigo, um de frente pro outro? Até ficarmos de bem??? Nós ficávamos dando língua um pro outro... em poucos minutos, a gente estava caindo na gargalhada, agarrados, brincando no chão. Nunca ficávamos brigados por mais de 10 minutos... Meu Deus, que saudade! O irmão mais velho sempre terá um sentimento de proteção e o mais novo sempre se sentirá protegido (assim como sempre foi conosco!). A idade não vai importar, e ainda que sejam adultos essa "hierarquia" fraterna nunca vai se dissipar. Quando um estiver em apuros, saberá a quem procurar, saberá a quem pedir ajuda... o melhor amigo, o primeiro amigo, para sempre irmãos. 

Te amo, Walter Sieczko dos Santos
Sua irmã, Andreia Sieczko

terça-feira, 9 de maio de 2017

10 minutos e 14 segundos

10 minutos e 14 segundos... tempo de conversa suficiente para acalentar meu dia, confortar um pouquinho o meu coração e me dar a esperança que um dia, vou conseguir sentir saudades, mas sem sentir dor. Às vezes, algumas pessoas tem a capacidade de sentir e/ou pressentir que estamos precisando ouvir uma certa frase, fazer parte de uma determinada conversa, para que se abra uma nova expectativa que possa renovar nossas esperanças. Não que tenhamos que passar por cima, não que tenhamos que afogar o sentimento da dor e da perda; não... não é nada disso! Mas trata-se empiricamente, de  alguém como eu, que vivenciou a dor da perda, que sofreu, sofreu durante muito tempo, mas que depois, aos pouquinhos, foi conseguindo transmutar a dor em aprendizado, a perda, em uma saudade gostosa de se ter, sem que isso machuque e que se abram feridas em cima de feridas, reiteradamente. Um amigo de infância, pode ser considerado um irmão. Um meio-irmão, que viveu horas e horas dividindo o tempo de escola conosco. Aprendemos juntos o bê-á-bá, português, matemática, O.S.P.B;  as brincadeiras na hora do recreio, as festas juninas, os festivais de música, as aulas de teatro, as gazetas intermináveis dos primeiros tempos do ginasial. Ufa! Quantas memórias, quanto aprendizado. Quem tem amigo de infância, e o conserva na vida adulta, vai ter um irmão pra vida inteira. Esse amigo-irmão em questão, também perdeu um pedaço de sua vida, num momento difícil, final da adolescência, início precoce da vida adulta, pois quem perde um irmão ou uma irmã nessa idade, precocemente se torna um adulto! Enfim, ligações parecidas, amores fraternos, amor de irmãos, sentimentos parecidos, dores que sentimos, tão igual e tão diferente... o sentimento que temos, é bilateral, amigo... não é unilateral como você disse. Só estamos em fases diferentes, até porque você mesmo disse que tudo tem um tempo pra acontecer. Então, eu vou fazer o possível para esperar com paciência... e se não tiver, sei que tenho seu ombro, sei que posso chorar, sei que posso xingar, e sei que posso gritar... e você estará lá do meu lado. Não temos a proximidade do dia a dia, mas temos os anos da nossa juventude que dão a chancela que dignifica a nossa amizade! Além disso, você também é amigo do Waltinho, também o conheceu e sabe porque eu sofro tanto, pois sempre soube da importância que meu irmão tinha em minha vida, assim como eu também conheço a sua história. No final das contas, você se torna a soma das memórias que tenho do meu irmãozinho. Eu vou confiar nas suas experiências, mesmo cada um sendo cada um... guardei na memória nossa conversa. Mas quando alguém sabe a dor do outro, fica mais fácil o entendimento. Você, amigo, sabe o que dói e o quanto dói, porque sua perda também foi imensa! Espero um dia, chegar ao seu patamar de elevação. Eu sei que você entende como ninguém o que estou sentindo. Te agradeço, Osiris! Gratidão! Não esqueça do seu amigo de infância, o meu irmão Waltinho. 


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Cancão faria 66.

Cancão, hoje é 08 de maio de 2017.
Você faria 66 anos se estivesse vivo. E em outubro, serão 7 anos do seu desencarne. Você foi a primeira pessoa da minha família que eu perdi. E olha que você sempre dizia que seria o último a morrer... Eu estive com você e cuidei de seu corpo, trouxe meus irmãos para perto, e te dei apoio para sua nova caminhada. Rezei com você, conversei muito sobre sua atual posição espiritual e por muitos anos, lhe enviei orações, luz, carinho e perdão pelo pai que você não foi pra mim, nem pro Waltinho e nem para o Victor Hugo. Sinceramente, eu lamento muito você não ter sido nem de longe, o pai que toda criança merece ter. E olha que mesmo assim, você foi amado pelos seus filhos. Aos 45 anos, ainda não entendo que veneração é essa que os filhos sentem por pais ausentes. Você era engraçado, sim era e muito... Cancão gente boa, pra encontrar, conversar e tomar uma coca-cola num bar. Fim. Nada mais, pudemos esperar de você. Cancão, me diz o que você fez da sua vida? Você tinha todos os requisitos para ser um bom pai. Inevitavelmente, depois que Waltinho descobriu o câncer, eu parei de rezar pra você, o que eu fazia com bastante frequência... Talvez fosse ver e viver o sofrimento com meu irmão, ele precisava das minhas orações. De vez em quando Waltinho demonstrava profunda mágoa e tristeza quando falávamos de você. Você era pra ser nosso herói, mas você preferiu não ser o "mocinho", se é que me entende... Em contrapartida, foi um "paizão" pra gente que eu nunca vi na vida, ou que não eram meus irmãos. Foi contraditório seu enterro, Cancão. Eu e meus irmãos abalados, abobalhados, enquanto alguns ratos pingados choravam em cima do seu caixão - e te chamando de pai - Pai? como assim? Que pai foi esse que nunca conhecemos? Enfim, eu não  vou julgar. Quem sou eu pra julgar? Cada um tem a sua caminhada, cada um tem que buscar sua evolução espiritual e eu acredito que cumpri a minha parte. Hoje tem missa em sua intenção, como sempre faço, mas o estranho nisso tudo será ouvir seu nome e o nome do meu irmão junto. Vocês dois não estão mais aqui! Espero que vocês possam ter se encontrado e resolvido o que não conseguiram resolver em vida. Uma pena, Cancão. Fique bem, busque a sua luz!
Eu agradeço pelos meus irmãos.
Penso que eu e meus irmãos foram o melhor que você fez em vida.
Luz e Paz.

domingo, 7 de maio de 2017

Reiki, sou Reikiana

Olhem que belo!!!!
Andreia Sieczko Reis, completou o Nível II, "A transformação Sistema Usui de cura natural" 
Muito feliz com mais esse divisor de águas, em rumo ao desenvolvimento da espiritualidade. Uma maravilhosa descoberta, uma energia de luz, minha Gratidão.



Nossa turminha de luz, muita energia,


Nossa querida Mestre Sonia Fernandez






 Mestre Usui


Saudades saudades e saudades!

Que saudade, meu irmão!

Você, recebendo a benção do Santíssimo, juntamente com seu amigo, Padre Cosmo, que sempre te abençoou e perseverou para que você não perdesse sua fé.

Te amo, meu irmãozinho!

Amo essa foto. É nesta visão que encontro conforto.


Andreia Sieczko, irmã do Waltinho.

Obrigada, Padre Cosmo.
Rezo sempre pelo seu Ministério.
Homem de Fé, Servo de Deus.

sábado, 6 de maio de 2017

Rudáia partiu. Paraíso dos Cachorros

Não estou aguentando perder tanta coisa... estou tão sensível, que não aguento nem imaginar que os mosquitos que entram pela janela, podem morrer com remédio de mosquito... Pois é, ontem morreu nossa cadelinha Rudáia, ela sofria de filária, assim como o Johnny. Filária, também conhecida como o verme do coração. Enfim, mais um fato triste em meio do maior fato triste da minha vida e da minha mãe. Mas Rudáia morreu feliz, amada e cuidada pelo papai Cardoso, pela mamãe Nina, pelos irmãos Diego e Felipe. Noite passada, ela ficou no colo do Diego e do Cardoso. Tadinha, quase não conseguia respirar, deixou de comer e beber água... e olha que ela sempre foi uma cachorrinha gulosa. Rudáia em russo significa "magrela", sim porque Rudáia antes de virar uma bolinha, era bem magrinha. 

Ontem, ao seguir com papai e mamãe para Itaipuaçu, deu alguns latidos, mas depois ficou quietinha, deitadinha no banco, quase chegando no chalé. Então, esperaram a "espevitadinha" descer do carro, mas a bichinha já tinha feito a passagem dela. 

Agora Rudáia está no paraíso dos cachorros, junto com o Bob, o Magú, a Tieta, a Mariath, Clodine, nossa eterna Clodine, com o Johnny González e o Huguinho. Todos nossos bichinhos estão enterrados no nosso quintal. Muito triste também por perder nossos bichinhos, nossos pequenos anjos animais, que vieram para a Terra para que aprendêssemos a amar. Era um serzinho que nos dava alegria e amor.

Às vezes, me atrevo a questionar por que os bichos sofrem. Mas não devo fazer isso. Simplesmente, agradecemos pela oportunidade de aprendizado que tivemos com eles, e manteremos na memória todos os anos gostosos e felizes que os tivemos em nossa companhia. Minha mãe disse que não quer mais um cachorrinho. Disse que a dor de perder um bichinho é muito grande... e concordo com ela. Me faz pensar no Oliver, meu gato que já é um senhor de idade... Francisco ainda é um gato jovem, mas só de imaginar minha casa sem a bagunça diária deles, me causa um arrepio.

Rudáia, nossa "rolhinha" de poço!!!! Brinque muito aí no céus dos animais. Corra bastante em verdes campos, se encontrar meu irmão passeando por aí, dê uma lambida na bochecha dele, e diga o quanto eu o amo. 

Te desejo um bom desenvolvimento, obrigada por sua presença em nossas vidas. Vamos todos sentir saudades. Diga ao Magú que ele foi um cachorro incrível, tão educado e obediente. Clodine também foi uma cadelinha muito especial e inteligente. Johnny González, meu "cavalinho" com olhos de "guaraná", Bob, ladrão de bife, Mariath, que também sofremos tanto com a partida dela, Huguinho, tão dengoso, Tieta, sempre à postos para a segurança da nossa casa. Todos nossos bichinhos, amados e lembrados com muito carinho.

Agradecemos pelo amor recebido! E esperamos ter dado o amor que vocês super mereciam!!!!

 Rudáia descansando no colo da mamãe
 Rudáia em cima da bolsa da mamãe querendo ir passear...
 Essa é a Clodine...

Também conhecida como Dirofilariose ou “verme do coração”, a filariose em cães pode ser uma doença altamente destrutiva, levando o pet acometido ao óbito se não tratada de maneira correta ou em pouco tempo. Causado por um verme, chamado de Dirofilaria immitis, o problema é transmitido pela picada de um mosquito que tenha entrado em contato com animais doentes, afetando, principalmente, o ventrículo direito do coração do animal.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Sobre a dor de perder um irmão - Walter Sieczko dos Santos

A visão escurece e o coração bate descompassado em seus ouvidos. É possível ouvir a própria respiração, o ar pesado, entrando com dificuldade nos pulmões. "Não acredito"  é o primeiro sentimento processado na mente... e de repente, tudo muda, o que era antes, simplesmente se dissipa... nada mais é conhecido e a paisagem do que é a vida, muda para um panorama indefinido. 

Não há o que esperar para o próximo segundo, o chão desaparece embaixo dos meus pés, a visão se torna turva, o mundo de repente se mostra nebuloso, falta então a clareza de saber onde estamos.. o quê? Como assim? Não entendo... O que está acontecendo? Não há como saber nosso papel nesse instante; turbilhão de imagens e sentimentos... Não há como saber à direção que estamos indo - ou vindo. 

Á frente, um abismo sem fim, dor, saudade, dó, medo, indecisão, vontade de gritar e uma moleza nas pernas... Chega no instante seguinte a sensação que estamos ficando loucos, e ainda que tenhamos fé, questionamentos diários nos perseguem nos próximos dias. Somos colocados em prova. E nos damos conta, do quanto somos frágeis. A negação dá espaço para a interrogação:  Por que? Por quê, meu Deus? Por que meu irmão mais novo se foi desta vida antes de mim? Por quê? A primeira noite é tensa, pesada, não há como fechar os olhos e continuar respirando, sabendo que nosso primeiro amigo, nosso sangue, nosso irmão, nosso companheirinho de toda uma vida não está mais aqui neste plano, dormindo, vivendo, respirando. 

O dia seguinte ainda é pior... Ninguém nos fala que foi tudo um pesadelo, o ar fica ainda mais difícil de ser respirado. Ainda que a morte fosse esperada, por uma doença difícil e cruel, sempre mantemos a fé e a esperança de um milagre. Sempre! sempre mantemos a esperança de uma melhora. Não temos como quantificar a dor da perda de um irmão, seja por doença, acidente, violência, ou uma morte súbita, sem antecedentes... a dor é a mesma, igual. Não estamos preparados para a perda de um ente querido, um irmão ou irmã, mais jovem que nós. Dói... dor latente e sem explicação do porquê dói no físico e na alma. Igual. 

Passam as semanas, e a dor, continua aumentando, juntamente com uma saudade que vem de dentro. Já enlouqueci? Que desespero ter o entendimento que nunca mais vou abraçar meu irmão, que nunca mais vou ouvir a sua voz. Nos volta então a esperança de um dia nos reencontrarmos... mas essa esperança não minimiza a dor da perda e a saudade que cresce exponencialmente no correr dos dias.

A rotina deve ser retomada... mas mesmo assim, ficamos impossibilitados de focar nos afazeres cotidianos... esquecemos tudo, ficamos aéreos. No trabalho, existe a tentativa em vão de ler e analisar relatórios. Vemos, mas não enxergamos, parece que a mente não processa as informações corretamente.Tudo escapa ao entendimento... Dor, saudade, perda, e agora também medo e estresse de não conseguir manter a qualidade profissional de antes. Junta tudo. Misturam-se sentimentos. Vida emocional e vida profissional, incluindo também a vida afetiva, familiar. Temos a certeza que nunca mais seremos o que já fomos antes. Impossível. Uma tristeza concreta se escondendo atrás dos dias... E as pessoas, amigos, familiares, colegas de trabalho, perguntam quando vamos voltar a viver... Vivos estaremos, mas não seremos inteiros. Nunca mais seremos inteiros. Essas pessoas não conseguem entender que nunca mais seremos as mesmas pessoas, e que nem o tempo, nem o passar dos anos, conseguirá nos refazer. Somos amputados! Verdadeiramente amputados... assim como se amputa um membro... esse membro não vai crescer de novo. Até existem próteses bem intencionadas... mas nelas não correrão nosso sangue. O meu e o seu. Essa prótese não será aquecida com o calor da sua presença, um paliativo que nos manterá vivos até o fim dessa estrada. Enquanto isso, seguiremos ocos, tentando preencher esse vazio com as lembranças de tudo que vivemos. 

Em tudo, sempre haverá você, irmão.
Em todos os lugares, haverá a presença da tua ausência, uma irmã sem pedaço. Uma pessoa "meio inteira". Se existe neste mundo uma dor maior ou igual a dor de perder um filho, asseguro que essa dor é a dor de perder você, Waltinho. Perder você, foi perder o meu presente construído, não ter o agora, e por consequência, é perder meu amanhã. Em meu futuro, haverá sua falta. Amanhã, também não ouvirei sua voz, suas piadas, nossas brincadeiras, coisas tão nossas. Como eu seguirei sem tua presença, irmão?

Sempre me imaginei dando meus conselhos à você. E eu era uma das poucas pessoas a quem você ouvia. Longas conversas ao telefone. Sempre teve meu amparo, porque eu sempre tive amor e prazer de amparar você. Eu me sentia tão bem em ouvir você e ajudar como eu pudesse. Você e eu, Eu e você, irmãos de uma vida toda. E agora, eu me vejo em pedaços. 

Não consigo dar nome ao que sinto. Não existe palavra para isso. Eu só consigo escrever que eu sou a Andreia Sieczko, irmã mais velha do Walter Sieczko dos Santos. Fico repetindo isso como um Mantra, para eu não esquecer o título que a mim corresponde. Título indisponível a qualquer outro ser vivente, porque irmã, você só teve uma. Também é irrevogável... ninguém deixa de ser irmã. Nasci irmã, e vou morrer irmã... Estado de Direito, um princípio jurídico que confere a mim, irretratabilidade e a irrevogabilidade do feito. Blindado no Céu e na Terra, como proteção do que foi agendado previamente no plano astral. Inegociável, definitivo e jamais será anulado. Você é meu irmão, estando aqui ou em outro plano.  E meu amor por você continuará sendo o mesmo, você estando aqui ou aí. Por isso, algo bem lá no fundo do meu peito, me diz que você recebe esse amor, sente essa energia e todo o meu carinho.

Mas separação física me faz mal.
Conviver com a ausência, é terrível.
Mas recebe por favor o meu amor.
E não se esqueça nunca o que você representa pra mim, porque teu lugar é único, e sua ausência nunca poderá ser preenchida.

Te amo, meu irmão.


Andreia Sieczko, irmã do Waltinho.


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Dê-se tempo...

"Dê-se tempo para ficar triste, frustrado e com raiva. 
Dê-se tempo para curar, aceitar e crescer. 
O tempo não apaga nada, mas pode fornecer-lhe espaço 
suficiente para ser capaz de respirar novamente. 
Dê-se um tempo ... "

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Quanta Saudade - parte 2 - Walter Sieczko

O tempo é tão implacável, meu irmão.
Tão inexorável como a certeza do dia e da noite. Haja o que houver, seja lá o que acontecer, todos os dias vemos o sol nascer e se pôr. Assim chega a noite e nasce novamente o dia. O tempo não pára, não volta! A quem é dotado de boa memória, cabe em si o reviver de suas lembranças... mas até isso o tempo é capaz de apagar. Ao longo do tempo, vamos perdendo os detalhes dos anos passados, e findos as conclusões dos nossos caminhos, vamos perdendo através deles as melhores lembranças da nossa existência, uma herdade que nos é tirada, com a proximidade da finitude da vida. Mas, previamente sábia quanto a isso, recupero no fundo das minhas recordações, cada momento vivido. Fica mais fácil com as imagens... fotos... fotografias tão antigas, mas que trazem à tona toda reminiscência presente, ainda que esquecida em algum cantinho da mente. Uma prova viva da minha história contada; um cenário versado em atos... ato 1, ato 2 e assim por diante, vamos  produzindo o nosso filme de vida particular. Você, Waltinho, é personagem principal na minha história. Mesmo você tendo partido para o outro lado da vida, continua sendo a célula principal da minha narrativa. E vai continuar sendo, porque, sendo irmão, sendo família e família sendo o centro do mistério da vida, você faz parte de mim, assim como ainda faço parte de você. Existimos porque nascemos. Temos pai e mãe. Somos filhos, Victor também se torna irmão, e porque não, também dizer, filho de nossa mãe, que também sente amor por ele. Afinal, filho não é apenas filho nascido. Filho se torna filho quando é amado. Então eu também te sinto meu filho, já que também criei você de certa forma. Com o divórcio, nossa mãe virou pai, eu virei mãe e você virou filho. Além de meu primeiro amigo, além de ser meu maior tesouro, a melhor herança que meus pais poderiam ter deixado pra mim, você ainda é a melhor parte de mim, porque eu sou você, e você sou eu. Victor tem parte de nós dois. Uma conjunção de vidas, corpos, espíritos e sentimentos. Eu não trocaria esse amor por nada nessa vida. Então eu retorno às minhas lembranças... bem devagarzinho, porque tenho medo que elas possam enfraquecer, mas em contrapartida, recupero na memória tudo que possa me lembrar de momentos vividos com você. Faço um catálogo mental... mas preciso também escrever, preciso da minuciosidade dos fatos, recorro à mente, e também as caixas e gavetas de fotos. Nada pode se perder... assim como uma foto mal tirada, desfocada, não interessa... naquela época, não haviam mais de 36 poses por carrete de filme. Tudo me é aproveitado, tudo é sentido. Penso no fato, volto no tempo... ahhhhh, o tempo... ele ainda não é capaz de me fazer esquecer, Waltinho... O tempo passa, sim, ele passa... o tempo não volta, sim, ele não volta... mas o tempo ainda não me fez esquecer as lembranças da minha infância e de todo o tempo que tivemos vivendo na mesma casa, com nossa mãe... até que nossas escolhas da vida adulta nos afastasse fisicamente. Mas nunca efetivamente. Então, quem dá uma rasteira no tempo agora sou eu. Eu, Andreia Sieczko, irmã mais velha do Waltinho e do Victor Hugo. Eu mesma... escrevo e vou continuar escrevendo tudo que eu tiver de lembrança armazenada na cabeça e no meu coração. Talvez algum dia eu perca a capacidade de recordar, mas e daí? Tá aqui, tá escrito... a não ser que a internet se acabe, nossa história estará na web pra quem quiser conhecer a nossa história. Nem tão feliz, nem tão perfeita, mas ainda assim a nossa história. Temos nossa história vivida e aqui recontada, para que nunca, nem jamais seja esquecida. Aí onde você está tem internet? Ás vezes penso que você está lendo tudo que escrevo... mas aí eu recordo que você nunca parou pra ler nada. Seu preguicinha! Escute pelo menos o que vou dizendo, enquanto vou escrevendo... Ó, presta atenção, bisonho... Eu penso até que onde você está vivendo agora, deve ser muito mais maneiro em relação à tecnologia... acho que você é capaz de rever esse filme, todos esses capítulos da história da nossa vida aqui na Terra. É maneiro, meu irmão? Estou contando nossa história direitinho? Era assim que você também lembrava? Lembra ainda desse dia aqui nesse clube bacana? Olha lá em cima, você e nossa mãe, toda novinha... nessa foto minha mãe tem quase idade de ser minha filha... hoje tenho 45, na foto sua mãe deveria ter uns 28, 29... quase eu poderia ser sua avó... Putz... conversa de doido, né??? Mas o tempo é capaz de fazer essas doideiras... dizem que aí onde você mora agora, o tempo é bem diferente do que esse tempo aqui vivido na Terra. Eu não consigo entender nem o tempo daqui... imagina o daí.
Eu me recordo bem desse dia, conforme já escrevi em outra postagem... fecho os olhos e sinto até o gosto do cloro arranhando na minha garganta, quando pulamos na piscina funda e você ficou apoiado nos meus ombros, kkkkkkkkkkk. E o cheiro de cloro está aqui, ó... bem no meu nariz... ainda, depois tantos anos... ahhh, o tempo... mesmo sendo tão inflexível, não consegue apagar de mim, essas memórias. E isso tudo, Waltinho, me faz um bem danado. Não me faz sofrer mais do que já sofro por sua ausência... Aliás, que ausência? Se você está tão vivo dentro do meu coração???? Tô ficando louca? Será? E daí? Pouco me importo com a opinião das pessoas. Elas talvez, ainda não saibam o que é amar incondicionalmente um irmão. Não desejo que ninguém sinta essa falta que alguém que se ama, e se perde, faz.
Olha aí, você dando uma super barrigada de impulso com a perna esquerda, afinal, você é canhoto...  Menos mal que já está na parte rasa da piscina grande... ali você "dava pé". Preciso procurar as outras fotos desse dia... as fotos estão soltas na gaveta de álbuns e fotos. Boa oportunidade de colocar em ordem nossas lembranças. É isso, meu irmão... esse foi o filminho de hoje, pra nós relembrarmos desse dia. Mas se você ver que esqueci algum detalhe, você me avisa? Me manda um sinal de fumaça? Me manda esse filminho também... tenho algumas horas de sono pra fazer o download  e assistir com você. Preparo a pipoca e o seu biscoito de limão preferido, tá? Deixo você comer a minha caixa de bombom, e nem vou brigar com você por isso. Venha em sonho, venha como você puder, mas não me deixe sem me dar um feedback. E o mais importante de tudo, nunca se esqueça que você é muito amado, tá?

Andreia Sieczko
Irmã do Walter e do Victor.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Walter Sieczko dos Santos, meu irmão Waltinho

Pois é, meu irmão... já estamos em maio, quase metade do ano, e ainda não consigo acreditar que você não faz mais parte desse mundo. Tenho tantas lembranças de ti. Agradeço a Deus por todas essas lembranças que me levam pra perto de você. Vejo e revejo fotos, vídeos... escuto seus áudios, fico horas pensando e rezando contigo. Semana passada retornei à psiquiatra, e perguntei se estava ficando maluquinha por ficar conversando com você. Ela respondeu que não, disse que é normal essa dor que dói de verdade, realmente, fomos atropelados pelas circunstâncias, Waltinho. Mas conversar contigo me acalma e me faz bem. Não interessa que algumas pessoas achem que enlouqueci. Aliás, a opinião das pessoas não me importa. Não sei o tipo de amor que essas pessoas sentem por seus familiares... mas eu sei que o amor que eu sinto por você é enorme demais para ser enterrado junto com seu corpo físico. Eu continuo aqui, com você direto no meu coração, te desejando paz e te enviando minhas orações e os melhores sentimentos. Difícil acreditar. Amo você, irmãozinho, nunca, nunquinha se esqueça disso.