quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Walter Sieczko - Guerreiro alado, amor eterno!

 A saudade só cresce, meu irmão!

Este fim de semana fui almoçar com nossa mãe e não pude deixar de reparar o seu caneco de comemoração da sua brevetação em 1993, quando você se formou paraquedista.

Você lembra da história desse caneco? A sua festa de formatura na Brigada, foi legal... uma lembrança muito boa que tenho guardada na mente. Você tão novinho, tão magrelo e com o cabelo reco... Tão feliz por ter abandonado o "coturno de pé preto" e se tornado um "bute marrom", um soldado audaz, especializado na tropa de elite, pela Brigada de Infantaria Paraquedista, no 27º BTL. Eu estava presente nesse momento importante da sua vida, meu irmão. Simplesmente eu não poderia deixar de estar. Lembro de você muito feliz e orgulhoso por ter sobrevivido a área de estágio e feito sua brevetação. Seu salto no Campo dos Afonsos. Quando teve o baile, você levou sua namorada da época e dançou e se divertiu muito com os amigos.
Me recordo que ter esse pedacinho de sua história foi uma determinação sua, já que a cada término de relacionamento, a companheira "da vez" jogava suas coisas fora. E então você decidiu deixar o caneco da formatura bem guardado na casa de nossa mãe. Bom... está lá até hoje, e pra sempre vai ficar, para ser contemplado e lembrado a cada vez que olharmos pra ele. Ali tem um pedacinho da tua história, Waltinho; um momento em que sua alegria e seu orgulho se concretizou com o brevê de asas de prata. Eu também tenho um brevê do seu uniforme, tenho seu nome SIECZKO também guardado, com muito amor e com muito carinho, porque você sempre foi muito amado. 
Em diversas ocasiões você comentou comigo e também com seus tios, do sonho de seu filho homem seguir a carreira militar, quem sabe se tornar um guerreiro alado como o pai... sentir o cheiro de nuvem que apenas os audazes guerreiros do ar conquistaram com esforço essa vitória. Eu sei do seu desejo, meu irmão. Se seu filho quiser seguir a vida militar, terá totalmente meu apoio. Essa foi uma das promessas que eu te fiz. Você me fez esse pedido em todas as conversas que tivemos e em nosso último encontro não foi diferente. Eu estarei sempre à disposição de seu filho, meu irmão, pois ele é sangue do meu sangue, carne da minha carne e um pedaço muito grande de você próprio... Uma metade sua e também minha, e de nossos pais, faz parte do seu menino. E quando você disse à ele que se precisasse de mim, para qualquer coisa, que poderia encontrar em minha pessoa o apoio, o carinho e o afago que sempre dei a você, meu irmão, tenha essa certeza! Seu filho é um pedacinho de Waltinho que vive e cresce a cada dia neste mundo. Menino bom, menino inteligente, muito amoroso e me lembra muito você quando tinha  a idade dele. Rezo muito para que ele siga a voz do coração e se lembre da conversa que vocês tinham sobre ele seguir a carreira militar. Seria um grande presente e uma honra imensurável cuidar deste menino se ele viesse servir aqui no Rio. Mas Deus é quem sabe de todas as coisas e quem decide o nosso destino. Se for da vontade do Pai, quem sabe? Eu sei que estou aqui, aguardando, junto com toda nossa família para recebê-lo quando ele sentir vontade. Seria um orgulho muito grande, para você, Walter e para todos nós que ele tivesse um caneco igual ao seu. E a cada salto, no alto de um C-130, desbravando o céu azul com um velame aberto, ele não só sentiria o cheiro de nuvem, mas com certeza, sentiria seu abraço e sua constante presença.

AVANTE, PARAQUEDISTA!



André Luis Freire de Andrade Sieczko




terça-feira, 8 de agosto de 2017

Night


http://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/mae-que-nao-consegue-dizer-nao-ao-filho-pede-escola-que-proiba-pipoqueiro-na-porta.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar

EDUCAÇÃO

Mãe que não consegue dizer 'não' ao filho pede à escola que proíba pipoqueiro na porta

POR ANCELMO GOIS
Madame não educa
A mãe de um aluno de um colégio tradicional da Tijuca, no Rio, pediu que a direção proíba o pipoqueiro de trabalhar na porta da escola. É que ela proibiu o filho de comer pipoca. Mas, sempre que vê o pipoqueiro, o miúdo pede à mãe para comprar. E ela não sabe dizer não. Ah, bom!
Pipoca

Toda moeda tem 2 lados...


http://pt.wikihow.com/Lidar-com-a-Morte-de-seu-Irm%C3%A3o-ou-Irm%C3%A3

Texo retirado da internet:

http://pt.wikihow.com/Lidar-com-a-Morte-de-seu-Irm%C3%A3o-ou-Irm%C3%A3



Passos

1
Aceite que não existe um modo certo ou errado de lidar com isto. Você poderá sentir-se insensível ou descrente em vários momentos, e até de que deveria sentir-se mais triste apesar de não conseguir. Em outras ocasiões, a vontade pode ser de gritar e berrar, fugir e ficar isolado, sumir. São todas sensações normais e não há nenhum problema em experienciá-las. Não coloque pressão em si mesma para sentir-se de uma certa maneira.

2
Continue conversando sobre como está sentido-se o mais que puder. Pode nem sempre ser fácil transmitir em palavras o que está acontecendo em seu interior, mas tente explicar aos outros. Amigos próximos e a família sempre irão querer lhe ajudar o máximo possível, mas nem sempre saberão como, logo, ao dizer como está sentindo-se e como precisa que ajam em sua volta, você irá auxiliá-los a encontrar a melhor maneira de lhe apoiar.

3
Saiba que você também pode precisar de um tempo sozinho. Apesar de ser bom continuar conversando com outras pessoas o máximo possível, talvez seja necessário também arranjar um período em que possa ficar sozinho para processar seus próprios pensamentos e sentimentos. Esse comportamento é perfeitamente normal. Às vezes, você poderá perceber que ao ir a um certo lugar, seus pensamentos são reordenados - pode ser um local que era especial a sua(seu) irmã(o), o lugar onde descansam, um parque silencioso ou até seu próprio quarto. Outra atividade que pode lhe ajudar é passar ao papel tudo que está pensando e sentindo, se lhe ajudar a organizar melhor sua mente.

4
Crie recordações ou objetos para celebrar e relembrar sua(seu) irmã(o). Nisto, poderão estar incluídos os preparativos para o funeral da pessoa, ajudando a escolher músicas ou textos para leitura (às vezes, até você mesmo quer ler algo). Talvez você não sinta-se à vontade para contribuir demais à cerimônia e pode ser que só depois que as lembranças relacionadas a ela parem de ser muito doloridas. Existem várias ideias relacionadas a itens que você pode criar para manter a memória dela viva; álbuns de recortes, caixas com objetos do indivíduo, álbuns de fotos, poesias, músicas que ela gostava e mais. Quanto mais pessoais forem, melhor serão para você quando quiser passar um tempo relembrando de sua(seu) irmã(o) e todos os momentos felizes que passaram juntos. Talvez também seja legal dedicar um tempo para realizar projetos com outros membros de sua família, lhe ajudando a lidar com isto - podem ser tarefas sem qualquer relação ao seu irmão ou irmã, mas que podem lhe ocupar e distrair enquanto estiver num ambiente cercado por outras pessoas que sabem pelo que está passando.

5
Lembre que você não é a única pessoa em luto e as ações das outras pessoas também serão influenciadas por isto. Outros irmãos, parentes, primos, avós, amigos e tios também ficarão tocados pela morte de sua(seu) irmã(o) de diferentes maneiras. Não esqueça este detalhe e trate os desejos e emoções deles com o mesmo respeito que gostaria de ser tratado. Em muitos casos, outros indivíduos irão lhe perguntar como seus pais estão lidando com esta perda, o que pode parecer um pouco desrespeitoso e ofensivo, pois dá a impressão que as pessoas estão ignorando seus sentimentos. Porém, elas estão apenas tentando ajudar e podem não estar à vontade para perguntar diretamente como você está. Mas lembre que suas emoções e suas formas de lidar e ficar de luto pela morte da pessoa são tão válidas quanto as dos outros.

6
Procure por um grupo de apoio ou outro tipo de ajuda profissional. Este é um acontecimento impactante em sua vida e não há vergonha nenhum em procurar ajuda externa. Muitos grupos de apoio e suporte existem pois várias pessoas encontram conforto em falar com indivíduos fora do círculo familiar e de amizade. Desde encontros em grupos a sessões particulares, números telefônicos especializados e fóruns de internet sobre o assunto, não faltam locais para ir caso sinta esta vontade. Seu médico poderá lhe guiar à melhor direção.

7
Peça, especificamente, para não sentirem pena. Olhares simpáticos de vez em quando são legais, mas a maioria das pessoas que já passaram por tamanha tragédia não apreciam a pena como grande parte da população pensa. Se esclarecer isto logo de cara, as pessoas irão evitar de fazer algo que não lhe agrade, especialmente nesta hora de sofrimento.

8
Sempre que conversar com alguém, não aja de maneira anormal ou aborde o assunto. Isto resulta em pena por parte da outra pessoa, que é algo sem dúvida indesejável.

9
Fique de luto, mas não muito. Nisto também está incluído não ficar chafurdando em sua autopiedade.

10
Se alguém lhe der um presente que lembre a(o) irmã/irmão falecido, não jogue-o fora. Guarde-o pois mais tarde, quando a dor tiver passado um pouco mais, você irá querer relembrar a pessoa, e um presente que lhe traz lembranças dela será algo perfeito para se ver neste momento.

11
Crie sua própria "lembrança". Álbuns de fotos e recortes, sites dedicatórios e muitas outras opções são ótimas para manter aquela querida pessoa constantemente em seu coração.
Não tenha medo de chorar.


Saiba que você nunca irá superar a morte da pessoa, pois provavelmente sempre irá querer lembrar-se dela, sentindo-se triste por ela ter partido. Entretanto, com o tempo, você encontrará um jeito certo de continuar mantendo-a em suas lembranças, mas também seguirá em frente. Dias felizes virão novamente.

Converse com a pessoa que perdeu como se ela estivesse no quarto com você. Diga como se sente e como está encarando sua morte. É um jeito de falar tudo que você não teve a chance de dizer antes da morte dela.

As pessoas querem te ajudar; peça auxílio se precisar.

Existem muitos sites que oferecem conselhos e apoio. Eles podem ser sobre o luto em geral, endereços específicos de apoio a irmãos ou até especificamente para a causa da morte de seu irmão/irmã.

Cuidado com as coisas que o lembrem da pessoa. Nos primeiros dias, você precisa ficar "sozinho", sem objetos, músicas, fotos, enfim, tudo que traga lembranças do(a) irmão/irmã. Assim, depois de um tempo, quando começar a sentir falta dele(a), desenterre aquele velho álbum de fotos que você nunca olhou e comece a folheá-las.
Tente seguir sua vida. Não existe muito o que dizer sobre isso - é autoexplicativo. Você precisa parar de se esconder nas sombras do luto e mostrar ao mundo que você é capaz de lidar com a morte!
Cerque-se de pessoas próximas e apoie um ao outro quanto mais puder.
Tente não colocar mais pressão ainda em si mesmo, pois este evento é traumático, devastador e extenuante. Não há nenhum problema em chorar e sentir a dor, mas relembrar os bons tempos também lhe ajudará muito.
Encontre maneiras de compartilhar as lembranças da pessoa e celebrar sua vida.

Avisos
Uma morte impactante como esta pode levar a pensamentos depressivos e de suicídio. Isso não é anormal, mas procure ajuda profissional com seus médico logo, caso perceba que está sofrendo disso.



Walter Waltinho, meu irmãozinho!


Ave Maria, cheia de Graça
O Senhor é convosco
Bendita sois vós entre as mulheres
E bendito é  o fruto do vosso ventre, Jesus
Santa Maria, mãe de Deus
Rogai por nós, pecadores
Agora e na hora de nossa morte,
Amém!


Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Meu amado irmão, Walter, Waltinho, para sempre meu irmãozinho, esteja na paz de Deus. Que Nossa Senhora esteja lhe cuidando.

Quem ama não mata! Queremos JUSTIÇA!


À Flor da Pele - Zeca Baleiro - Legendado

domingo, 6 de agosto de 2017

Aniversário de 1 ano do Miguelito Abraão! 06/08/17



 Miguelzinho fez seu primeiro aniversário!!!!!!! A comemoração foi na ilha de Paquetá, e contou com a presença da família e dos amigos!!!!! Parabéns, Miguelzinho. Deus te abençoe em todos os seus caminhos!!!




Paga o preço?


sábado, 5 de agosto de 2017

Chá de Bebê do João Felipe

 Sábado, 05/08 foi dia do chá de bebê do João Felipe
 Filho muito amado e esperado de amigos especiais, amigos de longa data!
 Agradeço pela oportunidade de participar de um momento tão importante.
 Que João Felipe chegue logo, com muita saúde para trazer bastante alegria para os 
papais e toda a família!!!

Metallica - The Unforgiven Legendado / Tradução

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Tem dias...

Tem dias que o dia começa de cabeça pra baixo, e em vez de levantar com o pé esquerdo, a impressão que tenho é que eu caí da cama. Tem dias que chega um sentimento estranho, muita vontade de chorar, sem saber exatamente o índice de prioridades dos meus motivos. Tem dias que eu quero chorar e não consigo. Tem dias que tá tudo ruim, nada dá certo, e mesmo que algo dê certo, parece que nada tá bom. Tem dias que tem uma goteira em cima da minha cabeça, gotejando lentamente, mas sem parar, como se quisesse provocar meus sentidos e testar minha paciência. Tem dias que meu limite está no ápice, que pedras rolam em minha direção e eu pareço um joão bobo tentando me esquivar. Tem dias que a mágoa é mais forte que a própria vida, e nesses momentos eu me perco no meio do caminho - e me pergunto o que ainda estou fazendo aqui? Tem dias que a saudade aperta minha alma, afoga meu peito e eu me vejo à deriva num oceano incerto e sem fim. Tem dias que eu não consigo ser forte. Tem dias que eu procuro o fundo de qualquer poço, porque o que eu mais gostaria era ficar escondida do mundo, num lugar que ninguém me achasse. Tem dias que eu não me perdoo pelas escolhas que eu fiz. Tem dias, que eu me arrependo de ter "virado boazinha", porque quando eu era outra pessoa, as pessoas pelo menos tinham medo do meu punho forte e fechado na cara delas. Tem dias que eu me pergunto porque eu mudei. Tem dias que eu me pergunto por que eu não volto a ser como eu era antigamente. Tem dias que eu tento e nem consigo. Tem dias que eu me olho no espelho e não reconheço os meus traços. Tem dias que o ar não entra, não desce, não faz a troca que eu preciso pra continuar vivendo. Tem dias que eu nem sei se ainda estou viva, porque parece que minha vida se resume a um pesadelo sem fim. Tem dias que meus questionamentos ficam sem resposta e sem o afago que preciso para continuar acreditando que dias melhores virão. Tem dias que eu quero falar e não consigo. Tem dias que eu preciso atacar, mas não tenho forças nem para me defender. Tem dias que eu gostaria de nem ter nascido, nem nunca ter existido, nem nunca ter tido tudo o que tive, porque perder o que tive, dói mais do que nunca ter tido. Tem dias que preferia não ter vivido, não ter sentido as dores que ainda sinto. Tem dias que eu grito, tem dias que eu me calo, tem dias que eu apenas existo. Tem dias que eu só preciso de cuidados.


Ney Matogrosso - O Mundo É um Moinho

Levando o irmãozinho pra cortar o cabelo - Ago/2016


Neste dia, há 1 ano atrás, eu estava te levando para cortar o cabelinho, meu irmão. Mais uma lembrança que eu tenho de ti. Momentos de nós! 
Fico olhando cada detalhe seu, suas mãos que se parecem tanto às mãos do nosso pai e do nosso caçula Victor, os cabelos e os olhos, parecidos com os de nossa mãe e também iguais aos meus, o nariz da tia Armida, o jeito de andar do tio Alceu. São tantos detalhes, tantas coisinhas que pertencem ao nosso sangue, á nossa família. Que saudade, que bom que eu pude participar desses momentos que hoje me sustentam, me mantém firme.

Meu irmãozinho lindo, bebê que nossa mãe deu pra mim. Você está vivo, mais vivo do que nunca, meu irmão. O amor é um laço indissolúvel, indelével e inabalável. Meu irmão, meu sangue, minha família, amor pra todo o sempre!

Walter Sieczko dos Santos

Fazendo bolo para o irmãozinho! Ago/2016


Se tem uma coisa que acalma meu coração quando a saudade me sufoca, é relembrar dos momentos que eu estive ao lado do meu irmãozinho. Esses momentos, estão gravados com muito amor em meu coração e na minha memória. Como eu já comentei aqui no Blog, quando Waltinho descobriu a doença, minha mãe e eu começamos a procurar receitas de comidinhas saudáveis, sem açucar e sem gordura, que tivessem sabor agradável e que meu irmãozinho pudesse comer, sem que fizesse mal à ele. Minhas tias, minhas amigas, muitas pessoas me ajudaram com pesquisas nutricionais, para que eu pudesse fazer comidinhas gostosas todas as vezes em que eu o visitava. A cozinha, essa arte culinária que eu amo, pra mim é muito mais que um prato à mesa, é muito mais que um alimento para o corpo. Cozinhar pra mim, vai muito além disso... Cozinhar na minha concepção é um ato de amor, é um carinho, um dengo, um mimo que Graças a Deus, sempre fez parte da minha vida!


Essas oportunidades pra mim, são a concretização do meu amor. Transformar uma receita que aparentemente é sem graça, em um bolo bonito de se ver e muito gostoso de se comer é um presente, um dom de Deus. Ouvir os áudios do meu irmão pedindo pra eu viajar logo e chegar logo em sua casa pra fazer gostosuras naturais e saudáveis,  é uma prova de amor que eu guardo como um tesouro inestimável! Como eu gosto de ouvir essas mensagens. Obrigada, Jesus! Obrigada Papai do Céu, Obrigada à Nossa Senhora, por ter me proporcionado esses momentos com meu amado irmãozinho.
Que bolo bonito, que bolo gostoso!
Gratidão ao Universo pelo dom de ter boa mão na cozinha e transformar ingredientes em pedaços de amor!

Obrigada, Senhor por ter proporcionado ao meu irmãozinho, o prazer de comer minhas "mimidas"  enquanto ele ainda podia...:(


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Bonecas Feitas com Saudade - Vamos falar sobre o luto? - Texto retirado da Internet.

Bonecas feitas com saudade

Flavia Coradini ganha a vida escrevendo. Mas quando seu pai morreu, ela se viu muda e incapaz de colocar seus sentimentos no papel. Começou a fazer bonecas de pano, do seu jeito, sem qualquer experiência para aquilo, e encontrou nessa sua nova atividade aprendizados importantes sobre o luto que vive

TEXTO RETIRADO DA INTERNET: 

http://vamosfalarsobreoluto.com.br/2017/06/29/bonecas-feitas-com-saudade/

“No dia 30 de abril de 2017 eu perdi meu pai e não consegui escrever uma palavra sobre isso. Talvez a maioria das pessoas que perde o pai também não escreva nada. Mas sobre elas não deve existir a pressão que eu senti. Como assim não escrever? Logo eu, que vivo disso, não conseguir elaborar nada. Logo para ele, nem uma frase?

Eu vi que chegaram mensagens, vi o telefone tocando, o nome dos amigos na tela. Mas não atendi porque eu sabia que iria ficar muda, engasgada. Para responder, usei emojis de coração, de flor, mas até hoje não sei o que dizer. Não sei o que fazer. Não sei nem mais em que cidade quero viver. Estou perdidaça.

Eu precisava ocupar e organizar minimamente a cabeça. Então lembrei que tinha uma sacola com tecidos, linhas, agulhas, tesouras e bastidores de bordado. Comprei tudo isso há quase um ano, porque um dia eu gostaria de tentar fazer bonecas de pano. E, mesmo sem ter habilidade nenhuma, mesmo sem nem saber que o nome daquele círculo de madeira para bordar era bastidor, decidi que o dia chegou. Comecei sem ter ideia se ia terminar. Sem molde nem técnica nenhuma. Fiz um rascunho do único desenho de rosto feminino que sei fazer direto sobre um pedacinho de pano e fui bordando. Um ponto de cada vez. Sem máquina de costura nem nada que pudesse agilizar o processo. Claro que o acabamento não ficou incrível mas era a primeira vez e eu decidi que faria do jeito que conseguisse. Um lado do rosto não ficou igual ao outro, o braço direito ficou com a costura no meio, o esquerdo, não. Eu não fiquei satisfeita com as mãos, mas tudo bem. A boneca é muito imperfeita mas eu fui achando linda e cheia de personalidade mesmo assim e por isso mesmo.

Foi quando eu estava pensando em colocar uma caneta bic por dentro do pescoço, como suporte para o peso da cabeça, que me ocorreu: gente, quanta metáfora sobre essa coisa toda do luto. Olha que louco. Minha inexperiência e incapacidade de lidar com a perda e com a costura. A imperfeição, a coisa de fazer do jeito que for possível, a falta de moldes ou de um padrão e o meu jeito único de sentir, tão diferente dos relatos das outras pessoas que também perderam seus pais. A caneta sendo usada não para escrever, mas para segurar o peso da cabeça. Sem querer, eu tinha encontrado uma espécie de terapia ocupacional das mais eficientes. Enquanto costurava eu chorei tanto, tantas vezes. Porque lembrava o tempo todo dos momentos tristes e tão recentes. Tenho certeza que minhas lágrimas estão no tecido, na lã do cabelo ou na fibra que preenche o corpo. A fibra. Mas a boneca não foi feita com tristeza. Pelo contrário, era a única coisa que eu sentia vontade de fazer e que me dava alguma satisfação.

Enquanto fazia a Amy, já pensava em fazer a Nina Simone, depois a Frida, talvez a Carmen Miranda. Todas mulheres de quem eu sou muito fã e que também deixaram saudade no mundo. Sem nenhuma pressão nem peso eu percebi que estava fazendo planos. Para um futuro próximo, mas já era alguma coisa. Quando eu via, já eram 5 da manhã e eu ainda estava pensando em como fazer o vestido. Aí veio a ideia do nome Miss, muito mais pelo significado do verbo. Bonecas feitas com saudade. Aí eu comecei a fazer anotações. Aí eu fotografei o work in progress e mostrei para alguns amigos, aí eles (disseram que) adoraram e só aí eu consegui escrever este texto.

Minha homenagem para meu pai não foi possível através do que eu sabia fazer. Precisei me dedicar a algo que nunca tinha feito antes e insistir por dias até conseguir fazer com amor. A dor que eu nunca tinha sentido antes só começou a ser amenizada assim. As duas coisas são só um começo. A Amy ainda não está pronta porque cada vez que eu olho, penso em fazer mais alguma coisa, cuidar de mais algum detalhe. Parece que falta pouco mas, quando vou fazendo, percebo que tem tanta coisa ainda para melhorar. Comecei pela cabeça porque me pareceu a parte mais fácil mas, quando o resto foi ficando pronto, vi que vou precisar fazer outra nova. Olha só. Mais metáforas.”

****

Sobre seu pai:

“Meu pai, Ivan, morreu de câncer as 75 anos. O primeiro diagnóstico foi em 2014, câncer no intestino. As metástases apareceram na metade de 2015 e o tratamento teve que ser continuar. Então eu pedi demissão da agência em que trabalhava em São Paulo na época e mudei para Florianópolis, para poder ficar mais perto dele e da minha mãe, que moraram a vida toda em Caçapava do Sul, interior do Rio Grande do Sul. Na minha cabeça, eu tinha a missão de fazer com que eles tivessem momentos mais alegres. Tentava fazer com que ele olhasse para tudo de um jeito mais suave, otimista e até divertido. Mas foi ele quem mais conseguiu fazer isso, rindo e fazendo piadas com as situações mais complicadas até quase os últimos dias. Ele enfrentou quase 3 anos de quimioterapia mas teve um último mês muito difícil, hospitalizado e sofrendo as consequências do avanço rápido da doença. Morreu muito jovem ainda, algo que ninguém na minha família esperava que fosse acontecer porque ele sempre foi um homem muito forte. Não lembro de tê-lo visto doente em alguma vez na vida. Tinha cara de bravo mas era um homem muito engraçado e divertido, um ótimo contador de histórias. Sempre muito justo e honesto. Trabalhou até o final no seu escritório de contabilidade. Ele foi uma grande influência na pessoa que eu sou. Somos fisicamente muito parecidos e temos em comum muitos traços de personalidade. Sempre fomos muito teimosos e tivemos muita dificuldade de falar sobre nossos sentimentos. Eu, por ser de uma geração mais “suave”, acho que consegui lidar com isso um pouco melhor do que ele.”


Flavia Coradini é redatora publicitária e vive em Florianópolis. 


http://vamosfalarsobreoluto.com.br/2017/06/29/bonecas-feitas-com-saudade/

Andreia Sieczko: A mãe que perdeu um filho - Diário da Mãe Órfã - G...

Andreia Sieczko: A mãe que perdeu um filho - Diário da Mãe Órfã - G...: Texto retirado da Internet: https://www.facebook.com/Di%C3%A1rio-de-M%C3%83E-ORF%C3%83-685259894856954/?hc_ref=ARSHKBnUww5v89DN7TVoRaf0...

Sempre na lembrança!

Aí, eu chego ontem à noite do curso, cansada e sem saber como eu ainda consigo trabalhar todos os dias, como eu consigo acordar cedo, estudar, produzir.... nem eu sei. Mas eu não posso me dar o luxo de viver meu luto numa alcova... Preciso, devo e gosto de trabalhar, estudar e produzir. Não tenho fome, tenho saudade, não tenho fome, tenho uma tristeza que me come por dentro. Então pego uma caixa de Müslix, pra misturar com um pouco de leite, forrar o estômago e dormir. Só queria isso, simplesmente isso. E quando vou abrir a caixa, eis que meus olhos observam a data da fabricação do produto... e a hora. Meu Deus, tudo me lembra essa fatídica data, esse acontecimento tão triste que mudou radicalmente a minha vida e a minha alegria de viver.
 Sei que ainda é muito cedo, sei que um dia essa dor toda vai amenizar (assim me dizem as pessoas) mas ainda dói e dói muito viver a perda do meu irmão. Em cada dia que passa, eu vejo uma coisa, uma situação, uma lembrança que me remete ao Waltinho. Minha médica disse que é normal, e que devo vivenciar todas essas emoções... Só sei que ainda está doendo muito, ferida aberta, que não sei se vai cicatrizar um dia. 
Eu sinto muita falta de você, Walter Sieczko dos Santos.
Eu te amo, irmãozinho!
Deus te abençoe e te guarde!


A mãe que perdeu um filho - Diário da Mãe Órfã - Grupo de Apoio

Texto retirado da Internet:

https://www.facebook.com/Di%C3%A1rio-de-M%C3%83E-ORF%C3%83-685259894856954/?hc_ref=ARSHKBnUww5v89DN7TVoRaf0ed-pYHTuXfDhPHzSV2GUrFMtUH--N0nligU6t2Mhaz0&fref=nf&pnref=story




A mãe que perdeu um filho.

Não há ninguém mais triste do que a mãe que perdeu o filho. 

Tens dificuldade para acordar de manhã? Lembra-te da mãe que perdeu o filho – e levanta. 

Tua conta está no vermelho, tuas dívidas se acumulam, teu negócio não prospera? Pensa por um minuto na mãe que NÃO (GRIFO NOSSO) viu o corpo do filho sem vida; consola-te para todo o sempre. 

Acordaste de ressaca? Toma um comprimido, meio litro d’água, um banho bem quente – e toca o barco, rapaz! 

Estás resfriada, moça? Para isso, há vitamina C e cama. 

Para a mãe que perdeu o filho não há nada. 

Tens medo de perder o emprego, amigo? Não te esqueças do pior medo que um dia se confirmou neste mundo.

As canções mais tristes de Schumann, os retratos mais sombrios de Goya, os poemas mais áridos de Eliot não chegam nem perto do olhar vazio da mãe que acabou de perder um filho. 

As árvores de Beckett não têm folhas nem frutos. No entanto, são mais felizes do que a mãe que perdeu o filho.

É para ti que escrevo, ó mãe que perdeu o filho. 

Quando me lembro do que aconteceu, imagino por um instante que Deus criou o mundo vitimado pela tristeza. 
Ele também perderia o Filho.
E esse Filho teria Mãe.

Aconteceu há 50 anos? Há dez anos? Há um ano? Há uma semana? Há um dia? 

Não importa: os filhos mortos têm a estranha capacidade de continuar vivos, ao lado de suas mães, para a eternidade. 

Eles são a verdadeira razão da existência das sombras. Quando olhares para tua própria sombra, leitor, lembra-te das mães acompanhadas por quem do ventre delas nunca saiu. 

Os oceanos da Terra, e as águas ainda por ser descobertas em outros planetas, mesmo que somadas, não seriam suficientes para limpar a nódoa de um só minuto da mãe sem o filho.

E, no entanto, contra toda as marés, elas vivem. Elas sobrevivem. Às vezes, são até capazes de sorrisos e pequenas alegrias. Algumas chegam a gerar outros filhos para povoar o desértico vale da vida. 

Nenhuma glória humana – nem a roda, nem a América, nem a penicilina, nem o computador, nem a bomba atômica, nem a viagem à Lua – pode chegar aos pés do milagre da mãe que perdeu o filho, e continuou vivendo.

SÓ NÓS MÃES SABEMOS A DOR QUE CARREGAMOS DENTRO DO PEITO , E QUALQUER OUTRA DOR NÃO SE IGUALA A ESTA QUE MORA EM NÓS.


Para minha mãe, Nina Sieczko e meu irmãozinho querido e amado, para todo o sempre, Walter Sieczko dos Santos.

Amo vocês!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

1º de agosto de 2016 - mais lembranças boas do meu irmãozinho Waltinho



Nossas memórias, nossas histórias, nossa vida, nossos laços sanguíneos, laços de amor, laços de família, amor fraterno, a melhor amizade do mundo! Amor que nunca, jamais, em hipótese alguma poderá ser contestado, pois é inexpugnável, de fato e de direito, para sempre irmãos!

Walter Sieczko dos Santos, irmão de Andréia Sieczko dos Santos.






Vamos Falar sobre o Luto? - https://www.facebook.com/pg/vamosfalarsobreoluto/photos/

Imagem retirada da internet
https://www.facebook.com/pg/vamosfalarsobreoluto/photos/



Vou guarda-lo em meu coração. As lembranças jamais mudarão.

Texto retirado da internet:

https://www.facebook.com/Di%C3%A1rio-de-M%C3%83E-ORF%C3%83-685259894856954/


Diário de Mãe Órfã

Relato da Mãe Eyshila


"Vou guarda-lo em meu coração. As lembranças jamais mudarão. Pois quando partir e saudades sentir, estará sempre em meu coração". ( @cristinamelreal ) Dizem os mais experientes que depois da saudade que dói e dilacera fica apenas uma "saudade boa". Não sei se existe saudade boa, mas se existe, deve ser do tipo sobrenatural. Deve ser do tipo que não tem explicação, que vem como uma enxurrada de consolação do céu. Deve ser o tipo de saudade que Deus sente de nós, os que um dia o escolhemos, nascemos de novo da água e do Espirito, e um dia com Ele estaremos eternamente. Saudade boa deve ser um milagre tão grande quanto a cura de um paralítico, ou a ressurreição de um morto. Enquanto a saudade boa não chega, adoremos ao Deus Soberano, que está no controle das coisas incontroláveis . Que possamos sorrir pela fé, andar por fé, viver pela fé. Que possamos declarar que amanhã vai amanhecer outra vez, e seremos alvos do amor e da misericórdia renovada de Deus, nosso eterno Pai.
 Ele não errou. Somos o melhor de Deus para essa geração. 
O inverno vai passar. 
O dia de cantar vai chegar.



Eu rezo e peço a Deus que dê muita força à nossa mãe, Nina. É uma dor que não tem tamanho, não tem nome, não há como superar.

Mais uma lembrança pra relembrar! 30 de julho à 07 de agosto de 2016

Ahhhh, meu irmão... como é bom relembrar que eu estive com você em vários momentos. Quanta saudade eu sinto. Agradeço a Deus pela oportunidade de poder estar com você nestas etapas tão difíceis e dolorosas. Obrigada, Senhor, pela oportunidade que eu tive de mandar nosso irmão caçula ficar com o Waltinho. A distância era grande, mas não era maior que a minha vontade de dar apoio e todo o meu amor.

Só tenho a agradecer por todas as lembranças que estão guardadas bem protegidas no meu coração. Agradeço também a nossa família, que nos ajudou e nos apoiou no que puderam. Família é muito bom!

Obrigada, Papai do Céu, por todas as comidinhas, sobremesas diet e sem gordura que eu pude fazer para o Waltinho, os passeios pelo quarteirão para exercitar as pernas, as idas nos mercados, as conversas, os carinhos, os beijinhos e abraços que eu pude dar no meu irmãozinho.

Agora me restam as lembranças. Mas meu amor é eterno e intransponível.

Beijinho da irmãzinha!!! Ago/2016

Quantas saudades, meu irmão!

Walter Sieczko dos Santos
Andreia Sieczko