Bom, hoje a tarde fui com as amigas na feijoada carnavalesca da Mangueira, no Windsor Barra. Muita comida, muita bebida (pra quem bebe), muito samba. Ficamos lá um tempinho, e meus ouvidos já estavam ficando surdos... Bom, pra não dizer que não vi nada de carnaval, vi alguma coisa, sim... e tá bom! Agora eu quero sossego... um cantinho pra escrever e pensar na vida... Vou pra casa da mamãe!
sábado, 5 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Desistências

Desisti de tentar, tentei tantas vezes, que hoje me faltam forças para para respirar; desisti de ensinar, de mostrar empiricamente o porquê das coisas, desisti de sonhar, não adianta perder tempo com sonhos, se na manhã que se aproxima, eu vou acordar. Desisti de sentir, o pouquinho daquilo que ainda resta, e que eu imagino ser maior que o mar. Desisti de falar... que adianta falar, se minha voz não te alcança? Desisti de entender... pra que fazer força em entender, o que ninguém tampouco entende? Desisti de recomeçar... pois sempre que eu vejo um recomeço, eu vejo nele mais um montinho de decepções a me aguardar.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Lembranças
Lembrar do som da sua risada, o som do teu sono tranquilo orquestrando a madrugada fria... Ouvir da tua boca que sou sua, e olhar a lua contigo. Andar de mãos dadas na rua, dividir contigo um sorriso. Sentir o vento correr pelos dedos, desafiar as alturas, nadar numa praia deserta... Tecer planos para um futuro, escolher nomes e cores, e meses, e sonhos. Dar continuidade ao que fomos... dividir o ar que nos rodeia, dormir de mãos dadas, se perder nos teus olhos.
Digitais
Eu tava aqui tentando não pensar no seu sorriso Mas me peguei sonhando com sua voz ao pé do ouvido E te liguei Me encontro tão ferida, mas te vejo ai também em carne viva Será que não tem jeito? Esse amor ainda nem nasceu direito, pra morrer assim Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais Se você tivesse tido calma pra esperar Se você quisesse poderia reverter Se você crescesse e então se desculpasse Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo É que eu não posso mais Não vou voltar atrás Raspe dos teus dedos minhas digitais Eu não vou voltar atrás Apague da cabeça o meu nome, telefone e endereço Eu não vou, eu não vou voltar atrás Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos Me mata essa vontade de querer tomar você num gole só Me dói essa lembrança das suas mãos em minhas costas Sob o sol da manhã Você já me dizia: conheço bem as suas expressões Você já me sorria ao final de todas as minhas canções Então por que? Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais Se você tivesse tido calma pra esperar Se você quisesse poderia reverter Se você crescesse e então se desculpasse Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo É que eu não posso mais Não vou voltar atrás Raspe dos teus dedos minhas digitais Eu não vou voltar atrás Apague da cabeça o meu nome, telefone e endereço Eu não vou, não vou voltar atrás Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos Cheio de defeitos...
terça-feira, 1 de março de 2011
Sentindo Nada
Cássia Eller
Composição: Arnaldo Antunes / Alice Ruiz
Socorro não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo não vai dar mais pra chorar nem pra rir
Socorro alguma alma mesmo que penada
Me entregue suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Ja não sinto nada
Socorro alguém me dê um coração que esse já não bate nem apanha
E por favor é uma emoção pequena, qualquer coisa
Qualquer coisa, que se sinta
Tem tantos sentimentos deve ter algum que sirva
Socorro alguma rua que me dê sentindo
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro eu já não sinto nada,
Nada
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro eu não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo não vai dar mais pra chorar, nem pra rir
Socorro alguma alma mesmo que penada
Me entregue suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Ja não sinto nada
Socorro alguém me dê um coração que esse já não bate nem apanha
E por favor é uma emoção pequena, qualquer coisa
Qualquer coisa, que se sinta
Tem tantos sentimentos deve ter algum que sirva
Socorro alguma rua que me dê sentindo
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro eu já não sinto nada,
Nada
Composição: Arnaldo Antunes / Alice Ruiz
Socorro não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo não vai dar mais pra chorar nem pra rir
Socorro alguma alma mesmo que penada
Me entregue suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Ja não sinto nada
Socorro alguém me dê um coração que esse já não bate nem apanha
E por favor é uma emoção pequena, qualquer coisa
Qualquer coisa, que se sinta
Tem tantos sentimentos deve ter algum que sirva
Socorro alguma rua que me dê sentindo
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro eu já não sinto nada,
Nada
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro eu não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo não vai dar mais pra chorar, nem pra rir
Socorro alguma alma mesmo que penada
Me entregue suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Ja não sinto nada
Socorro alguém me dê um coração que esse já não bate nem apanha
E por favor é uma emoção pequena, qualquer coisa
Qualquer coisa, que se sinta
Tem tantos sentimentos deve ter algum que sirva
Socorro alguma rua que me dê sentindo
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro eu já não sinto nada,
Nada
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
No automático

Minhas mãos estão vazias; em meu peito, sobram ecos... e nas madrugadas, me faltam sonhos. Meus dias estão com nuances de cinza. Vários cinzas... cinzentos como céu em dia de chuva. Não consigo sorrir mais que uma vez... uma vez somente já é o suficiente para me lembrar que eu não tenho motivos pra sorrir. E tampouco choro mais... chorar só me lembra que eu choro por uma razão inconsistente. Eu apenas me calo... apenas observo os ponteiros do relógio passeando entre as horas. Eu tento sentir a normalidade de todas coisas, quando pra mim, nada está no seu modo normal. Eu apenas respiro, então... e me ligo no botão automático... o tempo vai se encarregar de mim... eu não consigo mais.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Eu não vim aqui de passeio...
Eu vim aqui pra provar as muitas sensações da dor. Eu vim aqui pra sentir as consequências das dores sentidas... E aqui estou, vivenciando cada momento dela. Eu sou ferro, sou desejo, sou medo, sou honra, sou meu inferno. Sou a projeção da prospecção que me ilumina, sou minha mina, meu ouro, meu tesouro. Perspectivas inversas no meio do nada. Sou o centro da minha cabeça... o interior do meu vertente. Sou a força do alimento, a causa inconstante do corpo... sentindo nos caminhos, o gosto amadeirado da vida. Sou o fundo do poço, sou a água nascente, sou a infelicidade escondida nos olhos dos hipócritas... sou o veneno que consome o mundo. E de tanto saber, entendo que ainda não sei, ainda não aprendi os mistérios que me inundam... É essa, minha jornada pra alcançar um dia, um pouco de glória. Em quantos leitos perdidos eu encontrei o porque da vida?
sábado, 26 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Texto de Martha Medeiros

(Texto na Revista do Jornal O Globo)
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação! E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias.. Cinco dias! Tempo para uma massagem... Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela. Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'
Martha Medeiros - Jornalista e escritora e Mulher!!!
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Insônias

Deito meu coração na cama, oprimido com o peso de minhas cicatrizes... marcas profundas de uma vida feita de contos. Passagens nem sempre tão boas, nunca com o final feliz dos livros de história. Mas afinal, não nasci para ser personagem de livro infantil... minha vida é de verdade... e as verdades são dolorosos vales de auto conhecimento. Minha vida é a realidade estampada nos poros abertos em minha pele, que dali, respiram para continuar a viver. Eu ainda não descobri o que a vida quer de mim... e talvez, nunca descubra esse mistério, que como ondas, às vezes trazem surpresas boas e algum contentamento... mas que na maioria das vezes, me presenteia com falsas intenções de felicidade... insônias à meia madrugada, reviravoltas inconclusivas no próprio leito. Eu rezo, pedindo que de mim se afastem os maus pensamentos, e tentando antever meu próprio filme de vida, retrocedo várias vezes, pra descobrir onde foi que eu errei. Suplicando a uma força maior; misericórdia para esta minha caminhada. Minhas lágrimas são secas... choro por dentro, que por fora, já não me adianta mais chorar. Me encontro só... mais uma vez só... estou sozinha. Mas em meio às minhas lamentações, uma voz me diz que humanamente, eu sempre havia sido só... nunca fui um par. O que antes vivi, foi apenas a sensação de estar acompanhada... Mas que na fé, sempre fui amparada... que pelo lado transparente da vida, sempre tenho comigo a força que me impulsiona pra frente... e como um divino presente, sonho minhas conquistas... revejo cada passo que eu deixei pra trás. E isso me serve pra saber que minhas decisões são as mais acertadas... eu preciso seguir... eu preciso continuar seguindo...
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
22/02/2011
composição: Ana Carolina
Hoje eu tô sozinha,
E não aceito conselhos
Vou pintar minhas unhas, e meu cabelo de vermelho
Hoje eu tô sozinha,
E não sei se me levo, ou se me acompanho
Mas é que se eu perder, eu perco sozinha
Mas é que se eu ganhar, aí é só eu que ganho.
Hoje eu não vou falar mal nem bem de ninguém
Hoje eu não vou falar bem nem mal de ninguém
Logo agora que eu parei
Parei de te esperar
De enfeitar nosso barraco
De pendurar meus enfeites
De fazer o café fraco
Parei de pegar o carro correndo
De ligar só pra você
De entender sua família e te compreender
Hoje eu tô sozinha, e tudo parece maior
Mas é melhor ficar sozinha, que é pra não ficar pior.
Hoje eu tô sozinha,
E não aceito conselhos
Vou pintar minhas unhas, e meu cabelo de vermelho
Hoje eu tô sozinha,
E não sei se me levo, ou se me acompanho
Mas é que se eu perder, eu perco sozinha
Mas é que se eu ganhar, aí é só eu que ganho.
Hoje eu não vou falar mal nem bem de ninguém
Hoje eu não vou falar bem nem mal de ninguém
Logo agora que eu parei
Parei de te esperar
De enfeitar nosso barraco
De pendurar meus enfeites
De fazer o café fraco
Parei de pegar o carro correndo
De ligar só pra você
De entender sua família e te compreender
Hoje eu tô sozinha, e tudo parece maior
Mas é melhor ficar sozinha, que é pra não ficar pior.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Interior... by Quintana

"Que esta minha paz e este meu amado silêncio não iludam a ninguém. Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta; nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios... Acho-me relativamente feliz porque nada de exterior me acontece... mas, em mim, na minha alma, pressinto que vou ter um terremoto."
Mario Quintana
Eu também, Mario... eu também pressinto isso dentro de mim!
sábado, 19 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Voou, voou

O vento soprava leve em sua janela... Havia já algum tempo que ela estava parada, olhando pro nada, sentada nas próprias pernas, pensando na vida... Passavam as horas, e a menina não conseguia entender os porquês de sua vida. Pensou tanto que cansou-se... não era possível viver com tantas interrogações num corpo tão pequeno... Ela então se levantou rapidamente... correu pra janela e se jogou em direção ao vento... voou, voou, subiu ao alto, sentiu o cheiro das nuvens, imaginou ser um anjo... esqueceu suas interrogações... ali ela se sentiu feliz. Ali ela encontrou a paz.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
17/02/2011

Eis-me aqui outra vez... andando entre miasmas da imundice humana... Eu continuo aqui, sobrevivendo por conta da minha covardia e medo; sem saber se ainda me restam esperanças concretas de libertação. O que me prende? O que me faz continuar nesse moinho sem vento? Ainda não sei... ainda não encontrei as respostas para as perguntas que queimam em minha mente. Talvez um dia, as respostas cheguem como uma suave brisa, emoldurando a maturidade adquirida através do tempo... experiências vividas em meios dias inteiros... momentos eternizados que sempre trarei na memória... chamados à existência divina de um ser que procura melhorar... crescer a cada dia. Eu ainda estou aqui. Caminhando a lentos passos... num dia, caminho três passos e noutro, retrocedo o dobro da minha vitória. Talvez eu não esteja tão preparada, talvez minha sina seja a espera, a perda, a servidão... o penar!
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Consciouness

Minha consciência, é o berço das minhas lembranças, nascente do meu discernimento... Minha consciência, é quem faz quem eu sou, será o que ficará, por toda eternidade. Ela seguirá através do tempo; ela sabe quem fui, quem sou e quem serei um dia. Ela é o meu pensar, o que eu realizo; meus sonhos... e minhas inspirações provém desse fruto, que alimenta meu corpo, que sacia minha alma quando desejo bons pensamentos. No dia que eu acabar, minha consciência seguirá, voará a um outro plano, e lá será mostrada através das minhas ações. Aí então eu renascerei... tão bela quanto os sentimentos indulgentes que porventura foram semeados por meus passos nesta vida, ou tão feia quanto meus egoísmos praticados no dia-a-dia... Tudo vai depender do meio... do recheio que eu fomento hoje... do que eu semeio em época de entressafra.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Sobrevivendo pela Fé

Esse presente, dom, gift de ver sempre o lado oculto das coisas... Sei lá se gosto... Qual seria o motivo desse dom? Saber, estudar meu comportamento? Ver minha reação diante da empáfia, da falácia dos sanguessugas que me rodeiam? Ou serve pra eu saber que estou sendo ironizada por uma corja de prostituídos, com fim de se alimentar da minha carne? Realmente, estou em busca de respostas... palavras que decifrem as incógnitas interrogações que permeiam minha mente, neste plano, nesta vida. Em vários momentos do dia, me pergunto se não era mais fácil, mais feliz, mais divertido, viver na ignorância dos "desclarecidos"... Ok, ok, é melhor ouvir isso que ser surda... O que é que eu tenho que fazer? Ninguém me diz o que tenho de fazer... Resultados... só esperam resultados... tanto positivos, quanto negativos... o importante é a estatística! Às vezes me sinto o objeto de uma tese sideral, apresentada por deuses, a um colegiado de deuses superiores. Situações que exprimem o ridículo, e eu ali, fazendo cara de paisagem. Tudo bem, tenho a consciência plena que "estou" e não "sou" personagem desse teatrinho que estou fazendo parte. Tendo eu, a sapiência de entender o real sentido de cada ação, de cada cena, devo dar linha na pipa? Ou continuar, ora personagem ora telespectadora deste imbróglio chamado vida? Será que algum dia, chegará o dia, que num "feeling" eu saberei o que fazer? ... Não sei... Oras, eu também não tenho de saber tudo... Esqueceu que sou também uma caminhante? Só sei que eu sinto ser este, um tempo de espera... talvez cozinhando minha paciência, testando meus limites, me levando num desafio intrínseco, de auto conhecimento. Eu prefiro pensar assim. Não gostaria de pensar diferente disso, senão eu surtaria. Prefiro levar a coisa pra esse lado... é mais cômodo. Ter a consciência de estar sendo sumariamente sacaneada, me incomoda. Afinal, eu só sei que nada sei. Mesmo vendo no sorriso das pessoas, hipocrisia e nos olhares a certeza impune de quem está gozando da minha cara. E eu lá... sabendo de tudo que está se passando, devolvendo a eles o sorriso idiota que recebo. Será que a vida é só isso? Ou eu me perdi no meio da caminhada? Só Deus pra dizer. Tem horas que realmente eu não sei o que ELE quer de mim. Sobrevivo pela fé. E luto... pra que em mim, ela não feneça.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Compassos
Teu peito bate em compasso com o meu, e quando isso acontece, uma sinfonia de estrelas compõem a música que abala meu dia. O mundo pára... o tempo, se desfragmenta... o passado e o presente precisam se reorganizar. O futuro, é uma incógnita pulsante, que pode trazer possibilidades controversas... dualidades paralelas, do que pode ser minha vida. Eu respiro, tranco as dores, e aproveito um pouco da figura que habita meus sonhos...
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Parcelas

Uma fatia de vida, uma célula de espera, uma fonte de amor... um jorro de esperança, um cálice de alegria, uma gota de nostalgia, um pingo de ardor. Um olhar pro horizonte, um passo ao infinito, uma queda no vazio... Um sorriso espelhado, um canto agonizado, uma noite de amor. Um orvalho amanhecido, um sonho esquecido, um pôr do sol aplaudido. Um amor, um amor, um sublime e eterno amor... é o que lhe dou.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Gira Roda Gira

Iniciando, festas infantis, parquinhos, hi-fi, festinhas americanas, festas de debutantes... salada mista... beijos na escada ou no play, barzinhos. Baladas urbanas, happy hour no fim de tarde, noitadas com nascer do sol na praia... beijos quentes no show de rock'n roll, micaretas... despedidas de solteiro, valsas de casamento, reuniões em casa de amigos, casa de praia, casa de campo... churrascadas. Almoços prá cá, jantares com jogos de baralho pra lá. Comemoração de primeiras bodas... papel, algodão... restaurantes, xixi do neném, chá de panelas, chá de bebês, aniversários, primeiros anos, crianças, festinhas na escola, festas infantis, brigadeiro, pipoca, parquinho, hi-fi, festa americana, príncipes de debutantes, espera no carro, saída de baile, noites sem dormir, preocupações... e nisso, renova-se um novo ciclo, um mesmo ciclo, e a roda vai girando, e o tempo vai passando... até que o início, para alguns, se torna fim... mas nem por isso, a vida pára, nem por isso a roda deixa de girar...
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Sem internet.
Não há como fazer milagres... Meu PC está na manutenção... e o PC da Fabi está doente... cheio de vírus! Assim que tiver meu BB de volta, eu posto os dias anteriores... tá tudo escrito, no caderno da pós graduação.
Por enquanto, fui...
Por enquanto, fui...
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Então tá, então...
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Stephen Kanitz
http://www.kanitz.com.br/impublicaveis/como_escrever_um_artigo.asp
O mundo está emburrecendo porque a TV em massa e os grandes jornais não conseguem mais explicar quase nada, justamente porque escrevem para todo mundo ao mesmo tempo. E aí, nenhum das centenas de grupos que compõem a sociedade brasileira entende direito o que está acontecendo no país, ou o que está sendo proposto pelo articulista. Os poucos que entendem não saem plenamente ou suficientemente convencidos para mudar alguma coisa.
2. Há muitos escritores que escrevem para afagar os seus próprios egos e mostrar para o público quão inteligentes são. Se você for jovem, você é presa fácil para este estilo, porque todo jovem quer se incluir na sociedade. Mas não o faça pela erudição, que é sempre conhecimento de segunda mão. Escreva as suas experiências únicas, as suas pesquisas bem sucedidas, ou os erros que já cometeu.Querer se mostrar é sempre uma tentação, nem eu consigo resistir de vez em quando de citar um Rousseau ou Karl Marx. Mas, tendo uma nítida imagem para quem você está escrevendo, ajuda a manter o bom senso e a humildade. Querer se exibir nem fica bem. Resumindo, não caia nessa tentação, leitores odeiam ser chamados de burros. Leitores querem sair da leitura mais inteligentes do que antes, querem entender o que você quis dizer. Seu objetivo será deixar o seu leitor, no final da leitura, tão informado quanto você, pelo menos na questão apresentada.Portanto, o objetivo de um artigo é convencer alguém de uma nova idéia, não convencer alguém da sua inteligência. Isto, o leitor irá decidir por si, dependendo de quão convincente você for.
Escrever um bom artigo é bem mais fácil do que a maioria das pessoas pensa. No meu caso, português foi sempre a minha pior matéria. Meu professor de português, o velho Sales, deve estar se revirando na cova. Ele que dizia que eu jamais seria lido por alguém. Portanto, se você sente que nunca poderá escrever, não desanime, eu sentia a mesma coisa na sua idade.Escrever bem pode ser um dom para poetas e literatos, mas a maioria de nós está apta para escrever um simples artigo, um resumo, uma redação tosca das próprias idéias, sem mexer com literatura nem com grandes emoções humanas. O segredo de um bom artigo não é talento, mas dedicação, persistência e manter-se ligado a algumas regras simples.
Cada colunista tem os seus padrões. Eu vou detalhar alguns dos meus e espero que sejam úteis para você também.
1. Eu sempre escrevo tendo uma nítida imagem da pessoa para quem eu estou escrevendo. Na maioria dos meus artigos para a Veja, por exemplo, eu normalmente imagino alguém com 16 anos de idade ou um pai de família. Alguns escritores e jornalistas escrevem pensando nos seus chefes, outros escrevem pensando num outro colunista que querem superar, alguns escrevem sem pensar em alguém especificamente. A maioria escreve pensando em todo mundo, querendo explicar tudo a todos ao mesmo tempo, algo na minha opinião meio impossível. Ter uma imagem do leitor ajuda a lembrar que não dá para escrever para todos no mesmo artigo. Você vai ter que escolher o seu público alvo de cada vez, e escrever quantos artigos forem necessários para convencer todos os grupos.
O mundo está emburrecendo porque a TV em massa e os grandes jornais não conseguem mais explicar quase nada, justamente porque escrevem para todo mundo ao mesmo tempo. E aí, nenhum das centenas de grupos que compõem a sociedade brasileira entende direito o que está acontecendo no país, ou o que está sendo proposto pelo articulista. Os poucos que entendem não saem plenamente ou suficientemente convencidos para mudar alguma coisa.
2. Há muitos escritores que escrevem para afagar os seus próprios egos e mostrar para o público quão inteligentes são. Se você for jovem, você é presa fácil para este estilo, porque todo jovem quer se incluir na sociedade. Mas não o faça pela erudição, que é sempre conhecimento de segunda mão. Escreva as suas experiências únicas, as suas pesquisas bem sucedidas, ou os erros que já cometeu.Querer se mostrar é sempre uma tentação, nem eu consigo resistir de vez em quando de citar um Rousseau ou Karl Marx. Mas, tendo uma nítida imagem para quem você está escrevendo, ajuda a manter o bom senso e a humildade. Querer se exibir nem fica bem. Resumindo, não caia nessa tentação, leitores odeiam ser chamados de burros. Leitores querem sair da leitura mais inteligentes do que antes, querem entender o que você quis dizer. Seu objetivo será deixar o seu leitor, no final da leitura, tão informado quanto você, pelo menos na questão apresentada.Portanto, o objetivo de um artigo é convencer alguém de uma nova idéia, não convencer alguém da sua inteligência. Isto, o leitor irá decidir por si, dependendo de quão convincente você for.
3. Reescrevo cada artigo, em média, 40 vezes. Releio 40 vezes, seria a frase mais correta porque na maioria das vezes só mudo uma ou outra palavra, troco a ordem de um parágrafo ou elimino uma frase, processo que leva praticamente um mês. Ninguém tem coragem de cortar tudo o que tem de ser cortado numa única passada. Parece tudo tão perfeito, tudo tão essencial. Por isto, os cortes são feitos aos poucos. Depois tem a leitura para cuidar das vírgulas, do estilo, da concordância, das palavras repetidas e assim por diante. Para nós, pobres mortais, não dá para fazer tudo de uma vez só, como os literatos. Melhor partir para a especialização, fazendo uma tarefa BEM FEITA por vez. Pensando bem, meus artigos são mais esculpidos do que escritos. Quarenta vezes talvez seja desnecessário para quem for escrever numa revista menos abrangente. Vinte das minhas releituras são devido a Veja, com seu público heterogêneo onde não posso ofender ninguém. Por exemplo, escrevi um artigo "Em terra de cego quem tem um olho é rei". É uma análise sociológica do Brasil e tive de me preocupar com quem poderia se sentir ofendido com cada frase. O Presidente Lula, apesar do artigo não ter nada a ver com ele, poderia achar que é uma crítica pessoal? Ou um leitor achar que é uma indireta contra este governo? Devo então mudar o título ou quem lê o artigo inteiro percebe que o recado é totalmente outro? Este é o tipo de problema que eu tenho, e espero que um dia você tenha também.O meu primeiro rascunho é escrito quando tenho uma inspiração, que ocorre a qualquer momento lendo uma idéia num livro, uma frase boba no jornal ou uma declaração infeliz de um ministro. Às vezes, eu tenho um bom título e nada mais para começar. Inspiração significa que você tem um bom início, o meio e dois bons argumentos. O fechamento vem depois. Uma vez escrito o rascunho, ele fica de molho por algum tempo, uma semana, até um mês. O artigo tem de ficar de molho por algum tempo. Isso é muito importante. Escrever de véspera é escrever lixo na certa. Por isto, nossa imprensa vem piorando cada vez mais, e com a internet nem de véspera se escreve mais. Internet de conteúdo é uma ficção. A não ser que tenha sido escrito pelo próprio protagonista da notícia, não um intermediário.A segunda leitura só vem uma semana ou um mês depois e é sempre uma surpresa. Tem frases que nem você mais entende, tem parágrafos ridículos, mas que pelo jeito foi você mesmo que escreveu. Tem frases ditas com ódio, que soam exageradas e infantis, coisa de adolescente frustrado com o mundo. A única solução é sair apagando.O artigo vai melhorando aos poucos com cada releitura, com o acréscimo de novas idéias, ou melhores maneiras de descrever uma idéia já escrita.Estas soluções e melhorias vão aparecendo no carro, no cinema ou na casa de um amigo. Por isto, os artigos andam comigo no meu Palm Top, para estarem sempre à disposição.Normalmente, nas primeiras releituras tiro excessos de emoção. Para que taxar alguém de neoliberal, só para denegri-lo? Por que dar uma alfinetada extra? É abuso do seu poder, embora muitos colunistas fazem destas alfinetadas a sua razão de escrever.Vão existir neoliberais moderados entre os seus leitores e por que torná-los inimigos à toa? Vá com calma com suas afirmações preconceituosas, seu espaço não é uma tribuna de difamação.
4. Isto leva à regra mais importante de todas: você normalmente quer convencer alguém que tem uma convicção contrária à sua. Se você quer mudar o mundo você terá que começar convencendo os conservadores a mudar.Dezenas de jornalistas e colunistas desperdiçam as suas vidas e a de milhares de árvores, ao serem tão sectários e ideológicos que acabam sendo lidos somente pelos já convertidos. Não vão acabar nem mudando o bairro, somente semeando ódio e cizânia.Quando detecto a ideologia de um jornalista eu deixo de ler a sua coluna de imediato. Afinal, quero alguém imparcial noticiando os fatos, não o militante de um partido. Se for para ler ideologia, prefiro ir direto na fonte, seja Karl Marx ou Milton Friedman. Pelo menos, eles sabiam o que estavam escrevendo.É muito mais fácil escrever para a sua galera cativa, sabendo que você vai receber aplausos a cada "Fora Governo" e "Fora FMI". Mas resista à tentação, o mercado já está lotado deste tipo de escritor e jornalista. Economizaríamos milhares de árvores e tempo se graças a um artigo seu, o Governo ou o FMI mudassem de idéia.
5. Cada idéia tem de ser repetida duas ou mais vezes. Na primeira vez você explica de um jeito, na segunda você explica de outro. Muitas vezes, eu tento encaixar ainda uma terceira versão.Nem todo mundo entende na primeira investida, a maioria fica confusa. A segunda explicação é uma nova tentativa e serve de reforço e validação para quem já entendeu da primeira vez.Informação é redundância. Você tem que dar mais informação do que o estritamente necessário. Eu odeio aqueles mapas de sítio de amigo que se você errar uma indicação você estará perdido para sempre. Imagine uma instrução tipo: "se você passar o posto de gasolina, volte, porque você ultrapassou o nosso sítio". Ou seja, repeti acima uma idéia mais ou menos quatro vezes, e mesmo assim muita gente ainda não vai saber o que quer dizer "redundância" e muitos nunca vão seguir este conselho.Neste mesmo exemplo acima também misturei teoria e dois exemplos práticos. Teoria é que informação para ser transmitida precisa de alguma redundância, o posto de gasolina foi um exemplo. Não sei porque tanto intelectual teórico não consegue dar a nós, pobres mortais, um único exemplo do que ele está expondo. Eu me recuso a ler intelectual que só fica na teoria, suspeito sempre que ele vive numa redoma de vidro.
6. Se você quer convencer alguém de alguma coisa, o melhor é deixá-lo chegar à conclusão sozinho, em vez de você impor a sua. Se ele chegar à mesma conclusão, você terá um aliado. Se você apresentar a sua conclusão, terá um desconfiado.Então, o segredo é colocar os dados, formular a pergunta que o leitor deve responder, dar alguns argumentos importantes, e parar por aí. Se o leitor for esperto, ele fará o passo seguinte, chegará à terrível conclusão por si só, e se sentirá um gênio.Se você fizer todo o trabalho sozinho, o gênio será você, mas você não mudará o mundo, e perderá os aliados que quer ter.Num artigo sobre erros graves de um famoso Ministro, fiquei na dúvida se deveria sugerir que ele fosse preso e nos pagar pelo prejuízo de 20 bilhões que causou, uma acusação que poderia até gerar um processo na justiça por difamação. Por isto, deixei a última frase de fora. Mostrei o artigo a um amigo economista antes de publicá-lo, e qual não foi a minha surpresa quando ele disse indignado: "um ministro desses deveria ser preso". A última frase nem foi necessária.Portanto, não menospreze o seu leitor. Você não estará escrevendo para perfeitos idiotas e seus leitores vão achar seus artigos estimulantes. Vão achar que você os fez pensar.
7. O sétimo truque não é meu, aprendi num curso de redação. O professor exigia que escrevêssemos um texto de quatro páginas. Feita a tarefa, pedia que tudo fosse reescrito em duas páginas sem perder conteúdo. Parecia impossível, mas normalmente conseguíamos. Têm frases mais curtas, têm formas mais econômicas, tem muita lingüiça para retirar.Em dois meses aprendemos a ser mais concisos, diretos, e achar soluções mais curtas. Depois, éramos obrigados a reescrever tudo aquilo novamente em uma única página, agora sim perdendo parte do conteúdo. Protesto geral, toda frase era preciosa, não dava para tirar absolutamente nada. Mas isto nos obrigava a determinar o que de fato era essencial ao argumento, e o que não era.Graças a esse treino, a maioria das pessoas me acha extremamente inteligente, o que lamentavelmente não sou, fui um aluno médio a vida inteira.
O que o pessoal se impressiona é com a quantidade de informação relevante que consigo colocar numa única página de artigo, e isto minha gente não é inteligência, é treino. Portanto, mãos à obra. Boa sorte e mudem o mundo com suas pesquisas e observações fundamentadas, não com seus preconceitos.
Stephen Kanitz
Stephen Kanitz
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Eu tanto quero

Eu quero o vício dos dias, eu quero o sonho que invade tuas noites. Eu quero o ar que entra em teus pulmões; eu quero tua negação ao dizer que não me quer; eu quero ser o pão que entra em tua boca e ser o alimento que te mantém de pé. Eu quero ser o fim da tua jornada, quero ser quem você encontra no teu último dia. Eu quero ser a tua dor e a tua delícia; eu quero estar na imensidão dos teus desejos e enlouquecer as tuas vontades. Eu quero ser a menina que brinca contigo e a mulher que faz tua cama. Eu quero teus invernos, quero as tuas indagações; eu quero o teu silêncio; quero ter a tua risada explodindo de felicidade em mim. Eu quero a ardência do sol em tua pele; eu quero apagar a luz pra te fazer dormir.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Tu

Tu, que teus olhos fogem ao me ver passar e que tentas em vão varrer-me de seu mundo, eu ainda estou aqui. Tu, que destilas seu veneno contra mim, não vês, que eres tu a definhar? Não compreendes que a engrenagem que me move, vem da fé inabalável que eu trago em mim? Não adianta teus pedidos, não adianta tua intenção. É a Mão que vem do alto que determinará o dia em que meus olhos não mais se abrirão, na manhã de um dia. E nesse exato momento, estarei junto d'Ele a te observar. A tua insídia dura o tempo do teu mau pensamento, e teu pensamento te levará a um abismo sem fim... A perversidade é como água que volta à nascente, como chuva que brota do chão. A maldade sempre volta ao seu dono. Então, eu só posso lamentar por você. Aproveite enquanto tua colheita não vem... o troco, sempre retorna.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
você foi saindo de mim
letra: Ivan Lins / Vitor Martins
Você foi saindo de mim
Com palavras tão leves
De uma forma tão branda
De quem partiu alegre
Você foi saindo de mim
Com sorriso impune
Como se toda faca
Não tivesse dois gumes
Você foi saindo de mim
Devagar e pra sempre
De uma forma sincera
Definitivamente
Você foi saindo de mim
Por todos os meus poros
E ainda está saindo
Nas vezes em que choro
Nas vezes em que choro
Você foi saindo de mim...
Você foi saindo de mim
Com palavras tão leves
De uma forma tão branda
De quem partiu alegre
Você foi saindo de mim
Com sorriso impune
Como se toda faca
Não tivesse dois gumes
Você foi saindo de mim
Devagar e pra sempre
De uma forma sincera
Definitivamente
Você foi saindo de mim
Por todos os meus poros
E ainda está saindo
Nas vezes em que choro
Nas vezes em que choro
Você foi saindo de mim...
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
O Blog faz 2 anos!
São 2 anos de alegrias, tristezas, sentimentos dos mais variados prismas.
São 2 anos de pensamentos, desejos, reflexões e cada dia que passa, um passo, um degrau, um modo diferente de encarar a vida... O Blog faz 2 anos... e eu nem consigo acreditar nisso. Meu bebezinho está ficando rapaz. Meu desejo a este tão querido blog é que esses anos se multipliquem por muitos mais. E que aqui, continue sendo a minha casa, meu castelo, meu cantinho, meu esconderijo... um lugar bonito e seguro, um lugar onde eu possa encontrar paz, amor, prazer, saudades e sonhos... muitos sonhos, os que eu um dia já sonhei, os que sonho continuamente e os que eu ainda ei de sonhar. Mas esse espaço aqui, também é seu... também pertence àqueles que se enxergam em meus sonhos, aqueles que fazem ou fizeram parte da minha vida, aqueles que já se foram... aqueles que me ajudaram a construir cada frase, cada sentimento. Cada um sabe onde é o seu lugar. Tem gente que nem conheço, que se sente ''em casa" aqui. Eu agradeço quem acompanha o blog, quem gosta do que lê... Quem se encontra em minhas palavras... Nosso melhor presente, é saber que esse espaço aqui, encontrou um lugarzinho no coração de cada um de vocês.
Parabéns, Blog!
Andreia Dittmann Sieczko
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Até onde vai a falsidade?

Até onde pode ir o alcance de uma falsidade?
A falsidade não tem unicamente em si, o delito de omitir ou ofuscar uma verdade... não... a falsidade não é só pura e simplesmente um ato de mentira. Pra ser falso, é preciso ter estômago... muito estômago. Pra agir com falsidade, a pessoa que é falsa, precisa não gostar de si mesma... Pra ser falso, é preciso conviver com algo que não se gosta, com uma coisa que seria insuportável viver, se não fosse a necessidade ou melhor dizendo, a vontade de se obter algo ou alguma coisa com o resultado que a tal falsidade se pratica. Dentro desse imundo mundo da falsidade, existem várias etapas de falsidade. Existe a falsidade casual, quando se encontra aquela pessoa (por acaso), que a gente não suporta, mas que é amigo do seu melhor amigo e você, por pura educação - aquela, que a mamãe ensinou - suporta por alguns momentos. Existe a falsidade necessária, quando você trabalha com uma pessoa insuportável e precisa conviver 10 horas do seu dia com ela, a favor do pão de cada dia (geralmente é um superior seu, mas tem colega de trabalho babaca também). Tem também a falsidade imposta, quando você é obrigado a engolir, por exemplo, uma cunhada FDP, com toda aquela conversinha dela ser boazinha e ainda ter que ouvir que gosta de você, quando na verdade, preferiria ter um irmão gay, do que casado com você. Aliás, falsidade parental, é foda... Sim, porque sempre tem na nossa família, alguém que desce atravessado, né? Imagina se também não vai existir uma peça rara assim, na família do seu companheiro(a)? Conheço pessoas que só falam com a faxineira da empresa, quando precisa que a mesma lhe troque o saco de lixo, ou quando lhe interessa passar por pessoa altruísta, que trata bem os menos agraciados de boa renda, só pra fazer bonito na frente dos outros... E as pobres "moças da vida", que a cada cliente que recebe diz que ele foi " o mais bom" de todos? Aliás, pobres moças essas... ter que vender seu corpo por alguns trocados, ou mesmo as moças mais abastadas, aquelas que ganham $ por dia o que eu trabalho 1 mês pra ganhar, tendo que aturar um tipo escroto e com hálito de porco, se descarregando com ela, e ela lá, fingindo que está gostando... fingindo sim, meu bem... se puta gostasse tanto de sexo, dava de graça! E tem pessoas comuns, que levam anos de relacionamento com outras, aturando, levando, empurrando com a barriga, sendo falsos, sorrindo amarelamente para um final de semana enfadonho, falseando palavras de carinho, para o bem comum do patrimônio familiar e a boa educação dos filhos, ah! Conheço gente que se reconciliou pra não perder dinheiro no divórcio, na divisão dos bens. A fotografia da família fica uma beleza... perfeita! Papai, mamãe, titia... papagaios e periquitos... fica igual aquelas figurinhas "monte sua família feliz", colado na parte traseira dos carros. Mas e lá dentro do coração dessas pessoas? Para alguns, pode ser muito fácil ser falso... mas gostaria de ver como ficam as almas desses pobres mortais que se vendem por coisas que não foram conquistadas pelo seu trabalho ou por amor, por própria vontade. Quanto tempo uma pessoa interesseira, aguenta ficar ao lado de quem não quer pra si? Um ano, dez? Vinte? Depende... depende do que o falso precisa... o falso vai ficar como um parasita. O tempo pra ele não interessa... interessa somente se suas necessidades estão sendo supridas a contento. Se ele encontra um hospedeiro que atenda melhor seus anseios, ele simplesmente larga, joga fora o que sobrou de seu hospedeiro atual e começa um novo ciclo com aquele que terá subsídios para proporcionar o que o interesseiro almeja. Se tiver cômodo pro falso, ele vai ficando, aguentando mais e mais coisa; mas ele vai se "minando", acabando com ele mesmo. Ou vai começar a dar a deixa... que está sendo falso. Um dia, a casa começa a ruir... A falsidade é vasta! O mundo é falso, por isso a gente se acostuma com a falsidade das pessoas... a gente engole os falsos, porque muitas vezes, também praticamos a maldita falsidade. Quem vai atirar a primeira pedra? Quantas vezes, nós mesmos não precisamos passar por uma situação de desconforto e acabamos com o problema com uma certa dose de falsidade? Quantas vezes precisamos ser falsos quando a diretora do departamento chega pra trabalhar com uma blusa xadrez horrível e saia jeans com rabo de peixe e mocassim "marrom côcô" e a gente fala que ela tá linnnda? E aí? Vai se calar ou vai concordar? A falsidade tá aí... aí do seu lado. E seu estômago, como vai?
domingo, 30 de janeiro de 2011
Maria Dittmann Sieczko
Minha avó materna, faria hoje, 92 anos.
Minha avó materna, se chamava Maria. Maria Dittmann Sieczko. Morreu jovem. Minha mãe era uma menina, a caçula de oito irmãos... De descendência alemã... olhos azuis, de uma profundeza belíssima. Mas além de belos, seus olhos eram tristes. Nas suas fotos, estavam sempre olhando o infinito, absorta em seus pensamentos... sonhos perdidos... tentando em vão, passear pelo mundo, deixar sua história. Maria Dittmann Sieczko, mãe de minha mãe, minha avó... Você deixou sua história, fincou sua marca através dos que vieram depois de você. Você deixou sua marca nos frutos que nasceram de ti. Você deixou sua marca, porque sem ao menos eu ter conhecido sua voz, nem ter sentido seu abraço, eu não me esqueço de você. Eu sinto tua presença, tão perto de mim, que consigo sentir um calor que me aquece. Eu sinto você. E em meus sonhos, já lhe encontrei... já dormi em seu colo e senti o toque dos seus dedos, em meus cabelos. Eu já ouvi as tuas histórias e já aceitei os teus conselhos, sentadas lado a lado, num jardim com muitas plantas... Já dei os teus recados, já beijei as tuas mãos. Mas ainda assim, sinto tua falta e por sentir a tua falta, tu te tornas tão presente em mim. O pensamento, não obedece prazos, não é escravo do tempo... então, meu pensamento voa até você e você então vem até mim... e eu me sinto acolhida, protegida, amada. E quando você parte, leva consigo a metade de tudo que eu senti. E essa energia, me garante um pouco da força que tu tinhas, quando eu ainda não estava por aqui. Hoje, eu sigo a caminhada que tu fazias e trago no olhar os mesmos sonhos, as mesmas fantasias. Receba meu amor, receba meu carinho. Você está dentro de mim. Obrigada por trazer em mim, um pouco de ti.
(vou postar a foto que mais gosto dela, só preciso do scann)
sábado, 29 de janeiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Sabedoria X Passeio
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
De onde vim ? Pra onde vou ?

Eu já fui o avô da minha avó.
Hoje, eu sou Andreia.
Amanhã, ainda não sei quem serei... Mas aposto minha vida, que o que eu vier a ser amanhã, será um concreto reflexo, de quem sou hoje. O ontem, já passei, já vivi e já deixei pra trás. Mas o meu hoje ainda... . meu hoje, nos dias de hoje, eu vivo com cuidado... Um cuidado maternal com meus próprios passos. Minhas dores, vieram do ontem mal caminhado... e hoje eu cuido das minhas feridas, não com pesar, mas com amor e com razão. Eu tenho certeza que eu vou chegar... sim, um dia, eu chego lá. Todos temos de chegar... não sei onde, mas sei que preciso chegar.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Até aí, morreu neves (.)
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Círculo
domingo, 23 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Brinco de Zíper

Ela trazia nas orelhas, um brinco de zíper - estilo fecho éclair - quando na verdade deveria trazê-lo na boca, o zíper... Tinha no rosto uma tristeza cínica, sórdida, falciforme e nos olhos, água... água essa que não seria capaz de satisfazer o pouco de água que um cacto necessita pra viver. Tão insuficiente, suas lágrimas. Maldita seja, aquela mulher... e mais maldito seja quem a escolheu! Ela tem o beijo da morte. Até o fim dos meus dias, trarei na memória aquela figura desprezível. Analfabeta, mas muito astuta, rapina... peçonhenta até os ossos... ela foi inteligente... muito além das próprias expectativas. Deu a volta em todo mundo. Enrolou o malandro. Escroque! Escroque filha da puta! Aproveite o golpe que destes... E ria, ria bastante, com sua pança cheia. Do outro lado, alguém te espera... ah! se espera!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
avbip: UTILIDADE PÚBLICA
avbip: UTILIDADE PÚBLICA: "ATENÇÃOA AVBIP ESTÁ RECEBENDO EM SUA SEDE, DONATIVOS PARA AJUDAR AOS DESABRIGADOS DA TRAGÉDIA QUE ARRASOU A REGIÃO SERRANA. ROUPAS, CAL..."
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Nesta vida...
domingo, 16 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
avbip: BOPE intensifica Buscas por sobreviventes em Fribu...
avbip: BOPE intensifica Buscas por sobreviventes em Fribu...: "O Batalhão de Operação Policiais Especiais, vem se intensificando em uma busca frenética e árdua por busca de sobreviventes na serra de Fr..."
15/01/2010 - 15/01/2011

Há um ano atrás, ele ligou. Ela estava em casa, já havia tomado alguns tranquilizantes... atendeu ao telefone grogue, sem entender direito o que estava acontecendo. Ele nunca havia ligado pra falar daquele jeito... como um menino que precisa desesperadamente de um colo de mãe. Ela não podia fazer nada, estava sem pernas, sem atitude, sem a força que sempre demonstrava a todos. Ela também estava fragilizada, ela também estava num beco sem saída. Se vira - ela falou... E logo ouviu o estrondo de um trovão. A chuva já caía intensa onde ele estava... E com pouca roupa, sem dinheiro, de chinelos... um pingo de remorso a corroeu naquele momento... mas a vida deles era assim mesmo. Ele nunca havia ajudado quando ela precisava de uma urgência, e quantas urgências ela já passara. Ela deu a ele a importância que ele sempre dera a ela! Não por raiva, não para pagar na mesma moeda... apenas porque a vida dela também estava uma bagunça. E a bagunça dela, ela mesma ajeitava, batia a cabeça contra a parede, tomava remédios e dormia chorando baixinho, ninguém sabia. Ela sabia que só podia contar consigo mesma... mas ficou preocupada e o sono forçado demorou ainda mais a chegar. A merda tava feita, já havia sido jogada no ventilador. Ele é homem, ele vai dar o jeito dele... Hoje, um ano depois do episódio, ela se pergunta se não podia ter feito alguma coisa. Ela mescla um pouco de culpa, um pouco de pena, um tanto de saudade... Hoje, ele não está mais aqui! Como pode o tempo ser tão cruel com o ser humano? O tempo passa e passa, e não pára de passar. Hoje ela se lembra... não tem como esquecer... Pra ela também foi uma data marcante, também foi sofrido, ela também teve sua tempestade, seus ventos e trovões. Deram cabo dele... como se fosse um sapato velho. Aniquilaram o resto de vida que ainda pulsava em seu peito. Depois daquele dia, os dias dele foram regressivos... cada dia, menos um dia... e ninguém sabe porque ele se deixou ficar, definhar, exterminou-se... Ele se entregou ao carrasco. Ele se atirou dum precipício... Ela, nada pôde fazer... Eles chegaram a falar, sussurrante em algumas ocasiões... ele tomou o medo pra si. Já não era quem sempre fora. E ela, assistindo a tudo, sem nada poder fazer.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Só porque é hoje!
Hoje, a seu pedido, vou tentar não ser tão rancorosa, tão impaciente. Hoje, a seu pedido, vou tentar ver as coisas boas do mundo. Hoje, a seu pedido, vou me lembrar da época que eu sonhava e que respirava a esperança de uma cinderela. Só porque é hoje, só porque você pediu. Hoje, hoje e só hoje... amanhã, já não sei mais. Mas só porque é hoje, eu vou rezar, vou ser boazinha, vou pedir desculpas, vou cantar pra te fazer feliz, vou imaginar que tudo está no seu devido lugar. Só porque é hoje, só porque é hoje!
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
No cotidiano...
Sem saco, sem paciência, sem nada de bom pra postar! Desgraças demais no mundo... fico envolvida demais com tudo que vejo acontecendo ao redor... Enquanto isso, tem gente passeando, de férias, sem se importar com o que se passa com seu semelhante. Pra mim, não dá!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Ai, que preguiça!
Acabo de chegar... fiquei o dia todo na rua, atendendo as demandas dos presidentes da empresa. Estou acabada de cansaço... saí da empresa às 09:30h e cheguei beeeem tarde. Mereço aumento, ah, se mereço. Estou com preguicinha, não quero nem comer... só mesmo ver o Tótó e cair nos braços de Morfeu. Mas estou tão cansada, que não sei se vou conseguir dormir. Ô vida! Se o almejado sono não vier, eu volto aqui pra escrever... Minha terapia!
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Aja paciência...

Já tem um tempo que eu estou observando minhas próprias ações em relação a ter paciência com as outras pessoas... quaisquer pessoas... amigos, parentes, colegas de trabalho. Eu nunca fui uma pessoa paciente, mas acho que a vida acaba dobrando a gente, sei lá... Eu sinto que estou mais velha e minha paciência está aumentando de um lado, mas acabando de outro. Também estou com mais trabalho, mais responsabilidade no âmbito profissional... estou trabalhando muito, atendendo muita gente e acabo sem tempo pra fazer as minhas coisas. Resolvo um monte de coisas prum monte de gente, mas acabo esquecendo de mim. Estou perdendo o saco de parar e escrever... também tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. Aliás, ainda trago de 2010 as perdas e as lágrimas que deixei por lá. Engana-se piamente quem acha que só e somente só por causa de um dia, uma noite (a noite do dia 31/12) a vida vai mudar... Ah, ah, ah... A vida continua a mesma coisa, nada muda, só o calendário que muda... volta pro mesmo ano de janeiro, de um ano seguinte. Ainda sinto as dores do fim do ano passado. Meu ano novo é quando eu faço aniversário, ali meu ano muda, mas nem sempre! Hoje eu volto a trabalhar depois de uns dias de folga ( folga, não férias ! ) e já vou encontrar uma enxurrada de coisas por fazer... 999 emails; a porra do telefone, não vai parar de tocar... ai, não aguento mais telefone! Principalmente receber telefonemas de gente que tá a fim de bate papo, quando eu estou num chorrilho sem fim de trabalho... se estou com a medonha calculadora na minha frente então, me perco toda, preciso começar tudo de novo... Odeio calculadora, números, prestações de contas.... pra mim, isso é pior que bicho-papão... Eu precisava de férias, mas férias de verdade, com direito a viagem e esquecer que celular existe, ir pra um lugar me divertir... descansar e me divertir... esquecer de gente chata, esquecer que o mundo existe. Mas isso é um sonho pra poucos... eu vim nessa Terra pra servir, só pode ser isso. O escuro do meu quarto tava bom... A minha paciência grita por socorro. Tá difícil viver tentando resolver as pendências de todo mundo, tentando agradar a gregos e troianos. Tá foda! Além do trabalho em si, temos que trabalhar com a gestão de pessoas... pessoas são seres únicos e estranhos. Tem muitas faces andando por aí. E me cansa ter que decifrá-los o tempo todo. É muita energia gasta pra tentar entender o que as pessoas querem. Tá foda! Ainda tem gente que se faz de desentendido, gente que se faz de vítima, tem gente que tá no teu mundo pra te sacanear, tem gente que tá mais perdido que a gente, tem gente que precisa que você pense por eles, tem gente que acha que você tem todas as respostas e todas as soluções para os problemas deles, tem gente que te faz de idiota, tem gente que se acha, que é melhor em tudo, tem gente que joga com você o tempo todo, tem gente demais dando pitaco na sua vida, tem gente demais achando que você é escravo, tem gente demais torcendo contra, tem gente demais... Tá foda!
domingo, 9 de janeiro de 2011
Dona Nina
Acordei bem cedinho e fui buscar Dona Nina, que já estava contando as horas pra ter alta do hospital... Tá tudo ok, somente o sangue que ainda sai na urina e as cólicas. Ainda esse mês, ela faz o outro rim...
sábado, 8 de janeiro de 2011
Operação

Hoje mamãe se internou para se submeter a uma cirurgia para retirada de pedras nos rins.... pedras, não, pedregulhos... dá pra fazer obra com as pedras dela, então, por isso, a opção de realizar outra litotripsia, foi descartada... foi cirurgia mesmo, com direito a internação e anestesia peridural com sedação. Foi um dia angustiante, pois chegamos muito cedo e por conta de outros problemas no centro cirúrgico, ela ficou horas esperando a vez de ser operada. Foi um dia longo, muitas horas sem comer por conta do atraso, muita dor de cabeça e cólicas nos rins. Até pensamos em abandonar o hospital e vir embora, por conta da demora, mas optamos por aguentar e resolver logo o problema de uma vez. No final da tarde, ela entrou no centro cirúrgico e lá ficou por 2 horas... chegou no quarto apagadinha, parecia um anjo adormecido, hehe! O médico deixou um cateter dentro do corpo dela, e dá o maior nervoso de ver no raio x. Vai ficar com ele até que seja feita a outra cirurgia, daqui há 15 dias. Foi um dia estressante, mas correu tudo bem...
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Rastro

A voz que grita seu nome, vem do meu peito. Meu coração chora a saudade lancinante que fincou morada em minha alma. Eu ponho força em meu grito, que ardendo sai da garganta seca e magoada de tanto expressar a falta que você faz. Em meu quarto, me recolho num sono profundo, e nele encontro os passos que você deixou... entre lama e lodo, persigo suas pistas, decreto que não vou desistir da minha busca. Vou fenecer em seu encalço, seguirei a sua trilha, para ao menos, te ver mais uma vez.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Antagonicamente...
Teu sorriso anda tatuado em minha mente, e sua voz ainda professa o amor que vem de ti, entrementes te vejo caminhar antagonicamente pra longe de minha vida... a saudade da tua fragrância entorpece meu peito de sentimentos. Minha visão se esmaece, e as paisagens perdem a beleza que tinham com você. Por onde vagas, meu bem querer? Te necessito tão dentro de mim, como a flor necessita do sol, para crescer. Minha poesia se enfraquece, se não me alimento de ti. A figura do teu rosto caminha frente meus olhos, mas a imagem dessa realidade diz que não és real. No fim do dia, meu cansaço é meu aliado, e me atiro no mundo dos sonhos, onde finalmente te encontro.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Meus Tesouros
Olha que presente lindo minha mãe fez pra mim... ela juntou 2 fotos dos meus irmãos em épocas diferentes e fez uma, com o Victor e Walter lado a lado... Não ficou uma formosura? Eu Amo meus irmãos... Muito. Pra mim, são as criaturas mais lindas e perfeitas do mundo.
Nomes de guerra: Araujo Santos e Sieczko.
O Victor Hugo é o da esquerda... ele ainda está na ativa, tem o paraquedismo como profissão, é o meu caçula. O Waltinho, é mais velho que o Victor 12 anos, e serviu em 1993/1994. O Victor está mais corpulento porque já está mais velho, mas quando entrou na Brigada Paraquedista, era tão magrinho quanto o irmão...
Meus heróis!
domingo, 2 de janeiro de 2011
And End Off
O trabalho acabou... e dele somente me restam as dores do corpo, a alma cansada e o sentimento do serviço bem feito... ainda bem. Não gostaria que fosse diferente... não gostaria... sou perfeccionista demais com o que me proponho fazer. Posso até não gostar, mas dou o melhor de mim. Só gostaria de não precisar repetir... Mas tenho sempre uma razão que fala mais alto. Talvez seja esse um defeito, penso demais. E pra quem só conta consigo mesma, a razão sempre ganha, com a razão que ela merece. Agora quero apenas fechar meus olhos, pensar algumas horas em mim e começar o ano bem. Renovando meus sonhos e jogando no lixo, o que não foi aproveitado. Mais um ano, menos um ano... O tempo passa!
sábado, 1 de janeiro de 2011
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