quinta-feira, 23 de março de 2017

Meu Eterno Herói - Walter Sieczko dos Santos - PQDt


Eterno Herói - Canção do Pára-Quedista
Exército Brasileiro
 
 Avião! Preparar!
Levantar! Enganchar!
Verificar equipamento! Contar!

(Vozes dos subordinados)
Quatro-pronto-três-pronto-dois-pronto-um-pronto!

(Voz de comando do superior)
À porta! Já!!

Cumprindo no espaço a missão dos condores
Valente e audaz não vacila um instante
Nas asas de prata ao roncar dos motores
Vai a sentinela da Pátria distante
Chegado o momento descendo dos céus
Num salto gigante surgindo do anil
Vai ele planando no templo de Deus
Lutar em defesa do nosso Brasil

Pára-quedista
Guerreiro alado vai cumprir sua missão
Num salto audaz
Vai conquistar do inimigo a posição

Pára-quedista
No entrechoque das razões sempre será
O eterno herói
Que o avanço na luta ninguém deterá.


Hurra! Hurra!

Walter Sieczko dos Santos
Meu irmão
Meu eterno Herói
No avanço da luta, ninguém o deterá!!!
Descansa agora no alto do céu...

quarta-feira, 22 de março de 2017

Jeffrey King, meu Anjo da Guarda

Quem é esse que olha o dia? Que me guarda à noite?
Que vela meu sono, que combate meus medos, que consola minhas aflições... que me segura para que eu não tropece, e me faz pensar melhor e desistir de agir com violência... que enxuga minhas lágrimas e manda ao céu os recados para aqueles que lá estão? É ele quem me acompanha, um soldado enviado pelo próprio Deus para que eu nunca esteja só. Ele é o meu Anjo Guerreiro, meu Anjo da Guarda... aquele a quem eu aprendi a ouvir, para escutá-lo me dizer seu nome: Jeffrey... Jeffrey King, com nome e sobrenome. Um Anjo tão poderoso porque é muito amado. É eficiente, porque já não existe mais ruído entre a sua e a minha vontade. Sinergia, energia, espírito e coração. Nosso silêncio é prece, e nossas preces são músicas aos ouvidos do Criador.  Presente desde sempre, e até após essa vida será meu intercessor, a me acompanhar em caminhos esquecidos de outras existências. Jeffrey King, meu Anjo Guerreiro, meu Anjo Bom, que me ilumina, me protege, me guia, me acalenta, me intui... e de vez em quando se faz voz em outras pessoas, dando-me as palavras que preciso ouvir. Sinto sua presença, forte e ao mesmo tempo dócil. Agradeço a Deus por esse presente. Você, amigo assíduo e tácito... tudo sabe, tudo vê, tudo sente. A ti, meu Anjo, minha gratidão.



“Vou enviar um anjo diante de ti, para que te guarde pelo caminho (…) Toma cuidado na sua presença e escuta a sua voz (…)” 
(Ex 23,20-22).



segunda-feira, 20 de março de 2017

O direito de sentir a dor

Meu irmão...
São 54 dias já sem você... sem ouvir sua voz, sem escutar suas histórias e ainda assim eu acho que qualquer dia desses você vai me ligar. Sinto você muito vivo no meu coração. Está mais perto do que nunca! Converso contigo toda hora, o dia todo... sinto você, mas não consigo mais ouvir a sua voz. Vejo fotos, vejo vídeos, e ainda assim não consigo acreditar que você não está mais nesse plano. O pior de tudo, é escutar as pessoas falando que preciso seguir em frente, que a vida não pára, que preciso esquecer toda essa dor que ainda sangra no meu peito... Não sei se as pessoas falam da boca pra fora, ou se estão doidas,  ou se querem abrandar minha perda ou ainda se não se importam com essa passagem... 
juro que não sei...

O que eu sei, é que dói pra caramba...

Não me importa o tipo de sentimento que as pessoas tem quando perdem alguém a quem ama muito. Eu estou vivendo a minha perda, a minha dor, e só quem ama demais um irmão que viu nascer e que conviveu com ele toda a infância e juventude, poderá mensurar o aperto que estou sentindo... o nó na garganta constante, e como é engolir diariamente um choro muito sentido...
 é muito difícil.


Waltinho, lembra de quando tiramos essa foto?
Foi no Jornal Tribuna da Imprensa... eu tinha no máximo uns 12 anos, você uns 9 anos... acho que precisávamos de uma foto 3x4 para a matrícula no Celestino da Silva, mas aí o fotógrafo que era amigo da nossa família quis tirar mais uma... de nós 2 juntos. Papel fino, brilhante, quanto tempo!!!
 Olha como você era pequenininho do meu lado. Eu lembro dessa camisa, era cinza rajada de branco e a gola era azul escuro, tinha o desenho do Charlie Brown sentado na casinha do Snoopy. Nesse dia eu briguei com você, pra tomar banho e pentear o cabelo: "troque a cueca, Waltinho". Você era meu irmãozinho, meu bonequinho malcriado que não gostava de tomar banho. Eu já era mocinha, mas você ainda era criança...

Então, meu irmão, eu acho que serão necessários ainda muito mais que apenas 54 dias para eu voltar a respirar sem doer. Cada um sabe o tamanho da sua dor... Eu nem sei dizer como vai ser minha vida daqui pra frente, eu vou viver até o dia que Deus me chamar, pode ser muito tempo ou pouco tempo... Como eu vou passar esse tempo, é que eu quero ver... Eu vou continuar com Deus e com você no coração. Cuidar de quem ficou. 
Mas... como eu sinto saudades suas, irmão. Os olhos transbordam algumas vezes ao dia, e eu tento transformar em saudade a realidade que eu sinto a cada dia. 

Lembranças... muitas lembranças
Cada uma melhor que a outra... e como me faz bem relembrar cada uma delas. Isso, meu irmão, ninguém pode tirar de mim. 

Eu tenho o direito de sentir essa dor.

Te amo meu irmão!
para sempre.
Walter Sieczko dos Santos


quinta-feira, 9 de março de 2017

09 de Março de 2017

Quinta-feira, dia 09 de março de 1972.

Minha mãe com 18 anos, sentindo as dores do primeiro parto, parte para a Maternidade Pro Matre, no Centro do Rio de Janeiro. Era ainda madrugada, e depois de horas de dores e contrações, eis que chego a este mundo, pelas mãos da Dra. Thais Helena. Nasci às 06:50, de parto normal... era a virada para a Lua Minguante, minha mãe me disse que nasci de "9 luas, certinho, sem erros nem dúvidas". Hoje minha mãe mandou essa história pelo whatsapp... e disse que logo após meu nascimento, eu estava "com o canto da boquinha cheia de "espinhas", da água do parto". Deve ter sido alguma reação alérgica, não sei o que significa isso. E mãe e filha ficaram um tempinho juntas, pele a pele, aquecida ao colo materno. 
Andreia com 6 horas de vida

Depois nos separaram, minha mãe foi para um pavilhão, e eu fui para um outro, público,  pois o berçário do lado particular estava lotado devido ao grande número de bebês que nasceram na virada da lua cheia para a lua minguante. Minha mãe, tão jovem e mamãe de primeira viagem, chorava tanto, porque eu estava longe, que resolveram me tirar do berçário e me trouxeram para o quarto, pra ficar com ela. Depois de algumas horas já no quarto, minha mãe ainda chorava, e uma enfermeira perguntou porque tanto choro, e ela soluçando, disse que o bebê (eu), não conseguia mamar... o bico do peito da minha mãe não era grande o suficiente para sugar o leite materno. Então a enfermeira largou a bandeja de medicamentos que estava em suas mãos, pegou a cabecinha do bebê (eu) e apertou contra o peito da (minha) mamãe... e então, comecei a mamar. Minha mãe disse que eu mamava tanto que sentia o bico do peito queimar. Mas eu só mamei durante os meus 11 primeiros dias de vida. Não me adaptava ao leite materno, e a nenhum outro leite, o que gerava estresse, tristeza e preocupação. Minha mãe fez algumas pesquisas e tentativas, e encontrou um leite chamado Leitelho Eledon, um leite azedo e já talhado, que parece que não era muito gostoso, mas eu tomava e não vomitava... então, parece que eu gostei do leite.

São minhas histórias, relatos da minha caminhada nesta vida... de como eu cheguei aqui. E quando chegamos aos 45 anos, pensamos tão diferente do que era aos 20, 30... São tantas experiências, tantas perdas, tantos ganhos. Uma realidade tão nova; tanto ainda tenho pra aprender. 

Hoje eu já chorei, já senti tristeza, mas também senti gratidão... porque nunca, jamais eu vou vou deixar de agradecer a Deus pela minha vida, pela minha família, minha história, pela oportunidade de ter o meu irmão Waltinho em minha vida; que foi um grande presente pra mim.  Minha mãe hoje de manhã comentou novamente que ela tinha medo que eu tivesse ciúmes antes do nascimento do meu irmão, Waltinho, quando ela chegasse da maternidade com um outro filho nos braços. Mas ela me contou novamente a mesma história que eu contei aqui no blog, sobre minhas lembranças e impressões pessoais do dia que eu vi meu irmão pela primeira vez. E graças a Deus, a memória que tenho, é exatamente o que minha mãe me contou. Ela disse que meu irmão era meu... e disse que eu acreditei e gostei do "presente Waltinho". E assim, hoje, dia 09/03/2017, eu relembro minha história, sinto saudade e também agradeço por ter sido abençoada com meu irmãozinho. E peço a Deus que conforte nosso coração, e me dê forças pra suportar o tempo de vida que ainda preciso viver, até o dia de finalizar a minha missão.
Andreia com 10 meses e Nina Sieczko com 19 anos

Sinceramente, depois de tanto sofrimento e essa perda irreparável, não há mais como ser como era antes. Ainda estou doída e traumatizada com a dor do desencarne do Waltinho. Então, não tenho muito que comemorar, não quero festa, não quero nada... só quero me recolher em oração, entrar em sintonia com o Jeffrey e com as pessoas mais próximas a mim, e pedir a infinita Misericórdia de Deus, o amor de Jesus e a proteção de Maria. Que possamos ser todos abençoados. A vida segue seu rumo... pela vontade de Deus Pai.

Andréia Sieczko
09/03/2017



Nove de Março de Dois Mil e Dezessete


9 de março é o 68.º dia do ano no calendário gregoriano (69.º em anos bissextos). Faltam 297 para acabar o ano.

Cheguei aos 45


quarta-feira, 8 de março de 2017

Um beijo e um abraço apertado da sua irmã mais velha, que te ama muito!


Meu irmão.
Com você, sempre no meu pensamento e no meu coração. 
Amanhã eu farei 45 anos, mas será um dia muito triste, porque eu sei que você não está neste plano. Você não está aqui... E estou me sentindo tão só; uma coisa estranha que não sei explicar... Mesmo você morando tão longe, eu sabia que eu tinha você a 1 segundo de uma linha de telefone. E agora, eu não vou mais conseguir falar com você a hora que eu desejar. Não vou mais ouvir a sua voz. Não vamos mais conversar sobre os filmes e séries da TV, nem sobre o seu carrinho velhinho que você curtia tanto reformar. Nem vou mais ouvir as suas histórias de PQD, nem conversar sobre as comidinhas que eu poderia fazer pra você... nem perguntar quanto está sua insulina... Você não vai mais me ligar escondido na padaria, dizendo que está num "azimute de fuga", comendo um pedaço de bolo com café. Nem vamos mais trocar fotos do vaso do banheiro, fazendo competição de quem faz a "obra" mais bonita, nem tenho mais a quem pedir pra "brincar de bicho" comigo. Nem brincar de competir com o arroto mais alto e looongo... e quando eu espirrar bem alto, não vou mais ouvir você perguntando: "alguém aí espirrou?" Nem faremos mais torneio de cuspe à distância, nem vamos mais falar com a voz fininha: meeeeennntiiiiiiira, quando estivermos de zoação. Brincar de pique esconde no escuro e batalha naval. Meu irmão, são tantas coisinhas que temos e são tão nossas. Memórias de brincadeiras e brigas de infância... mas que em 5 minutos estávamos juntos brincando e brigando de novo. Você mordendo o dedo do Frederico... meu bonequinho que tenho até hoje. E destruindo minhas outras bonecas... e mais tarde eu lavando sua farda na época do quartel... morria de medo de você atravessando a Presidente Vargas pra pegar o trem de madrugada na Central e ir para Marechal Hermes, na Brigada Paraquedista... Lembro que nessa época eu morava em Pontevedra, mas fazia um DDI que era caro na época, só pra pedir pra você não ser bisonho e olhar para os lados da rua, antes de atravessar. Lembro da gente assistindo Sessão da Tarde, e lambendo o creme do biscoito piraquê recheado de limão. E também, vendo quem  conseguia comer e esticar mais o queijo quente do pão de forma, sem arrebentar o queijo que tinha sido feito naquela chapa única que esquentava na chama do fogão. Rosquinha Mabel, fanta uva... As caixas de bombons que nossa mãe comprava, e você comia todos os seus bombons e depois comia os meus... e eu tinha que contar os bombons, seu guloso. Até hoje eu escondo algumas guloseimas de mim mesma... mas digo que estou "escondendo do Waltinho". E quando você implicava comigo eu gritava: "Mãe, olha o Waltiiiiinhooooo" e ficávamos de castigo, um de frente pro outro, um olhando pro outro, kkkkkkkk até a briga acabar. Sua Caloi Cross vermelha, seu quarto na rua do Lavradio, com poster de mulher pelada e o Forte Apache montado no chão ao lado da sua cama. Atari - Berzec, Pacmam e Enduro, nossos cartuchos preferidos. Os passeios noturnos com os amigos do Celestino, pelas ruas do Centro. Nós usávamos umas capas compridas com a gola levantada... era um charme! As tardes e acampamentos no Grupo Escoteiro, com Chefe Luiz, dona Adelaide, Auxiliadora.Tudo tão lúdico, meu irmão. Eu só consigo lembrar de coisas boas. As ruins não devem e não podem ocupar espaço na minha mente. Não devemos cultivar amarguras. Para cada coisa ruim que me lembro, existem muito mais de lembranças boas. Você, meu irmão, foi figura principal na minha infância, na minha vida. Entre tantas pessoas que fizeram parte da minha história, indubitavelmente, você foi a mais importante de todas. É por isso que vou afirmar até o fim, que você é meu primeiro e melhor amigo, minha maior herança, meu mais valioso tesouro e a melhor parte de mim. Walter Sieczko dos Santos, meu irmão tão querido e pra sempre amado, até depois desta vida, por toda a eternidade. Amanhã vou acordar mais um dia sem você aqui... Isso ainda me parece um pesadelo, e por mais que eu tenha consciência que exista vida após essa vida, saber que você não vai mais me ligar, que não vou mais conversar com você me aumenta o vazio que dói em meu peito. É tão difícil, Waltinho... muito difícil seguir adiante. Vou ficar aqui, quietinha, rezando e enviando meu amor e carinho pra você.

Um beijo e um abraço apertado da sua irmã mais velha, que te ama muito!

Andréia Sieczko

Meu Desenho, feito pela minha mãe.


Meu desenho... feito pela minha mãe, Nina Celia Sieczko.


terça-feira, 7 de março de 2017

Andreia Sieczko, menina, 1982

 Foto tirada quando eu tinha 10 anos, na vila onde eu morava, após a separação dos meus pais.
Esta foto foi na mesma época, e tirada pela mesma pessoa, Denise, nossa vizinha e professora particular do Waltinho. Uma pessoa maravilhosa, da qual só tenho boas lembranças.
 Obrigada, Denise, por esta linda lembrança.

Provavelmente o ano era 1982

domingo, 5 de março de 2017

Irmãos Sieczko


Aqui...
Éramos jovens e saudáveis.
Meu irmão, que saudades.

Andreia e Waltinho Sieczko dos Santos

sexta-feira, 3 de março de 2017

Waltinho, a saudade só faz crescer a cada dia...



Então, nossa mãe mexendo em pastas de documentos antigos, achou esse desenho que você fez de mim, meu irmão. Você deveria ter uns 6, 7, 8 anos???  Pôxa... como essa saudade consegue crescer tão rápido? No desenho você me fez "caolha"... estou mais parecendo um "Pé Grande" de montanha de neve... e o que é isso que você desenhou na minha mão, meu irmão? Desenhou até meus cabelos e um sorrisão... E ainda deixou uma legenda: "Andréia chata". Como eu gostaria de ouvir mais 9999999999 mil  vezes você me chamando de chata. Hoje de novo eu sonhei com você... eu sempre sonho com você, ou sonho que estou falando sobre você... sempre você, Waltinho. Eu acredito que nunca mais eu vou conseguir me recuperar da sua perda. Nunca mais a minha vida será igual ao que era antes. Semana que vem, eu completo 45 anos, e não tenho nenhuma vontade de comemorar. Comemorar o quê? Por quê? Pra quê? Eu perdi a pessoa mais importante da minha vida. Eu me recordo das nossas conversas, e às vezes você estava tão cansado de lutar que não aguentava mais eu falando pra ter paciência... e me perguntava: "quer trocar de lugar"? É claro que eu trocaria de lugar com você. Eu trocaria na hora. Deus é testemunha... Você é o meu irmão amado, é a melhor parte da minha vida. Acompanhar toda essa luta contra a doença, me marcou muito. Foi muito sofrimento, meu irmão. Você é  e sempre será um guerreiro. Você foi muito forte. E aqui... parece que continuo doente... parece que nunca mais serei curada dessa dor, dessa tristeza e saudade. Meu sentimento nunca vai esmorecer, eu vou te amar sempre e pra sempre... a distância nunca amornou esse sentimento, e não será agora que vai amornar... O pensamento é uma força gigantesca, ele chega rapidamente onde você está. Eu tenho certeza que você sente isso. Você sabe o quanto eu te amo, você recebe minha energia e todo meu carinho, aonde quer que você esteja. Eu só espero seguir aqui na missão que você me confiou. Não sei ainda como farei isso... acho que vai ser difícil, terei alguns entraves, mas eu creio no Espírito Santo, e confio no poder que o Jeffrey tem para aproximar esses objetivos. Por enquanto, Walter Sieczko dos Santos, meu amado irmão, esteja em paz, por favor, esteja em paz.  Eu sei que nossos amigos estão cuidando bem de você. Eu te amo sempre, nunca se esqueça disso.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Meu Eterno Herói - Walter Sieczko dos Santos


Meu irmãozinho, eu tenho certeza que esse orgulho você está levando contigo, onde quer que você esteja!
Seu brevet foi conquistado...
Como você sempre disse: muitos querem, poucos conseguem...
Você está descansando no ninho do Condor!
Eu tenho muito orgulho de você, Waltinho!
Para sempre meu irmão, para sempre Paraquedista!

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Amor de Irmãos, amor de Deus! Walter Sieczko dos Santos, meu irmãozinho...

Eu tinha 2 anos... mas a vida por algum motivo me proporcionou a dádiva de manter intactas as memórias da minha primeira infância... é claro que na visão de uma criança, algumas imagens são distorcidas pela pequena estatura de um "ser humaninho" tão pequenininho ainda... mas com os olhos muito abertos e curiosos porque tudo que se mostra à frente seja novidade. Primeiro, era uma barriga que crescia a cada dia - e que barrigão - compras de presentes que de fato não eram para a "Dudedéia"... tinha alguém chegando, alguém que estava ainda num forninho que somente Deus sabe como acender o fogo. Algumas modificações no apartamento duplex, como grades nas janelas (eu ainda não entendia o por quê), muita gente falando... e o tempo ia passando, e a barriga ia crescendo, quando então eu começava a entender que a mamãe " ia pô pital tilá nenêm " estas são as palavras sobre a barriga que estava crescendo e sobre o irmãozinho que estava chegando (e que estão escritas no nosso álbum do bebê).


Então, depois de um tempo, por alguns dias fui "tabalá" com o papai... tenho lembranças do balanço que meu pai improvisou dentro da Kombi que fazia entregas... Que perigo era aquele balanço, balançando esta menininha que agora sofre na madurez dos anos e com as perdas já vividas... (-) Enfim... 3 dias depois, mamãe chega com um embrulhinho que não pesava nem 3kg nos braços, tão jovem e bonita, com cabelos louros quase na altura da cintura... chegou e disse pra mim: "Mamãe trouxe um presente pra você!" e então começou a subir os degraus da escada que leva até os quartos no apartamento duplex na Rua do Lavradio... a partir daí, eu sabia que realmente a minha vida tinha mudado pra sempre... Preciso agradecer a Deus por ter mantido essas lembranças em minha memória. Obrigada, Senhor!!!! É um imensurável presente - que ninguém pode tirar de mim - ter memórias tão vívidas! Lembro então de mim, com 2 anos e 6 meses, subindo as escadas de madeira encerada, ansiosa pra descobrir o que havia dentro daquele pacotinho que minha mãe levava nos braços. Era um dia de sol... Entrei no quarto, lembro das cortinas vermelhas fechadas, dando um tom meio escurecido no ambiente, combinando com a colcha do mesmo tecido, na cama de casal... Me ajoelhei no chão, e me debrucei sobre a colcha vermelha, cotovelos apoiados na cama, olhos arregalados, aguardando pra ver o meu presente. E era você, Waltinho! Tão pequenininho e cor de rosa... um bebê com 3 dias de vida, olhinhos fechados... e meu! Quem tem minha idade, deve se lembrar de um boneco chamado  Manequinho, da Estrela e eu tinha um bonequinho desses... eu adorava. 

Então enquanto minha mãe me dava você de "presente" ela ia falando: "olha aqui o presente da Dedéia, é o seu irmãozinho... é um menino, e tem "piruzinho".  E eu intrigada perguntei: "tem piruzinho, mãe? igual ao Manekinho?"  Minha mãe respondeu que sim, mas que você fazia xixi sozinho. Eu fiquei apaixonada pelo meu presentinho, meu irmãozinho. Então, em continuidade, nossa mãe foi desembrulhando você... tirou a manta que o cobria, tirou sapatinho, a roupinha, e eu ia acompanhando toda aquela movimentação em um estado de excitação e alegria, que agora ao relembrar me faz chorar de emoção e saudade. Ô meu Deus, muito obrigada por ter mantido toda essa lembrança em minhas memórias... como eu agradeço a Ti, Senhor! 


Então, a partir daquele momento, eu tinha um presente, eu tinha um irmão, eu tinha um bebê em casa, que nunca foi ameaça para uma "filha única" até aquela data. Eu o recebi com amor e alegria. Então é por essa razão que eu digo, meu irmão, Walter Sieczko dos Santos, nascido em 25/09/1974, você é o meu melhor presente, meu primeiro amigo, minha maior herança, e a melhor parte de mim. Sim, você é a melhor parte de mim. Pra sempre, até o infinito. Você foi um bebê muito lindo, gorducho e tão preguiçoso, que demorou a andar e a falar... tinha covinha nas bochechas e o olho azul tão bonito quanto a cor verde que depois fixou em seus olhos.


Tantas e tantas histórias, meu irmão... Tantas aventuras, tantas brigas de crianças, tantas descobertas, tantos bons e maus momentos. Tudo o que vivemos, eu relembro com saudade e carinho. As minhas bonecas que você destruía, o meu LP dos Menudos que você mordeu... os seus brinquedos, playmobil, Falcon, forte apache... sua Caloi Cross vermelha, nossos acampamentos em família, nossa época no Grupo Escoteiro, nossa juventude, tudo, tudo, absolutamente tudo está gravado em minha memória e fará parte da nossa caminhada nesta vida. 


Foi um imenso prazer ter dividido minha infância com você, Waltinho.
Você foi um Guibor de Deus
Você foi um homem de fé.

E com essa mesma fé que você manteve em seus últimos meses de vida, eu me agarro para seguir daqui pra frente sem você.  Se é verdade que quando partimos vemos à nossa frente um filme da nossa vida, você então já assistiu todo esse meu relato, e então, nesse momento, em algum lugar, você tem a certeza do meu amor, do meu carinho, do meu agradecimento... Você reviveu em 3º pessoa, tudo o que ainda tenho gravado na mente. Eu te amo demais, meu irmão.  E em nossa despedida, eu te falei o quanto eu te amava. Mais do que tudo e todos que eu conheço nesta vida. Você é a pessoa mais importante de toda a minha vida. Acho que se eu tivesse filhos, você ficaria em segundo plano... Mas eu te digo com toda a certeza do mundo, que o primeiro lugar em meu coração, é seu! Você pra sempre será meu bebê, meu bonequinho, meu irmãozinho, meu presente, minha maior herança. Te amo demais, e a finitude desta existência não tem o poder de modificar esse amor. Eu realmente daria minha vida por você. A ninguém mais eu abdicaria da minha existência. Eu vou agradecer sempre, ao Jeffrey, meu Anjo da Guarda, a Deus, aos nossos amigos espirituais pela oportunidade de poder ter ficado ao seu lado a última semana que passamos juntos. Foram momentos de profunda reflexão... muito silêncio, muita oração. Muitos amigos que estavam sintonizados, rezando por você, pela sua libertação, meu irmão.



Eu creio que Deus tem um propósito na vida de todos nós. Não nascemos por acaso, não temos a família que temos por acaso, não passamos pelas vicissitudes por acaso. Existe algo muito maior do que podemos imaginar. Tudo é aprendizado, tudo tem um porquê... Nada é por acaso. Então, meu irmão, eu volto a dizer o quanto eu sou agradecida. Não sei o que fizemos em outra existência, nem sei quem fomos, mas eu acredito que aqui, cumprimos a nossa missão.  Eu te amei e continuo te amando, vou rezar por você até o último dia de minha vida. Nem nada, nem ninguém pode tirar de mim o que Deus me deu. Aprendi que devemos buscar primeiro o Reino de Deus, e tudo o mais, nos será dado por acréscimo. Eu desejo que você esteja em um bom lugar. Tão aquecido como em meu coração. Ainda vai demorar um pouquinho para eu entender e aceitar como foi seu desenlace, talvez o restante da minha vida em terapia... Eu prometi estar com você, e estou com você sempre em pensamento. Você combateu o bom combate, permaneceu na fé. 




Hoje então, faz 1 mês que você se foi. 26/02/2017.  Parece que estou vivendo um pesadelo constante... durmo, acordo, mas o pesadelo não termina. Ainda não acredito, porque eu não te vi indo embora. Nossas conversas estão gravadas em minha mente. Eu vou tentar fazer tudo o que você me pediu. Vou fazer tudo o que tiver ao meu alcance para que você prossiga em paz. Descanse, meu irmão... Foi uma luta muito árdua... Foram meses de sofrimento... Mas você não perdeu o controle, seguiu firme na fé. Você com certeza foi acolhido com muito amor. Nossos amigos estão cuidando de você. E daqui, eu, nossa família e outros amigos estão enviando amor e boas energias para você. Te cuidei com muito carinho. Fizemos muitas orações, muitas orações... conversamos, te abraçava a cada vez que você se levantava, segurei muito sua mão, beijei muito sua cabeça, pedi muito a Deus por você. Mas quando lembro da sua voz dizendo que estava muito cansado, e que não aguentava mais lutar contra a doença, eu me sentia tão impotente perante a vida.  Tinha vontade de vomitar de nervoso. E então eu rezava e pedia que Deus lhe desse forças. Eu peço Misericórdia, Senhor. E a esperança do meu irmão estar me aguardando com um grande sorriso na hora de me reencontrar. Essa é a promessa que Jesus fez a todos nós.

Como eu disse, Waltinho, ainda não caiu a ficha. Tá difícil conviver com essa estranha realidade. Impossível viver normalmente sabendo que vou te ligar, e você não vai me atender ao telefone. Fico ouvindo seus áudios, vendo nos vídeos as histórias da Brigada Paraquedista que você não cansava de contar... e eu não cansava de ouvir. Fico me perguntando aonde estará você, meu irmãozinho? Chego ao limite da loucura... saio da realidade, imaginando que você está em um lugar bem bonito. E rezo... rezo muito, para que você esteja realmente bem, sem dor, sem todo o sofrimento que você passou. Nosso laço de família não vai se romper, o amor que sinto por você, não vai acabar, não importam as circunstâncias. Obrigada, meu irmão. No dia que me despedi de você, eu fiz força pra não chorar, até porque eu iria voltar em alguns dias para estar novamente com você. Mas você segurou a minha mão e me disse: "Obrigado, tá, Andréia". Não, meu irmão, não tem que agradecer, eu que agradeço pela oportunidade que tive de ser sua irmã mais velha e estar com você todos os momentos que eu pude. Obrigada, Senhor, por ter sido a irmã do Waltinho. Eu nunca vou deixar de agradecer por essa oportunidade, por esse presente que é tão valioso pra mim. Recebe meu amor infinito, recebe meu carinho, recebe meu abraço e meu beijo, meu irmão. 




Amo muito você!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Para sempre, irmãos!

Eu fiquei  7 dias ao seu lado, meus 7 últimos dias com você. Foram dias de muito amor, muito carinho, muito silêncio e muita oração. Momentos de reflexões, conversas com Deus. Pedidos de misericórdia, libertação, promessas. Olhares infinitos... Como eu te olhei, velei seu sono, observando você dormir. Meu bebê caçula... irmãozinho tão querido. Como eu fiz massagem em você pra aliviar a dor do corpo, como te abracei pra aliviar a dor da alma. Da minha alma também... muitas vezes eu sentia vontade de vomitar de medo, de desespero, de impotência, de incapacidade de poder fazer alguma coisa pra te livrar dessa doença... chorava no banheiro, enquanto tomava banho... chorava mas agradecia pela oportunidade de poder estar ali com você. Então no dia 24/01/17 eu precisei voltar ao trabalho, eram 03:30h da madrugada, de uma terça-feira. Ia direto para o trabalho, mas com a promessa de retornar já no dia 27/01, passar o fim de semana com você... A passagem já estava comprada... Eu fiquei fazendo massagem nos seus pés... conversando baixinho com você... e então na hora de me despedir, fazendo muita força pra não chorar, eu te disse: "meu irmão, estou indo... mas eu volto... olha, levando em conta que hoje já é terça, amanhã é quarta, depois quinta... e sexta-feira já estarei de volta aqui...(...)" Você então apertou a minha mão e disse: "obrigado por tudo, tá Andréia..." e eu disse que você não tinha nada que agradecer. E disse que te amava muito e que você era a pessoa mais importante da minha vida... e te beijei a testa, beijei seus cabelos, senti seu cheirinho e sua temperatura quentinha pela última vez. Ali foi nossa despedida, meu irmão. Hoje faz 1 mês que eu te vi pela última vez. E fico aqui me perguntando, quando é que vou te ver novamente?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Saudades do Waltinho Sieczko, meu irmão, meu amigo.

Meu Deus, que dor é essa? Que sentimento é esse? Nada muda no meu pensar, no meu sentir... sinto uma dor que não sei explicar, que nunca senti... Uma falta, um vazio físico, um espaço que jamais poderá ser preenchido, um vácuo, um buraco sem fundo, um nada tão silencioso, que chega a rasgar os meus ouvidos. O que é isso, Senhor? Me explica o quê estou sentindo. Durmo, acordo, levanto, faço as coisas no automático, que às vezes nem sei onde estou, só consigo sentir essa tristeza vindo de dentro, brotando na pele, queimando no peito. Ainda não tem 1 mês que meu irmão se foi, mas parece que faz um século que eu não o vejo, que eu não ouço sua voz. Rezando, rezando, rezando para que ele esteja bem... pensando, pensando, pensando e enviando em meu pesamento todo o meu amor, todo o meu carinho, e agradecendo, agradecendo e agradecendo a Deus pela oportunidade de ter sido sua irmã, de ter compartilhado com ele os momentos vividos em nossa infância. Mesmo crendo em vida além desta vida, é tão difícil acreditar em tudo que aconteceu e como aconteceu... toda a luta, as batalhas do dia a dia durante a doença. A resiliência vivida em todo esse tempo... Meu irmão, meu querido irmão, receba todo o meu amor, eu nunca vou parar de pensar em você, eu nunca vou parar de rezar para que você esteja bem, eu sempre vou pedir que você esteja me esperando quando chegar a hora de eu partir. Eu não vou dizer que a vida foi ingrata com a gente, porque eu creio que Deus é perfeito em tudo que faz e nunca vou me revoltar contra tamanha força, magnitude, perfeição e amor por todas as criaturas. Tudo tem um porquê, e não vou contestar isso... mas tenho o direito de sentir saudades e lamentar sua partida tão cedo... Tá sendo difícil, meu irmão... muito difícil... não sei se algum dia vou superar essa perda. Acho que vou viver com sua ausência física constante... mas te sinto tão vivo no meu coração. Talvez você esteja mais próximo do que nunca... Todo esse vazio físico será preenchido com orações, com meu amor, e com a força que Deus manda para todos aqueles que Nele crê. Eu tenho um irmão lindo, por dentro e por fora, que é você, que se chama Waltinho... pra sempre Waltinho. Meu irmãozinho que recebi de presente, que foi meu bonequinho de verdade, que foi meu primeiro amigo, minha maior herança, meu mais precioso tesouro e pra sempre a melhor parte de mim.  Te amo, meu irmão. Você é meu irmão, nunca deixará de ser meu irmão.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Batizado do Henrique Sieczko Fernandes


Ganhei mais uma missão...
Tenho o prazer de ter mais um afilhado em minha jornada.
Henrique nasceu um pouco antes do meu amado irmão Waltinho descobrir o câncer que o levou para o outro lado da vida.  Quando eu soube que tinha sido escolhida para ser a madrinha do mais novo bebê da família, eu chorei de emoção, e agradeci por esse presente, no meio de um momento tão complicado e triste da nossa família. O Batizado ocorreu tardiamente, por conta  das constantes viagens para eu ficar em companhia do meu irmãozinho Waltinho... e depois tivemos o cancelamento da data, por causa da volta do meu irmão para  Deus. 



Um Bebê na família é sempre um sinal de esperança... No meio de tanta tristeza, perda e sofrimento, o Henrique consegue nos fazer sorrir. É uma criança muito especial. Recebeu o primeiro Sacramento na Igreja do Outeiro da Glória, pelas mãos do Monsenhor Sergio, num domingo de sol, e com a presença de toda a família. Reunidos em comunidade, eu jurei ser uma boa madrinha e orientá-lo nos caminhos de Deus; serei presente e sempre disponível para auxiliar os pais no que for preciso. Meu afilhado já é muito amado. Desejo muita saúde para que ele cresça e se torne um homem de bem. Agradeço imensamente essa responsabilidade, e que Deus nos abençoe.


Família é família... projeto divino.
Falamos muito sobre o Walter no batizado. Meu Deus, quanta saudades do meu irmão... meu primeiro amigo, meu maior tesouro, e para sempre a melhor parte de mim. ( :()  )  essa perda pra mim, vai doer pra sempre.  Abaixo, mais uma foto da comemoração do Batismo. Meus tios, minha família, minha base primária. Vou começar o projeto para escrever o livro da nossa família. Começar as pequisas sobre as histórias que cada tio tem a contar sobre meus avós. Ficaremos registrados nesse mundo... Nossa família tem muita história pra contar.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Walter Sieczko dos Santos, Guerreiro Paraquedista






Não consigo acreditar, meu irmão...
A ficha não tá caindo...

Você não sai do meu pensamento.
É o dia todo, rezando e pensando em você.
Para que você esteja livre do pesadelo que foi sua vida.

E que finalmente, esteja bem.
A distância nunca nos separou...
Não seria essa agora a nos separar.

É sangue, 
É amor, 
É família...
Laços indissolúveis.
Eu te amo pra sempre!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Me falta ar

Ainda vai demorar um bom tempo...


Mas com certeza, o sorriso não será mais o mesmo. Para sempre vai faltar o brilho no olhar, a alegria que antes era abundante.
Talvez nunca mais eu me reconheça.

Porque com certeza, eu não me reconheço sem você.

Me falta ar...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Meu irmão... a melhor parte de mim... Walter Sieczko dos Santos

Venho agradecer todo o abraço recebido na missa do meu amado irmão Waltinho.


Foi uma missa linda!!!! Minha família e eu agradecemos todo o carinho, amor e consideração à nossa dor. A cada abraço, um pedacinho da história da vida do Waltinho foi eternizado em nossos corações. Muitos amigos, amigos de infância, amores da juventude, amigos de escola, amigos da vida, amigos que o conheceram ainda na barriga da nossa mãe... Amigos que não tiveram o prazer de conhecê-lo, mas que conheciam a importância e o amor que temos por ele. A cada abraço, a certeza que temos, que ainda nos encontraremos. Cada abraço que recebi, vai ficar pra sempre na minha memória. Cada um de vocês... Muito obrigada por toda consideração, cada abraço, cada oração. Nessas horas, basta um abraço apertado, coração com coração... Nessas horas, não há o que ser dito. Vou levar comigo pra sempre, o carinho de vocês. Tenho certeza que o Waltinho recebeu cada carinho e cada pensamento positivo. Sou grata por tê-los tão perto de mim e de minha família. Vocês fizeram a diferença. Meu irmão é muito amado! Meu irmão tem uma família que o ama, tios, irmãos, primos... família e grandes amigos, que rezaram muito por ele... e ele continuará em nossos corações e pensamentos. Meu irmão tem amigos de infância... Que nem mesmo a distância foi capaz de cessar esse vínculo. 



Meu irmão continuará sendo o meu maior tesouro, minha melhor herança... E sem dúvida, a melhor parte de mim.


Por toda a eternidade.

Com muito amor, agradeço a todos vocês que participaram da nossa vida.



Andréia, a irmã do Waltinho.








Walter Sieczko dos Santos

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O Blog faz 8 anos!!!!

O último ano que passou, não foi fácil.

Este ano de 2017... não está sendo fácil... e com certeza, será o pior, mais difícil e o mais triste de toda minha vida. A partir daqui, minha vida sofreu uma perda, um dano irreparável. 

Perdi meu 1º amigo...

Perdi o bem mais precioso da minha infância, da minha juventude e vida adulta. 



Perdi a melhor parte de mim...

Este ano o Blog faz 8 anos. E em 8 anos, tanta coisa mudou.
Tantos "Eu's"... tive que me reinventar, reinventar, reinventar... Mas agora, não me acho capaz... de nada.  Só mesmo a vida pra me empurrar pra frente.   Estou inerte. 

Pensei que já havia passado por tanta coisa triste... mas aí veio a vida e me mostrou que eu ainda não conhecia o sofrimento de ver quem se ama verdadeiramente, ir embora... Nunca estamos preparados... Por mais espiritualidade que tenhamos... na hora da dor... essa dor dói pra valer... de uma forma inimaginável.

Meu irmão me deixou órfã...
Meu irmão me deixou aqui sem ele.

Fica comigo a fé e a esperança que ele esteja em lugar melhor, sem dor e sem sofrimento... e o meu maior desejo é de um dia poder reencontrá-lo.

                                                                                                                                                                 Meu cantinho está triste.
             Meu Blog faz 8 anos!!!! e nunca mais será o mesmo.



Como dói, Senhor!




Como dói, Senhor!

domingo, 29 de janeiro de 2017

Waltinho Sieczko - Amado Irmão


(...)




Falta um pedaço em meu coração;
Falta brilho em meus olhos; alegria em meu sorriso...
Nunca mais a cor da vida terá a mesma intensidade.
Sem você, meu irmão, nada mais tem cor.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Um Guerreiro subiu ao Céu - Walter Sieczko dos Santos


Meu irmão, 

Meu guerreiro, guibor alado.

Eu senti você se despedindo de mim.

Eu sempre vou te amar, irmão!

                                                                            26/01/2017
                                                                                                                                              16:24h

domingo, 15 de janeiro de 2017

XX - A TRADIÇÃO MESSIÂNICA - Os Exilados da Capela


Pelo ano 500 a.C., muito antes do drama do Calvário e no tempo de Confúcio, que era então ministro distribuidor de justiça do Império do Meio, foi ele procurado por um dignitário real que o interrogou a respeito do Homem Santo: quem era, onde vivia, como prestar-lhe honras... O sábio, com a discrição e o entendimento que lhe eram próprios, respondeu que não conhecia nenhum homem santo, nem ninguém que, no momento, fosse digno desse nome; mas que ouvira dizer (quem o disse não sabia) que no Ocidente (em que lugar não sabia) haveria num certo tempo (quando, não sabia) um homem que seria aquele que se esperava. E suas palavras foram guardadas; transcorreu o tempo e quando, muito mais tarde e com enorme atraso, devido às distâncias e às dificuldades de comunicações, a notícia do nascimento de Jesus chegou àquele longínquo e isolado país, o imperador Ming-Ti enviou uma embaixada para conhecê-Lo e honrá-Lo; porém já se haviam passado sessenta anos desde quando se consumara o sacrifício do Calvário.

Trechos do Livro:
XX - A TRADIÇÃO MESSIÂNICA - Os Exilados da Capela

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

XIII - DA DESCIDA À CORRUPÇÃO - Os Exilados da Capela


XIII - DA DESCIDA À CORRUPÇÃO - "E aconteceu que, como os homens começaram a se multiplicar sobre a face da Terra e lhes nasceram filhas; viram os Filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram." Isto quer dizer que os degredados - aqui mencionados como Filhos de Deus - encarnando no seio de habitantes selvagens do planeta, não levaram em conta as melhores possibilidades que possuíam, como conhecedores de uma vida mais perfeita e, ao desposarem as mulheres primitivas, adotaram seus costumes desregrados e deixaram-se dominar pelos impulsos inferiores que lhes eram naturais. Chegaram numa época em que as raças primitivas viviam mergulhadas nos instintos animalizados da carne e, sem se guardarem, afundaram na impureza, não resistindo ao império das leis naturais que se cumpriam irrevogavelmente como sempre sucede. Já vimos que a encarnação dos capelinos se deu, em sua primeira fase e mais profundamente entre os Rutas, habitantes da Lemúria e demais regiões do Oriente, povos estes que apresentavam elevada estatura, cor escura, porte simiesco e mentalidade rudimentar. Esses detalhes, mormente a compleição física, ficaram também assinalados na Gênese. Assim ela conta: - "Havia naqueles dias gigantes na Terra; e também depois, quando os Filhos de Deus tiveram comércio com as filhas dos homens e delas geraram filhos." (12) (12) Nephelim é o termo hebraico que os designa. Este trecho da narrativa bíblica tem sido comentado por vários autores com fundo interesse, servindo mesmo a divagações de literatura fantasiosa que afirma ter havido naquela época um estranho conúbio entre seres celestes e terrestres, de cujo contato carnal nasceram gigantes e monstros. Porém, como se vê, não se deu, nem teve o fato nenhum aspecto sobrenatural, pois gigantes haviam, conforme o próprio texto esclarece, tanto antes como depois que os capelinos - Filhos de Deus - encarnaram; nem podia ser de outra forma, considerando-se que eles encarnaram em tipos humanos já existentes, com as características biológicas que na época lhes eram próprias. E é sabido que os tipos primitivos, de homens e animais, eram agigantados em relação aos tipos atuais. Nada há que estranhar, porque nos tempos primitivos tudo era gigantesco: as plantas, os animais, os homens. Estes, principalmente, tinham que se adaptar ao meio agreste e hostil em que viviam e se defender das feras existentes e da inclemência da própria Natureza; por isso, deviam possuir estatura e força fora do comum. Os Lemurianos e os Atlantes tinham estatura elevada e os homens do Cro-Magnon, que já estudamos, a julgar pelos esqueletos encontrados numa caverna perto do povoado do mesmo nome, na França, possuíam, em média, 1,83 m, ombros muito largos e braços muito curtos e fortes, bem menores que as pernas, o que prova serem já bem distanciados dos símios. As construções pré-históricas, como os dólmens, menires, pirâmides etc. eram de dimensões e peso verdadeiramente extraordinários, e somente homens de muita Os Exilados da Capela Edgard Armond 40 desenvoltura física poderiam realizá-las e utilizá-las porque, na realidade, eram túmulos gigantescos para homens gigantescos, que ainda se encontram em várias partes do mundo e em todas as partes têm, mesmo, o nome de "túmulos de gigantes". 

Trechos do Livro:
XIII - DA DESCIDA À CORRUPÇÃO - Os Exilados da Capela

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Razin

“ Queiram ou não queiram os

homens, com o tempo, a luz da verdade se

fará nos quatro cantos do mundo.”


Palavras de Razin, Guia Espiritual.


Os Exilados da Capela