terça-feira, 2 de novembro de 2010

Ensaio sobre a morte - 02/11/10

Hoje faz 1 mês que ele se foi... Ainda, com o corpo quente e inerte sobre a alcova, sua cena final, sua verdadeira e veredita alcova dos leões, senti que iria necessitar descrever aqueles momentos. O que será descrito aqui, não será uma história de amor, não terá um final feliz, portanto, se a morte lhe chocar, opino que mude de post, porque vou precisar expurgar pensamentos, fatos, sentimentos e ressentimentos... de maneira nua e crua, da mesma forma que encaro minha vida, mas vou precisar escrever. Eu, aos 38 anos, ainda não havia perdido ninguém da família... e por mais que eu soubesse que momentos assim chegariam (e ainda chegarão), ainda que eu soubesse exatamente todos os passos administrativos que deveria seguir, ainda sabendo todos os detalhes do corpo, jazendo sem vida, o tanto que estudei sobre a cronotanatognose forense à època da minha faculdade... ainda que estudiosa da continuação da vida após a morte... ciente e crente que a mesma não acaba neste plano, mesmo sabendo que o espírito é imortal... eu me deparei com ele sem vida: o forte, o inatingível, o grande, o audaz, o esperto, o malandro... morto. Dia 03/10, logo após setembro acabar... a vida já estava tão difícil... era dia de eleição, tinha combinado de levar meu tio querido para votar... acabara de ter um AVC e eu ainda temerosa de perder meu porto seguro, havia marcado de levar meus tios ao Centro da cidade, e depois, quem sabe dar um pequeno passeio, visitar parentes... ia ficar o dia com eles. A chuva fina denunciava que o dia inevitávelmente não teria sol e as ruas já borbulhavam com bocas de urna a cada esquina. Eu estava me arrumando, sozinha em casa e o telefone tocou... De um número desconhecido, uma voz me deu a notícia: ...seu pai está morto, morreu dormindo... vou pra aí... desliguei o telefone; minha visão escureceu-se por segundos intermináveis... calma, tenha calma, disse para mim mesma mentalmente... meu corpo tremeu, onde está minha camisa? O que eu havia separado minutos antes para vestir? Calma, calma, não é hora de desespero, não posso... Acabei vestindo a calça jeans e a blusa que havia usado no dia anterior, mas tive o insight de calçar algo bem confortável... o dia vai ser duro, pensei... parecia que mais alguém (dentro de mim) me ajudava naquele momento... tantas coisas passando pela cabeça... será que ele está morto mesmo? Será que não está vivo ainda? Perdi dentro de casa o celular que havia acabado de tocar, fiquei dando voltas em torno de meu próprio eixo, aérea, mas sem chorar... onde estão as chaves? Minha bolsa? Casaco? E saí de casa, ainda sem ligar pra ninguém, o dia frio, uma onda branca e colorida no verso, de papéis quadradinhos ao chão, as colas eleitorais, centenas de pessoas a minha frente, e eu não enxergava ninguém... abri o carro, mãos frias e o coração a mil por hora... calma, não atropele ninguém, tenha calma, não adianta correr, a voz falava comigo em pensamento... o trânsito, um caos! Ainda aqueles motoristas de domingo... pra piorar, perdidos como peru de véspera, sem saber de que lado da rua ficar. Pra quem vou ligar? Para meus tios, preciso desmarcar o encontro. Falei com minha tia, ex cunhada de meu pai, que de tão sensibilizada pelo AVC do marido, chorou instantâneamente ao ouvir o que eu tinha a dizer... Tia, não fale com ninguém ainda, deixe que eu ligo para minha mãe e irmãos... A tia, só chorava... chorava também porque já estava há dias guardando seu choro... eu também estava por causa de meu tio, mas aquele ainda não era o momento. Liguei para Recife... ninguém atendia, celular desligado... liguei para o celular do meu pequeno sobrinho e o telefone mais inusitado foi atendido... reclamei, pôxa, estou tentando ligar... e a voz do meu irmão me fez lembrar a de meu pai. Waltinho, seu pai morreu. A gente já esperava, a gente sempre acha que espera... mas a realidade quando bate à nossa porta é outra. Meu pai havia passado 1 mês em Recife com ele, acho que pra dizer adeus... Andréia, estou indo para o Rio, vou comprar a passagem, está indo pra onde? Eu indo pra lá, não consigo acreditar até que eu o veja... a chuva engrossou e fazia barulho no teto do carro. Liguei para minha tia Renata, irmã de meu pai, ela estava com minha avó. Preciso abastecer, estou sem gasolina... moço, enche o tanque, por favor. Até então, havia se passado 10 minutos... Ali eu parei, ali eu pensei, ali eu lembrei a tão pouca importância que tive na vida de meu pai. Fiquei furtivamente absorta em pensamentos, olhando na rua os carros passarem, carreatas, gente passando... o frentista abaixou a cabeça na porta do carro. Era um senhor moreno, calvo, parecia meu pai. Estendeu a mão para entregar a chave e num impulso eu agarrei sua mão, olhei para o crachá pendurado no uniforme e com os olhos marejados disse: meu pai morreu... olhei novamente o crachá e disse seu nome, José Rosa, meu nome é Andreia... meu pai morreu e ele não foi um bom pai. Mas eu estou indo lá, eu preciso ir lá, cuidar de tudo... e lá, eu não vou poder chorar, preciso cuidar dos meus irmãos, preciso tomar a conta da situação... estou dividindo com você esse momento. Me desculpa por pegar em sua mão. Mas eu precisava falar. Eu temo, pois meu pai não foi um bom pai e estou temerosa por ele, pelo filme que deve estar passando frente aos seus olhos espirituais neste momento... mas me sinto no dever de estar com ele agora. O senhor perguntou se eu estava bem, acho que ficou preocupado, queria que eu descesse do carro, mas eu estava bem. Só precisava daquele momento ali, sequei meus olhos e fui... chorei duas lágrimas com um desconhecido que me estendeu a mão. No caminho, consegui falar com minha mãe, afinal eles foram casados. Poderiam ter feito 40 anos de casados em julho último, mas minha mãe só aguentou 11 anos... O que você vai fazer lá? É a última chance de você dar as costas à ele, já que ele nunca fez nada por vocês... Mãe, você tem toda a razão, mas eu preciso ir. É algo mais forte que eu. Eu preciso ir... Notei que minha mãe ficou decepcionada... mas eu precisava ir, eu tinha de estar lá. O trânsito estava um horror, mas eu estava amortecida... estacionei o carro na calçada e perguntei ao porteiro qual era o bloco, por onde eu entrava; não tinha o costume de ir à casa dele. Subi 4 andares de escada, passei pelo pessoal do corpo de bombeiros e SAMU; a porta estava aberta e passei direto pela sala, em direção ao quarto. Ali, eu senti meus ouvidos surdos, senti um silêncio devastador, não sabia se aquela visão era real ou não. Ele jazia sobre a cama, coberto com um lençol fino. Não havia mais ninguém no quarto, somente eu e o corpo de meu pai. Então ali eu pensei: morreu-me o pai! Morreu-me o pai. Eu não tinha a menor idéia do que era ver um pai morto. Nunca tinha visto o meu em tal situação... Será que vou chorar? O que será que vou fazer? Tudo e todas as perguntas rodeavam minha cabeça. Retirei o lençol por inteiro, da cabeça aos pés... olhei seu rosto, peguei em seu braço, em sua mão... estava quentinho! Chamei imediatamente por Deus, pedi que Deus enviasse seus anjos, nossos amigos espirituais. Rezei. Eram 10:22h. Sentei-me na cama e me pus a conversar com o Cancão... assim eu o chamava. Quase nunca o chamava de pai. Pai de quem? Pai pra quê? Pai, por quê? Meu irmão Walter pegaria o vôo das 12:00h, Victor Hugo, nosso irmão caçula, é irmão por parte de pai. Eu e Waltinho somos filhos do casamento dos então, tão jovens Nina e Valter. Casaram-se com 17 e 19 anos, respectivamente... Victor estava vindo do quartel, já estava a caminho e contei isso ao meu pai. Cancão, você fez a passagem... você não faz mais parte do "mundo dos vivos", mas você não morreu. Só está do outro lado da vida... Mas acima de tudo, você não está sozinho... eu estou aqui, Victor está chegando, e Waltinho está vindo de Recife. Eu estou aqui do seu lado, estou aqui com você. Não tenha medo, eu estou aqui. E aí desse lado, você tem amigos espirituais para lhe ajudar nesta nova etapa de vida... e chamei por meus bisavós, meu avô Milton e pela minha querida e amada Iracema. A vizinha que viu meu pai menino e que me viu nascer. O espírito mais evoluído que tenho ao meu lado, com certeza. A primeira vez que ouvi sobre reencarnação e sobre a lei da causa e efeito, foi pela pessoa dela, eu era criança e não entendia o que ela falava, mas hoje, consigo lembrar de cada palavra, e pela bondade da Cema, sei que ela nos orienta desde o mundo espiritual. Eram 12:00h e meu irmão Victor chegou... ficamos no quarto, os 3... calados. As pessoas ligavam eu ligava para os parentes e amigos de meu pai para avisar sobre a morte. Alguém da casa já havia acionado a PM para a perícia criminal, procedimento de praxe em caso de morte súbita... tudo o que eu tinha estudado em minha monografia sobre medicina legal... Claro que eu liguei para minha mestra e amiga Zuleika. Ela me deu apoio na morte de meu pai, no IML. O dia de eleição conturbou demais o processo de retirada do corpo do Cancão em casa, pois todo o efetivo policial estava de sobreaviso eleitoral. A PM não vinha, estava demorando muito e ao olhar o relógio às 12:30h, tinha já comigo a certeza que o enterro não seria no mesmo dia... Ok, eu pude pensar em várias coisas ao mesmo tempo e nesse pensar, cheguei à conclusão íntima, que seria melhor que meu pai ficasse deitado naquela cama, velado por nós, enquanto seu corpo não iniciasse os passos da putrefação. Os livores cadavéricos ainda não haviam se manifestado visualmente aos leigos, mas seu corpo começara a ficar frio... a rigidez era a próxima manifestação do corpo. Mas pensei no Waltinho... por pior que fosse ver o pai morto, era melhor vê-lo e despedir-se com ele ainda "fresco" e fora dum caixão... então, não fiz muito alarde. Eu conversei com meu pai todo o tempo, rezava e conversava com ele... eu sabia que ele poderia estar ali... e realmente creio que estava, pois do nada a campainha da casa tocou e a porta foi imediatamente aberta, mas não havia ninguém no corredor... e o meu irmão Victor, um católico firme, que estava com o corpo no quarto, depois me contou que o meu pai fez um ruído, como um leve suspiro. Pra mim, aquilo foi o Cancão tentando fazer um sinal... E eu brinquei: Cancão, já está querendo brincar de assustar a gente! Quem estava na casa se assustou, quem me via conversando com ele, achava que eu estava louca... mas eu estava bem. Eu conversava, rezava e sentia que não estava só. Eu sabia que algo mais estava acontecendo em outra dimensão... Minha cunhada vinha com um copo de água com açucar... mas eu não estou nervosa, cunhada! Eu estou bem... mas já estava cansada e depois de um tempo, eu me deitei na cama, ao lado do corpo do homem que nesta vida foi meu pai. Fiquei deitada de lado, com a cabeça apoiada em meu cotovelo e braço, conversando com ele, descansando minhas pernas; já era hora de ir buscar o Waltinho no aeroporto, então falei baixinho: Cancão, vou no aeroporto com o Vini, buscar o Waltinho, o Victor está aqui com você, já volto, não demoro, não saia daí e sorri pra ele. Acho que o pessoal pensou que a loucura estava a minha volta, mas o Cancão sempre foi fanfarrão e divertido e sempre disse que não queria choro no enterro dele. Aliás, ele sempre dizia que queria morrer num fim de semana de sol, pra estragar a praia de todo mundo, que queria ser enterrado no São João Batista pra ficar mais próximo à praia, de sunga, claro, e que não queria ser levado no carrinho... queria ficar lá no alto do cemitério e ficaria rindo da gente, levando o caixão na mão e derretendo com o calor, e dividindo o peso do corpo dele, que sempre foi fortinho! Ele queria em seu enterro, riso e piada! Ri de novo e saí. No aeroporto, abracei meu irmão que não via há tempos, mas que converso sempre ao telefone... E ao chegarmos à casa de meu pai, ficamos com ele, os 3 filhos, no quarto. Após meu irmão ver seu pai, voltei minha energia para a PM... era hora de dar seguimento aos trâmites... Um colega de trabalho, que é PM e trabalha na segurança dos diretores da empresa, ligou para o batalhão e solicitou em seu nome ajuda para mim, acelerando o processo de retirada do corpo, que já estava em rigidez cadavérica e assim, um pouco antes do rabecão chegar, já de noite, quase 21:00h, fechei a porta do quarto... meu pai morto e seus 3 filhos... as únicas 3 coisas certas que ele fez de bom e pras 3 pessoas que ele deveria ter sido, e nunca foi bom... aos pés da cama, em pé, Waltinho, Victor e Andréia, se abraçaram e rezaram em voz alta. Eu disse: Valter, aqui estão seus 3 filhos... estamos aqui nesse momento de passagem, com você; que Deus tenha misericórdia de sua alma, que a cada um seja dado, segundo as suas obras... Que você encontre paz, agora daqui, não podemor mais ir com você. E perante os pés do pai, os 3 filhos se abraçaram. Foram preciso 8 pessoas para levar o Cancão... 2 bombeiros, 2 vizinhos, Victor, Walter, Vini e eu. Ajudamos a ensacar o corpo pesado e rígido... eu já sabia que no dia seguinte não daria para fazer velório, eu sabia... mas o velório foi ali, com os 3 filhos dele. Em pleno século XXI, houve um velório em casa, no Rio de Janeiro. Descemos as escadas com o corpo e ainda hoje, um mês depois, ainda sinto 1/8 do peso do corpo dele em minhas costas... Foi árduo, foi chocante, mas foi necessário. Assim como é necessário pra mim escrever tudo isso aqui... talvez, agora eu esqueça os detalhes daquele dia. Ao depositar o corpo na gaveta do rabecão, eu ainda lhe disse em pensamento: a partir daqui, você vai sozinho, Cancão. Vá com Deus. Subimos, pegamos minha bolsa, casaco, capacete e viemos para minha casa... Passamos no Extra, compramos whisky pra bebermos o defunto, eu não bebo, mas meus irmãos precisavam... a noite ainda seria longa... Muita conversa, muito abraço, algumas risadas e histórias contadas, divididas entre irmãos... cada um contava um pouquinho do que viveu com ele. Eu nunca havia estado com meus 2 irmãos ao mesmo tempo... e o mais raro ainda, tê-los sob minha proteção, dormindo abaixo do mesmo teto, os 3. Não tinha sono, mas meu corpo doía... a manhã seguinte ainda seria brabeira... marquei com Zuleika de chegar cedo ao IML. Mas os meninos não queriam dormir, mas fiz valer a autoridade de irmã mais velha... é preciso descansar, todos! E entre o sono e o despertamento vi meu pai no corredor, em frente a porta do meu quarto e eu disse: o que está fazendo aqui, Cancão? Ele respondeu: estou aqui porque meus filhos estão aqui... Mas você não pode estar aqui... tá bom, eu sei, mas deixa eu olhar mais uma vez... e pude vê-lo, olhando pra mim, dormindo, logo, no quarto de TV ele olhou o Victor e no terceiro quarto, ele olhou o Waltinho e foi andando devagarzinho, e desapareceu no ar. Ele nunca fez menção de unir os 3 filhos, foi ausente como pai, teve uma existência vazia nos 59 anos de vida. E ainda assim, os filhos choraram a morte dele. O abacaxi foi exaurido pelo tempo, Cancão. Ele foi nosso pai, mas não foi nosso amigo, foi nosso bandido... Mas a Dudedéia do Papou vai continuar orando por você, Cancão. Receba minhas orações, boas energias... eu não sei porque foi assim, mas Deus me mostrará um dia. Eu tenho certeza disso. Eu fiquei ao seu lado, não por obrigação, mas porque algo me impulsionou a isso. Seu enterro foi cantado pelos seus filhos. O Hino da Brigada Paraquedista, uma das poucas coisas boas que você nos ensinou... foi da maneira que você pediu... só não pude lhe dar o dia de sol, pois isso, eu não tinha como fazer. Procure a luz, vá de encontro a ela, busque a paz que você precisa para encontrar a clareza de espírito e as verdades necessárias para seguir na sua caminhada. Um dia, todos nós nos encontraremos. Eu não chorei naquele dia, não chorei no dia do enterro... fui chorar uma semana depois... sozinha. Meu coração doeu ao ver o Waltinho retornando à Recife e acabou de se quebrar quando o Victor retornou suas atividades no quartel e foi pra casa. Enquanto meus caçulas estiveram comigo, fui fortaleza. Eu queria guardá-los comigo! Mas há 1 mês estamos mais próximos; falo diariamente com Waltinho, com Victor e minha mãe. A dor aproxima as pessoas, mas a vida segue, a vida nunca deixa de seguir seu curso... e seguiremos até onde Deus assim o desejar. Fiquem em Paz!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Estou aqui!

Tem dias que não sei o que escrever... simplesmente, não sei... mas não é porque faltam assuntos, não, não é por isso... tenho assunto pra dar e vender, aguardando o momento certo de ser postado, mas não sei ainda se é preguiça, chateação com outros problemas, uma sensação de aperto no peito, de coisas mal resolvidas que ficaram pendentes em algum lugar do passado, ou tristeza, falta de motivação, a correria cotidiana no trabalho e na pós, ou se a saudade constante, insistentemente quer se fazer presente em meu dia-a-dia, querendo que eu dê uma atenção que eu não posso dar. Também pode ser o acúmulo de informação... sim, excesso de informação às vezes atrapalha! Num olhar mais frio, acredito que tenho grandes chances de estar com meu HD cheio de muitas coisas, muitas histórias, cabeça borbulhante em meio à multidão... e isso também tem vários motivos, mas o principal é que não estou tendo tempo para escrever... Parar e escrever as infinitas idéias que permeiam minha mente, que me fazem sorrir quando me encontro num caos... não estou tendo meu momento reflexão. Os últimos 2 meses estão comendo o chão que piso, os últimos 40 dias estão torturando minha alma... aliás, o ano todo têm sido estranho, muito estranho, e por mais que eu siga na trilha da evolução espiritual, tem horas que fica impossível não querer bater em alguém... então eu me recolho, falo comigo mesma: faz parte, faz parte... então me defronto com novos caminhos, novas possibilidades, vejo novos raios de sol, e acabo rindo de atropelamento, li-te-ral-men-te. Mas o lado ruim é que tenho que resolver tantas coisas ao mesmo tempo que falta tempo para as letras... Antes, eu escrevia até no trânsito; hoje, preciso deste tempo para falar ao celular (com fone de ouvido ou viva voz, claro!); antes, viajava e soltava a imaginação na pós... quando havia uma matéria ou outra bem chatinha ou que não me agregasse nada, hoje, nem consigo assistir às aulas... Acho que estou cansada. Muita morte, muita dor, muita delegacia, muita oração, muito trabalho, muitas surpresas (nem sempre agradáveis), mas, vou levando... Graças a Deus, a carcaça é forte! E nunca me esqueço que nesse mundo, não vim a passeio... aqui é uma escola, um mundo de provas e expiações, e nesse caso, meu saldo parece estar positivo, bem de acordo com o que foi planejado lá em cima... não vou embora daqui com espaços vazios. Meu boletim está invejável... espero que Deus esteja feliz com meus passos. Vou recomeçar o projeto do livro, que pelo jeito já não vai dar pra lançar em março... mas tudo bem, também... tudo tem sua hora... antes de eu escrever um livro aqui, Deus, lá em cima já tinha o meu livro de vida escrito... escritinho, "escrivinhado" com sábias letras celestiais. Agradeço pela força que trago em minha alma, agradeço pelo sangue de luta que pulsa em meu peito... conheço muita gente velha, mas mimada, que já estaria pedindo arrego, andando com as pernas de outros, pedindo penico, por probleminhas de nada. Tem gente que simplesmente, não tem coragem de viver e se esconde atrás de medos, fobias, doenças, alimentando uma covardia que não vai lhe render bons frutos. Eu estou aqui. Minha vida é essa. Se tiver que perder eu perco, se eu tiver de sorrir, vou sorrir, se eu tiver de chorar, vou chorar... não tem problema. Não tenho problema em sentir as dores e as delícias da vida; eu quero é viver. Eu não sou um ser humano com experiências de vida de mentirinha. Eu sou um espírito vivo, uma centelha divina de Deus, cheia de experiências materiais, recheada de sentimentos diversos, posso garantir que carrego mais riquezas que uma pessoa abastada. Eu estou bem, estou cumprindo a missão que me foi designada. Eu só tenho a agradecer pela oportunidade de evoluir. E no fim de tudo, ao final deste post, fiquei feliz, porque arrumei um tempo para escrever e escrevi bastante, não é mesmo?
Amanhã (hoje) é outro dia!
Estou pronta!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Onde você se encaixa?

O homem de bem exige tudo de si próprio.
O homem medíocre espera tudo dos outros.
Confúcio

domingo, 24 de outubro de 2010

Platão disse:

"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro;
a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."
Platão

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Misericórdia, Senhor!


Deus, te suplico me livre dos maus sentimentos, poupa minha existência da intolerância dos homens. Faz de mim, meu próprio alento sobre as coisas que eu não compreendo... Sou humana, e como humana, mulher, filha, irmã e amiga, eu erro em meus próprios passos, mas tenho a Ti, e no meio do tropeço eu me conserto, peço teu perdão e me coloco novamente a caminhar... Confiante, sigo o caminho que me destes pra percorrer e resigno-me a cumprir minha jornada perante a vida. Deus, meu Deus, eu só lhe peço misericórdia nos dias de muito cansaço; que Tu possas compreender que vez em quando, meu próprio peso me tira a capacidade de respirar e eu reclamo, choro, me desespero, pois penso que não vou suportar... Deus, ouve minha súplica, perdoe esses momentos, que logo irão passar.
Andréia Sieczko

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Snow Patrol - Run (Legendado)

Hoje eu tô assim... me sentindo a querida aí da música... e que alguém de bem longe, está cantando essa música pra mim, pela última vez... E eu sigo aqui, caminhando a penosos passos, irradiando, irradiando como se eu tivesse uma escolha. Mas eu não tenho! Eu não tenho escolha... Eu também te vejo. Fica muito difícil não chorar. Não posso te ouvir... Mas eu vou irradiando e seguindo, tentando arrumar toda essa bagunça que você deixou... sempre em direção ao meu destino.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

SEM SACO!


Pois é...

Interrogações demais, sentimentos demais, dores demais, senões demais, decepções demais, ausências demais... Tô sem saco!


sábado, 16 de outubro de 2010

Bob Marley III

"Vocês riem de mim por eu ser diferente...
e eu rio de vocês, por serem todos iguais."

Bob Marley

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ser Espírita


Ser espírita, não é ser nenhum religioso, é ser cristão. Não é ostentar uma crença, é vivenciar a fé sincera. Não é ter uma religião especial; é deter uma grave responsabilidade. Não é superar o próximo, é superar a si mesmo. Não é construir templos de pedra; é transformar o coração em templo eterno. Ser espírita não é apenas aceitar a reencarnação, é compreendê-la como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição. Não é só comunicar-se com espíritos, porque todos, indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber, é comunicar-se com os bons espíritos para se melhorar e ajudar os outros a se melhorarem também. Ser espírita não é apenas consumir as obras espíritas para obter conhecimento e cultura; é transformar os livros, suas mensagens em lições vivas para a própria mudança. Ser sem vivenciar é o mesmo que dizer sem fazer. Ser espírita não é internar-se no Centro Espírita, fugindo do mundo para não ser tentado; é conviver com todas as situações lá fora, sem alterar-se como espírita, como cristão. O espírita consciente é espírita no templo, em casa, na rua, no trânsito, na fila, ao telefone, sozinho ou no meio da multidão, na alegria e na dor, na saúde e na doença. Ser espírita não é ser diferente; é ser exatamente igual a todos, porque todos são iguais perante Deus. Não é mostrar-se que é bom, é provar a si próprio que se esforça para ser bom, porque ser bom deve ser um estado normal do homem consciente. Anormal é não ser bom. Ser espírita não é curar ninguém, é contribuir para que alguém trabalhe a sua própria cura. Não é tornar o doente um dependente dos supostos poderes dos outros; é ensinar-lhe a confiar nos poderes de Deus e nos seus próprios poderes que estão na sua vontade sincera e perseverante. Ser espírita não é consolar-se em receber; é confortar-se em dar, porque pelas leis naturais da vida, "é mais bem aventurado dar do que receber". Não é esperar que Deus desça até onde nós estamos; é subir ao encontro de Deus, elevando-se moralmente e esforçando-se para melhorar sempre.

Isto é ser espírita.

Com as bençãos de Jesus, nosso Mestre.

Fiquem em Paz.


Autor: Wanderley Pereira.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

AVBIP RJ


Major Paulo, PQDT 39


Major Paulo de Araujo Lima, PQDT 39 dia 07/10/10 AVBIP - Andreia Sieczko

http://avbiprj.blogspot.com/2010/10/emocao.html#more

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Meus irmãos e eu tivemos a maravilhosa oportunidade de visitar a AVBIP, a Associação dos Veteranos da Brigada de Infantaria Paraquedista, no último dia 07/10. Eu já havia sido convidada para participar de um encontro dos veteranos no quartel do DOMPSA, mas não consegui contato com eles, e acabei não indo... um dia depois, meu pai falece (eu havia convidado ele para ir comigo, teria sido tão bom!). Por isso, meu irmão Waltinho veio de Recife para o enterro de nosso pai, no dia 04/10 e dias depois pediu que o levássemos ele ao quartel a fim de solicitar a segunda via do seu certificado Paraquedista e acabamos passando na AVBIP, Walter, Victor Hugo, meu sobrinho Gabriel e eu. Chegando lá, eu perguntei sobre alguns nomes, de paraquedistas que deixaram comentários em meu blog e um dos Guerreiros Alados ali presente falou: "blog??? isso é coisa de computador? Humhum, respondi... e ele disse: chama o Daniel, ele mexe com essa coisa de blog". Fui então ao encontro do Guerreiro Veterano Daniel e ele de pronto falou: "Você é Andréia, do blog, seu pai faleceu no último domingo..." e aí abriu os braços e me abraçou com as asas de uma verdadeira águia de prata, e disse por fim: a partir de hoje, você não tem mais um amigo, você tem um irmão!


Veterano Daniel


Eu fiquei muito emocionada com o carinho que recebi de todos na AVBIP, Daniel já era leitor do meu blog e me reconheceu na hora... eu estava tão triste, com o semblante tão marcado pela morte de meu pai... mas ao mesmo tempo, me senti tão próxima a ele, estando ali com os novos amigos que me acolheram como integrante feminina daquela família de heróis. Daniel, além de veterano é Relações Públicas e fotógrafo oficial da associação, responsável pelos eventos que tem por objetivo, manter acesa a chama da fraternidade paraquedista. Ali, conheci figuras lendárias da força mais audaz e especializada que temos em nosso país, como o Presidente da AVBIP, o veterano PQDT. Célio Roberto da Cruz, o veterano Iraptuan e o veterano Coelho e o Major Paulo de Araújo Lima, PQDT 39, que tem o privilégio de ter seu nome na primeira página do Almanaque Paraquedista, que não é tão pouco um veterano, Major Paulo é um pioneiro respeitadíssimo na Brigada ainda nos dias de hoje, e com 87 anos, todas as quartas-feiras vem de sua casa, em Vassouras para compartilhar do bom ambiente e o maravilhoso astral de seus companheiros PQDT's. Major Paulo ainda salta, sente no rosto o cheiro de nuvem que meu pai tanto falava. Fiz um pequeno vídeo com ele, que vou postar aqui para que vocês sintam a emoção e o orgulho que ele sente de ser paraquedista e planadorista, revalidando o curso de paraquedista do Exército Brasileiro, dando o salto inaugural em 20/01/1949. Eu agradeço aos meus irmãos Walter e Victor Hugo pelo orgulho de ser irmã de Guerreiros Alados, e também a AVBIP por me acolher com tanto carinho. Eu me inscrevi na AVBIP, junto com meus irmãos, vou fazer os cursos disponíveis e me preparar, para saltar de um avião militar, junto com meus irmãos e assim saber qual é a sensação de liberdade, de vento no rosto, de cheiro de nuvem... Tá no sangue, corre em minhas veias... Faço parte dessa história. Nosso pai saltou para a eternidade, mas estará nos céus, olhando por nós. Tenho muito que ouvir desses pioneiros e veterenos, vou escrever, escutar as histórias vividas por eles, e vou postando aqui. Se quiserem, entrem no blog da AVBIP, estamos lá também: http://www.avbiprj.blogspot.com/ com fotos tiradas pelo nosso irmão pqdt Daniel.

sábado, 9 de outubro de 2010

Lobo

Não temos o que queremos, e sim, o que merecemos... e eu não mereci você...
Sonhar contigo, dói!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Andréia, Waltinho e Victor Hugo


Primeiramente, gostaria de agradecer o carinho e a preocupação de todos os amigos que acessaram esse blog nos últimos dias. Tive a grata surpresa de notar que as visitas ao blog aumentaram, que diversos amigos me telefonaram para prestar seus sentimentos e até pessoas que não conheço, deixaram comentários afetuosos, desejosos de muita força e paz. Eu ainda tenho muito que escrever sobre as experiências vividas nos últimos 5 dias, e com certeza vou contar tudo que vivi e senti aqui nesse cantinho, pois nesse espaço, eu coloco sentimentos... muitos sentimentos, quem me conhece, sabe tudo que sinto, tudo que passo, através das minhas escritas. Eu sou assim, e escrever alivia a minha dor, externaliza o que eu guardo em meu peito. Esse blog nasceu com o intuito de concretizar sentimentos abstratos. E para quem nunca havia enterrado um familiar, tenho que poetisar, transformar em belo um fato tão marcante. E dentro desse universo fúnebre atual, pulsante em minhas veias, teve ainda o encontro de 3 irmãos que não se viam há muito tempo, teve abraços, decepções, risadas, piadas, coisas boas e ruins.... tal qual é a vida, brindada de fatos maravilhosos e dias agonizantes. Ontem, deixamos Waltinho no aeroporto, precisava voltar à sua realidade, pra sua família, chegou em Recife e me ligou. Eu já estava morrendo de saudade... Victor está comigo aqui em casa. A vontade que tenho é de não deixá-lo ir embora. Mas ele também tem sua vida, tem sua família, o quartel... depois que ele for, aí, sim, a ficha vai cair. Já temos marcado um novo encontro, dessa vez para confraternizarmos a alegria de estarmos juntos. Muito provavelmente em dezembro, vamos saltar de paraquedas... os 3 irmãos juntos. Meus irmãos, devido a diferença de idade, não serviram o quartel juntos; Waltinho serviu em 1993 e Victor, está na ativa desde 2005, então não tiveram o prazer de saltar do mesmo Hércules C 130... nem eu, claro, nunca fui militar... mas agora fazemos parte da grande faternidade de paraquedistas veterenos, a AVBIP, que mais tarde vou postar aqui todos os detalhes da manhã que passamos lá, com nossos irmãos PQDTs. Trouxe dessa visita à AVBIP, muitas histórias, muitos abraços... não tenho palavras para dizer como fiquei feliz em conhecer meu amigo Pqdt Daniel, o Pqdt Iratpuan, o Presidente Cruz e o Major Paulo de Araújo Lima, PQDT 39, o qual tenho um vídeo que postarei aqui nos próximos dias. Tudo ao seu tempo... todas as sensações estão aqui... guardadas em meu peito e não vou deixar que escape nem mesmo um tantinho desses sentimentos... No meio disso tudo, eu tenho 2 irmãos que eu amo muito. Sem eles, eu não teria conseguido ficar de pé.


Andréia, Waltinho e Victor Hugo... agradecemos pelo carinho dos amigos.

sábado, 2 de outubro de 2010

Sacripanta significado


Sacripanta: adj. e s.m. e s.f. Velhaco, patife, capaz de todas as canalhices, beato fingido, quem é desprezível.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Acabou Setembro. Hoje, dia 30!

Porque hoje é dia 30... e Setembro finalmente chegou ao fim. E o que era pra ser fim, deveria ser começo, mas foi apenas começo do fim. Mas começo e fim são duas pontas que unidas, fazem o grande círculo da vida. E onde aprendemos que começo e fim não existem. Apenas as experiências vividas fazem parte da nossa história. Nossas lembranças. Tem coisas, que não precisamos explicar... somente sentir. E as palavras em nesses casos, nem sempre são necessárias. Só sei que Setembro infelizmente acabou, mas pra mim, ficarão pra sempre as recordações. Ainda que poucas, nem tão felizes... Ah, Setembro... Ano que vem tem mais... até que parem de sangrar. Mesmo sangrando, mesmo me matando, valeu a pena!

30 de Setembro de 2010.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Setembro, dia 29 - Multifuncional

Amanhã, acaba Setembro... Amanhã, também é dia das secretárias. E por falar em secretárias, fui convidada pela faculdade Unigranrio para dar uma palestra sobre secretárias executivas... o papel e a importância delas em uma organização. Hoje em dia, as secretárias são células multifuncionais, que interagem com as àreas da empresa e principalmente com seu chefe imediato. A secretária nos tempos atuais, é a extensão do pensamento do chefe, e dependendo do chefe, tem carta branca para atuar no segmento a que foi delegada, cumprindo ordens, mas com a capacidade de decisão para dirimir o que tiver de ser feito, visando atingir os resultados estabelecidos dentro do universo de sua função, cumprindo metas, otimizando tempo e mostrando competências na solução de problemas. Ser secretária executiva, não tem nada a ver com a profissão de 20 anos atrás. A executiva-secretária, conhece hoje o segmento em que trabalha, busca qualificação especializada e agrega valores no dia-a-dia de trabalho; seja com o chefe, seja com outros departamentos na empresa. É claro que a visão clássica não foi totalmente descartada... ainda somos um pouco mãe, um pouco psicóloga, um pouco padre, um pouco amigo... Sim, no meu caso em particular, eu sou amigo, do meu chefe, porque para ele, não sou apenas mulher e secretária, sou o Homem de Confiança, o braço direito, a figura com quem ele pode contar para tudo, dentro e/ou fora da empresa. Eu, Andréia, nesses 17 anos como secretária, tive muita sorte: só tive pessoas maravilhosas como chefe, com os quais eu aprendi muito... e continuo aprendendo. E eu agradeço (aonde quer que esse grande homem esteja), a figura do meu eterno diretor presidente, Comandante Heber Moura, pelos anos em que pude aprender o que significava ser secretária e pelo incentivo de estudar, estudar, estudar sempre e obter um certificado válido no Ministério do Trabalho, para ser uma "secretária de verdade". Ele me ensinou muito mais que o curso, ele me ensinou vida e eu era só uma menina... mas uma menina que aproveitou a oportunidade de aprender com um "fera" do mundo dos negócios o que significava esse trabalho. Senhor Heber Moura, não está mais entre nós, mas eu tenho certeza que minha admiração, carinho e respeito chegam até ele, sempre através de minhas orações. Foi a primeira pessoa mais inteligente e sábia que eu conheci. A segunda pessoa, mais inteligente e sábia, que se tornou a primeira, mais inteligente e sábia, pelo falecimento do Sr. Heber, é meu diretor, Jordi. Com ele, trabalho há 13 anos e já não sei mais até onde ele é meu chefe ou meu amigo. É claro que na hora do trabalho é meu chefe. Mas na hora que eu preciso de um conselho, é meu amigo. Interagimos muito bem, a sintonia é forte e vejo nele um mentor, um professor e um incentivador 100% interessado em meu crescimento profissional. Minha faculdade de Direito, foi concluída com esmero e capricho, porque eu tive a compreensão e incentivo dele. Nunca poderei pagar essa conquista à ele... somente me colocando à disposição, com os conhecimentos jurídicos, adquiridos no decorrer da graduação. Eu agradeço muito ao Jordi, e por ele tenho imenso respeito... cada dia, um aprendizado. Eu sei que nada é para sempre, mas vou aproveitar cada minuto de trabalho com ele, até que nosso ciclo se extingua pelo decurso do tempo. Nunca sabemos o dia de amanhã... mas minha gratidão será eterna. Assim será! Mas voltando à palestra de ontem, eu fiquei muito feliz pelo convite, mas foi meio que em cima da hora e não tive tempo suficiente para montar uma apresentação mais formal... mas foi bom, foi ótima! As alunas do curso de Secretariado Executivo interagiram o tempo todo e foi gratificante levar um pouquinho da minha história para aquelas jovens, que assim como eu fui um dia, lá atrás no passado, tinha um caminhão de sonhos e tive algumas amigas secretárias para me espelhar e aprender. Eu dei um relato pessoal, desde o início do caminho, até agora, onde já me encontro cascuda e experiente, exatamente como eu pensei que fosse chegar. Na minha vida, as coisas vão acontecendo... às vezes de repente, outras vezes, tão devagarinho, que nem me dou conta. Foi assim com a Espanha, foi assim com o Comandante, com meu aprendizado absoluto com as importações e comércio exterior, e agora, com as experiências com a gestão de expatriados. Eu espero que minhas palavras e meu jeito despojado acompanhem essas meninas ao longo do percursso delas. Que elas lembrem alguma coisa que as façam se sobressair, sonhar, realizar e atingir a excelência no trabalho que elas escolheram para a vida delas. Finalizei a palestra, dizendo à elas que tudo que eu faço, eu faço com amor, com paixão, cada atividade do meu cotidiano. Não só dentro do trabalho, eu preciso viver com paixão, sou muito intensa e gosto de dar o melhor que há em mim, ainda que seja para fazer uma coisa boba, corriqueira... eu sou assim. Como última novidade, fica aqui registrado que quero ser professora da graduação de Secretariado Executivo... Vou procurar uma pós graduação em Docência do Ensino Superior. Fabi me convenceu (fácil, fácil...). Vou abrir mais um leque... não consigo ficar parada (Andréia... você já não faz muita coisa?), é, mas eu quero sempre mais... E gostaria de agradecer pelo presente que ganhei da minha amiga... meu carro cheio de bolas (bexigas) coloridas e um quadro lindo, com uma boa parte da minha existência nele. Fiquei muito feliz! Fiquei o dia todo fora, fazendo mil coisas, mas estou agradecida a Deus pela minha vida. Eu sei que eu faço diferença na vida de muitas pessoas. Eu sou multifuncional... E secretárias... Parabéns!
Postei uns vídeos, podem ver!

ANDREIA SIECZKO - PALESTRA UNIGRANRIO SECRETÁRIAS DIA 29 SETEMBRO 2010

ANDREIA SIECZKO - FACULDADE UNIGRANRIO - PALESTRA SECRETÁRIAS 29/09/10

Andreia Sieczko - Palestra Dia das Secretárias - Unigranrio

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Bob Marley VI

"Eu sou do tamanho que sinto, que vejo e que faço;
não do tamanho que os outros me enxergam."
Bob Marley

domingo, 26 de setembro de 2010

Guerreiros Alados II , Brigada Paraquedista , PQD , PQDt , Eterno Herói

Imagem retirada do Google Images


Esse blog, é um blog de amor, que fala de amor... Amor à vida, amor do meu amor, fala das alegrias, às decepções, tristezas, ensinamentos da vida, fala de amor à minha família... e dentro desse contexto, um dia eu li uma reportagem na Revista de Domingo, do Jornal O Globo, sobre Paraquedistas, e fiz um texto meu no blog, aqui está o link desse post: http://http//www.blogger.com/post-edit.g?blogID=4580258038142157363&postID=6554258374617310694 Eu lí, me apaixonei e me remeti ao passado, fui lá atrás, na minha tão curta infância, cortada pela loucura e trauma que foi a separação dos meus pais e me senti criança de novo e fiquei com uma vontade louca de escrever sobre aquelas sensações... e fui em frente, sentei-me no sofá com lápis e caderno na mão e as coisas vinham fluindo, fluindo.... que em determinado momento, eu larguei o papel e fui direto ao computador, descrevendo tudo que vinha a minha mente; de uma vez só! E gostei... gostei muito do que escrevi... e com certeza, outras pessoas também gostaram, e muito, a ponto de leitores ocasionais da blogosfera tornarem-se leitores assíduos deste blog por conta do tal post sobre os Guerreiros Alados. Recebi comentários de pessoas que assim como eu, são aficcionadas, loucas de paixão pelo paraquedismo do Exército Brasileiro e me senti tão empolgada com o assunto, que tempos depois escrevi outro post: http://http//www.blogger.com/post-edit.g?blogID=4580258038142157363&postID=802339007167682854 e logo em seguida, no mesmo dia, fiquei com aquela sensação de que estavam sobrando palavaras em minha cabeça, saltitantes palavras querendo exisitir, querendo saltar de paraquedas da minha mente, que então postei esse texto aqui: http://http//www.blogger.com/post-edit.g?blogID=4580258038142157363&postID=6816980912378061697 E somente após essa segunda postagem, consegui sentir meu coração em paz. Ontem, por ocasião do aniversário de 36 anos do meu irmão, Pqdt. Sieczko (57.154) que mora longe do Rio de Janeiro, postei mais um texto, envolvendo o tema de paraquedista, que embora tenha sido tão curta a estada do meu irmão no Exército, eu sei que ele carrega, ainda muito latente e jamais esquecido, os ensinamentos da Brigada em sua pele, em sua alma. Ele pode ser tudo que quiser na vida, mudar de profissão 5 vezes a cada ano, mas ele vai ser sempre um guerreiro, um PQDT. E isso me deixa muito feliz. O amor e a devoção de um paraquedista não tem fim, é um orgulho renovado dia após dia, ter conquistado o seu próprio brevê. Então, eu também tenho muito orgulho em dizer que a maioria dos recados deixados neste blog, são recados vindos de Guerreiros Alados... Paraquedistas que sentem o que eu escrevo, porque sabem que o que está escrito, é um sentimento verdadeiro, vem da alma, é faca na caveira, com certeza... Em minhas palavras encontram emoção, audácia, sangue borbulhante nas veias. Eu amo um PQDt! Eu gosto das histórias, já manjadas, conhecidas por repetição... Ai meu Deus!!! Waltinho contando de novo a mesma história, diziam todos da família!!! Sim, sim, sim, deixa ele contar! Voltando ao assunto, eu recebo muitas visitas nesse blog de paraquedistas e por causa disso, eu criei um marcador novo aqui: "Paraquedistas - Guerreiros Alados" e vou manter todas as postagens correlatas dentro desse marcador, para não perder as lembranças, para trazer mais leitores aqui, para me manter mais próxima do irmão que mora longe e que até o dia de hoje, não sabia da existência desse blog (assim que publicar esse texto, vou ligar pra ele de dar essas memórias de presente!). Eu gostaria de agradecer os comentários, os amigos que ganhei virtualmente e os que ainda vou conhecer. Recebi um convite do PQDt Paulo Fagundes 1 1372 64-02 C-119, C82 e C115 para conhecer o jornal VELAME NOTÍCIAS da GRAFONSOS, GR DA ZL DE GRAMACHO E AFONSOS DA ZL DE AFONSOS, que terei o enorme prazer de ler, reler e guardar pra sempre em minha memória e também recebi um convite do PQDt Veterano Roberto - 56/1 2.254 para comparecer no dia 02/10/10 sábado, no Batalhão do DOMPSA, a partir das 09:00h para um encontro de confraternização com outros Guerreiros Alados, o que irei com certeza. Eu só não sei como vou achá-lo, pois não o conheço pessoalmente. Caso os Srs. leiam novamente esse post, ou alguém que saiba me dar uma informação, peço gentilmente que deixe recado no blog ou mande email para: andreia.sieczko@gmail.com
Vou adorar comparecer, escutar mais histórias para postar aqui nesse cantinho que agora também pertence à vocês, tirar algumas fotos, pois tirando as poucas que tenho do meu irmão, as fotos eu tiro do google images e não são minhas. E depois desse marcador do blog "Paraquedistas - Guerreiros Alados" espero que vocês possam ler todos os textos, está no lado superior direito do blog, na página principal, abaixo das bandeirinhas da barra de tradução para outras línguas, opção "Marcadores", onde eu divido o blog em Músicas que fizeram parte da minha vida, Família, coisas direcionadas Ao Meu Amor, Receitas, Reflexões, Cotidiano, etc. É um prazer enorme receber visitas e comentários de vocês! Até o dia 02 de outubro!!!! Estarei lá! E quero muito ler o jornalzinho Velame Notícias! Acho muito importante divulgar e mostrar às pessoas um pouco mais do universo Paraquedista!


A todos vocês, muito obrigada!

Avante, Paraquedista... Vocês são os Eternos Heróis do nosso Brasil!

sábado, 25 de setembro de 2010

Velame em Festa! Congratulations, my brother! 26ª BRIGADA DE INFANTARIA PARAQUEDISTA - PQD AVANTE



Hoje é 25 de Setembro, aniversário do meu irmão, Walter Sieczko dos Santos, (57.154) o Paraquedista que me inspira a escrever sobre os Guerreiros Alados, que desde pequena me encantam pela magia que vem dos céus. Céu azul e claro, que doíam os olhos verdes da pequena Andréia. Quem nos levava era meu pai e minha mãe, nos arredores do Campo dos Afonsos, onde eu e meu irmão Waltinho, ficávamos em cima do capô do carro, ou mesmo no teto, olhando pra cima, como se quiséssemos pegar aquelas diminutas figurinhas presas no paraquédas verdes... Amados velames! Se ainda hoje eu fecho meus olhos, me remeto a qualquer dia da minha infância, onde consigo lembrar com detalhes, o sol quente do dia, a música que tocava no rádio do carro, ou meu pai cantando pra gente todos os hinos, que canto até hoje! A Brigada Paraquedista me encanta, talvez porque eu esteja rodeada de Guerreiros Alados, talvez porque eu goste mesmo e só isso! Não interessa, o interessante mesmo é o amor que eu sinto por essa força especializada do Exército Brasileiro. Se eu fosse mais nova, com certeza eu teria conquistado meu próprio número de identificação, minha própria boina, meu próprio bute marron... mas naquela época não aceitavam mulheres... Mas isso não quer dizer que eu não venha realizar o sonho de sentir o cheiro das nuvens, e andar sobre elas! Querer é poder e eu luto por tudo que eu quero! É sangue PQDt correndo aqui em minhas veias... Um dia eu vou saltar, vou nascer das nuvens! Ao meu irmão que mora em Recife, o meu amor e meu abraço apertado!

Meu eterno herói!

Com certeza, existem velames em festa, comemorando seu dia, pois uma vez paraquedista, pra sempre paraquedista!
URRRRRRRAAAA!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Vanessa Rangel - O que você quer de mim?

Comida de Hospital


Como meus amigos todos sabem, eu fui agraciada com uma bela e pequenina pedra no rim... Uma delícia de dor... só quem já sentiu, sabe o que estou falando... Mas o motivo do post de hoje, é para comentar outro tópico, muito importante: comida de hospital. Como pode, alguém estudar 4 anos de ensino superior para elaborar comidas tão insosas e sem graça? Gente, comida de hospital é horrível! Uma lavagem boiando em água suja. Nem a comida do Desipe, destinada a população carcerária é tão ruim assim. Eu sei disso porque já provei a mistura do Desipe quando fazia estágio e posso afirmar com conhecimento de causa. Outra coisa, não estou, de forma alguma, menosprezando o trabalho de nutricionistas, até porque, eu já passei em vestibular para nutrição anos atrás, quando eu pensava em ingressar na Força Aérea Brasileira, e conheço ótimos profissionais... Bom, no mês de setembro, eu dei muitas paradas em hospitais... A primeira foi no Badim, por conta do AVC isquêmico do meu tio que tanto adoro, a segunda parada, foi no Quinta D'or por mim mesma, e a terceira, foi na Clínica São Vicente, para acompanhar uma amiga. Então, eu posso falar! Eu tenho total legitimidade para desprezar as refeições oferecidas em hospitais... particulares... eu não quero nem imaginar como devem ser as refeições de hospitais públicos... Não vou pensar nesta penitência, não vou, não quero, não mereço... nem eu, nem os meus! Só sei, que se entra ruim no hospital, sai muito pior depois de ingerir os alimentos... nem a gelatina se salva! Eu gosto de cozinhar, sei um pouco de nutrição, porque estudei a matéria na faculdade de hotelaria, e afirmo que só pode ser sacagem a comida oferecida. O pior é que quase não há diferença entre a comida do enfermo, para a comida do acompanhante. Nada. A impressão que tenho é que não comi nada... talvez um pouco de sopa de papelão... O pessoal não deve saber a diferença entre sal/ gordura e os demais temperos. Sei lá, traumatizei...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Setembro, dia 23

Hoje é um dia lindo. Gosto desse mês, gosto dessa data! Eu amo Setembro. Além disso, hoje é aniversário da minha sobrinha Ana Luiza e da minha amiga Mari. Gosto muito delas duas. Ana é meu sangue, minha carne, a continuaçao da nossa família quando os de agora não mais estiverem por aqui, nessa dimensão. E Mari é aquela pessoa que sabe de tudo em minha vida, assim como eu sei da vida dela. Precisamos disso, dessa válvula de escape que nos permite acordar e ir pra luta a cada dia. Se não colocamos nossos fantasmas pra fora, nossa própria energia nos consome. Amizade é isso. É troca!
E Aninha, apesar da distância e pouco contato, tem aquela história de laços infindáveis... é minha família. Bem, a vida é isso... feita de dias, meses, anos e dentro de todo esse contexto, vem as pessoas com as quais nos relacionamos e tendo aquela tal afinidade, seja por sangue ou por amizade, fazem parte imprescindível à nossa vida.
E pra finalizar, hoje é 23 de setembro... faltam 7 dias para o dia 30... e aí, fim do mês. Setembro então, só no ano que vem!!! Mas todo ano, tem!
Feliz aniversário para vocês!



terça-feira, 21 de setembro de 2010

Porque... é Primavera!!!!!


Parabéns, natureza!

Parabéns à vida... parabéns ao amor!

É PRIMAVERA!!!

Bob Marley V

"Não ligo que me olhem da cabeça aos pés...
Porque nunca farão minha cabeça
E nunca chegarão aos meus pés."
Bob Marley

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Para 30, faltam 10!


Cálculo... renal...


Pedras...

Existem diversos tipos de pedras...

Existem pedras no caminho.

Existem pedras no sapato.

A minha, está no rim... rim direito!

Tá certo... pedra não dá em pedra... dá em gente!

domingo, 19 de setembro de 2010

Só me acordem agora, depois que Setembro acabar!

Minha guerra também é dura! Meu peito, ainda grita! Por favor, 7 Setembros devem passar... Não quero mais acordar... Minhas chagas ainda sangram, e sinto dor a cada amanhecer. Só me acordem, quando Setembro acabar...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Andreia Dittmann Sieczko - www.andreiasieczko.blogspot.com

Então, gente!!! Este é o primeiro de muitos... muitos outros videosblog que postarei aqui nesse cantinho daqui por diante... É óbvio que eu não fiz esse vídeo, embora as escritas e fotos sejam minhas. Mas quem fez essa belezinha aí foi a Fabi... minha assessora, incentivadora e principal responsável pela elaboração do livro, que quase com toda certeza do mundo, ficará pronto em março... segunda lua de março (que eu nem sei qual será). Esse projeto é um feto, ainda... acabou de deixar de ser um blastocisto... e até virar um bêbê, vai demorar um pouquinho! Mas é latente que o nascimento é certo, vai vingar!!! Por agora, é só ir aproveitando (em vídeo) um pouco desse sentimento...

Thanks Fabi!

I want another others

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Bob Marley IV

"Preocupe-se mais com sua consciência, do que com sua reputação.
Porque sua consciência, é o que você é.
E a sua reputação é o que os outros pensam de você.
E o que os outros pensam, é problema deles..."
Bob Marley

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Setembro, dia 6


Resolvemos ir em grupo, assistir o filme Nosso Lar... Marcamos no shopping, um galerão do bem, àvidos pelos bons fluidos distribuídos pela incrível energia da película espírita. Chegando lá, caos! De onde saíram tão novos espíritas casuais? A fila dava voltas no shopping... homens, mulheres, crianças e vovós, fazendo novas filas para tentar comprar o ingresso. Dona Orelha Nova, foi até o guichê, tentar falar com nossa amiga de muito tempo (aquela gerente, do cinema do Nova América, lembram?) Pois é, voltou desolada: "gente, as sessões de 21:00h e 21:30h, estão esgotadas". Ahhh! O time feminino lamentou... já o masculino bradou em tom firme: oba, então vamos beber uma cerveja? Ainda era cedo, umas 20:00h... tudo bem, vamos lá. Compramos lanche no Mc Donald's paras as crianças. Muita risada, muita cerveja, algumas fofocas, entreolhares que dizem muitas coisas. Dona Orelha Nova, o cordão de alfabeto, é seu! Pilantra! E pode deixar de esconder-se com o cabelo. Mari tá forte, tá feliz, que bom. As meninas não cabem mais no meu colo. Daí eu lembro que o tempo não pára... A caçula já está na minha altura, e ainda tem tanto que crescer. Como passa rápido, quem aproveitou, aproveitou... Meu fígado tá presente, sendo atento às comidinhas ao redor... mas tô cuidando dele, da maneira que posso. Tá ruim aqui... No verão a Rua do Rio é quente, mas no frio, é bem fria, também... Paga-se, e resolve-se que ainda tá cedo pra dormir. Ok, então, buscamos outro destino, vai uma pequena carreata de carros, com crianças distribuídas (eu gosto), paramos na rua, flanelinha com olho torto, quase perde o outro... tá bom, encontramos nosso novo point, com direito a reunião no banheiro vala e a indisposição de comer qualquer coisa vinda daquela cozinha. Não faz mal, temos carro pra quê? E assim, invadimos a York, mas já não tinha mais tanta coisa pra comer... Tudo bem, mete pra dentro esses biscoitos tipo Globo na goela. Vamos lá... Vumbora, vumbora, vumbora, rir é o melhor remédio. Ih, vamos naquele churrasquinho de gato dali? Ebaaaa!!! Adoro churrasquinho de gato, contando que os gatos, não sejam os meus... tadinhos do Oliver e do Samurai. Mas olha, não pode comer na mesa o churrasquinho do vizinho... Ahhh, que pena, não faz mal, a gente levanta, Bláh! O importante é ser feliz.Falta pouco pro dia 7... Daqui há pouco, é nosso dia! Tá te faltando algo, Dona Orelha Nova??? kákákákákáká!!!! O bom é estar aqui. Tem coisas que o dinheiro não compra... e pras outras coisas, minha fia, tem mastercard! Hohohoho! Deixa o povo chorando lá longe! Banhos de biscoito, cachoeiras de cerveja, risadas, muitas risadas... é! Definitivamente, a Mari tá bem, tá feliz, muito feliz! Tá mais leve, mais solta, mais bonita... deve ser o bem da companhia. Eu também prefiro assim. Gente com cara amarrada, não tá com nada. Aliás, eu li uma pesquisa, onde estudos indicam que pessoas com cara amarrada, sérias demais, se fazendo de "melhor que os outros", são uns merdas... e via de regra, acabam fazendo com que o parceiro, fique com cara de merda, também. Essas pessoas se merecem... tem mais é que fazer "parzinho" então. A gente precisa correr atrás da felicidade, pois ela não bate à nossa porta! Minha amiga precisa é de um HOMEM que dê conta de apagar o fogo dela, hehehe! Ô, Dona Orelha Nova, e você, hein??? Tou de olho, e sua saga anda não acabou... isso foi só o começo. Meu Deus, que maquiagem era aquela? Non sense, non sense... E a caolha? Hahahahahahahahahhah, fála sério, gente, de onde saiu aquilo? Me lembra daquela música que diz assim: "festa estranha, com gente esquisita, eu não tô legal, não aguento mais birita..." e hoje estou gargalhando mais, com os vídeos e a foto de dedo de bunda! A volta? Só sono e a benção de Deus, pra nós todos, porque afinal, mesmo não conseguindo entrar pra ver o Nosso Lar, fomos abençoados, porque somos bons... Não somos nem melhor, nem pior que ninguém... mas somos bons... e Deus, graças a Sua infinita bondade, nos mostra isso a cada dia. A amizade nos segura, nos suporta, nos mantém em pé. E assim como serve pra nos amparar nos dias ruins, nos dias de chuva, também serve pra nos proporcionar noites como essa... que nem dinheiro, nem ouro, nem o puto do mastercard, conseguem pagar. E eu sou rica, muito rica por ter amigos assim ao meu lado. Felicidade é isso, transformar um tantinho de nada, numa gostosa lembrança que jamais será esquecida por nenhum de nós. E ponto final!

domingo, 5 de setembro de 2010

Setembro, dia 5


Aniversário da Tia Lamia.

Rodízio de caldinho aqui em casa.
A família reunida.
Teve alegria;
Teve muita comidinha;
Teve muita cervejinha;
Teve música, muita música;
Teve jogo;
Teve vídeo;
Teve emoção (e que emoção);
Teve bolo da Fabi;
Teve chuva;

Teve mais gente aniversariando (vó);
Teve amor!!!
Foi tudo de bom.

Graças a Deus.
Obrigada, Senhor, por esse dia!!!!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Setembro, dia 3


Somente porquê é setembro, apenas porquê é o mês da primavera...
Somente porquê eu te amo!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Setembro, dia 2


Como eu disse ontem, hoje vou contar um pouco sobre o Felipinho. A mãe dele é irmã da minha mãe... e ela é minha madrinha, além de tia. Quando o Felipe nasceu, minha tia tinha 40 anos, eu tinha 17. Eu me recordo a primeira vez que segurei meu primo e afilhado no colo. Ele veio embrulhado, todo vermelho, com cara de joelho e eu estava super ansiosa, querendo abrir a manta que o cobria... e assim o fiz, sentei-me na cama da maternidade e fui desdobrando as mantas, as roupinhas pequenuchas dele... fui abrindo o bebê como se fosse um presente. O meu presente, meu priminho caçula, meu afilhadinho querido. O Felipe, assim como a Priscila, sempre foi "nosso"... meu, da minha mãe, da tia Armida, do tio Guzzo. Graças a Deus, tia Lamia nunca teve ciúme, sempre dividiu o filho dela com a gente... Mas também, durante 17 anos, eu também fui muito "dela"... depois eu conto aqui, as aventuras que passamos juntas. O Felipe sempre foi um menino carinhoso, inteligente; nunca deu trabalho. Tirando a madrugada que ficamos estudando História do Brasil, a Era de Vargas, não tinha problemas com a escola. Depois que a Priscila nasceu, a felicidade dobrou, toda linda, careca que nem eu... só foi ter cabelo com 5 anos... As crianças passavam frequentemente, os finais de semana em minha casa. Era uma baguncinha muito da boa... eu não sei porque eles cresceram tão depressa... Hoje em dia, as visitas escassearam, mas em compensação, quando chegam lá em casa, não são apenas 2, mas 4, pois trazem seus respectivos companheiros de estrada, a Elaine e o Anderson... então, é bom, é booommm demais estar perto deles, compartindo da vida adulta. Eu sempre os tratei como sobrinhos, pois dava muito trabalho explicar que eram primos e afilhados... Nos dias de hoje, a diferença de idade não é mais tão gritante e agora que eles são independentes, podem voltar a ser primos, ahahahaha. Eles são adultos, trabalham, fazem faculdade, conversam de igual pra igual. Eu confesso que fiquei perplexa quando vi o Felipinho com um copo de cerveja na mão.... mas ele é um homem, né? E nossa família é de origem russa e alemã... normal que gostemos de cerveja, argh! Ontem, meu bebezinho fez 21 anos, e eu não poderia deixar de ir lá para pegá-lo no colo (???) e dar um monte de beijo nele. Tia Armida fez um rodízio de pizza... meu fígado entrou em colapso, foi uma festinha rápida, pois Felipe tinha prova na faculdade. Chegando lá, ele me chamou: Dedéia, vamos tocar guitarra? Fui. Fiquei muito feliz, pois ele está tocando muito bem, tira os acordes perfeitamente, e eu, como vocês já estão can-sa-dos de saber, AMO MÚSICA!!! Mas sabe o que mais me tocou? Não foi em si, as notas na guitarra... mas o tipo de música que o Felipe gosta. Ele é eclético... muito eclético. Vai da MPB ao Rock num instante. Puxou a mim! Quando ele começou a tocar Nando Reis, então... puxa, quase fiquei sem fala! Eu fico toda boba, porque eu sei que tem uma pitada de mim, na vida dele... não só dele, mas na vida da Priscila, também. Isso é amor, é carinho, foi todo o tempo que passamos juntos, dedicando conversas, estudos, brincadeiras, dia a dia. É engraçado, pois hoje em dia, os valores são outros, as coisas são diferentes de 20 anos atrás. Tem tanta música porcaria por aí... tanta novidade comercial veiculado em rádio e televisão... como que meus sobrinhos/primos/afilhados, podem gostar de Legião Urbana, Zeca Baleiro, Djavan, Roupa Nova??? Eu lembro que eles eram pequenos e iam no banco de trás do carro, e eu ia escutando e cantando Faroeste Caboclo, Vento no Litoral, imaginando-me dentro da chamada Geração Coca-Cola... Tem gente da idade deles, que mal conhecem essas músicas... Mas tudo bem, música não tem idade... Ainda bem! Eu cresci ouvindo Elis Regina, Ataulfo Alves, Jair Rodrigues, Angela Maria... Meu gosto musical também tem a ver com cantores de outros tempos, mas que ainda hoje, mantém um público fiel de fãs. É isso aí... mais uma prova que o tempo é inexorável... inexoravelmente maravilhoso... E as lembranças estão aí pra mostrar que tudo que foi bom, a gente não esquece. Ainda lembro de mim mesma, com 19 anos, perguntando ao Felipinho: Felipinho, o que eu sou sua? e ele respondia: voxê é minha "padinha". É isso aí, mesmo, meu querido, eu sou a sua Padinha, vou ser pra sempre a sua padinha... e ninguém me tira isso!


Feliz Aniversário!
Obs.: nesta fotografia, o Felipe tinha 14 anos

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Setembro, dia 1


Então...

Chegou setembro, mês da primavera, das flores, dos amores!
Hoje é o aniversário do Felipe... 21 anos...
Amanhã eu escrevo sobre ele, menino bom, muito bom... vim da casa da tia Lamia agora, e estou cansadinha, quero deitar e virar pedra até amanhã de manhã. Mas tenho tanta coisa que escrever... ainda bem que tenho memória de elefante!

Well, amanhã eu escreverei sobre o dia de hoje, se Deus, Nosso Senhor, Meu Pai, assim permitir.

Fiquem em paz.

Andréia