terça-feira, 13 de junho de 2017

Não tem um dia que eu não pense em você, irmãozinho.

Meu irmãozinho!
Não tem um dia que eu não pense em você. Não há como acordar e passar um dia inteirinho, sem que lembranças me venham à mente. Sem que eu reze a Papai do Céu, pedindo em orações do fundo do meu peito, que você esteja bem, amparado, acolhido, cuidado, acarinhado, protegido e amado por nossa família espiritual, nossos amigos e anjos protetores.
Não consigo reter as lágrimas que transbordam. Elas simplesmente transbordam e eu não tento mais pará-las durante os meus afazeres. Elas transbordam e escorrem, molhando meu peito e lavando minha alma. Não pense que estou atrasando sua caminhada espiritual, meu irmão. Só sinto saudades, só isso(...). Sinto saudades como todas às vezes que ia te visitar e chorava feito criança boba na hora da despedida. Igual, igual... uhuuuuuuu!!!! uhuuuuuuu... Só não faço barulho porque geralmente estou em horário de trabalho, e então as águas fluem silenciosamente, como uma nascente de saudade. Os colegas já sabem, e não me incomodam perguntando o porquê. Todos já sabem, te conhecem, me conhecem, e enquanto houver água a transbordar, tenho o direito de abrir o "ladrão". Não devo lutar contra o que é mais forte que eu;  é preciso passar por essa fase, então eu transformo a minha dor em memórias, suscitando o sentido dessa perda, pra tentar deglutir a minha vulnerabilidade diante da dor da morte. A dor da perda é individual, meu irmão. Cada um sente de uma forma, não há mais ou menos,  certo ou errado. Eu falo por mim, e em mim, dói... Dói muito vivenciar a sua ausência, que só faz crescer a cada dia.
Eu fico tentando buscar sentido nessa perda, mas só encontro uma saudade ímpar, que me acompanha e que não tem momento certo para acabar. Vou tentando reequilibrar internamente minhas emoções e todas as lembranças eu concretizo em palavras. É um ritual, Waltinho, sempre lembrar das nossas histórias, nossa infância, a fim de eternizá-las de uma forma bonita, reconstruindo histórias, e marcando seu nome em minha vida, marcando a importância de um amor fraterno, amor de sangue, amor de almas, que acredito, é inquestionável e nem mesmo a consciência da morte, é capaz de separar. Nós, para sempre irmãos.
                                          Andréia Sieczko  &  Walter Sieczko dos Santos

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Há 1 ano atrás, Waltinho. 12/06/2016

E o que eu tenho pra falar?
Nada, meu irmão... eu só rezo, e envio pra você as melhores energias positivas, todo meu amor e meu carinho e peço que o Jeffrey leve até seu Anjo protetor os melhores momentos que passamos juntos, como um filme bom, que Nossa Senhora esteja te cuidando, e que você esteja recuperando seu corpo espiritual.

Sempre que ia te visitar, eu voltava com meu coração partido. Que pena que não tivemos mais tempo juntos, pra brincar, brigar, implicar um com o outro, contar piadas, gargalhar e chorar juntos. Mas você segue aqui, dentro do meu coração.

Comemoração do aniversário do Victor Hugo Araujo dos Santos Sieczko - 31 anos


Sábado dia 10/06, foi o dia de comemorarmos a vida do nosso caçulinha, Victor Hugo Araujo dos Santos, Sieczko. Nosso irmão caçula completou 31 anos e fizemos um almoço pra ele em Itaipuaçu. Menino bom, irmãozinho meu e seu, Waltinho. Acredita que o bisonho comprou a cerveja e esqueceu a dita cuja na calçada de casa? Fiz ele pagar 10 cangurus, Waltinho... mais 10 flexões pra irmãzinha. Fez "pé-pretice", concorda? Muito mané, né Waltinho? Ele vacila, mas é maneiro... Tem um bom caráter, é trabalhador e eu o amo muito.
Antigamente, eu olhava para os pés do Victor, e lembrava do nosso pai. Não posso ficar olhando para os pés do Victor... e agora, eu peguei na mãozona dele, e reparei que o formato das unhas, os dedos, e a mão grossa, parecem com as suas mãos, meu irmão. Ou seja, não posso ficar focando muito nos pés e nas mãos do nosso irmão, senão eu vou ficando pensativa e nostálgica.

Fizemos uma comidinha gostosa e um bolinho para o parabéns. Depois, às 18:00h em ponto, na hora santa de Nossa Senhora, e a mesma hora que nossa mãezinha do céu te buscou, fomos até a gruta com nossos santinhos intercessores, e fizemos uma oração por nós e por você.

Deus abençoe o Victor, dê juízo a esse menino.
Victor, eu te amo muito, viu meu irmão.
Estarei aqui sempre pronta pra te apoiar em qualquer situação.

Feliz aniversário!

domingo, 11 de junho de 2017

Para onde vão?

Onde foram parar as gargalhadas cortadas, o meio sol de inverno, 
O meio copo vazio, a escrita na areia da praia que a água levou? 
A outra parte do coração que despedaçou,
A outra metade daquela laranja, onde parou?
Para onde vão as lâmpadas queimadas, 
O suspiro perdido entre pensamentos esvoaçantes,
Os acordes daquela música que te toca a alma?
Para onde vai o excesso do perfume recém borrifado?
Onde estão os anéis que os dedos perderam?
A saudade que escondo de mim?
Qual o caminho do universo paralelo,
Onde todas as coisas perdidas e esquecidas devem estar?

sábado, 10 de junho de 2017

Urgência de expandir a Alienação Parental

ALIENAÇÃO PARENTAL


A alienação parental ocorre quando pais separados passam a manipular seus filhos, para que eles se afastem de um dos seus genitores. Seja por vingança, seja por poder, essa absurda crueldade é mais comum do que se imagina. Na legislação atual, esse assunto é tratado na Lei 12318, de 2010.

O alienador procura desmerecer o outro genitor diante dos filhos, menosprezando-o e tornando evidentes suas fraquezas, desvalorizando suas qualidades, enquanto pai e ser humano. Esses atos, inicialmente subliminares, vão aos poucos se tornando mais ostensivos, chegando a produzir sentimentos de ódio nas crianças. Isso acaba por impedir o contato e romper os vínculos de afeto e respeito.

As consequências à saúde física e mental das crianças que vivem sob a tortura de um pai alienador são muitas. Dentre elas, podemos citar: os distúrbios de alimentação; a timidez excessiva; os problemas de atenção/concentração; a indecisão exacerbada e, até mesmo, a dependência química. Essas reações à manipulação do alienador surgem como forma de fuga de uma realidade massacrante, com a qual os filhos não conseguem lidar. É muito importante ficar atento, diante da gravidade dos danos que podem ocorrer na formação psicológico-afetiva dos filhos.

Em caso de ocorrência da alienação parental, deve-se IMEDIATAMENTE buscar o Poder Judiciário, que poderá tomar várias medidas para corrigir esse quadro. Dentre elas, podemos citar:


  1. Declarar a ocorrência de alienação parental e advertir o alienador;
  2. Ampliar o regime de convivência familiar em favor do genitor alienado;
  3. Estipular multa ao alienador;
  4. Determinar acompanhamento psicológico e/ou biopsicossocial;
  5. Determinar a alteração da guarda para guarda compartilhada ou sua inversão;
  6. Determinar a fixação cautelar do domicílio da criança ou adolescente;
  7. Declarar a suspensão da autoridade parental;
  8. Inverter a obrigação de levar o filho para a residência do genitor, ou dela retirá-lo, por ocasião das alternâncias dos períodos de convivência familiar.
texto retirado da internet

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Há 1 ano atrás... muita saudade, Waltinho!

Há um ano atrás, meu irmão, eu estava indo à Recife pra te acompanhar em seu tratamento. Eu sempre tive muita esperança, sempre me coloquei em uma posição positiva em relação ao seu tratamento e sua saúde. Nunca pensei que um câncer fosse maior que a sua força física, meu guerreiro! Eu sei que você lutou, não abandonou a batalha e até mesmo venceu o câncer... você matou o câncer, mas também foi embora com ele, meu irmão... e sua falta me deixa muito triste. É como os filmes de guerra que víamos juntos... às vezes, para vencer uma batalha, é preciso perder uma luta. Você venceu a batalha!  Eu não tenho saudades do câncer, eu não tenho orgulho da doença... isso tudo eu desprezo. Eu te mantenho vivo em minhas lembranças, em meu coração, em minhas orações. Walter Sieczko, você é o meu irmãozinho amado, Guibor de Deus, meu guerreiro alado, para sempre PQD, para sempre meu bebê, meu melhor amigo, minha maior herança... e sem dúvida nenhuma, irmão, você é a melhor parte de mim.

Eu te amo, e você sabe disso! Graças a Deus eu tive oportunidades de estar contigo, nunca negligenciei você, nem seu tratamento. Você sempre esteve em primeiro lugar na minha vida. Irmãzinha sempre te apoiou e isso me dá uma paz enorme no coração. Você, pra mim, Waltinho, nunca teve defeitos, sempre foi um menino bom. Agradeço a Deus pela oportunidade de ter vindo nessa vida como sua irmã mais velha, que sempre te protegeu o quanto pôde. 

Meu menino, quanta saudades que eu sinto.

Ver essas recordações no face, me deixa muito reflexiva, saudosa, mas também em paz em saber que estive com você nesses momentos tão importantes.

Recebe meu amor, recebe meu carinho, que Jesus te abençoe e que Nossa Senhora o abrace e te aqueça com seu manto de amor.

Esteja bem por favor!

Sua irmã, 
Andreia

quinta-feira, 8 de junho de 2017

ScAr ThE sUrFaCe


"Nothing can control me now that
 I have nothing left"

Somos frutos da nossa inventividade?

A impressão que cada pessoa tem de si mesma, pode ser considerada uma imagem real ou uma projeção fantasiosa do seu próprio ego?

Tem gente má, que se considera uma pessoa boa. Tem rico que chora miséria, tem pobre que se acha rico. Tem branco que se apresenta como negro, tem negro, que se denomina branco, tem mentiroso que se julga verdadeiro, tem gente magra que se considera gorda, tem gente gorda, que se vê magra. A auto imagem que cada um tem de si, é real ou não? 

Somos frutos da nossa inventividade? 

O que vemos no espelho é a concepção correta do que somos, ou somos aquilo que queremos ver de nós mesmos, mas que muitas vezes, está muito aquém da existência tangível do que realmente somos?

A vida tem uma subjetividade desproporcional ao que deveria ser, e do que é. A vida é um grande teatro, um palco onde desenvolvemos nossos personagens de acordo com a conveniência diáfana do dia a dia? A vida, o ser, o ego, os sentimentos, as histórias, todas essas questões sempre tem dois lados. Para cada assunto, cada tema da vida, encontramos no mínimo uma bipolaridade tão contraditória quanto o negativo e o positivo, entre o doce e o amargo. Para cada fato contado,  a mesma narrativa possui maneiras diferentes de interpretação. O texto se diversifica em contextos. O prisma muda de figura dependendo do lado que lhe parece mais conveniente.O ângulo de visão se torna difuso, e o assunto em si excede e é tratado de forma a posicionar o espetáculo mais bonito para quem o discursa.

Assim como uma moeda, cada história tem 2 lados - "no mínimo". Ah... não temos como precisar a capacidade intelectual de uma mente fértil...

Quanto mais inteligente o interlocutor for, mais difícil será a dialética... e dependendo da platéia, as idéias da exposição podem confundir os incautos telespectadores. Neste momento, os ouvintes da paródia se confundem com a burlesca explanação: quem está certo? quem está mentindo? qual das partes está errada? Quem está com a razão? O quê, dessa história toda vem a ser a verdade? 

A verdade real e absoluta? E quem sóis vós, ouvintes e testemunhas do fato em questão? A platéia então, vira juiz a julgar o ato? E esse julgamento é o correto, justo? Ou cada um arrasta pra si o entendimento que mais o emocionou, trazendo o "peixe pro seu lado" ? 

Mas me respondam: quem julga o julgador? Como comparar e medir o grau de convencimento, deixando de fora a persuasão, as chantagens emocionais, os ataques emotivos que iludem e ludibriam a cena dessa retórica?

Uma pessoa pode se sentir a melhor pessoa do mundo... mas, será que ela o é?

Uma pessoa pode sentir que fez o melhor que pode, que deu o melhor de si para ajudar o próximo. Mas será que esse "melhor"  foi unânime entre todos os envolvidos? 

Será que o "melhor" para um,  foi "melhor" para o outro?

Cenários da vida real... personagens, platéia, juízes, arremedos de uma triste história, sem um final feliz.

Destarte, deixo ao Senhor do Universo, a função de julgar minha vida, meus atos. Somente quem detém o poder de julgar, é Aquele que conhece os labirintos do coração humano.

Quem  errou, quem acertou... nesta vida não importa. Mas chegará o dia em que todos seremos julgados, sem platéia, sem falsidades, num tablado translúcido, transparente... onde as mentiras e crueldades sejam incapazes de se esconder atrás das artimanhas ardis da astúcia, sem os subterfúgios utilizados no decorrer da nossa experiência terrena. 

by, ANDREIA SIECZKO

www.andreiasieczko.blogspot.com


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Aniversário de 31 anos - Victor Hugo Araújo dos Santos, Sieczko

Victor Hugo Araújo dos Santos é meu irmão. 
Irmão caçula de Andréia Sieczko dos Santos e Walter Sieczko dos Santos, sendo 14 e 11 anos de diferença pra mim e pro Waltinho. Pense num homem bom... Pense em um menino bom, magricelo e joelhudo igual ao Waltinho. Paraquedista como o pai e o irmão. Lindo, por dentro e por fora. Bom pai, bom caráter. Infelizmente, não tive com ele a mesma vivencia que tive com o Waltinho, por conta da diferença de idade, e também por sermos filhos de mães diferentes, morávamos em lugares diferentes, o que dificultou um pouco aquela convivência maravilhosa que deve haver entre todos os irmãos.

Mas isso não significa muita coisa, porque Victor, eu e Waltinho somos irmãos especiais, coisas que só Deus sabe explicar. 


Victor nasceu no meio de um jogo da copa do mundo, em 1986, era a tarde de 6 de junho, e o Brasil ganhava da Argélia... Careca garantiu o gol da vitória, e Victor Hugo chegava ao mundo. A primeira vez que o vi, peguei-o no colo, recém-nascido e enroladinho numa manta amarela. Tinha acabado de receber mais um presente da vida. Agradeço a Deus por ele!
Este é o meu irmão. Meu irmão caçula, mais um tesouro em minha vida, mais uma melhor parte de mim, mais um melhor amigo, mais uma herança de valor inquestionável. 

Mais um guerreiro PQD, que ainda criança, foi no salto de brevetação do Waltinho, olhinhos brilhantes e orgulhosos, vestido num abrigo cor pêssego, o que sempre gerou galhofa entre os 2 irmãos paraquedistas. Victor viu Walter trocar os imundos "pés pretos", pelo aclamado e honrado bute marrom. Meus irmãos são paraquedistas, guerreiros alados; conquistaram no peito e na alma as lendárias asas de prata. Victor é um toros, menino forte, determinado, fez jus ao título conquistado, que levará com ele, para onde ele for.

 Meus amados irmãos, Waltinho e Victor Hugo, nosso caçulinha

Amor de irmãos. Sentimento sagrado, laços indestrutíveis!

Victor hoje, completa 31 anos de idade.
Que Deus te abençoe com muita saúde e proteção, 
meu irmãozinho amado!!!!!!
E assim como sempre foi para o Waltinho, é igual para você também: estarei sempre aqui, Victor, na hora que você precisar, para o que for, não importa o dia, nem o motivo. Estarei sempre aqui para te apoiar e te ajudar em tudo que você precisar. 
Sou tua irmã. Waltinho é seu irmão.
Amo você e jamais duvide desse amor, pois ele é imortal.

Feliz Aniversário!

terça-feira, 6 de junho de 2017

Sinônimo de irmão - Andreia Sieczko dos Santos, Walter Sieczko dos Santos e Victor Hugo Araújo dos Santos

Foto tirada na nossa vida!

Texto retirado da internet.

Andréia Sieczko dos Santos Reis
Walter Sieczko dos Santos
Victor Hugo Araújo dos Santos

Sinônimo de irmão
35 sinônimos de irmão para 6 sentidos da palavra irmão:
Mano:
1 manogermano.
Companheiro:
Membro de uma confraria ou irmandade:
Religioso sem ordens sacras:

Meu irmão, meu amigo - Há 2 anos atrás - Waltinho Sieczko

Há exatamente 2 anos atrás, eu e Luiz estávamos em visita ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, agradecendo, rezando e pedindo a intercessão de nossa Mãezinha do Céu. Eu sabia que tinha muito que agradecer, porque Deus realmente fez mudanças muito significativas em minha vida, e ali, também estava agradecendo por você, Waltinho. Por nossa irmandade, nossos laços de sangue, por nossas vidas, pelo amor que sempre nos uniu e que é infindável. Participei das missas, andei naquele solo sagrado e orei muito a Deus.
Depois  visitamos a Sagrada Face, e ainda tinha ido visitar em Guaratinguetá o Santuário de Frei Galvão. Aquele dia, foi um dia muito bom. Ganhei as pílulas de Frei Galvão, fizemos todas as visitas... e no final do dia, Luiz e eu voltamos à pousada, para descansar e no dia seguinte ainda passar na Canção Nova antes de retornar ao Rio. Pois bem, meu irmão... nesse dia 06 de junho de 2015, você teve sua segunda crise de pancreatite (a primeira havia sido em agosto de 2014). Ao saber da notícia pelo celular, voltei imediatamente para o Rio - pegamos o carro e saímos tarde da noite... eu estava agoniada para chegar em casa e comprar uma passagem para Recife. E assim o fiz, meu irmão. Saí do aeroporto e fui para o hospital, onde você ficou internado, em jejum de água e alimento por dias. Depois, quando chegou um caldinho ralo de abóbora, puxa, parecia uma festa! Você estava com fome, meu irmão. Tomou aquela sopinha como se tivesse comendo uma feijoada! Ah, meu irmão... que tristeza eu sinto quando relembro de toda tua trajetória, essa luta foi árdua, Waltinho. Só quem já passou por uma dor dessas, sabe quantificar o estrago que essa doença faz com o enfermo... é um sentimento de impotência que definha a todos os envolvidos. Mas eu tinha tanta esperança que aconteceria um milagre em sua vida, irmãozinho. As coisas foram acontecendo, às vezes eu me sentia tão segura, as "coincidências" que iam ocorrendo, me fazia acreditar que você iria superar o câncer, e que seria uma história de sucesso para ser dividida com todas as pessoas do mundo. Mesmo diante do quadro de metástase, eu jamais imaginei que fosse perder o meu irmãozinho, meu primeiro amigo, meu bebê, meu manequinho, o meu tesouro mais precioso, a melhor herança que uma irmã pode receber e a melhor parte de mim, que é e sempre será você e o nosso caçula Victor. A perda da sua presença física foi o pior acontecimento da minha vida, Waltinho. Embora eu acredite em vida pós morte, ainda que eu saiba que você continua vivo em espírito e vivinho da silva em meu coração, a falta de conversar com você me dói a cada dia. Não ter tido a consideração de um adeus formal, dói muito mais ainda. Mas eu sei que isso jamais foi de sua vontade, meu irmão, e com certeza, existe um Deus poderoso que há de julgar a todos nós. A justiça dos homens, é falha, mas Deus, tem um olho que tudo vê, que se conecta dentro do coração de cada um de seus filhos, e cabe a Ele, somente a Ele, julgar nossos atos. Minha confiança em Deus é tremenda, meu irmão! Buscai a Deus, e todas as demais coisas vos serão dadas por acréscimo... essa é uma das promessas feitas por Jesus. Eu creio em Deus, e sei que você está bem cuidado, livre da crueldade do câncer que você teve em sua vida. Você está nos braços de Maria, Mãe de Jesus, Mãe de todos nós. Você está entre nossa família espiritual, recuperando seu corpo e seu espírito... Mas eu não consigo esquecer uma de nossas conversas, que eu já escrevi aqui no Blog:

- "Andréia, em agosto de 2014, eu tive a primeira pancreatite, em junho de 2015 eu tive a segunda pancreatite, agora em maio de 2016 eu descubro o câncer... aonde eu estarei em maio de 2017?"

Fico meditando sobre essa conversa, Walter Sieczko dos Santos, eu sei que você está bem, mas mesmo assim eu gostaria de ter a certeza que Jesus deu a Tomé, sabe? Quando mostrou as chagas para provar que havia ressuscitado... sei que é muuuuita pretensão minha, mas eu queria ter a certeza absoluta que você está numa boa, comendo uma comidinha gostosa e temperada, sabe? Porque a doença que você teve maltratou muito o prazer da alimentação. Comer é bom, e nós sempre gostamos, né? Banana, chocolate, bolo de limão, joelho de queijo e presunto, mineirinho... todas as coisinhas gostosas que toda criança e adolescente adoooora comer! Graças a Deus, meu irmão, eu tive o prazer e a honra de cozinhar para você. Fiz o meu melhor para dar pra você sabor nos alimentos que eu te preparava. Ficava buscando na internet receitas sem gordura e sem açucar, e cozinhava rezando e colocando todo meu carinho na comida que você podia comer sem que te fizesse mal. Graças a Deus, eu pude fazer isso e continuaria fazendo sempre, com o mesmo amor e cuidado. Diz, pra mim, Waltinho, onde você está, tem praia? Imagino você numa praia de areia bem branquinha, pegando sol e seu cabelo com reflexos dourados, brincando com cachorros e crianças. Correndo de um lado para o outro. Ou então eu te imagino igual aquele dia que eu, você, Victor e nosso sobrinho Gabriel fomos às Paineiras, no Corcovado e você e Victor tomaram banho de cachoeira... a água estava fria, eu fiz um vídeo de vocês que está no youtube. Eu tenho muitas lembranças e agradeço muito por isso. Sempre fomos colados um no outro, mesmo longe, você me ligava quase todos os dias. Isso não tem preço, meu irmão... e é o que me machuca, não poder mais conversar com você. Às vezes, nem tinha papo ainda pra falar, porque não existiam novidades que não soubéssemos... Era mais ou menos assim: "e aí beleza? - beleza. Tá foda aí? - Tá, tá foda aqui também" "então tá bom, tchau quenga" - "tchau viado". Isso sim era de praxe... mas era todo dia, ou quase todo o dia, um oi, tou aqui. Eu estou aqui, meu irmão, eu sempre estive aqui pra você e sempre estarei. EU sei que VOCÊ SABE que eu sempre estarei aqui, ó! Sempre estarei disposta a fazer tudo que eu puder fazer pra te ajudar, pra te amparar, porque eu sou tua irmã. E continuo sendo, você estando aqui ou estando aí... não importa! Eu continuo sendo tua irmã, tua irmã mais velha, que sempre esteve ao seu lado, que sempre cuidou de você até quando você não queria escovar os dentes e tomar banho, e eu te puxava pelos cabelos quando você era pequeno e tinha um chulé que impesteava a casa. Você é e sempre será o meu irmãozinho, meu herói, que sempre adorou ver televisão. Que nunca se meteu em coisa errada, que era um menino caseiro, nunca foi safado, nunca foi de rua, nem de bebedeiras. Você para mim, não tem defeito, irmão. O seu único defeito, foi ter ido embora desse mundo tão precocemente... Mas acho que Jesus te levou porque queria ter um irmão maneiro assim como você. Eu estou aqui. Mas se precisar de mim, é só chamar!

                         Walter Sieczko dos Santos  &  Andreia Sieczko dos Santos

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Waltinho, o balão e a Fonte da Saudade - Itaipuaçu junho/2017


Meu irmãozinho, muita saudade. Muitas coisas que eu faço, me remetem à você. Esse fim de semana, fui para Itaipuaçu ajudar nossa mãe a limpar o quintal. Podamos árvores, capinamos, plantamos bromélias, ajeitamos as orquídeas, desfizemos e refizemos a gruta onde acendemos as velas e fazemos orações pra você. Sempre que eu estou molhando as plantas no finalzinho da tarde, eu fico rezando e mandando as melhores energias pra você. Converso contigo, canto pra você. Canto o hino dos paraquedistas, canto a oração de São Francisco, Prece de Cáritas, converso com o Jeffrey King, pra ele levar minhas orações até você. Peço que Jeffrey converse com seu Anjo da Guarda, e que você possa receber meu abraço e todo meu amor. Acendo incensos pelo jardim, pés na terra, uma sintonia tão boa. Uma pena que eu estivesse trabalhando no dia que você passou a tarde toda em Itaipuaçu. Você neste mesmo lugar, rezou com sua mãe, e acendeu velas com ela, para seu Anjo da Guarda. Então, de alguma forma, eu te sinto aqui. Conectada com a natureza, sentindo o sol na pele, tão quentinho, que sinto esse calorzinho como um abraço.  
Essa fonte começou a ser construída um pouquinho antes de descobrirmos a doença. O que era pra ser um desejo realizado (ter a fonte), se tornou uma referência da sua batalha, um ícone da sua partida. Esta fonte, agora simboliza saudade!

Estar aqui, hoje em dia me faz bem. Eu não tinha paciência para Itaipuaçu agora, eu gosto, sinto paz. Mexer na terra, ver as plantas crescerem... suas plantas estão aqui, irmão, crescendo a cada dia. Espadas de São Jorge, lanças de São Jorge, e também as miniaturinhas destas. Plantas de luta, de guerreiro, assim como você foi  e continua sendo, Waltinho. Parte de ti, soma de nós 3. Nossa casa, casa de família.
Eu te amo, meu irmão. Te amo muito e sei que meu amor e meu carinho são capazes de chegar onde você está. Ontem na hora que eu estava rezando pra você, olhando para o céu... um pouquinho antes da hora sagrada, que também foi a hora da tua partida, o céu ainda estava azul... começando a escurecer, mas ainda estava azul... eu avistei um pequeno balão... desses de festa junina. Lembra que no ano retrasado, você tinha pedido para eu achar e comprar um balãozinho desses aqui pelo Saara?  Você estava saudoso, acho que queria soltar um balão, como sempre fazíamos quando crianças... e quando não tinha balãozinho já pronto de papel fino, nossa mãe ou o tio Fausto fazia um em casa,  com bucha de papel higiênico e cera  / parafina de vela, lembra disso? Lembro que você queria soltar um balãozinho com seu filho. Teria sido uma belíssima lembrança. Mas eu te avisei que não tinha mais balões sendo vendidos aqui no Rio. E acho que é proibido em todo o país; eu não consegui comprar o balão pra você, Waltinho. Lembra que quando pequenos, fazíamos " Maria Caxuxa " ????? Tivemos bons momentos de infância, nossos tios, tia Armida, tia Lamia e nossa mãe se esforçavam para que tivéssemos diversão e alegria. Maria Caxuxa era feita unindo as pontas de uma folha de jornal, lembra? Depois acendíamos as pontas da maria caxuxa, o ar quente fazia o módico balãozinho subir... Tempo suficiente para nos fazer sorrir, pular, cantar cai cai balão e logo logo a Maria Caxuxa se incendiar e cair apenas as cinzas do jornal ao chão. Não subia mais que 5 metros... mas era alegria na certa! Então, Walter Sieczko dos Santos, fiquei ali, sentada no banco, olhar longe, que ia subindo junto com o pequeno balão... via a bucha ainda vermelhinha, e o balão subindo... e levando com ele a saudade, e todo meu amor pra você, irmão.  Esteja com Deus, que Nossa Senhora te cuide e te guarde, com todo o amor e carinho que você merece!

Você é muito amado, e jamais esquecido!

Sua irmã, Andréia

domingo, 4 de junho de 2017

Um belo dia resolvi mudar...


Sempre pensei que quando eu chegasse aos 40 anos de idade, deveria cortar as madeixas, a fim de não me tornar uma senhorinha com cara de bruxa. Não que eu não seja bruxa... Sim, eu já nasci bruxa de nascença, por parte de mãe e avô paterno sim senhor! E adoro ser bruxa! Um regalo vindo no sangue, lá do leste europeu. Meu avô Wlozmiers Sieczko, era bruxo e alquimista de nascença. Meio polonês, meio russo e depois bielorusso... por fim, morreu aqui no Brasil, onde deixou sua semente, que acabou passando pra mim, essa hereditariedade que me traz certa sabedoria e uma intuição que muitas vezes me assusta!
Enfim, não quero ofender as senhoras com mais de 40 que mantém seus cabelos compridos, até porque eu sempre amei cabelos compridos, e nunca fui fã de tesoura. Mas era uma precedência da minha própria maneira de me enxergar na mudança de fase da minha vida. Um pouco postergada, confesso... Fiz 40 anos e continuei com os cabelos compridos... fiz 41, 42, 43... e continuei hidratando as madeixas. Mas fatos, acontecimentos, amadurecimento, alguns problemas, início de séries de meditação, aprofundamento, auto-conhecimento, desapego... o cuidado com os cabelos ficou num plano aquém do esperado, e foi ficando cada vez mais natural o desejo de ir cortando, aparando as pontas, como quem apara as coisas que atrapalham a sua vida.

Quando ia visitar meu irmão durante em sua batalha contra o câncer (2016), o levei para cortar o cabelinho dele, pois fiquei com medo que ele ficasse triste careca  - não por ficar careca, pois meu irmão é e sempre será PQD e sempre teve o costume de ter o cabelo "reco". Mas era para que a doença não o deixasse mais em voga do que o necessário. E acabei "trocando" de pensamento sobre cortar os cabelos... começou ali. Fui cortando e deixando o cabelo mais com a cor natural, que é o louro médio, tirando as mexas das luzes. Gostei de ver a cor do meu cabelo. Um reencontro comigo mesma, e uma chance de curtir a cor natural, antes que os cabelos brancos começassem a se fazer presentes... embora eu ache lindo cabelos grisalhos... Fica um reflexo muito bonito pra quem tem a cor do cabelo claro... Comecei a cortar, cortar, aparar... pra finalizar, esse ano já cortei 4 vezes e estou amando a experiência. Minha mãe ama cabelos curtos, e disse que vicia, e que não vou querer nunca mais um cabelão trabalhoso. Não sei ao certo se o cabelo voltará a crescer... quem me dirá isso, será a vida. Pode ser que o mantenha como está, pode ser que volte a crescer, ou pode ser que eu corte o cabelo mais ainda. Não me importo com isso agora. 
Mas afirmo que a praticidade foi muito bem vinda! Tá sempre arrumadinho, com brilho, sedoso e cheio... já que meu cabelo não tem muito volume, esse corte ficou legal e eu gostei bastante. Enfim, aos 45 anos, cortei... finalmente resolvi mudar.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Ema Dittmann - minha tia avó



Que saudades de minha tia avó Ema. Irmã de Maria Dittmann Sieczko, e cunhada do meu avô Wlozimers Sieczko. Tia Ema faz parte da minha família alemã. Esta foto foi na minha última visita a ela em Curitiba. Depois de uns 6 meses, ela faleceu. Graças a Deus eu tive a oportunidade de estar mais um pouquinho com ela. Pessoa positiva, alegre e moderna para sua idade. Ela não gostava de lembrar de coisas ruins... Apenas das boas lembranças. Conversei muito com ela e pude conhecer um pouco mais da vida dos meus avós, Maria e Wlozmiers. Para um futuro livro, que vou escrever sobre minha família, tia Ema conseguiu me contar boas histórias, para que nunca sejam esquecidas. 
Deus te abençoe, tia Ema Dittmann.
Saudades!

Família Sieczko - Bielorussia


Minha família recebeu os presentes que enviamos pra eles. E eles enviaram um vídeo para nós.
Muito amor envolvido!!!

Recebemos também presente deles, e amamos cada pedacinho de amor envolvido em cada presentinho.

Obrigada pelo carinho e pelo amor!

Amo vocês!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Muito fácil alguém dizer como você deve seguir sua vida...

Muito fácil alguém dizer como você deve seguir sua vida, que caminho tomar, que sentimento abafar, como reagir às intempéries, como lidar com a sua perda, o seu luto, o seu sofrimento. Eu estou tentando ser uma pessoa educada e elevada espiritualmente, porque já descobri a importância da espiritualidade na minha vida prática. Mas está sendo muito difícil fazer cara de paisagem para os absurdos que tenho ouvido de todos os lados. Pessoas! Seres humanos! Somos tão iguais e tão diferentes. Somos iguais na estrutura, diferentes nos detalhes. Ninguém tem uma digital igual a outra... ainda na barriga, o feto, que está se transformando em um futuro nascituro, já terá em seus dedinhos as marcas digitais únicas em todo o planeta Terra. Descoberto por Juan Vucetich, somos únicos, ímpares... cada qual com suas características... então, por favor, não venham me dizer como eu devo me sentir em relação a nada. Não devo nada a ninguém, e só quem pode julgar a todos nós, não coloca os pés aqui nessa terra... Eu até entendo que alguns tem a melhor das intenções, e não fazem por mal... mas tem gente que não tem noção do que é amar alguém mais que a si mesmo, tem gente que não sabe o que é a dor da perda, a dor do luto, não sabem o que é vivenciar o sofrimento da doença de um irmão... não sabe o que é descobrir uma doença que vai te matando a cada dia, crescendo e comendo sua vida e seus sonhos, tirando da pessoa o privilégio da velhice. Não entendem o que é precisar de terapia por muitos anos adiante, para tentar deglutir a crueldade de uma não despedida. Ninguém sabe... até passar pela mesma dor. Não desejo mal a ninguém, desejo que as curas para as doenças do corpo sejam encontradas, e que as doenças da alma, como inveja, soberba, egoísmo e as mais diversas maldades sejam expurgadas do nosso viver. Mas enquanto essas benesses não chegam, parem e pensem se não seria melhor manter a boca fechada antes de falar alguma coisa que faça abrir mais ainda as chagas de alguém. Antes de qualquer coisa, coloque-se no lugar do outro... Como você se sentiria se descobrisse uma doença maligna em si próprio? E soubesse que a medicina não poderá fazer muito por você? Que dinheiro nenhum poderia salvar sua vida? Ou se perdesse alguém a quem muito ama? Ou fosse vítima de um crime brutal? Ou se perdesse tudo que tivesse conquistado? Se você tivesse que vivenciar a batalha pela vida de um filho? Hum? Como seria? O que você sentiria? Não desejo nada de mal a ninguém, repito. Não estou revoltada com a vida, muito menos com Deus, que continua e continuará sendo meu Senhor e minha Fortaleza. Nem digo que eu, Andreia Sieczko seja um ser humano perfeito... Claaaaro que não! Ainda preciso aprender muita coisa, mas graças a Deus, já sei o caminho... Somos seres espirituais, vivenciando experiências humanas. Já fui muito pior do que sou hoje. Mas sei que amanhã eu serei uma pessoa melhor, porque EU escolhi o desenvolvimento espiritual que remete a isso. Então, se eu posso, você também pode... o mundo inteiro pode. Ninguém é melhor que o outro, nem tem o direito de definir os parâmetros do  que é o certo ou o errado. Então, eu peço, por favor, não interfiram no sentimento dos outros. Se não souberem o que falar para amenizar a dor de um amigo, colega ou parente, calem-se. Um abraço é o suficiente!

Paz e Luz a todos nós!

A Lei do retorno é justa...


Que abraço gostoso, meu irmão. Walter Sieczko dos Santos

Que abraço gostoso, meu irmão.
Quanta saudade, Walter Sieczko dos Santos
Meu irmão Waltinho.
Meu Deus, quanta saudade!
Senhor, eu sinto uma saudade enorme, por favor, preenche a minha vida com seu amor. Que Nossa Senhora, a nossa Mãezinha do Céu, esteja cuidando do Waltinho, porque ele é um menino bom, sempre teve bom coração. E eu creio que tudo nesta vida tenha um porquê. Só desejo que ele esteja sem dor, que tenha se curado do câncer que o  maltratou durante os 8 meses de luta contra essa doença tão triste, que mata não só o doente, mas que acaba com a família inteira. Eu confio no amor e na justiça divina. Eu creio que Deus é Pai, e como Pai e Senhor do Universo, ele saiba o que tem no coração de cada um de nós. Não há como enganar a Deus. 


"Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua Justiça, e todas essas necessidades lhes serão dadas por acréscimo"