quarta-feira, 5 de julho de 2017

Mãe, se ela morrer posso ficar com a vitrolinha dela? Andreia & Waltinho - pra sempre irmãos



- Mãe, a Dedéia morreu? 
- Não, Waltinho, a Dedéia só foi tirar um cisto sebáceo.
- Mãe, se ela morrer, posso ficar com a vitrolinha dela?


Policlínica Geral do Rio de Janeiro, Av. Nilo Peçanha, 38 - Centro

Naquela época, provavelmente ano de 1979 ou 1980... não mais que isso. Nossos pais ainda eram casados, eu deveria ter uns 6 ou 7 anos e você, Waltinho, 4 ou 5 anos de idade. O prédio antigo - como é até hoje -  ainda tinham elevadores de madeira escura, com portas pantográficas, arquitetura quadrada, em estilo art deco. Aquele cheiro forte de éter nos corredores da grande clínica. Gente grande passando para lá e para cá, com jalecos compridos... eu lembro que era tempo frio. Eu lembro de acordar ainda de madrugada naquele dia, com fome pois deveria estar em jejum... lembro dos nossos casacos de veludo plush, o seu cor de abóbora e o meu azul piscina, com gola e punho em cotelê (adorava aqueles casaquinhos iguais, só diferentes na cor... lembro ainda deles!). Lembro de nossos pais nos levando para o carro e lembro do caminho, as luzes dos postes brilhando na janela do Corcel, nós dois deitadinhos no banco de trás... deveria ser umas 04:30 ou 05:00h da manhã... por aí... o longo caminho até a Policlínica Geral do Rio de Janeiro, setor de Oftalmologia. Eu estava com um cisto sebáceo no olho esquerdo. Não era nada grave, mas por ser criança, foi marcada uma cirurgia com anestesia, para a retirada do cisto. Desta feita, fomos alguma vezes na policlínica com nossos pais, até que fosse determinada a data da cirurgia. No dia agendado, chegamos por lá ainda bem cedinho, fizemos os procedimentos de internação e fomos para um quarto; lembro que era todo bege, grande, e já começava a bater claridade na janela. Nossa mãe trocou minha roupa, pela camisolona do hospital, dando lacinhos na parte de trás. Ficamos ali, nós 4. Eu, você, nosso pai e nossa mãe. Em dado momento, o anestesista entrou e deve ter me dado alguma coisa para dormir e não ver saída do quarto (e a entrada da sala de cirurgia e a despedida de uma jovem mãe já aos prantos), porque a filha ia fazer uma pequena cirurgia.


Então, eu dormi... Como eu era criança, me levaram no colo e não numa maca, a sala de cirurgia devia ser ali pertinho, no mesmo andar... e você, Waltinho, ainda mais criança que eu, observando aquele cenário novo, dos pais preocupados, a mãe chorando, a irmãzinha saindo "desfalecida" no colo do moço, todo vestido de branco, ficou olhando, olhando, olhando... e depois que eu saí do quarto, chegou perto da nossa mãe e perguntou, gaguejando como quando era criança :

- Mãããe, aaaa Dedéia momorreu? - perguntou o Waltinho
- Não, Waltinho, a Dedéia foi só tirar um cisto sebáceo do olho, já vai voltar...
- Mãããe, mããããe, se a Dedéia morrer, eu posso  fificar com a, com a vitrolinha dela?

kkkkkkkkkk deve ter sido muito engraçado essa cena... durante anos eu tenho escutado essa história repetidas vezes... Waltinho, era hilário... eu não deixava ele mexer na minha vitrolinha azul, Philips porque ele era muito criança e arranhava meus disquinhos compactos e Lp's. Aliás, ele adorava morder meus discos dos Menudos (depois conto essa!). Então quando ele viu minha mãe chorando e eu indo embora para o centro cirúrgico, pensou que eu tivesse morrido, e aí ele iria poder ficar com a minha vitrolinha!


Ahhhh, meu irmãozinho... Se eu pudesse escolher, eu trocaria minha vida pela tua. Eu te daria 100000000 vitrolinhas como aquela, eu faria qualquer coisa para nunca saber que meu irmãozinho foi embora desse mundo tão precocemente. Meu Deus... Somente o Senhor do Universo tem as respostas para as coisas que eu não entendo.


Eu sei que a história ainda não acabou... durante o tempo em que eu estava retirando o cisto sebáceo, Waltinho pegou no sono... ficou deitadinho na caminha de acompanhante, e ficaram ali os 3 esperando eu voltar.  Quando retornei, ainda sonolenta, o médico disse que já já eu iria acordar e que tinha sido tudo bem. Que eu estava com um protetor "tapa olho", mas que poderiam retirar. Nosso pai, que sempre foi um fanfarrão, tirou meu tapa olho e grudou no olho do Waltinho... kkkkkkkkkkk. Quando Waltinho acordou, sentou-se na caminha, olhando para os lados e sem nada entender, perguntou: o que aconteceu????

E meu pai disse, rindo, que quando ele dormiu o médico veio e operou o olho dele também... Claro que foi brincadeira, claro que não causou traumas em ninguém, mas deve ter sido uma cena muito engraçada. Essa foi a nossa memória de hoje, Walter Sieczko dos Santos. Essa foi a nossa viagem à melhor fase da vida de qualquer pessoa. Essa é a nossa história a ser revivida e relembrada. Com amor, carinho e uma boa dose de molecagem. 

Como eu sinto saudades, como eu revejo e revisito nossas histórias, meu irmão. Essa saudade bate forte no fundo do meu coração, mas eu não trocaria nada em nossas vidas. Eu AGRADEÇO A DEUS  pela a oportunidade de vivência e aprendizado contigo. Meu irmão, meu primeiro amigo, meu maior tesouro, minha melhor herança e sem dúvida nenhuma, a melhor parte de mim.

   Te amo, Waltinho.




45 anos da amiga RENATA VIEIRA RENATAV - 05/07/2017

 PARA RENATA VIEIRA RENATAV



 Não sei exatamente desde quando as vidas foram se entrelaçando. Sei que são muitos... muitos anos de convivência diária dividindo o mesmo pão. O mesmo local de trabalho... dividindo alegrias, tristezas, cotidiano, conquistas, vitórias, superando obstáculos, perseverando na fé... e a amizade vai crescendo, vai se moldando e se transformando em um gigante pilar de carinho, respeito, cumplicidade... coisas que vão aumentando o grau de amizade até um ponto que a amizade passa a ser pouco: amizade vai se transformando em laços mais fortes, vai virando família. Família no grau máximo de sua interpretação. Temos a família que nascemos e temos a família que escolhemos durante nossa caminhada neste mundo. O mundo é seu, o mundo é meu, o mundo é nosso. Diante de todas as experiências vividas em todos estes anos, os 3 últimos anos foram anos elementares para que a nossa amizade subisse de posto, e virasse “família”.  Você esteve presente em minha vida, assim como eu estive presente em sua vida... mas de 3 anos pra cá, acho que eu extrapolei a sua vida “pessoal”. Você viveu pra mim, você foi minha personal wedding stylist, amiga, decoradora, ouvinte, psicóloga, consultora, minha intercessora direta com aquela Bíblia Branca perdida far far away... Meu ombro, meu orelhão... como me ouviu... como me acalentou... como esteve comigo mesmo quando não estava comigo. Um “AMO TU” já era o suficiente pra eu saber que você se importava com a minha dor. Chorou o meu choro, sentiu a minha dor. Me ouve até hoje quando eu reclamo da vida. Só me ouve... ô menina boa pra ouvir... Saber que vou ler um “TOU AQUI” é muito bom, numa época em que descobri que amigos não são números. E que mesmo não sendo perfeitos, estão, são, ficam, não vão embora, não viram a cara quando o outro precisa. Não dissimulam a inveja. Eu já aprendi que muitos amigos não eram amigos. Agradeço porque sei que um número X de gente, não vale mais que 1 pessoa sincera que chora contigo. Como a vida já me ensinou... quanta porrada eu já levei. E se eu levanto, é porque tenho um braço forte, uma mão amiga pra sustentar o peso que a vida e as decepções trazem. Eu não tenho palavras pra agradecer. Eu só peço que Deus continue abençoando essa amizade, e que esses anos que já se passaram, possam ser multiplicados por tantos mais... Obrigada por você ser guerreira, criar “nossa” filha e transformá-la numa moça bonita e de ótimo caráter... Essa menina é a minha cara! Eu desejo que você tenha muita saúde, muita paz, amor e realizações em sua vida. Minha amiga parceira, que gosta de ajudar e fazer o bem, não importa a quem.

Feliz aniversário, que Papai do Céu continue derramando bênçãos em sua vida, como sempre o fez, porque ELE sabe quem você é e conhece melhor que eu, o seu coração. 
                      Felicidades! 
                                     E amo tu!








 









terça-feira, 4 de julho de 2017

Se não houver vento, reme...


Sempre juntos! Irmãos que assistem e amam TV - Waltinho e Andreia

Uma das coisas preferidas na vida do Waltinho, era assistir TV. Desde pequenininho, ele ficava vidrado na telinha, fosse uma TV em preto e branco, colorida, de válvula, transistorizada... com controle ou sem controle, tela pequena ou grande. Ele amava ver TV. Sempre foi assim. Ter uma TV em casa era diversão garantida para meu irmãozinho. Quando crianças, assistíamos todos os dias a Sessão da Tarde, Sítio do Pica Pau Amarelo, Waltinho adorava desenhar com o Daniel Azulay, ver Spectreman, Ultraman, desenhos do Batman, TV Globinho, Barbapapa, Os Batutinhas, Perdidos do Espaço, Chips, Você Decide, Terra Perdida, Balão Mágico, Caso Verdade, Viagem ao fundo do mar, Terra de Gigantes... Lembro que Waltinho e eu ficávamos deitados no jardim, procurando homenzinhos diminutos...  nós tínhamos a esperança de encontrar mini seres vivendo no jardim da nossa casa. Fazíamos buracos na terra, cavando com as mãozinhas, querendo chegar no núcleo da terra. Criança tem cada idéia... é tão bom ser criança e sonhar com essas fantasias. Nosso quintal anexo à casa e 2 bicicletas, a minha Monark e a dele, Caloi. Participamos de grandes aventuras em nosso gigantesco mundo de 2 terrenos. Tinha montanhas de areia e pedra de alguma obra em casa, mas que eram grandes obstáculos a serem conquistados. Sempre eu e ele. Waltinho e eu durante muitos anos dividimos o mesmo quarto. Nossa mãe pintou na parede da cama dele a Sininho e também tinha o  desenho do príncipe da Cinderela. Minha mãe sempre teve a arte do desenho a seu favor. Quanta saudade, como é bom ter essas lembranças todas para reviver. Agradeço, Senhor, por todas as memórias de aventuras. As tardes de TV comendo bolinho de chuva, rosquinha Mabel... Puxa, como foi bom ter dividido todos esses momentos com o meu primeiro amigo, meu irmãozinho. Meu bebê, meu Waltinho. Ele sempre foi magrinho, joelhudo, cheio de osso, e de vez em quando ficava encostado em mim, com o ossinho do cotovelo na minha perna ou nas minhas costas. A gente dividia o sofá, ria e gargalhava com os desenhos e filmes na Televisão Telefunken. Quando estava calor, o sofá derretia e cada um ficava numa ponta do sofá. Ou às vezes cada um ficava numa ponta porque com certeza, ele ficava me estressando, ou eu a ele. Tinha dia que ele tirava pra me irritar e ficava me imitando o dia todo, repetindo tudo o que eu falava... eu claro, irmã mais velha, sentava o cascudo nele... mas ele me irritava ainda mais, porque dava de ombros e dizia: nem doeu.... kkkkkkkkkkkkkkk menino chato! Era sempre assim um perturbando o outro... 
Outras vezes, eu que estava a fim de sacaneá-lo um pouquinho e ficava andando na frente da televisão, pra atrapalhar a visão dele. Aí era porrada de almofadas... kkkkkkkk era um pulando por cima do outro, e nessas horas por alguns momentos, a TV ficava em segundo plano. Enfim, assistir televisão com meu irmão sempre foi um programa que dividíamos com muita alegria e parceria. Na hora dos comerciais, era o momento de encher o copo de suco, buscar mais biscoito, ou então, implicar mais um pouquinho um com o outro, porque só quem tem irmão, sabe como é gostosa essa implicância lúdica. Faz parte das melhores lembranças da infância. Assim que recomeçava o filme ou desenho, a gente ficava quietinho de novo, torcendo e vibrando com a programação. Depois da infância, quando já estávamos na pré adolescência, continuamos a ver os mesmos programas e a gostar dos mesmos filmes. Nosso gênero preferido eram os filmes de guerra, filmes de ação. Nós ficávamos pulando no chão e no sofá, igual 2 doidos. Quando o filme era um drama, com alguma coisa triste ou que nos emocionasse, a gente chorava, mas fingia que não estava chorando... senão, um ia começar a sacanear o  outro, outra vez. E assim foram os anos, os melhores anos de todo ser humano. Não tem fase melhor na vida de um ser vivente, que os primeiros anos da vida. Ainda que a vida não tenha sido um conto de fadas (porque ninguém vive em contos de fadas, ninguém, nobody, no one...), os primeiros anos, as descobertas, a infância, a parceria que se inicia no seio familiar, é a melhor coisa do mundo... Todas as outras fases são boas, mas a primeira fase da vida tem o sabor das descobertas, sobre o que é viver a vida. Nascer, crescer, viver. Ali está o início de tudo. E é isso tudo que hoje me mantém tão próxima de você, meu irmãozinho. Nossas histórias, nossas brincadeiras, nossa parceria ímpar. Meu irmão é a melhor herança que eu poderia ter recebido. Um tesouro precioso, que não aceito troca. É meu, porque Deus assim determinou. Meu irmão, meu sangue, meu amigo, meu fechamento. Nada do que foi vivido, será esquecido, Walter Sieczko dos Santos. Você é  a melhor parte de mim, e continua sendo. Que saudades de você, quando revejo um filme que vimos juntos, ou que você me indicou - como sempre fazíamos - ou então um filme novo que agora eu assisto e que não posso mais ligar pra você e dizer: caraca, o filme é show, assista e depois me diga... Ou você me mandando a tela do netflix pelo celular, porque eu simplesmente não acho o filme que você indicou. Meu Deus, essa saudade vai existir para sempre, porque eu sempre tive você, Waltinho, e agora você não está aqui. Eu não sei como serão as minhas histórias sem você. Eu vou tentar, meu irmão... mas será impossível não colocar sua presença em tudo que eu continuar fazendo. Eu sinto muita falta sua. Sinto saudades, muitas saudades. Mas não quero que você se transforme em um filme que já assisti há muitos anos atrás. Você é personagem principal na minha história. E ainda que nossa vida tenha se tornado uma nojenta novela mexicana, esse capítulo não fomos nós que escrevemos... nem eu, muito menos você, irmão. Eu sei que esses últimos capítulos não tiveram seu aval. Você jamais teria feito isso comigo. Esse final foi totalmente fora do nosso script. Mas o nosso amor, nosso laço, nossa fraternidade está acima de qualquer roteirista ignóbil.

Andreia Sieczko




segunda-feira, 3 de julho de 2017

A Morte e Vida de Charlie - Filme sobre irmãos - Walter Sieczko dos Santos


Morte e Vida de Charile st. Cloud - Ben Sherwood


...É como se sem você, eu começasse a desaparecer. Meu passado é concreto, porque tenho as nossas lembranças, as nossas histórias vividas. Mas o meu presente hoje, tem um buraco enorme com tua ausência, e o futuro? Meu futuro sem você, meu irmão? Como haverá de ser?  Ontem o dia foi chuvoso... dia que você, Waltinho, adoraria passar vendo TV comigo, comendo biscoito, pipoca e refrigerante. Acabei vendo um filme que me fez chorar, chorar  de saudades. Assisti "Morte e Vida de Charlie St. Cloud", baseado no livro de Ben Sherwood. O livro trata do amor único, singular, fraterno e indissolúvel de dois irmãos. Me peguei em várias cenas do filme, pensando em nós dois, Waltinho. Meu irmão. Meu amigo, meu bebê, meu guerreiro! Engraçado a relação de irmãos... ter irmão é o melhor aprendizado do mundo. 

AMOR DE IRMÃOS, AMOR FRATERNO, AMOR INCONDICIONAL, AMOR ETERNO!



“É uma história sobre devoção e sobre o vínculo indissolúvel entre irmãos. Sobre a descoberta de sua alma gêmea onde você menos espera. Sobre vida interrompida e amor perdido. Algumas pessoas chamariam de tragédia, mas sempre tentei encontrar o melhor nas situações mais desesperadas, e é por isso que a história desses rapazes permanece em minha mente.”
Florio Ferrente sobre os irmãos St. Cloud;
Livro; Introdução, pág. 426



Irmão salva irmão gêmeo preso debaixo de uma cômoda - Amor de Irmãos




Amor incondicional
Amor de almas
Amor de outras vidas
Amor fraternal
Amo de Amor
Amor de irmãos!


Andreia Sieczko
Walter Sieczko dos Santos
Victor Hugo Araújo dos Santos, Sieczko

Matéria do Fantástico 02/07/2017 - Laço forte entre irmãos - Walter Sieczko dos Santos - Waltinho



É assim mesmo...
Mexeu com meu irmão, mexeu comigo!
Só quem bate no meu irmão, sou eu!
Só quem briga com meu irmão, sou eu!
Só quem implica com meu irmão, sou eu!
Quem protege meu irmão, sou eu!
Só quem fala do meu irmão, sou eu!
Quem mais ama meu irmão, sou eu!
Meu irmão, é meu!

Walter Sieczko dos Santos e Victor Hugo Araujo dos Santos, Sieczko. Meus irmãos, meus amores, meus amigos, meus tesouros, minha melhor herança e com toda a certeza absoluta do mundo, meus irmãos são a melhor parte de mim.  EU AMO MEUS IRMÃOS, e não os trocaria por nada nessa vida. Quando eu vejo reportagens sobre esse amor tão singular, eu agradeço a DEUS! OBRIGADA, SENHOR! Obrigada pela oportunidade de ser a irmã mais velha do Waltinho e do Victor! Eis-me aqui, Senhor! Agradeço por esta grande honra, de amar meus irmãos, fazer o bem e tudo que estiver ao alcance humano para que eles se sintam acarinhados e protegidos, sabendo que podem contar sempre com meu apoio e todo meu amor. A hora que for, onde for, no plano que for, esse laço é indissolúvel, é sangue, é alma, é espírito. É um sentimento muito forte, que dispensa explicações! Irmãzinha ama vocês, e vai amar para sempre! Através do tempo, através do infinito, meu amor sincero e verdadeiro, sempre pra vocês!

domingo, 2 de julho de 2017

Dia 02 de julho de 2016 - Saudades, irmãozinho - Walter Sieczko

A cada dia que eu vejo o celular, lá vem o Google me apresentando alguma lembrança de você, Waltinho. "Redescubra esse dia". Mas nem preciso redescobrir algo que nunca jamais sairá da minha mente: todos os momentos que estive contigo em 2016. As fotos, nem de longe estão de boa qualidade... Mas me remete a um momento de amor, de união, em que minha família esteve junta, una, completa, como foi durante grande parte da nossa infância: eu, você e nossa mãe. Um abraço trino. corações que se mantiveram juntos com a esperança de cura. Apoio no tratamento. O importante sempre foi você se sentir amado, acarinhado. A distância é apenas um grande caminho, caminho, Walter Sieczko dos Santos. Nada mais! Ainda que você vivesse fora do país, eu estaria igualmente a teu lado, buscando todas as oportunidades para te abraçar, sentir seu calor, ouvir de perto sua voz, brincar com você, ouvir suas histórias recontadas sempre com novas emoções. Nunca era enfadonho ouvir os causos de paraquedista... já conhecia todas as histórias desde a nossa juventude, mas ouvia com o mesmo entusiasmo, mesmo conhecendo como a história iria acabar.
Estes somos nós... esta é a família que Deus me deu. Estamos sempre onde precisamos estar. Nada nessa vida é por acaso. Assim, foi definido em nosso plano astral... Antes de chegarmos nesta experiência, já estávamos ligados por laços familiares. Eu agradeço! Obrigada Senhor, pela minha família, pelo  meu aprendizado, nem sempre fácil, mas aceito e amado. Obrigada por ter tido a oportunidade de receber o meu irmãozinho Waltinho em meus braços, assim que chegou do hospital e minha mãe o colocou à minha frente, desembrulhando aquele pacotinho, um bebezinho todo cor de rosa, meu manequinho, e disse que ele era meu! Meu irmãozinho, meu primeiro amigo, meu maior tesouro, a minha maior herança e a melhor parte de mim. Obrigada, Deus, por essa oportunidade, essa convivência. Eu sempre amei demais meu irmão. Pra mim, nunca teve defeitos. Aliás, só teve 1 defeito, que foi ir embora antes de mim.
Waltinho, nem mesmo essa distância física que hoje o faz morar do outro lado dessa vida, é capaz de abrandar o meu sentimento de amor por você, irmão. Você está mais vivo do que nunca! Você vive, porque o amor que nos une é mais forte do que qualquer distância conhecida. Você é e continuará sendo o meu irmãozinho amado, a quem eu sempre apoiei, em todos os momentos que você precisou. E ainda continuo aqui, estarei sempre à disposição para ajudá-lo em tudo que eu puder. Não há distância capaz de me afastar de você. Eu entendo que antes era mais fácil trazê-lo pra perto de mim... só precisava de uma conexão com internet. Mas conexão de internet às vezes fica difícil quando estamos em movimento... Mas a conexão do amor, ahhhh, essa nunca se dissipa com movimentos... essa é uma conexão abençoada e prescrita previamente na espiritualidade. Te amo, menino! Estamos e estaremos sempre conectados pelos laços do amor! Ano passado estava com você.... agora, você está aqui, em mim!

Andreia Sieczko
Walter Sieczko dos Santos
Nina Sieczko

Comendo mimida da irmãzinha - Walter Sieczko dos Santos

Waltinho, eu recebi uma mensagem tão bacana sobre nós dois, e sobre todo o amor e o carinho que eu tinha pra fazer suas refeições sempre que estávamos juntos. Eu nunca tinha ouvido falar sobre alimentos imantados, nem sabia que isso existia... mas fiquei muito feliz em saber, que mesmo sem que eu tivesse conhecimento sobre isso, eu fazia pra você. Para mim, foi uma resposta das minhas orações, dos meus pedidos e envios de amor e boas energias para você. Cozinhar pra mim, sempre foi um ato de amor. Eu amo cozinhar, sempre gostei... e preparar uma comidinha gostosa, bem feitinha e feita com muito amor, só faz o ato de cozinhar ter mais importância ainda pra mim.  Depois que descobrimos a sua doença, passei a ler bastante sobre alimentação saudável e pesquisava comidinhas e temperos que você, meu irmão, pudesse comer e sentir prazer à mesa. Tantas vezes você me ligava, pedindo pra eu fazer uma comidinha gostosa pra você e eu ia na rua, procurava temperos, receitas, tudo para que você tivesse gosto em degustar uma refeição saudável, que não te fizesse mal e que fosse diferente do seu cotidiano.
 Comida imantada, é um prato muito especial, onde não há somente a parte física do alimento, mas toda a energia dedicada na preparação. Fazer as coisas com amor, não ter pressa de que a panela logo esquente, não ter pressa que a comida esteja pronta rapidamente... em cada gesto, em cada ingrediente, colocamos nosso amor, nossa energia... e foi isso que me disseram: que a minha mimida que eu fazia com tanto carinho pra você, te fazia bem, e que você gostava e se sentia amado e acarinhado. Que bom receber uma mensagem dessas. Que bom que eu tive muitas oportunidades pra te fazer uma comidinha que você gostasse. Ahhhh, meu irmão, quantas saudades suas!
Eram comidinhas simples, mas que sempre foram preparadas com muito amor pra você. Até bolo sem glutén, sem açucar, sem gordura eu consegui fazer ficar gostoso... (eu não gosto de fazer bolo) E você gostava de comer, Waltinho, nossa, queria comer o bolo todo de uma só vez. Tia Armida também fez uns biscoitos que você podia comer, sua mãe fazia o bolo de limão que você sempre gostou desde pequenininho, tendo o cuidado de retirar e substituir os ingredientes que poderiam te fazer mal. Até alho orgânico frito sem óleo, mamãe mandou pra você... e você adorava salpicar o alho fritinho, em cima da sua mimida! Meu irmãozinho, todas essas lembranças boas, eu guardarei com muito carinho por toda a minha vida, e agradeço imensamente a Deus pelas diversas oportunidades que eu pude estar contigo. Até as pizzas de pão árabe com queijo minas e tomatinho cereja, com óregano, você adorava comer e pedia sempre mais uma. Quanta saudade.
Quando você esteve aqui em casa, um colega de trabalho trouxe umas galinhas de quintal, orgânicas, pra fazermos pra você... nossa mãe fez e ficou tão bom. Como eu sou feliz por ter feito comidinhas pra você, meu irmão. Foram alimentos não só para seu corpo, mas também que alimentaram nossa alma, aqueceram nossos corações. 

Com amor, 
Andreia

sábado, 1 de julho de 2017

Não temos as respostas...


Agradeço - 01/07



Agradeço, Senhor, Meu Deus!

01 de julho 2017

Waltinho trocando o pneu do carrinho quadradinho...

Meu irmão, que bom que eu pude te proporcionar essa pequena alegria. Era tão bom ver você animadinho com o seu "quadradinho". Era bom ver você curtindo esse mimo que eu pude te ajudar a ter.


Como eu te amo, Waltinho!
Meu irmãozinho, quanta falta você me faz.


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Sinto sua falta, Waltinho Sieczko

Será que algum dia eu vou conseguir viver sem que essa saudade imensa aperte meu coração? Com certeza, não, meu irmão... Com certeza essa saudade já é uma presença constante que lateja a cada segundo. E hoje eu queria tanto conversar com você e contar das minhas coisas, falar sobre o que acontece comigo. Cadê você, Waltinho?  Meu Deus, quanta saudade. Walter Sieczko dos Santos, meu irmãozinho amado.

Colaboração ao Blog: palavras da mamãe!

Colaboração ao Blog: palavras da mamãe:


Faço parte dessa historia, de amor e companheirismo! Quando ficou só nós três, foi difícil, mas mesmo com todas as dificuldades tivemos nossos momentos de lazer, íamos ao Parque da Cidade fazer pic-nic, assim que chegávamos, Waltinho ja queria comer as guloseimas que tinha trazido de casa preparado por mim. Ele gostava de bolo de limão! Lembro-me como se fosse hoje, vocês dois crianças, fazendo as refeições em casa e brincando com a comida na colher, fazendo a colher de catapulta com isso arremessando alimentos no teto do apartamento em Vila Izabel.  A Escola Montessoriana, a qual ele fazia jardim/maternal. Andreia você tem fotos da época poste aqui. Coisas do Waltinho: Quando ele passou para o oficial Jardim da Infância, ele me pediu... Mãe, posso voltar pro maternal? Eu respondi: - NÃO! 

 Nina Sieczko

Mãe, vou procurar essas fotos dos nossos picnics. Tenho muitas lembranças, muitas fotos, e todas elas me remetem à uma saudade muito gostosa da nossa infância. Foi difícil sim, não foi fácil, mas a senhora conseguiu nos criar, Graças a Deus.





quinta-feira, 29 de junho de 2017

Pearl Jam - Black



Antiga aqui no Blog. 
Uma das mais lindas e preferidas músicas da minha vida. 
Vale a pena recordar, porque, recordar, é viver!

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29 de junho de 2016 - A luta do nosso Guerreiro - Walter Sieczko meu amado irmão

Meu irmãozinho, sempre positivo, sempre otimista. Lutou bravamente contra o câncer. Nunca blasfemou contra Deus. És um Guibor dos Céus. Quanta saudade, meu irmão. Como eu te amo. Você não fugiu à luta, você não se deu por vencido, você não desistiu. Você é meu herói, Waltinho. 
Agradeço a Deus pelas oportunidades que tive em te acompanhar de perto, porque em pensamento e em telefone, estávamos sempre grudadinhos. Uma pena você morar tão longe de nós. Mas a distância nunca foi capaz de separar o amor de irmãos que nos une até do outro lado da vida. 
Te amo, meu irmão. Te amo pra sempre. Em muitos momentos, nem parecia que você estava dodói. Sempre lindo, sempre brincalhão e sempre contando piadas e causos. Coisas boas de recordar! Meu Guerreiro Alado, meu Eterno Herói! PQDT Sieczko.