sábado, 6 de maio de 2017

Rudáia partiu. Paraíso dos Cachorros

Não estou aguentando perder tanta coisa... estou tão sensível, que não aguento nem imaginar que os mosquitos que entram pela janela, podem morrer com remédio de mosquito... Pois é, ontem morreu nossa cadelinha Rudáia, ela sofria de filária, assim como o Johnny. Filária, também conhecida como o verme do coração. Enfim, mais um fato triste em meio do maior fato triste da minha vida e da minha mãe. Mas Rudáia morreu feliz, amada e cuidada pelo papai Cardoso, pela mamãe Nina, pelos irmãos Diego e Felipe. Noite passada, ela ficou no colo do Diego e do Cardoso. Tadinha, quase não conseguia respirar, deixou de comer e beber água... e olha que ela sempre foi uma cachorrinha gulosa. Rudáia em russo significa "magrela", sim porque Rudáia antes de virar uma bolinha, era bem magrinha. 

Ontem, ao seguir com papai e mamãe para Itaipuaçu, deu alguns latidos, mas depois ficou quietinha, deitadinha no banco, quase chegando no chalé. Então, esperaram a "espevitadinha" descer do carro, mas a bichinha já tinha feito a passagem dela. 

Agora Rudáia está no paraíso dos cachorros, junto com o Bob, o Magú, a Tieta, a Mariath, Clodine, nossa eterna Clodine, com o Johnny González e o Huguinho. Todos nossos bichinhos estão enterrados no nosso quintal. Muito triste também por perder nossos bichinhos, nossos pequenos anjos animais, que vieram para a Terra para que aprendêssemos a amar. Era um serzinho que nos dava alegria e amor.

Às vezes, me atrevo a questionar por que os bichos sofrem. Mas não devo fazer isso. Simplesmente, agradecemos pela oportunidade de aprendizado que tivemos com eles, e manteremos na memória todos os anos gostosos e felizes que os tivemos em nossa companhia. Minha mãe disse que não quer mais um cachorrinho. Disse que a dor de perder um bichinho é muito grande... e concordo com ela. Me faz pensar no Oliver, meu gato que já é um senhor de idade... Francisco ainda é um gato jovem, mas só de imaginar minha casa sem a bagunça diária deles, me causa um arrepio.

Rudáia, nossa "rolhinha" de poço!!!! Brinque muito aí no céus dos animais. Corra bastante em verdes campos, se encontrar meu irmão passeando por aí, dê uma lambida na bochecha dele, e diga o quanto eu o amo. 

Te desejo um bom desenvolvimento, obrigada por sua presença em nossas vidas. Vamos todos sentir saudades. Diga ao Magú que ele foi um cachorro incrível, tão educado e obediente. Clodine também foi uma cadelinha muito especial e inteligente. Johnny González, meu "cavalinho" com olhos de "guaraná", Bob, ladrão de bife, Mariath, que também sofremos tanto com a partida dela, Huguinho, tão dengoso, Tieta, sempre à postos para a segurança da nossa casa. Todos nossos bichinhos, amados e lembrados com muito carinho.

Agradecemos pelo amor recebido! E esperamos ter dado o amor que vocês super mereciam!!!!

 Rudáia descansando no colo da mamãe
 Rudáia em cima da bolsa da mamãe querendo ir passear...
 Essa é a Clodine...

Também conhecida como Dirofilariose ou “verme do coração”, a filariose em cães pode ser uma doença altamente destrutiva, levando o pet acometido ao óbito se não tratada de maneira correta ou em pouco tempo. Causado por um verme, chamado de Dirofilaria immitis, o problema é transmitido pela picada de um mosquito que tenha entrado em contato com animais doentes, afetando, principalmente, o ventrículo direito do coração do animal.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Sobre a dor de perder um irmão - Walter Sieczko dos Santos

A visão escurece e o coração bate descompassado em seus ouvidos. É possível ouvir a própria respiração, o ar pesado, entrando com dificuldade nos pulmões. "Não acredito"  é o primeiro sentimento processado na mente... e de repente, tudo muda, o que era antes, simplesmente se dissipa... nada mais é conhecido e a paisagem do que é a vida, muda para um panorama indefinido. 

Não há o que esperar para o próximo segundo, o chão desaparece embaixo dos meus pés, a visão se torna turva, o mundo de repente se mostra nebuloso, falta então a clareza de saber onde estamos.. o quê? Como assim? Não entendo... O que está acontecendo? Não há como saber nosso papel nesse instante; turbilhão de imagens e sentimentos... Não há como saber à direção que estamos indo - ou vindo. 

Á frente, um abismo sem fim, dor, saudade, dó, medo, indecisão, vontade de gritar e uma moleza nas pernas... Chega no instante seguinte a sensação que estamos ficando loucos, e ainda que tenhamos fé, questionamentos diários nos perseguem nos próximos dias. Somos colocados em prova. E nos damos conta, do quanto somos frágeis. A negação dá espaço para a interrogação:  Por que? Por quê, meu Deus? Por que meu irmão mais novo se foi desta vida antes de mim? Por quê? A primeira noite é tensa, pesada, não há como fechar os olhos e continuar respirando, sabendo que nosso primeiro amigo, nosso sangue, nosso irmão, nosso companheirinho de toda uma vida não está mais aqui neste plano, dormindo, vivendo, respirando. 

O dia seguinte ainda é pior... Ninguém nos fala que foi tudo um pesadelo, o ar fica ainda mais difícil de ser respirado. Ainda que a morte fosse esperada, por uma doença difícil e cruel, sempre mantemos a fé e a esperança de um milagre. Sempre! sempre mantemos a esperança de uma melhora. Não temos como quantificar a dor da perda de um irmão, seja por doença, acidente, violência, ou uma morte súbita, sem antecedentes... a dor é a mesma, igual. Não estamos preparados para a perda de um ente querido, um irmão ou irmã, mais jovem que nós. Dói... dor latente e sem explicação do porquê dói no físico e na alma. Igual. 

Passam as semanas, e a dor, continua aumentando, juntamente com uma saudade que vem de dentro. Já enlouqueci? Que desespero ter o entendimento que nunca mais vou abraçar meu irmão, que nunca mais vou ouvir a sua voz. Nos volta então a esperança de um dia nos reencontrarmos... mas essa esperança não minimiza a dor da perda e a saudade que cresce exponencialmente no correr dos dias.

A rotina deve ser retomada... mas mesmo assim, ficamos impossibilitados de focar nos afazeres cotidianos... esquecemos tudo, ficamos aéreos. No trabalho, existe a tentativa em vão de ler e analisar relatórios. Vemos, mas não enxergamos, parece que a mente não processa as informações corretamente.Tudo escapa ao entendimento... Dor, saudade, perda, e agora também medo e estresse de não conseguir manter a qualidade profissional de antes. Junta tudo. Misturam-se sentimentos. Vida emocional e vida profissional, incluindo também a vida afetiva, familiar. Temos a certeza que nunca mais seremos o que já fomos antes. Impossível. Uma tristeza concreta se escondendo atrás dos dias... E as pessoas, amigos, familiares, colegas de trabalho, perguntam quando vamos voltar a viver... Vivos estaremos, mas não seremos inteiros. Nunca mais seremos inteiros. Essas pessoas não conseguem entender que nunca mais seremos as mesmas pessoas, e que nem o tempo, nem o passar dos anos, conseguirá nos refazer. Somos amputados! Verdadeiramente amputados... assim como se amputa um membro... esse membro não vai crescer de novo. Até existem próteses bem intencionadas... mas nelas não correrão nosso sangue. O meu e o seu. Essa prótese não será aquecida com o calor da sua presença, um paliativo que nos manterá vivos até o fim dessa estrada. Enquanto isso, seguiremos ocos, tentando preencher esse vazio com as lembranças de tudo que vivemos. 

Em tudo, sempre haverá você, irmão.
Em todos os lugares, haverá a presença da tua ausência, uma irmã sem pedaço. Uma pessoa "meio inteira". Se existe neste mundo uma dor maior ou igual a dor de perder um filho, asseguro que essa dor é a dor de perder você, Waltinho. Perder você, foi perder o meu presente construído, não ter o agora, e por consequência, é perder meu amanhã. Em meu futuro, haverá sua falta. Amanhã, também não ouvirei sua voz, suas piadas, nossas brincadeiras, coisas tão nossas. Como eu seguirei sem tua presença, irmão?

Sempre me imaginei dando meus conselhos à você. E eu era uma das poucas pessoas a quem você ouvia. Longas conversas ao telefone. Sempre teve meu amparo, porque eu sempre tive amor e prazer de amparar você. Eu me sentia tão bem em ouvir você e ajudar como eu pudesse. Você e eu, Eu e você, irmãos de uma vida toda. E agora, eu me vejo em pedaços. 

Não consigo dar nome ao que sinto. Não existe palavra para isso. Eu só consigo escrever que eu sou a Andreia Sieczko, irmã mais velha do Walter Sieczko dos Santos. Fico repetindo isso como um Mantra, para eu não esquecer o título que a mim corresponde. Título indisponível a qualquer outro ser vivente, porque irmã, você só teve uma. Também é irrevogável... ninguém deixa de ser irmã. Nasci irmã, e vou morrer irmã... Estado de Direito, um princípio jurídico que confere a mim, irretratabilidade e a irrevogabilidade do feito. Blindado no Céu e na Terra, como proteção do que foi agendado previamente no plano astral. Inegociável, definitivo e jamais será anulado. Você é meu irmão, estando aqui ou em outro plano.  E meu amor por você continuará sendo o mesmo, você estando aqui ou aí. Por isso, algo bem lá no fundo do meu peito, me diz que você recebe esse amor, sente essa energia e todo o meu carinho.

Mas separação física me faz mal.
Conviver com a ausência, é terrível.
Mas recebe por favor o meu amor.
E não se esqueça nunca o que você representa pra mim, porque teu lugar é único, e sua ausência nunca poderá ser preenchida.

Te amo, meu irmão.


Andreia Sieczko, irmã do Waltinho.


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Dê-se tempo...

"Dê-se tempo para ficar triste, frustrado e com raiva. 
Dê-se tempo para curar, aceitar e crescer. 
O tempo não apaga nada, mas pode fornecer-lhe espaço 
suficiente para ser capaz de respirar novamente. 
Dê-se um tempo ... "

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Quanta Saudade - parte 2 - Walter Sieczko

O tempo é tão implacável, meu irmão.
Tão inexorável como a certeza do dia e da noite. Haja o que houver, seja lá o que acontecer, todos os dias vemos o sol nascer e se pôr. Assim chega a noite e nasce novamente o dia. O tempo não pára, não volta! A quem é dotado de boa memória, cabe em si o reviver de suas lembranças... mas até isso o tempo é capaz de apagar. Ao longo do tempo, vamos perdendo os detalhes dos anos passados, e findos as conclusões dos nossos caminhos, vamos perdendo através deles as melhores lembranças da nossa existência, uma herdade que nos é tirada, com a proximidade da finitude da vida. Mas, previamente sábia quanto a isso, recupero no fundo das minhas recordações, cada momento vivido. Fica mais fácil com as imagens... fotos... fotografias tão antigas, mas que trazem à tona toda reminiscência presente, ainda que esquecida em algum cantinho da mente. Uma prova viva da minha história contada; um cenário versado em atos... ato 1, ato 2 e assim por diante, vamos  produzindo o nosso filme de vida particular. Você, Waltinho, é personagem principal na minha história. Mesmo você tendo partido para o outro lado da vida, continua sendo a célula principal da minha narrativa. E vai continuar sendo, porque, sendo irmão, sendo família e família sendo o centro do mistério da vida, você faz parte de mim, assim como ainda faço parte de você. Existimos porque nascemos. Temos pai e mãe. Somos filhos, Victor também se torna irmão, e porque não, também dizer, filho de nossa mãe, que também sente amor por ele. Afinal, filho não é apenas filho nascido. Filho se torna filho quando é amado. Então eu também te sinto meu filho, já que também criei você de certa forma. Com o divórcio, nossa mãe virou pai, eu virei mãe e você virou filho. Além de meu primeiro amigo, além de ser meu maior tesouro, a melhor herança que meus pais poderiam ter deixado pra mim, você ainda é a melhor parte de mim, porque eu sou você, e você sou eu. Victor tem parte de nós dois. Uma conjunção de vidas, corpos, espíritos e sentimentos. Eu não trocaria esse amor por nada nessa vida. Então eu retorno às minhas lembranças... bem devagarzinho, porque tenho medo que elas possam enfraquecer, mas em contrapartida, recupero na memória tudo que possa me lembrar de momentos vividos com você. Faço um catálogo mental... mas preciso também escrever, preciso da minuciosidade dos fatos, recorro à mente, e também as caixas e gavetas de fotos. Nada pode se perder... assim como uma foto mal tirada, desfocada, não interessa... naquela época, não haviam mais de 36 poses por carrete de filme. Tudo me é aproveitado, tudo é sentido. Penso no fato, volto no tempo... ahhhhh, o tempo... ele ainda não é capaz de me fazer esquecer, Waltinho... O tempo passa, sim, ele passa... o tempo não volta, sim, ele não volta... mas o tempo ainda não me fez esquecer as lembranças da minha infância e de todo o tempo que tivemos vivendo na mesma casa, com nossa mãe... até que nossas escolhas da vida adulta nos afastasse fisicamente. Mas nunca efetivamente. Então, quem dá uma rasteira no tempo agora sou eu. Eu, Andreia Sieczko, irmã mais velha do Waltinho e do Victor Hugo. Eu mesma... escrevo e vou continuar escrevendo tudo que eu tiver de lembrança armazenada na cabeça e no meu coração. Talvez algum dia eu perca a capacidade de recordar, mas e daí? Tá aqui, tá escrito... a não ser que a internet se acabe, nossa história estará na web pra quem quiser conhecer a nossa história. Nem tão feliz, nem tão perfeita, mas ainda assim a nossa história. Temos nossa história vivida e aqui recontada, para que nunca, nem jamais seja esquecida. Aí onde você está tem internet? Ás vezes penso que você está lendo tudo que escrevo... mas aí eu recordo que você nunca parou pra ler nada. Seu preguicinha! Escute pelo menos o que vou dizendo, enquanto vou escrevendo... Ó, presta atenção, bisonho... Eu penso até que onde você está vivendo agora, deve ser muito mais maneiro em relação à tecnologia... acho que você é capaz de rever esse filme, todos esses capítulos da história da nossa vida aqui na Terra. É maneiro, meu irmão? Estou contando nossa história direitinho? Era assim que você também lembrava? Lembra ainda desse dia aqui nesse clube bacana? Olha lá em cima, você e nossa mãe, toda novinha... nessa foto minha mãe tem quase idade de ser minha filha... hoje tenho 45, na foto sua mãe deveria ter uns 28, 29... quase eu poderia ser sua avó... Putz... conversa de doido, né??? Mas o tempo é capaz de fazer essas doideiras... dizem que aí onde você mora agora, o tempo é bem diferente do que esse tempo aqui vivido na Terra. Eu não consigo entender nem o tempo daqui... imagina o daí.
Eu me recordo bem desse dia, conforme já escrevi em outra postagem... fecho os olhos e sinto até o gosto do cloro arranhando na minha garganta, quando pulamos na piscina funda e você ficou apoiado nos meus ombros, kkkkkkkkkkk. E o cheiro de cloro está aqui, ó... bem no meu nariz... ainda, depois tantos anos... ahhh, o tempo... mesmo sendo tão inflexível, não consegue apagar de mim, essas memórias. E isso tudo, Waltinho, me faz um bem danado. Não me faz sofrer mais do que já sofro por sua ausência... Aliás, que ausência? Se você está tão vivo dentro do meu coração???? Tô ficando louca? Será? E daí? Pouco me importo com a opinião das pessoas. Elas talvez, ainda não saibam o que é amar incondicionalmente um irmão. Não desejo que ninguém sinta essa falta que alguém que se ama, e se perde, faz.
Olha aí, você dando uma super barrigada de impulso com a perna esquerda, afinal, você é canhoto...  Menos mal que já está na parte rasa da piscina grande... ali você "dava pé". Preciso procurar as outras fotos desse dia... as fotos estão soltas na gaveta de álbuns e fotos. Boa oportunidade de colocar em ordem nossas lembranças. É isso, meu irmão... esse foi o filminho de hoje, pra nós relembrarmos desse dia. Mas se você ver que esqueci algum detalhe, você me avisa? Me manda um sinal de fumaça? Me manda esse filminho também... tenho algumas horas de sono pra fazer o download  e assistir com você. Preparo a pipoca e o seu biscoito de limão preferido, tá? Deixo você comer a minha caixa de bombom, e nem vou brigar com você por isso. Venha em sonho, venha como você puder, mas não me deixe sem me dar um feedback. E o mais importante de tudo, nunca se esqueça que você é muito amado, tá?

Andreia Sieczko
Irmã do Walter e do Victor.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Walter Sieczko dos Santos, meu irmão Waltinho

Pois é, meu irmão... já estamos em maio, quase metade do ano, e ainda não consigo acreditar que você não faz mais parte desse mundo. Tenho tantas lembranças de ti. Agradeço a Deus por todas essas lembranças que me levam pra perto de você. Vejo e revejo fotos, vídeos... escuto seus áudios, fico horas pensando e rezando contigo. Semana passada retornei à psiquiatra, e perguntei se estava ficando maluquinha por ficar conversando com você. Ela respondeu que não, disse que é normal essa dor que dói de verdade, realmente, fomos atropelados pelas circunstâncias, Waltinho. Mas conversar contigo me acalma e me faz bem. Não interessa que algumas pessoas achem que enlouqueci. Aliás, a opinião das pessoas não me importa. Não sei o tipo de amor que essas pessoas sentem por seus familiares... mas eu sei que o amor que eu sinto por você é enorme demais para ser enterrado junto com seu corpo físico. Eu continuo aqui, com você direto no meu coração, te desejando paz e te enviando minhas orações e os melhores sentimentos. Difícil acreditar. Amo você, irmãozinho, nunca, nunquinha se esqueça disso.

sábado, 29 de abril de 2017

Meus amigos, Meus Tesouros, Minha melhor herança e a melhor parte de mim.

Não há nada melhor neste mundo, que o amor de irmãos.
Amor que nasce do amor
Amor que vem do amor
Amor que cresce do amor
Amor, tão profundo amor.


Amor tão infinito, 
Tão lúdico e descontraído
Amor de sangue, amor de infância
Amor que não tem nome
Amor que não tem fim.


A junção de tanta coisa
Amor construído da melhor fase da vida
Amor que nunca será destruído.
Amor de irmão.
Amor de família.


Andréia Sieczko dos Santos 
Walter Sieczko dos Santos
Victor Hugo Araújo dos Santos

Assim nascemos e assim, morreremos!
Sempre e pra todo sempre, irmãos.
Agradeço a Deus pela oportunidade de convivência com vocês. Meus caçulas, meus bebês, meus amigos, meus companheiros, meus heróis, meus guerreiros alados, meus tesouros mais preciosos, a melhor herança que eu poderia ganhar nesse mundo. Vocês são muito melhores que eu. Vocês são bons, dotados de caráter, bons meninos, lindos por dentro e por fora! Não trocaria de irmãos por nada nessa vida, Waltinho e Victor, vocês são insubstituíveis, e não possuem defeitos diante de meus olhos. Peço a Deus que abençoem seus caminhos, aqui ou em qualquer lugar por onde vocês caminharem. 
Meu amor é infinito! 
Obrigada, Senhor!
Gratidão.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Ainda sobre sua Missa, meu irmãozinho!

Waltinho, ainda me aquece o coração as palavras do Padre Valdir! Como é bom sentir o amor de Deus quando estamos em momentos de dor e provação. Se eu não acreditasse em Deus, a dor seria maior ainda, e eu não iria ter o conforto da nossa salvação. Mas eu creio que Deus é nosso Pai, Criador do Universo e de nós, Criaturas, seus filhos.  

 Momentos de Oração, momentos de Comunhão, mandando todo meu amor para meu irmãozinho amado!
 Como amamos você, Waltinho!!!! As vezes, penso que meu coração vai explodir... Quanta saudade....
Tia Lamia dando o almoço do bebê Henrique na sacristia da igreja.

Como dói não ter você!
Mas me conforta saber que você está na casa do Pai.
Recebe nosso amor, meu irmão.
Porque você vive em nossos corações.
VOCÊ É MUITO AMADO! 
 E eu estarei sempre pensando em você, e pronta pra hora que Deus me chamar!
 Missa de 3 meses do retorno de Walter Sieczko dos Santos à casa de Deus!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Missa - 3 meses sem meu irmão Walter Sieczko dos Santos


Então, irmãozinho... hoje faz 3 meses que você foi para o outro lado da vida. Continua sendo difícil. Mas sempre com fé em Cristo, que venceu a morte para que nós pudéssemos ter a vida eterna, eu acredito que você está mais vivo que nunca! Em mim, com certeza. Muitos amigos me ligaram hoje, muitas pessoas que rezaram por ti, em intercessão à tua vida, tua saúde, também se lembraram desse dia. Como é reconfortante receber o carinho dos amigos!!! Me faz sorrir e chorar ao mesmo tempo. A saudade alcança a todos nós, meu irmão! Nossa família também esteve presente hoje para mandar até o céu, todo nosso amor, nosso carinho e as melhores energias positivas. Cada vez que eu comungo, o Corpo e o Sangue de Cristo, eu comungo pensando em Jesus, e Maria, nossa Mãe do Céu, em nossos Anjos da Guarda, e muito, muito, em você! Que onde você estiver, você receba muita luz, muito carinho, muito amor, de nós e dos nossos amigos espirituais, que eu tenho certeza que estão cuidando de você.

Você está sempre presente na minha vida, meu irmão. Todos os dias, ou na grande maioria dos dias da semana, eu vou te ver lá na sua capelinha número 9. Você e dona Joanna estão lá. Com uma luz de amor que fica acesa o tempo todo, dia e noite, para que vocês sejam sempre luz. Nossa família sempre passa por lá pra rezar com você, te dar um beijo. Eu sei que isso é apenas uma representação, meu irmão. Mas me fez tão bem. Luiz sempre vai ver você e a mãe dele... quando vai resolver qualquer coisa na cidade, diz que vai lá pra dar um oi pra vocês. Tem também as minhas amigas de oração, que trabalham lá na igreja e conhecem você muito bem. Até hoje lembram de colocar seu nome Walter Sieczko dos Santos, nas missas de segundas-feiras. Já sabem escrever e falar nosso sobrenome. Até o Padre Valdir, já conhece você, meu irmão... Há muito tempo, mesmo antes de você partir. Eu desejo que você esteja bem, cercado de luz e de todo o amor que sentimos por você.

Chegamos bem antes da missa, 12:00h já estávamos lá, nossa família já estava esperando o início da Santa Missa. Tio Guzzo sempre muito emotivo, fica chorando e dizendo que você é o afilhado dele. Tia Beth, irmã do Tio Guzzo veio para sua missa também. Tia Armida, sempre calada, também com os olhos molhados, sua mãe também chora muito de saudades. Tia Lamia cuida do bebê Henrique, meu afilhadinho que você teve a chance de conhecer e pegá-lo no colo. Luiz e Felipinho também ficam em silêncio. E eu tento me segurar e não chorar, porque senão, todos vão chorar muito também. E eu sou a irmã mais velha, lembra? Se PQD é forte, irmã de PQD também tem que ser. Me seguro, engulo o choro, e sou convidada para fazer a Primeira Leitura, e também o Salmo Responsorial... Quem diria, que sua irmã espevitada ia virar quase uma carola?!?!?!?!?  - Mistérios de Deus, meu irmão... O Pai é sábio e toca no coração das pessoas. Eu acredito, porque ELE tocou o meu. Então chegam também Tia Marise e Tio Alceu, e logo depois, nosso primo Rodrigo e seu padrasto Cardoso. Sinto uma energia boa. Minhas mãos esquentam, formigam... sinto o Espírito Santo de Deus na igreja, ao redor de nós. Converso baixinho com você, Waltinho. Você me escuta? 

Nossos outros tios, mandam mensagens, pelo celular, estão em casa, orando por você nesse mesmo horário. Dona Marly, que é nossa copeira aqui no trabalho, está fazendo o Terço da Misericórdia, antes de eu sair, fui falar com ela e ela me disse que você é um ANJO LINDO, que está nos céus a olhar por nós. Sinto uma vontade de te abraçar! Graças a Deus eu te abracei bastante, Graças a Deus eu enchi o seu saco, dizendo toda hora o quanto eu te amava. Graças a Deus eu fui chata, Graças a Deus eu repetia toda hora isso pra você. Eu te amo, meu irmão, eu sempre e pra sempre vou te amar... afinal, você será sempre a melhor parte de mim. No final da missa, Padre Valdir faz a Oração da Família, do Papa Francisco, bendito homem santo! E também dá o Sacramento da Unção dos Enfermos, porque ele diz que todos nós que estamos sofrendo, com o coração em pedaços, de certa forma estamos enfermos. Eu tenho certeza que estou enferma, porque eu sinto meu coração doendo de verdade. Parece que verdadeiramente, fisicamente, meu coração está rachado, está em pedaços... é uma dor tão real e verdadeira, que eu acredito realmente que se alguém abrir meu peito, vai encontrar esse órgão com alguma peça quebrada, com algum pedaço faltando, com um buraco no meio, com uma faca transpassada... sei lá... mas não é exagero, não. Eu acredito que meu coração está despedaçado. Tá faltando a alegria da sua existência física, está faltando a sua voz me contando suas histórias, tá me faltando contemplar a sua beleza e a sua saúde que foi levada por uma doença triste. Se bobear, pode ser vista a tristeza escondida atrás de algum pedacinho desse meu coração. Quem dera essa dor pudesse ser extirpada... Que coisa horrível, meu irmão. Ninguém está preparado para viver uma perda dessas. Não suporto ouvir pessoas dizendo que o tempo vai curar essa dor... (eu posso falar um palavrão, meu irmão?). Não sei porque as pessoas não se calam. É melhor não falar nada do que falar um absurdo desses. Ou então, algumas pessoas me perguntam: "Como você está?" "Você está bem?" A maioria das vezes eu respondo que sim, tá tudo bem, porque eu fujo na verdade dessas pessoas. Acho que elas nunca perderam alguém a quem amassem tanto... Enfim, não estou aqui pra julgar. Esse papel é Daquele que é o único a conhecer o coração das pessoas. E minha resposta, acaba com a curiosidade das pessoas, e posso seguir em paz o meu luto. 
O luto é meu! Meu direito! Meu irmão! Meu sentimento!
E não espero que ninguém entenda, nem passe pelo que estou sentindo. Eu deixo que Deus venha agir no meu coração. Cada pessoa tem seu tempo, e eu respeito o meu. Bom, no fim da missa, com a Oração da Família e a Unção dos Enfermos, Padre Valdir espargiu água benta sobre nós, nos ungiu com o amor de Deus, nos abençoou. Falou tantas vezes o seu nome... pronúncia corretíssima do SIECZKO. Eu gosto. Gosto de ouvir seu nome. Seus tios e sua mãe se emocionaram. Ficamos um tempinho na igreja, já vazia... difícil sair da casa de Deus. Ali eu te tenho tão presente. Nos despedimos todos. Uma boa parte da sua família. Tanta energia junta, faz tão bem... Você sentiu nosso amor, Waltinho? Te mando aí no céu uma foto nossa. Rodrigo saiu depressa, pois tinha acabado a hora do almoço. Na foto, tenho a impressão que você está no alto, está no céu, acenando para nossa família Buscapé Sieczko.

Eu te amo, não se esquece disso!

Eu te amo, não esqueça nunca isso! 

Meu irmão, meu primeiro amigo, meu maior tesouro, minha melhor herança e a melhor parte de mim!

Não se esqueça nunca disso! 
Igreja de Nossa Senhora do Terço e Senhor dos Passos
Centro - Rio de Janeiro

terça-feira, 25 de abril de 2017

Noventa e dois dias sem você, irmãozinho! Walter Sieczko dos Santos

Waltinho, eu queria saber se existe alguma coisa que pudesse amenizar a dor dessa saudade. Amanhã, 3 meses sem você aqui, e 92 (noventa e dois) dias desde a última vez que eu te vi, meu irmão. Quanto aperto no meu coração. Dói demais. Às vezes me faltam palavras, não quero ser repetitiva, mas me falta vocabulário para expressar essa dor, essa falta que eu sinto dentro de mim. Falta-me um grande pedaço, falta-me chão. Que desespero, irmão, querer saber de ti, e não te encontrar em nenhum lugar deste mundo. Não consigo colocar pra fora essa dor, e escrever, embora esteja sendo mais fácil que falar, também não é o bastante. Já gritei até perder a voz, já chorei, já chorei e muito... rezo, converso com Deus, mas esse sentimento continua oprimindo meu coração e a minha mente. Nunca foi tão doloroso esse sentimento de perda, do que está sendo perder você. Poderia perder tudo que já perdi,  dez mil vezes mais... mas perder você nesta vida, foi o pior que eu poderia ter perdido. Onde você está, Waltinho? como você está? Não ouço sua voz, tenho a impressão que de vez em quando você está por perto, outras vezes, não.  Vou ter que aprender a conviver com essa ausência tão presente. Você tá aqui, ó, tá vendo? Aqui, aqui dentro da minha cabeça, aqui dentro do meu coração. Tá me vendo? Fala comigo meu irmão. Me conta suas histórias de PQD, me conta uma piada. Me fala que está bem. Eu não vou brigar com você porque você foi embora, eu não estou revoltada, entenda, só estou com muita, muita, muuuuuita saudade de você. E saber que você está bem (você me falando isso), vai abrir uma oportunidade para outras conversas, me entende? Eu sei que você me escuta, eu sei que o Jeffrey leva até você todas as minhas orações. Eu sei que você sempre morou longe de mim, sei que não somos mais crianças, já estamos velhos, eu sei que você é uma pessoa e eu sou outra, eu sei que existe vida após esta vida; só não entendo porque não podemos mandar um whatsapp, uma mensagem de voz, um vídeo, um telefonema... Muitas vezes eu te imagino na sua vidinha, seu cotidiano, imagino que você está vivendo tudo que sempre viveu, manhã-tarde-noite... e imagino que talvez esteja ocupado demais para uma ligação, ou o celular se perdeu, está sem cobertura, sem bateria... sei lá... qualquer coisa. Eu só queria saber que você tem saúde, que você tem as suas escolhas, que você tem a vida que você escolheu para viver. Eu te queria vivo e feliz. Esbanjando saúde e a beleza que você sempre teve. Você sempre foi um bom menino. Para mim, nunca teve defeitos. Seu único defeito foi ter ido embora deste mundo antes de mim. Aliás, você me deu uma rasteira e tanto indo antes de mim. Eu sempre pensei que fôssemos ficar velhinhos, brincando de "cuspir mais longe", a ponto de perdermos as dentaduras, ahhh, seria muito legal essa fase. Uma segunda infância... Que bom seria! Você me pedindo pra ir morar perto de você, e eu claro, ou indo ficar perto de ti, ou te trazendo de volta pra casa. Os velhos precisam ficar perto dos amigos. Por falar em amigos, todos nossos amigos sempre vem falar comigo sobre você. A cada abraço recebido, eu sinto que você recebe um pouco dessa energia. Todos nós estamos com saudades... Eu só sei que a vida também me deu essa rasteira. Nada é da maneira que pensamos ser, não adianta elucubrar, fazer  planos... Não temos esse poder, meu irmão. A vida ensina! Não somos senhores de nada... Cabe somente ao Pai do Universo, decidir se vamos embora hoje, amanhã ou depois de amanhã. Só Deus é quem sabe do nosso destino. Nosso livre arbítrio vai só até o segundo parágrafo do capítulo dois. É simples assim. Eu estou resignada, embora pareça que estou ficando mais doida que nunca, eu não estou. Tenho a paz do que me foi confiado. Cumpri a minha missão, com muito amor, carinho e zelo. E ainda estou por ti, ainda tenho amor fraterno pra te dar, e sei que meu amor consegue chegar até onde eu não posso ir. Como eu disse, só sinto muita saudade. Eu sei das coisas... sei como são o que devem ser. Mas ninguém nunca me preparou para sentir essa saudade. Nunca li sobre o assunto, de como conviver com essa falta que dói tanto. Dói. Jamais imaginei o tamanho desse sofrimento. Afinal, eu sempre pensei que você, irmão, fosse estar ao meu lado na hora que eu fechasse meus olhos para abri-los do outro lado. Eu pensei que tivesse esse poder de escolher ir na frente, ou aguardar que o curso original da vida, a lei natural, levasse primeiro os mais velhos, ficando aos mais jovens, a responsabilidade de enterrá-los. Pois é, Waltinho, nem uma coisa, nem outra.  Fiquei à deriva!  Sem saber ainda o que a vida quer de mim. Quanta provação! Quanta privação! Prefiro aguardar as cenas dos próximos capítulos.  Confio em Deus, e Nele acato a Justiça que virá para cada um de nós. A paciência é uma virtude que o tempo me ensinou... as porradas da vida também me ensinaram. A retidão é antônima da desforra. Aprendi isso no decorrer desses 45 anos. Escarmento não é justiça. O amor de Deus, é.  O amor de Deus vive em mim, e esse é o amor que eu envio pra você, seja lá onde você estiver. Não interessa mais que você não me responda, apenas receba todo esse amor que Deus me deu, porque o amor de Deus é infinito e é o grande mistério da vida. Mais forte que a vida, mais forte que a morte. Não encontra barreiras para chegar, chega sim e chega com força, com doçura, com luz. Eu vou continuar reclamando não ter sua presença física, vou continuar gritando de vez quando, porque sou humana e Deus sabe que faz parte... Mas você, meu irmão, está mais vivo do que nunca aqui, ó, tá vendo? Dentro da minha cabeça, dentro do meu coração e até mesmo após essa vida terrena. Amor de verdade, transcende o mundo material, amor de irmãos, amor de família, amor de sangue e amor de almas! Noventa de dois dias sem você, irmãozinho!



segunda-feira, 24 de abril de 2017

Jeffrey, preciso muito de você - 24/04/2017

Jeffrey, quando Deus o designou para ser meu Anjo protetor, Ele disse o quanto eu iria precisar de você? Pois é, Jeffrey... eu preciso e preciso muito. Me ajude, me proteja, me carregue em seus braços e não me deixe cair. Mas se eu cair, por favor, me ajude a levantar, porque sozinha, eu não consigo. Meu Anjo da Guarda, meu protetor celestial, dai-me forças, não deixe que o inimigo se aproxime, que eu não caia em ciladas que possam me tirar do caminho que preciso seguir. Avante aos Anjos dos meus inimigos, e com eles façam alianças, para que seus protegidos não me façam mal algum. Que nosso Pai seja justo com todos os seus filhos, e que dê a cada um de nós, segundo nossas obras. Ele é Deus, é o Senhor do universo, e ele é o único que conhece o coração de cada um de seus filhos. 

sábado, 22 de abril de 2017

Aniversário da Mamãe - 22/04/2017

Hoje foi dia de estar com nossa mãe. Dei muitos abraços pra juntar os caquinhos como eu disse... Dói, meu irmão... dói e vai doer pra sempre. Não acredito no que as pessoas falam que o tempo ameniza. Mentira! Ameniza nada... quem ama de verdade, nunca vai esquecer... o tempo não consegue aplacar a falta de quem amamos. Eu peguei dona Nina hoje em alguns momentos de reflexão... olhando para o nada. Com certeza, estava pensando em você, Waltinho. Depois do almoço fomos deitar um pouquinho, ver suas fotos e falar de você, que é o que mais fazemos... falar de você, relembrar nossas histórias...
Então eu comentei com ela que eu ficava mexendo contigo, pra você tirar fotos fazendo careta comigo, lembra?  Ela topou... olha aí as caretas que eu tirei da sua mãe hoje. Só queria que você estivesse aqui, no meio de nós. Saudade, irmão... e quando estou com nossa mãe, acho que a saudade que nós 2 temos, aumenta de tamanho, exponencialmente... Boa noite, Waltinho! 

Beijos da sua irmã. 
Beijos da sua mãe.

22/04/2017

Aniversário da nossa mãe, Waltinho... nem sei como vai ser o dia de hoje. Mas com certeza, será muito difícil. Tô indo ficar com ela, tentar abraçá-la bem forte, para que ela sinta nosso abraço juntando os caquinhos do coração dela...

Depois eu volto aqui...
te amo, meu irmão, e dor não ameniza...

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Intercede, Jeffrey!

“Anjo da guarda, meu ser divino protetor, que se sempre me amparou em situações de dificuldades. Eu lhe peço que a vossa luz divina proteja minha família e eu contra sentimentos negativos como angústia, raiva e medo. Peço também para afastar todos os invejosos e maldosos da minha vida. Amém.”
Meu Anjo amigo
Meu Anjo protetor, tu sabes de todas as coisas, porque estás a meu lado as 24 horas do meu dia. Intercede por mim, Jeffrey! Entre em contato com os anjos das pessoas que tem interesse em me fazer mal. Ore com esses anjos, e peçam que toquem no coração dos seus protegidos. Tem dias que tudo fica muito difícil. Intercedei por mim, Jeffrey! Preciso de auxílio e proteção.

Quanta saudade...

Quanta saudade, meu irmão!
Ainda bem que me restam lembranças... Lembra desse dia? Clube Fazenda Marapendi, Barra, Rio de Janeiro;  eu 10 ou 11 anos e você por volta de 8 anos. Fomos com nossa mãe passar esse dia bom num clube bacana. Não éramos sócios. Fomos como convidados, então aproveitamos ao máximo essa benesse. Ficamos feitos pintos no lixo!!! Como brincamos! Ficamos tão empolgados com a quantidade de atividades, espaço... queríamos pular logo na piscina, aproveitar, brincar e brincar!!!! Nossa mãe nem conseguiu focar a fotografia na pequena máquina Xereta da Kodak... Te peguei pela mão e saímos correndo pra pegar um bom impulso; saio te puxando, sou a irmã mais velha, lembra? sou a maior, corro mais!  Aperto meu nariz no intuito de aproveitar bem o mergulho, e tchibummm... Esquecemos que pouco sabemos nadar, e nem lembramos de procurar uma profundidade que "desse  pé". Resultado, você magrelinho sobe nos meus ombros, eu tentando não submergir totalmente, um misto de pânico e vontade de gargalhar. Não sei o que fazer, mas não deixo você na desvantagem, você é meu irmãozinho, lembra? kkkkkkkkkkkkkk vou pulando, subindo e descendo, na pontinha do pé, até chegarmos próximo à borda da piscina, e mergulho, tomo impulso e empurro você para a borda. Assim, não foi tão difícil... só engoli um pouquinho de água com cloro. Fiz bem, te salvei, salvei nosso dia! Foi bom! Foi ótimo! Esse pequeno percalço não nos impede de ser feliz, já já esquecemos o assunto, a garganta e o nariz, não ardem mais, tá na hora de brincar mais, colocar minha roupa de bailarina e tirar mais algumas fotos no clube chique da época... E lá se vão mais de 30 anos... e agora, fecho meus olhos, e sinto o cheiro da água com cloro, lembro de nós 3, passeando, brincando e fazendo fotos, como se soubéssemos o quanto essas fotos iriam alegrar essas lembranças... E como alegram.
Te amo, meu irmão.
Pra sempre, por toda a vida e além dela também. Eu vou procurar as outras fotos desse dia... dessa forma, olhando as fotos, vou relembrando mais cheiros, mais saudades, mais detalhes. Só não esquece nunca o quanto eu te amo, tá?

Andréia, sua irmã mais velha!
 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Ensaio sobre a Despedida - Gasômetro CEG, by Andréia Sieczko



Ensaio sobre a Despedida, by Andréia Sieczko

Gasômetro da CEG



Lembranças... o que é a vida, senão uma coleção de lembranças???


Pelo sentimento que nos remete, quando a realidade se faz verdade, cenário de tantos sonhos, cenário de vida real... pano de fundo de tantas histórias. Símbolo colossal do início de uma grande era, a modernidade... fábrica do gás. Desde o início do século passado, rasgando o céu altivo, e por muitos anos, considerado o maior gasômetro do mundo, mas que cabe dentro do coração de cada um de nós, o eternizamos ao escrever a história, não só de nossas vidas, mas também, fez-se personagem principal da vida política do nosso país,  sobrevivendo a planos secretos; foi  ícone de uma ideologia que durante anos, gerou clima de tensão. 

Absoluto, transcendeu em sua magnitude, sendo um norte para quem chegava à região. Durante décadas, foi a testemunha silenciosa de tantas narrativas, crônicas da vida real. Início de vidas profissionais, pessoais, vitórias, alegrias, tristezas, fim... Cada um tem uma história sua pra contar... e ele, preconiza em si, todas essas histórias, concentradas em infinitos metros cúbicos...  subindo e descendo... e refazendo-se dia a dia, e levando ao infinito todas as conquistas de nossas vidas. Gasômetro, personificação de tantas emoções. Quem o viveu, conhece exatamente a singular estrutura de sentidos e significados, com seu status majestoso, fica difícil não entender, o desafio de querer tê-lo, imortal. 

Dói no peito... mas é impossível prevenir e reverter a temporalidade. Um vazio, desmontando nossas histórias diante de nós. Certa indiferença de alguns rumo ao progresso, atravessam minhas memórias, como se fossem violadas. 

Essa ruptura, na ordem que visa o novo, contradiz a incompletude, como se pudesse ser adiada indefinidamente. E o que já foi novidade, agora, jaz obsoleto diante de tantas novas possibilidades. 

O que já foi profícuo, hoje para muitos é apenas um espaço, a dar espaço à abertura de novos caminhos. Mas para outros na insuperável iminência da ausência, o gigante não estará mais presente. 

Mas como é dito, o que é a vida, senão uma coleção de lembranças? Seu desfecho, descomunal, um quê de orgulho e tristeza, nossa despedida a cada dia ao ver despedaçar-se  uma tradição histórica, a fenecer um pedaço de nós. 

E como cena final de um grande espetáculo, à ele cabe nossos aplausos.





terça-feira, 18 de abril de 2017

Em cada ação, reonova-se a emoção!

A instituição, que atende 44 crianças, recebeu as doações da CEG

A dias da Páscoa, a última terça-feira foi marcada pela visita de sete colaboradoras ao Educandário Romão Duarte, no bairro do Flamengo. O foco da instituição é dar suporte a crianças órfãs, abandonadas ou em situação de omissão ou abuso parental. Além disso, a instituição faz o serviço de creche comunitária.
A visita teve início às 9h, em que as voluntárias puderam passar um tempo com as 44 crianças, cuja faixa etária vai até os quatro anos, tendo crianças até com dias de idade. Durante a ação foram distribuídos os ovos de chocolate e brinquedos arrecadados na campanha realizada nas unidades do Centro e de São Cristóvão. A reação das crianças foi a melhor possível. Todas carecem de amor e atenção. Qualquer demonstração de afeto e preocupação mexe tanto com elas quanto com quem se disponibiliza a participar da experiência.
As funcionárias do educandário demonstraram muita gratidão à mobilização da nossa equipe. Afinal, atender todas essas crianças diariamente não é tarefa simples, e quando se tem uma intervenção tão bem-intencionada, que faz tão bem a todas as partes, tudo se torna mais fácil.
Você se doa, mas na verdade quem ganha somos nós. Estar com uma criança, receber seu carinho, um abraço, um beijo nos remete à inocência, à pureza, algo tão escasso hoje em dia. A inciativa da empresa em participar desse tipo de projeto mostra o quanto está engajada com responsabilidade social e também ajuda a reforçar a cidadania e a consciência social dos colaboradores, envolvendo-os na construção de um futuro melhor. Quem participa de uma atividade dessa não consegue simplesmente ir para casa e não pensar em voltar, ou como pode ajudar”, relata Renata de Souza Vieira, de Gestão de Rede.
É uma experiência maravilhosa. Um ato diferente e bom. É muito positivo poder estar na companhia de crianças tão especiais. Saber que de alguma forma podemos contribuir para o futuro delas nos faz pensar na vida de maneira diferente. Sabemos que a responsabilidade social é de todos nós! É impossível sair de lá sem pensar em voltar”, declara Ide Rodrigues de Freitas, da área de Pessoas, Organização e Cultura.
Andréia Sieczko, de Compras, Prevenção e Serviços Gerais, também deu seu depoimento. “Em cada ação, renova-se a emoção! Não existe um roteiro de sentimentos a seguir. Sempre haverá a ansiedade à espera de abraços apertados e beijos doces, a intensidade do encontro e a energia trocada em cada colo, em cada brincadeira. A doação se faz mútua… Mas com certeza eu volto com muita felicidade dentro de mim. Devolvem-me muito mais daquilo que eu levei. Todos os momentos ficam eternizados. Faz bem à alma.