terça-feira, 6 de julho de 2010

Preferências referenciais!


Prefiro livros, a revistas,

Prefiro cinema, a televisão,

Prefiro incertezas, ao tédio,

Prefiro música, a vazios,

Prefiro trovões, que dias nublados,

Prefiro chorar por um amor, que nunca ter amado...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O maior erro de todos

"O maior erro do ser humano,
é tentar tirar da cabeça o
que não sai do coração."
autor desconhecido

domingo, 4 de julho de 2010

Passos


Esses passos, que castigam tua alma crua de meus abraços e tuas frases prolixas são as pistas que me fazem retornar a ti. Sim, atos e palavras convergem... mas em sentidos opostos, e isso no momento valem as palavras que não podem ser ditas. As horas passam porque é impossível ao tempo parar. O tempo não sabe ficar sossegado; e essa ânsia de movimento é o que faz os ponteiros andarem... O simples fato de não saber, é o que o faz saber, mesmo sem saber o porquê do que está fazendo. E esse movimento não linear, pode ser eu, pode ser você; ou pode ser o mundo dando encaminhamento às coisas da maneira que devem ser feitas... apenas porque assim deve ser. Nada mais. Não há mistério, não há vingança, não há porquês! Apenas o rio cruzando seu curso, porque esta é sua finalidade... Todos os senões, enfileirados, maculados, à porta de sua mente confusa e inócua, à espera de resultados que nem sempre agradam a todos os gostos. Assim, mais um ciclo se refaz. Mais um dia termina e uma manhã logo começa, trazendo em seu íntimo, todas as dores da madrugada... E os ponteiros passando, assim como os dias sem cor, riscados no calendário da sua vida.

Passos Falsos - Capital Inicial

sexta-feira, 2 de julho de 2010

José Saramago

"Há coisas que nunca
se poderão explicar por palavras..."

clarice Lispector II

"Perder-se, também é caminho..."
Clarice Lispector

Always and forever


Mais que tudo na vida, te quero. Além do céu azul e desse chão com gosto de terra. Resgatar a cada dia a magia de te ter. Carinhosamente, pra sempre em meus braços. Esquecer as coisas passadas. Ludicamente brincar em seu corpo. Ouvir tua voz cantante. Entrando macia, em meus ouvidos. Unicamente pra dizer que me ama. Tantas vezes sonho com isso. E ainda hoje, faz-se longe. Amanhã, porém, será outro dia. Minha intuição diz que sempre... Ouvirei seu chamado.

Copa 2010

Resultado final:

1 Dunga, 11 sonecas e 190 milhões de zangados...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Só com você


Tudo com você, faz da minha vida poesia,
arco-íris... frio na barriga...
emoção...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Tempo, tempo...


Me assusta a missão do tempo, que dando tempo ao tempo, pudesse o mundo mudar.

E no tempo contemplo que todo tempo, não foi suficiente para o tempo acabar.

E sigo te amando, mesmo após tanto tempo, contradizendo o tempo, que dizia que era impossível pra sempre te amar.

E esse tempo perdeu-se no tempo, mas lembrado ficará, como o tempo mais intenso, que esse tempo poderia ficar.
E os poucos dias vividos, somente entre nós vai reinar, gravados pra sempre na alma... Nem mesmo o tempo, pode com esse amor acabar.


terça-feira, 29 de junho de 2010

Amor meu


Amor meu,
Que tão seu meus sentimentos inócuos
Vagueiam por entre as gentes...
Tanta ânsia vertente, em seus braços, agora tão vazios.
Uma gota no ar, flutuante, minha lágrima de prisma inocente.
Passeia em meu rosto cálido, buscando em si, seu sorriso.
Busco em mim, o ar que tu respiras...
E meu peito se abre na esperança de um novo dia.

Onde começa você - Capital Inicial

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Baitola!!!!!

Muito estrelinha o técnico do Chile, hehehehe...
Adorei os faniquitos e os pulinhos dele, ha, ha, ha, ha!!!

domingo, 27 de junho de 2010

Canteiros

Composição: Fagner / sobre poema de Cecília Meireles

Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã
Sendo claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ...
E deixemos de coisa, cuidemos da vida
Senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
São as águas de março fechando o verão
É promessa de vida em nosso coração
.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Fogo


O calor que queima meu corpo é o mesmo que deixastes nos rastros do lençol que, embebido em prazer, fez-se nosso manto. O fogo que mantém meu peito em chamas é o mesmo que te faz acordar na madrugada fria chamando meu nome. A brasa ardente, indecente, incandescente viva pulsa latente em nossos corações, abrasando o sentimento que faz a vida ter todo sentido. E essa luz que vem do fogo, jamais se apagará.

terça-feira, 22 de junho de 2010

A Vaquinha no Precipício

Um sábio passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita.

Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar. A casa era de madeira, faltava calçamento e os moradores, um casal e três filhos, trajavam roupas rasgadas e sujas.

Ele se aproximou do pai daquela família e lhe perguntou:

“Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Então, como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?”

O senhor calmamente lhe respondeu:

"Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e com a outra parte nós produzimos queijo, coalhada e outros produtos para nosso consumo. Assim, vamos sobrevivendo".

O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por alguns momentos, despediu-se e partiu. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:

“Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e a empurre, jogando-a lá embaixo".

O jovem arregalou os olhos espantando e questionou o mestre sobre o fato de a vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família. Mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.

Assim fez e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela pobre família tivera que vender o sítio para sobreviver.

Chegando no local, foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos, ao que o caseiro respondeu:

“Continuam morando aqui”.

Espantado, ao encontrar os familiares, viu que se tratava das mesmas pessoas que visitara com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao dono:

“Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida?”

E o senhor entusiasmado lhe respondeu:

“Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daquele dia em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. Assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora”.


Autor Desconhecido

domingo, 20 de junho de 2010

Clarice Lispector I



"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas...
continuarei a escrever."
Clarice Lispector

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ar (sem acento!)


O ar que transborda meus pulmoes, cala o grito afogado em minha garganta. E minhas palpebras pesadas me levam ao sono do reencontro. Estreme'co em seu peito e me ato em seus pelos. Me entrego sem reservas, mergulho cachoeira abaixo, rolando com as pedras que caminham pro seu mar. Me aque'co em seu colo e me sinto protegida no meio do seu abra'co. A cor do seu beijo eh a paz que encontro quando abro os olhos e enxergo contigo nosso horizonte.

domingo, 13 de junho de 2010

continua sem acentos... depois eu conserto.

Tao seu, meu amor.
Que quase nao ha o que mensurar
Quase nao existe o eu e o voce
E tudo fica tao mesclado que nao tem como separar
As raizes estao trancadas
Que deves matar sua sede
Em minha nascente
E quando se afasta
Sua ausencia doi na carne
Porque o amor e um sentimento forte.

sábado, 12 de junho de 2010

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Eu nunca deixarei

Benditas sejam as palavras.
Palavras que me aproximam desse amor, palavras que conseguem exprimir a beleza deste sentimento e me faz viajar por entre mundos... Eu amo escrever o quanto te amo. É como desenhar em linhas todo meu amor por você. Eu passeio entre folhas de papel, entre um "Eu Te Amo" e outro, rabisco luas, estrelas, nuvens e arco-íris em nuances de grafites... E os corações? Isso sem falar nas centenas de corações desenhados, guardados em cadernos, às vezes molhados com lágrimas de amor, as vezes brincando entre frases, vírgulas e parágrafos. Ponho suas iniciais no topo da página, tentando o melhor ângulo pra ter seu nome perto de mim. E depois das minhas palavras escritas, eu amo as músicas que simbolizam nossos momentos, por isso, além de cantar pra você, eu as escrevo, para que cada letra ganhe cada dia mais o seu sentido. As músicas são palavras com vida e energia... por isso são tão importantes a quem se ama. E eu gosto de sentir o seu amor vibrando em meus ouvidos, o calor da melodia em meu peito e alimentando minha alma de sentimentos. Amo-te!
E nunca deixarei de escrever pra você.
E nunca deixarei de cantar pra você.
E nunca deixarei de amar você.
Pra sempre.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Alegria


Sua alegria é minha força e seu sorriso, a sedução que trazes escondido; completando meus sonhos e me trazendo à realidade. Misturando os sentidos, com as gargalhadas preenchendo vazios e transbordando o céu de rosas. Pétalas coloridas, uma pra cada dia... é assim que te espero.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sou sua


Eu sou sua mesmo quando a distância se faz presente em meus dias. Sou sua quando me enlaças em seus braços e teu abraço entorpece minha ansiedade obscura, tornando-me um frágil passarinho que não tem em si, o desejo de voar. Sou sua quando meus ouvidos reconhecem o timbre da voz que vem da sua alma. Sou sua quando recebo o brilho dos seus olhos irradiando os verdes meus. Sou sua quando sinto o cheiro da tua boca sussurrando meu nome no mesmo instante que engulo seu corpo banhado de paixão. Sou sua quando você se torna o responsável pelo tremer do meu corpo embaixo do seu. E para sempre serei sua, pois você me fez feliz num momento que nunca mais teve fim...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Quero-te!


Quero novamente tua voz em meus ouvidos e suas mãos deslizantes em minhas costas. Quero seus dentes mastigando minha pele e seus olhos me olhando nos olhos; quero senti-lo intensamente, aconchegando-se em meio as minhas pernas e num respirar profundo confessar o quanto me ama, enquanto oprime meus pulmões com o peso do seu corpo, que tão facilmente se encaixa ao meu... Dá-me o ar da tua boca, que com ele eu respiro o hálito que indecentemente me incendeia por dentro. Me devore com a vontade reprimida de seus dias cinzas e faça mais essa realidade virar o sonho que preenche minhas noites.

Frases IV

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Frases III

" O que for teu desejo, assim será tua vontade;
O que for tua vontade, assim será teus atos;
O que forem teus atos, assim será teu destino."

Deepak Chopra

domingo, 6 de junho de 2010

Rua do Lavradio

Rua do Lavradio, 106.
Ali começou minha vida.
Ali meus pais entraram casados, sob promessas de amor e chuvas de arroz em julho de 1970. Eu cheguei em 1972. À entrada da portaria, no piso, tinham minúsculas pastilhas, amareladas pelo tempo, encardidas, pé direito alto; o prédio construído, mais ou menos em 1898, foi precursor do estilo art decó, que só viria acontecer 2 décadas mais tarde. Tinha na entrada original grades retangulares e paredes talvez de um mármore meio rosa, meio verde, em direção ao bege bahia. Exisitam 3 elevadores; um deles, eu nunca vi funcionando. Dos outros dois, um era reformado, mas já velho, com placas de acrílico no teto e galalite nas paredes, branco gelo, quadradinho, muito barulhento. O elevador do meio, bem antigo, original, mas lento e silencioso, com a grade pantográfica manual, tem ainda uma cor escura, melancólica, o qual deve guardar muitos segredos. Lembro que em minha meninice, peralta que só, prendi o pé entre a porta pantográfica e o vão do elevador... Foi-se meu tênis bamba novinho da escola... mas foi só susto. Apesar de não ter meu cordão umbilical enterrado no poço dos elevadores, como dizia minha mãe em relação ao meu pai, que também nasceu ali, trago as melhores lembranças daquele prédio. Ontem eu sonhei com ele. Sonhei com ele e com os finados moradores que ainda conservo vivos em minha memória e coração. Num estado de semi inconsciência consciente, eu fui lembrando de cada morador, de cada apartamento. Hoje de manhã eu acordei e decidi que iria visitar aquela rua, aquele prédio. Rua do Lavradio. Me deu um aperto no peito, só isso foi o suficiente pra pegar o carro e ir até lá. Antes de meus pais casarem, meus avós e bisavós viviam ali. E depois de mim, meu irmão e primos. Nunca entrei na lixeira do prédio, nem na casinha da portaria, tinha medo. Lembro que era comprida, estreita, luz fraca, e tinha um cheiro quase asfixiante de gás, tinham medidores enormes, de cima embaixo, eu achava que dava choque, e dava mesmo, pois também havia ali os medidores e fusíveis de luz. A portaria, como disse, era grande, um caixote quadradão; no fim, a escada para o 1º segundo andar, sim, o segundo andar contava os apartamentos 101 ao 116, o terceiro andar, contava os apartamentos 201 ao 216 e o quarto andar, contava 301 ao 316... Os apartamentos eram todos duplex, muito chique para a época, as unidades da frente, contam com uma diminuta varandinha, acho que posso chamar de "guarda-corpo". No vão entre os blocos interligados tinham embaixo clarabóias gigantes, com ventilação e iluminação laterais, que davam para o Correio da Manhã ou como conhecido depois de um tempo, a Tribuna da Imprensa. Os corredores são largos, claros, compridos, com o chão em cerâmica vermelha. A escada interior do prédio, em caracol... Não sei que estilo é esse, mas é tão inusitado um tipo de escada dessas, e pra mim, tão natural.

Tem estudantes de arquitetura que visitam de vez em quando o prédio, pois a escada se sustenta quase que por si só. Os degraus, também são em cerâmica vermelha, antiga. Em duas ocasiões eu morei lá. Eu nasci no 316 e fiquei até uns 6, 7 anos e depois eu voltei com 13 ou 14 anos para o apt. 215 e saí da casa de minha mãe aos 18. Mas depois dessa idade, eu ainda frequentei o prédio, e muuuito. Meus tios viveram lá por muitos anos, e eu, claro, por osmose, também. Tia Armida, que morava no 210, veio para o nosso 215 e Tia Lamia, que morava no 205, trocou de apartamento com dona Maria, vindo ficar no nosso lado, no 214. Pude acompanhar muito de perto, o nascimento e crescimento dos meus primos e afilhados, Felipe e Priscila que vi, assim como eu mesma, engatinhar e dar os primeiros passos no corredor de chão vermelho.

Tio Fausto também morou ali, no 209, mas como era militar, viajou pelo Brasil todo; e Tio Alceu também morou, no 303. Ali, meus dois primos começaram a namorar... espíritos afins, que nasceram na mesma família, com o intuito de não se perderem um do outro. Eu acredito assim. Eu jogava bola e futebol de botão no chão do corredor da Lavradio... com meu irmão, primos e amigos do prédio. Nossos joelhos e pés viviam encardidos do vermelho velho da cera... De pequena, ficava sentada no patamar da escada caracol, no meu andar, olhando as pessoas se movimentando nas casinhas da vila ao lado. Será que elas me viam? Eu pensava que o mundo todo girava a partir daquele ponto...

Época de natal, dava pra ver a estrela da Mesbla, toda enfeitada na Cinelândia. Dava até pra ver as horas do relógio, só que de trás pra frente... ACM e a Catedral... Eu gostava dali. Final de semana, calmaria, sossego e bicicletas, patins, piques, futebol, vôlei... De segunda à sexta, turbilhão das grandes cidades, carros, pessoas... Av. Chile, prédio da Petrobrás....

Minha escola pública, na mesma rua, Celestino da Silva... Silvio Santos estudou lá, muitos anos antes, é claro! Eu ia pro trabalho a pé... Eu e todos que moravam lá e trabalhavam em qualquer lugar do centro da cidade. Era bom. Todo mundo podia almoçar em casa. Eu ia pra IBM à pé. Era muito bom!!! Quantas vezes eu subia e descia aquelas escadas quando o elevador quebrava. Eu fui feliz ali. Em dia de festa, o corredor virava play, uma extensão do apartamento, já que em regra, todas as famílias se conheciam, e deixavam a porta aberta. Éramos uma grande família. A maioria conhecia meu pai desde pequeno e portanto, todos eram meus tios, além dos tios de verdade. Era bom! Então, hoje eu voltei lá, depois de tantos anos. Ruth, a moradora mais antiga, ainda está lá! Mudou-se em 1938 para o apartamento de uma atriz de teatro que tinha ido para a Espanha, chamada Graça Moema, amiga da família Bittencourt, donos do jornal Correio da Manhã. Ruth conserva a memória viva de cada personagem do prédio. Ela conheceu meu Bisavô Adelino, que trabalhava no fotolito do jornal; minha bisavó Rosária Fiori, que era decoradora; meu avô Milton dos Santos, que era repórter fotográfico do jornal, que cobriu vários episódios históricos no Rio e depois foi para o jornalismo esportivo, podendo ser visto fotografando jogos de futebol no Maracanã, atrás do gol, no Canal 100. A Ruth viu meu pai nascer, assim como presenciou meu nascimento, do meu irmão e primos. O prédio da Rua do Lavradio 106 foi construído para acomodar os funcionários do jornal, por isso, meu bisavô morava lá... Então, eu acordei com esse saudosismo nostálgico que se instala no coração dos românticos, mas essa melancólica sensação infelizmente me mostra que aquela época não existe mais. Fui ao prédio... Dimas, o antigo porteiro, está de férias. Um outro me interpelou... hããã? Pra onde eu vou? Fala sério, nasci aqui... e subi as escadas na esperança de me ver criança, correndo com os meus, pelos corredores compridos... Tinha a esperança de ouvir o barulho dos meus pés descalços, estalando contra aquele chão vermelho. Os gritos e as risadas do Waltinho, Rodrigo e Bruno, correndo de medo quando a bola batia na porta da dona Marocas... Nada. Não havia nada, além de vazios e saudades... Que mania estranha, tentar reviver o que já passou. Mas foi bom. Eu precisava ir. Precisava caminhar onde eu dei meus primeiros passos em direção à vida. Foi bom abraçar a Ruth e ouvir dela histórias que eu não conhecia. Faz bem rever nossa origem. Amei. Eu já acompanhei pessoas em busca de um pouco de seu passado e vivi tais momentos como se fosse comigo, como se eu tivesse feito parte da história de outrem... imagina a minha própria? Foi bom abraçar o Jules. O resgate é proveitoso; faz parte do nosso auto-conhecimento. Foi bom. Mas foi uma pena ver o prédio tão abandonado. Passei por todos os andares, todos os corredores, passei na casa da Ivana, da Iracema, da Dinda, da Helena e do Totonho... e uma cachoeira de lembranças infindáveis passou em minha cabeça, com toda velocidade. O prédio está praticamente vazio, apenas 3 famílias que eu conheço desde pequena vivem lá. Logo agora que a Rua do Lavradio foi recuperada. Eu nunca poderia imaginar que um dia a Lavradio pudesse virar point da noite carioca, ou que virasse pólo cultural de boêmios, artistas, turistas... Tem hoje 26 bares/restaurantes, feiras de antigüidades, antiquários famosos, clubes de leitura e rodas de samba e chorinho. Que pena que o Correio da Manhã / Tribuna da Imprensa não tem mais a importância que teve nos anos 50.

O Correio da Manhã protagonizou verdadeiros embates na época da ditadura militar. O Correio da Manhã era um jornal que pregava a liberdade e combatia a corrupção e a censura. Derrubou João Goulart, e outros, era como uma pedra no sapato dos militares. O jornal sofreu muitas represálias e após o atentado que culminou o AI-5, os donos, da família Bittencourt foram presos e asilados. O jornal foi opositor e marcante, de 1901 à 1974, quando infelizmente fechou suas portas. O prédio foi separado do jornal. Eu tinha 2 anos, mas ainda lembro das bobinas de papel e das fotos que meu avô fazia. A Rua do Lavradio foi um marco na história político-social do Rio de Janeiro. Ali, Conde D'Eu construiu a loja maçônica Grande Oriente do Brasil, bem em frente ao prédio e na rua existiram 6 grandes teatros da época. A escola Celestino da Silva foi, anteriormente um teatro, Apollo, até a década de 20. Ali viveram grandes nomes, como Marquês de Cantagalo, Marquês de Olinda, João Caetano, André Rebouças, Vieira Souto, entre outros... mas sabe de uma coisa? Mais do que esses personagens que viveram parte de suas vidas naquela rua, eu nasci ali!

sábado, 5 de junho de 2010

O poder da retórica

Hoje à tarde, fui ao cinema ver Fúria de Titãns, com Mari, as crianças e Fabi. Nos econtramos no Nova América no início da tarde e fomos diretamente comprar os 5 ingressos para a próxima sessão em 3D, que aconteceria em 2 horas. Passeamos, compramos pipoca e eis que na hora de entrar pra ver o filme, a moça da bilheteria nos vendeu o filme errado... Marmaduke ou algo assim... sei lá, mas não era Fúria de Titans... Como os ingressos estavam com a Mari, e eu estava com as mãos lotadas de pipocas, deixei por conta dela o estresse na bilheteria. O tempo estava passando, o filme começando e as meninas doidas, querendo ver o tal filme... Mari é bem alta, e como estava de costas, ficou lá batendo boca... Quando precisou de ajuda, falou: Andréia, não estou conseguindo me entender aqui... dá uma ajuda? As mulheres que estavam falando com ela, não estavam sendo razoáveis... pois bem, chegamos cedo, compramos os ingressos, estávamos com 2 meninas pequenas, não era justo não ver o filme, visto que a culpa não fora nossa! E em contrapartida, diziam que era vetado entrar na sessão com o filme já começando, e ainda, não havia poltronas disponíveis para nós 5. Pedimos para sentar no chão... não deixaram... Pedi então pra ver o tal do Marmanduke, mas também queria nosso dinheiro de volta... também não deixaram... Barraqueira que sou, junto com Mari, sabe como é, né? tive que colocar todo meu poder de persuasão, dialética e impressionante retórica estudada anos a fio em ação... Acabou que conseguimos entrar, sentar no chão e ainda ganhar mais 5 convites para qualquer outro filme, qualquer outro dia, nos próximos 30 dias... O nome da gerente do cinema, era Rosa... Enquanto subíamos a escada que dava pra entrada da sala, ela me confidenciou que eu parecia muito com uma moça que a convenceu deixar entrar, há um tempo atrás, já na metade de Avatar, uma tal moça com seu amigo, de tão persuasiva e insistente que a moça era... Incrível saber que tem gente assim como eu... Ah, ainda recebemos o dinheiro de volta, viu?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Ao seu lado


Não estou distante, estou vivendo no meu mundo paralelo, aguardando os sinais que preciso para não errar o caminho... Não estou distante, estou pensando em tudo que devo realizar. No silêncio da noite, você pode me escutar, basta sentir meu coração pulsando, o correr dos rios vermelhos circulando meu corpo, me aquecendo do frio da madrugada. Deixe as janelas abertas, quero acordar com o som dos passarinhos e imaginar que ainda estou sonhando. Aninhe-se em minhas curvas e sinta... sinta que estou ao seu lado.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Frases II

Fazer o que está certo não é o problema; o problema é saber o que está certo.
(Lyndon Johnson)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ainda é cedo

Legião Urbana

Uma menina me ensinou
Quase tudo que eu sei
Era quase escravidão
Mas ela me tratava como um rei
Ela fazia muitos planos
Eu só queria estar ali
Sempre ao lado dela
Eu não tinha aonde ir
Mas, egoísta que eu sou,
Me esqueci de ajudar
A ela como ela me ajudou
E não quis me separar
Ela também estava perdida
E por isso se agarrava a mim também
E eu me agarrava a ela
Porque eu não tinha mais ninguém
E eu dizia: - Ainda é cedo cedo, cedo, cedo, cedo.
Sei que ela terminou
O que eu não comecei
E o que ela descobriu
Eu aprendi também, eu sei
Ela falou: - Você tem medo.
Aí eu disse: - Quem tem medo é você.
Falamos o que não devia
Nunca ser dito por ninguém
Ela me disse: - Eu não sei mais o que eusinto por você.
Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê

terça-feira, 1 de junho de 2010

Volta amanhã...


Um menino pequeno foi à escola. Era muito pequeno; tudo quanto sabia, o havia obtido com o leite que mamara de sua mãe. Seu mestre, que era Deus, colocou-o na classe mais elementar e lhe deu estas lições para aprender : “Tu não matarás. Tu não farás danos a nenhum ser vivente. Tu não roubarás." O homem não matou, mas foi cruel e roubou. No fim do dia, quando sua barba estava grisalha e quando chegou a noite, seu mestre, que era Deus, lhe disse : “Tu aprendeste a não matar, mas as outras lições não as aprendeste. Volta amanhã.”
No dia seguinte, voltou o menino pequeno. E seu mestre, que era Deus colocou-o numa classe um pouco mais adiantada e lhe deu estas lições para aprender : “Tu não farás dano algum a nenhum ser vivente. Tu não roubarás.” O homem não fez dano a nenhum ser vivente; mas roubou e mentiu. E, no fim do dia, quando sua barba estava grisalha – quando chegou a noite, seu mestre, que era Deus, lhe disse : “Tu aprendeste a ser clemente. Mas as outras lições não as aprendeste. Volta amanhã.”
Outra vez, no dia seguinte, voltou o menino pequeno. E seu mestre, que era Deus colocou-o numa classe um pouco mais elevada ainda, dando-lhe estas lições para aprender : “Tu não roubarás. Tu não enganarás. Tu não invejarás.” Assim, o homem não roubou; mas enganou e invejou. E, no fim do dia, quando sua barba estava grisalha – quando chegou a noite, seu mestre, que era Deus, lhe disse : “Tu aprendeste a não roubar. Mas as outras lições não as aprendeste. Volta amanhã, meu filho.”
fonte: Palestra Ramatis

sábado, 29 de maio de 2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Frases I

Prefiro um erro que me divirta, a um acerto que me entristeça...
(William Shakespeare)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Acerca-te!

No apartas de mi el sudor que mata mi sed y la piel que calenta mi cuerpo, mientras vivo en mi vida y sus sueños buscando por su alma que flota lejos de mi, perdida en el cielo. No apartas el ruído que baila en mi corazón y embala mis manos hacia su sonrisa. Acerca-te tranquilo y mansamente, pues soy la voz que llora en su pecho, en el entardecer de una playa distante.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Não é preciso falar de amor


Não é preciso eu falar de amor para expressar um amor. Um amor pode ser expresso num olhar, num susurro, num adeus, numa renúncia... Sim, o amor pode ser renúncia, pode ser uma carta longa, escrita a lápis ou a carvão... escrita de uma vez só, em meio a uma multidão de desconhecidos que sem saber, estão ao lado de uma pessoa que ama... que ama muito, que muito quer e que por isso, deixa. Um amor é amor quando deixa marcas... profundas e deliciosas marcas no coração. Sulcos recheados de saudades e eternas vivas lembranças. Um amor sempre será um amor, mesmo que outro, o escravize. Esse amor ficará restrito na memória, mas alcançará seu pódio dia após dia, ano após ano. Quem ama, não esquece... e quem é amado, sabe que a cada manhã, é lembrado antes mesmo do outro acordar. Quem ama, desperta de madrugada com inspiração de escrever, e escreve com amor, o amor que tanto tem pra dar. Por isso, não é preciso falar de amor, para amar. Não é preciso estar com o amor, para amar. Ama-se, simplesmente porque não há outra forma de viver, senão amando quem se ama.

terça-feira, 25 de maio de 2010

...a colheita é obrigatória.

A piedade toma conta do meu peito. E seu pobre auguro não me atinge a carne, tampouco minh'alma que reluz a cósmica força do universo. Minha lança se ergue contra meus inimigos. E não há poder maior Daquele que me protege. Minha vida está prevista acima das nuvens. Não há cobra que me lance seu veneno, nem leão que toque minha pele, não me mande seus vassalos. Sou filha querida, amada e protegida; sou a preferida, pois em meu coração reina o amor. Tenho anjos em minha casa e protetores nas ruas, não há trevas em minha vida, pois sou ser de luz. Sou transparente diante das maldades, nada há de refletir em mim. Minha vida pertence à Deus e somente Ele pode mudar minha direção. Ele rasga as montanhas, e me mostra os caminhos. E a Ele entrego minhas vontades terrenas. Não tenho o que quero, tenho o que é melhor para mim, embora nem sempre eu saiba o tempo que deverei esperar... Não darei troco à sua malignidade, a sua incoerente perversidade. Eu sei que um dia tudo volta... e o que volta é apenas o retorno do que foi mandado. A lei do retorno existe, e a cada um lhe será dado o que é devido. Assim foi e assim sempre será... Não se esqueça que a semeadura é livre... porém a colheita é obrigatória.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Relaxa...


Tire seu pé do freio, pois a batida é inevitável...

Eu e você, harmonia

Unidade sem diversidade, é monotonia.
Diversidade sem unidade, é o caos.
Unidade com diversidade, é harmonia.
Huberto Rohden



Essas palavras pertencem à Huberto Rohden, filósofo e teólogo catarinense, além de outros adjetivos muito mais profundos. Nascido em 1893, é até hoje um homem além, muito além de seu tempo. Espiritualista universalista, encontrava a cada dia a reforma interior que todo ser humano deveria, pelo menos tentar buscar dentro de si. Só mesmo lendo, estudando e conhecendo para saber o que estou falando. Por isso, desejo entrar na filosofia aplicada e entender do ponto de vista de quem sabe o que está falando. Por enquanto, não dá pra começar uma nova faculdade, preciso terminar outras coisas primeiro... Porém, me dou ao luxo de ler, procurar, buscar nesses conhecimentos as respostas que preciso encontrar para chegar as conclusões necessárias para cumprir a missão que me foi designada. Estou caminhando. Sempre caminhando...

E aí, você vai continuar sendo um prego?


Compreendo seu medo, sua covardia, sua inércia; pois eu mesma já fui uma pedra... A evolução chega para todos, cada um no seu tempo. As experiências vividas lapidam nosso espírito e precisamos estar preparados para a nossa elevação e regeneração da alma, a fim de abandonarmos a miséria moral que nos aprisiona e nos leva pra longe da felicidade. A vida é movimento, energia, aprendizado e naturalmente, progresso. Nós possuímos o livre arbítrio, pois somos filhos do Deus pensante, por isso nos foi dado o poder da escolha, o pensamento e a capacidade de evoluírmos a cada instante, a cada passo... e assim, elaboramos nossa própria vida. A sabedoria é empírica, intrinsecamente correlata as nossas atitudes, escolhas e responsabilidades. Precisamos vencer a si mesmos. Essa é a simplicidade da vida. Liberdade e responsabilidade, essas são as faces de uma mesma moeda... É necessário ter resignação e desapego às coisas materiais, que te acorrentam numa vida que não te faz feliz! As suas páginas futuras, que ainda estão em branco, merecem palavras melhores, rimas, poesias, cores... Você merece um final feliz. Aproveite a oportunidade que tens de escrever o livro da tua vida. Desejo que forças de luz irradie seu pensamento e seu coração. Olho em seus olhos e vejo tantas possibilidades... Ande livre e arrisque-se a ver o sol nascer do mar.

Enquanto há vida, há recomeço...

E aí, você vai continuar sendo um prego?

domingo, 23 de maio de 2010

Meu Universo é Você - Roupa Nova

É mágoa - Ana Carolina

É mágoa, já vou dizendo de antemão Se eu encontrar com você tô com três pedras na mão.Eu só queria distância da nossa distância. Saí por aí procurando uma contramão. Acabei chegando na sua rua, na dúvida qual era a sua janela; lembrei que era pra cada um ficar na sua... Mas é que até a minha solidão tava na dela. Atirei uma pedra na sua janela, e logo correndo me arrependi. Foi o medo de te acertar, mas era pra te acertar!!! E disso eu quase me esqueci. Atirei outra pedra na sua janela, uma que não fez o menor ruído. Não quebrou, não rachou, não deu em nada. E eu pensei: talvez você tenha me esquecido. Eu só não consegui foi te acertar o coração... Porque eu já era o alvo de tanto que eu tinha sofrido. Aí nem precisava mais de pedra.Minha raiva quase transpassa a espessura do seu vidro! É mágoa... O que eu choro é água com sal! Se der um vento é maremoto. Se eu for embora não sou mais eu... Água de torneira não volta... E eu vou embora, adeus

Roupa Nova - Coração Pirata

sábado, 22 de maio de 2010

Sonho


Esta noite eu sonhei com piano... A noite inteirinha. Na verdade eram dois pianos, um velho e um moderno. Agora de tarde eu lembrei e corri no papai Google pra pesquisar o significado do sonho e vi que eram boas as possibilidades: casamento ou noivado na família, ou êxito nos negócios, boas novas, sorte no amor ou nas loterias... ainda deram até alguns números pra fézinha na mega sena... Mas eu já havia me adiantado no final dessa manhã e joguei os seis números que fazem parte da minha vida, e no outro jogo, sempre coloco a hora que marco os números quando entro na lotérica, nesse caso, 11 e 25h... Quanto as outras possibilidades, tomara que meu sobrinho/primo e afilhado peça a baixinha dele em casamento, ou quem sabe será a Priscila que vai ficar noiva? Tá na hora de ter festa na família...


Puxa, não tenho nenhuma foto de piano... quem me conhece, sabe que 95% das fotos postadas aqui no blog, foram tiradas por mim e algumas poucas tiradas por pessoas 100% especiais na minha vida... Vou postar qualquer foto, mas eu adoraria ter uma de piano! Onde encontro um pianinho?

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Desejo


Meu desejo é muito maior que abraçar-te as costas, mas meu impulso é senhor da minha vontade. Busco seu cheiro, busco seu ar para que eu possa respirar por mais um momento, e desfaleço diante de ti. Me dissolvo em seus abraços e meu orgulho evapora no exato instante que me toca a pele e te fundes em mim. Me olhe nos olhos e escute o som do meu coração. As batidas são as mesmas, porque igual é a música que nos harmoniza.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Caso Maristela Just

Assisti nesta semana à reportagem sobre o Caso Maristela Just, ocorrido no estado de Pernambuco, há 21 anos atrás. Me chocou o grau da maldade desse assassino, réu confesso, que não merece ser chamado de "ser humano". Esse monstro matou a ex mulher e atentou contra a vida do cunhado e dos próprios filhos. Não há o que dizer sobre tamanha animalidade! Aliás, nem um bicho agiria dessa forma. Como conhecedora do Direito, eu preciso acreditar que a Justiça dê a esse assassino o destino certo que inclusive, eu tenho certeza, já está escrito pelas mãos de Deus.

Acredito que a sociedade em geral, fará sua parte, divulgando, falando, cobrando da justiça o fim esperado, apesar da morosidade excessiva e o sofrimento desta família. Não há muito que falar, precisamos passar muita energia positiva para que os jovens Nathália e Zaldo Just consigam as forças necessárias para chegar ao tão esperado e justo fim! Nathália e Zaldo Just fizeram um blog e nele, uma petição social a fim de movimentar a justiça brasileira, que está em falta, não só com esses meninos, mas com milhares de pessoas que passam pelo triste fardo de aguardar que a justiça seja feita.

http://casomaristelajust.blogspot.com/




Coma-me!

Coma-me feito fruta madura que você acabou de arrancar do pé... Sinta meu gosto e delicie-se com o sabor selvagem e com caldo do néctar que escorre dos lados de sua boca. Sacie em mim sua fome, porque eu sou sua. Surpreenda-se com a cadência e o tremer dos corpos, sentindo a efervecência do prazer que se instala na carne. Vasculhe meus segredos e meus becos lúgubres a espreita de suas mãos, ávidas por descobrir meus mistérios, que vou degustando o suor de sua pele até sentir minha língua entorpecida. Essa é a pura verdade que procuro no brilho dos seus olhos... Tu descansas em mim e eu repouso em cima da minha história.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Frase do dia

"O destino decide quem entra em nossas vidas...
As atitudes decidem quem permanece."
Autor Desconhecido

terça-feira, 18 de maio de 2010

Único olhar


Jota Quest

Composição: Jota Quest / Giovane Mesquita


Então me coloco a sua frente

Vai descobrir minhas verdades

Em um único olhar, olhar

Decifrar os meus segredos

Para tentar me comparar

Ao seu último amor, último amor

Eu nem vou perguntar

Não vou olhar pra trás

Quer vir comigo, amor?

Tem que compartilhar

Todas as emoções

E abrir o coração

Pra vida acontecer

Espero que o amanhã não seja apenas

Mais um passado em sua agenda

Com frases prontas pra fugir

Sempre de um louco amor

Já é hora de assumir

Os sentimentos mais sinceros

Despir regras e vergonhas

Monotonias jamais!

Jamais!

Eu nem vou perguntar

Não vou olhar pra trás

Quer vir comigo, amor?

Tem que compartilhar

Todas as emoções

E abrir o coração

Pra gente ser feliz

Ser feliz!!!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O que você prefere?


Correr o risco de se arrepender,

ou se arrepender de não ter corrido o risco?

Nara Leão e Erasmo Carlos - "Meu ego" (1977)

Por favor meu ego, não dê força ao Prego

Que nos põe contra a parede, pra nos afogar de sede

Chove chuva na sua boca e você não bebe

Há palavras, existem letras... Mas você não forma as frases loucas que cultiva por aí

Fale pelos cotovelos, e pelos joelhos. Me critique sem razão. Se omitir não vale à pena

Mas não polua minha cultura. Não venha dividir comigo sua auto-censura

Me desencontre, não me prostitua. Se não seremos mais uma carcaça em desgraça por aí!!!!

Sem Já Nada


Andei seus passos

Caminhei na sua vida

Chorei teu riso

Respirei onde outrora tu também respirastes

Resgatei com minha imaginação

Os fragmentos do teu passado

E imaginei cada pedacinho das histórias que me contastes

Vi as mesmas lembranças

As mesmas montanhas e as mesmas nuvens

Parei na mesma esquina

Onde sua juventude se alegrou

O mesmo céu azul sorriu pra mim

E o mesmo sol no alto brilhou

Pisei o mesmo chão e andei nas mesmas ruas

E foi como se eu tivesse vivido tudo aquilo com você

A estrada continua, lutamos contra o tempo...

Tempo...

Ainda falta encontrar a cachoeira

Faltou colar os corpos

Mas ainda faltam tantas coisas

O sol vai adormecendo de mansinho

E de mansinho, vamos retornando à realidade...

domingo, 16 de maio de 2010

Aprendendo a cada passo


Aprendo, a cada dia, que só se aprende errando. Nosso processo evolutivo consiste em vivenciar cada passo do caminho. E precisamos da humildade para alcançar a tão almejada conquista. Os tesouros do caminho só serão vislumbrados se tivermos a maturidade espiritual em constante crescimento. Sim eu busco, eu sou um ser caminhante, ainda que errante, mas sigo, busco, persigo... não desisto, insisto, mesmo quando meu corpo se tornar cansado e minha alma estiver quebrantada, minha busca espiritual é universalista, pois sou ser cosmopolita, filha da inspiração, faço parte do Todo, a quem confio. Sou transeunte do universo, mas me ponho a engatinhar neste plano. A cada dia, vou a procura do lenitivo necessário para dar a minha jornada a força de luz que irradia minha missão nesta vida. Todos nós vivemos em estado de evolução, nossos espíritos se encontram em constante movimento, somos a essência, o átomo de energia condensada que vem do Pai. Somos todos partes de Deus, portanto, guardamos em nossa alma a fagulha de luz que vem do Mesmo. Esta vida é vida de aprendizado, um estágio, um pré vestibular para chegar a verdadeira felicidade. Tudo que aqui passamos faz parte do grande mistério evolutivo a que tanto tememos por sofrer o esquecimento necessário para seguir a receita que escolhemos desde o outro lado. Eu vou acertando, errando, dando alguns passos pra frente, ficando quilômetros atrás... Tudo depende de mim, de minhas escolhas e minha coragem pra seguir em frente. Eu estou fatigada pelas decepções que encontro em meu caminho, mas se isto acontece, deve haver algum motivo. Não desejo mais conflitos entre espírito e matéria, mas algo dentro de mim diz que devo continuar, devo seguir, então páro pra respirar e recomeço de novo, de novo, de novo, de novo... A dor me orienta... A dor diminui meu orgulho, então, bendita seja minha dor. Volto pra estrada resignada. Não tenho medo. Não tenho medo de nada, pois não careço acreditar... eu sei, eu sei, eu sou! Medo é auto-defesa, o medo paraliza seus pés e sua mente, endurece o dom de amar. O medo lhe impede de alcançar a felicidade. Eu vou chegar ao fim da estrada, extenuada, aflita, me faltando no corpo pedaços... mas vou chegar, simplesmente por não ter o medo de errar.

O que te contenta?


"Se te contentas com os frutos ainda verdes, toma-os, leva-os, quantos quiseres...

Se o que desejas, no entanto, são os mais saborosos, maduros, bonitos e suculentos, deverás ter paciência. Senta-te sem ansiedades.

Acalma-te, ama, perdoa, renuncia, medita e guarda silêncio.

Aguarda.

Os frutos vão amadurecer."

Hermógenes

sábado, 15 de maio de 2010

Vazios


Em meu peito reinam lacunas.

Meus ecos gritam daquela saudade a que sempre tive medo.

Meu coração entrou em pedido de falência...

E esse malogrado emplaca memoravelmente o primeiro lugar de minha coleção.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Profº José Hermógenes de Andrade Filho

Hoje eu ouvi esse texto, e na mesma hora pensei: esse homem é um mestre. Sim, ele é um mestre, um ser de luz, uma existência especial. É preciso estar com o coração aberto pra deixar as palavras fazerem efeito dentro do coração. Leia devagar... leia com a alma!
Se

Se, ao final desta existência, alguma ansiedade me restar e conseguir me perturbar. Se eu me debater aflito, no conflito, na discórdia… Se ainda ocultar verdades para ocultar-me, para ofuscar-me com fantasias por mim criadas… Se restar abatimento e revolta pelo que não consegui possuir, fazer, dizer e mesmo ser…
Se eu retiver um pouco mais do pouco que é necessário e persistir indiferente ao grande pranto do mundo…
Se algum ressentimento, algum ferimento impedir-me do imenso alívio que é o irrestritamente perdoar, e, mais ainda, se ainda não souber sinceramente orar por quem me agrediu e injustiçou…
Se continuar a mediocremente denunciar o cisco no olho do outro sem conseguir vencer a treva e a trave em meu próprio…
Se seguir protestando, reclamando, contestando, exigindo que o mundo mude sem qualquer esforço para mudar eu…
Se, indigente da incondicional alegria interior, em queixas, ais e lamúrias, persistir e buscar consolo, conforto, simpatia para a minha ainda imperiosa angústia…
Se, ainda incapaz para a beatitude das almas santas, precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende…
Se insistir ainda que o mundo silencie para que possa embeber-me de silêncio, sem saber realizá-lo em mim…
Se minha fortaleza e segurança são ainda construídas com os materiais grosseiros e frágeis que o mundo empresta, e eu neles ainda acredito…
Se, imprudente e cegamente, continuar desejando adquirir, multiplicar, e reter valores, coisas, pessoas, posições, ideologias, na ânsia de ser feliz…
Se, ainda presa do grande embuste, insistir e persistir iludido com a importância que me dou…
Se, ao fim de meus dias, continuar sem escutar, sem entender, sem atender, sem realizar o Cristo, que, dentro de mim, Eu Sou, terei me perdido na multidão abortada dos perdulários dos divinos talentos, os talentos que a Vida a todos confia, e serei um fraco a mais, um traidor da própria Vida, da Vida que investe em mim, que de mim espera e que se vê frustrada diante de meu fim.
Se tudo isto acontecer, terei parasitado a Vida e inutilmente ocupado o tempo e o espaço de Deus. Terei meramente sido vencido pelo fim, sem ter atingido a Meta.
José Hermógenes de Andrade Filho

quinta-feira, 13 de maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sintonia


Sintonia é você falar a frase que estou pensando, é sentir o meu cheiro e minha presença, mesmo eu estando longe. Sintonia é descobrir exatamente o pedaço da música que dança em minha cabeça enquanto arrumo nossa cama. É o encaixe absolutamente perfeito entre seu corpo e o meu, é nunca deixar de ter saudade, mesmo quando ainda sou vista por seus olhos. Sintonia é ouvir uma música nova e saber que estarei gostando da letra e melodia, e vice-versa. É sonhar acordado e saber que estou precisando de você. Sintonia é não precisar de mapas para explorar teu corpo e sentir sua energia nos primeiros raios de sol, ou nas primeiras gotas de chuva. Sintonia, é o resultado de nós dois.

terça-feira, 11 de maio de 2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Notívagos


Preciso do amor que queima minha pele e rasga minhas vestes num dia comum. Quero abrigar meus pés no calor de suas pernas e sentir o deslizar de seus dedos em minhas costas, enquanto meus cabelos cobrem sua pele suada e faminta de mim. Quero sentir sua voz violando meus ouvidos, atiçando meus instintos no mesmo instante que meu corpo se contorce para alcançar sua boca que chama pela minha. Quero afogar-me em sua saliva, como em ondas turbulentas de praia deserta. Desejo seu cheiro invadindo meus poros, tornando-nos notívagos diante da lua, até que ela se deite para um novo dia começar.

domingo, 9 de maio de 2010

Mãe!


Obrigada por ser a menina que tanto amou seu bebê, que teve nos braços a fragilidade de uma pequena boneca, que tantas vezes fez desenhos e transformou meus sonhos em sua própria realidade. Não há pagamento por tanta doação, por tantas noites em claro e sua juventude tão precocemente perdida. É por isso, que tantas vezes não sabemos se eu tenho mais de você, ou se você tem tanto de mim. Só sei que há imensas fusões, confusões até, por não sabermos direito quem é quem nessa caminhada. Um dia, saberemos o porquê da vida, o porquê de tudo, o porquê de nós. Hoje, me basta agradecer, agradecer e agradecer. Você foi quem me ensinou a voar. Você e somente você. Ninguém mais lhe ajudou nesta árdua tarefa de ser mãe... muito mais que mãe. Que foto bonita. Obrigada e desculpe o trabalho que lhe dei!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ídolo, música e lembranças


Minha vida é uma trilha sonora sem fim. Para mim, a música marca uma época, um amor, um lugar e acontecimentos que ficam marcados na alma e na memória. Uma música pode trazer à mim, uma lembrança, um cheiro, um colorido de paisagem de sonho. E amo todos os gêneros de música, desde que tenham a melodia certa para tocar meu coração em um determinado momento. No tempo que eu vivi na Espanha, aprendi a saborear os sons das castanholas, as bulerías, mas principalmente, tive um encontro de amor perfeito com a Música Popular Brasileira... Ah, sim... quando moramos fora do Brasil, aprendemos a dar valor a tudo que diz respeito ao nosso país. Consegui descobrir dentro de mim um patriotismo que nem sabia que existia... Quando estamos sozinhos morando no outro lado da praia, bem longe, e distante da família e dos amigos, cresce, em progressão geométrica um saudosismo sem tamanho, e é natural querer estar perto de tudo que está longe... E foi assim que terminou minha paixão pelas corridas de Fórmula 1. Era de manhãzinha na Espanha e apesar da primavera, ainda estava muito frio aquele dia. Me sentia em casa (no Brasil) quando tinha por perto música, revistas, ou as cartas diárias que recebia do Brasil... Na sala, meus colegas de apartamento viam a corrida em Ímola, Itália... Era 1º de maio de 1994. Aquele barulhinho peculiar dos motores, domingo de manhã, me levava de volta à casa dos meus tios, que sempre, impreterívelmente, assistiam as corridas. De repente, gritaram: o Senna bateu!!! Corri pra sala para ver a tv, fiquei imóvel, sentindo a respiração na garganta; pensando nesse personagem ídolo do meu país, pensei no meu tio, nos meus primos e no que estariam pensando naquele exato momento... Sentei e acompanhei as imagens, as notícias, e chorei quando anunciaram sua morte... Aí veio aquela musiquinha... O Tema da Vitória que já era e se tornou de vez a música oficial do Ayrton Senna, sempre no final das corridas, segurando nossa bandeira... Pra mim, aquela música inconfundível é Senna, somente Senna, e me traz todas as lembranças daquela época, e de antes, e ainda de agora, pois hoje, quando a ouço, me remeto automaticamente a dor e a saudade, que eu trazia no peito na época que morei na Espanha, da saudade do Brasil, e hoje, a saudade da saudade que eu tinha dentro de mim. Eu lembro como estava vestida, lembro do cheiro do chocolate quente vindo da cozinha e dos pés frios, andando de meias coloridas, no chão. Lembro do percurso das lágrimas até o queixo, lembro da angústia que senti, querendo telefonar e falar com meus amigos. Ainda não havia as facilidades tecnológicas de hoje. Era só telefone e carta. Ao sair às ruas, vi muita gente chorando. Vi pessoas que conhecia há muito, mas nem sabia que eram brasileiros... Apesar da tristeza, a morte de Ayrton Senna me touxe mais amigos. Lembro de passar pela Plaza de Toros e encontrar uma pequena aglomeração de lenços e camisas verde e amarelas. De repente, fizemos uma roda e nos abraçamos, calados e rezamos todos juntos. Choramos a morte de um brasileiro que tanto encheu de orgulho nosso país. E no fundo, a trilha sonora era aquela. Não há como não lembrar, não há como fingir que eu não lembro. Mas depois desse infortúnio, minha vida na Espanha quase parecia minha vida no bairro onde nasci, era quase como viver no Rio. Saía de manhã distribuindo bom dia em português, aos comerciantes da cidade, aos amigos recém feitos, todos brasileiros, e mesmo os espanhóis, entraram na sintonia dos brasileiros que conheceram. É muito reconfortante conhecer as pessoas do seu bairro, saber quem é quem, chamar as pessoas pelo nome... parece que assim fazemos parte do mesmo grupo de uma forma mais homogênea. A Galícia se tornou Rio de Janeiro/Brasil... Até hoje tenho contato com o pessoal de lá; tanto os brasileiros, quanto os espanhóis. E toda essa amizade se deu por intermédio da morte de um ídolo. E por isso mesmo eu afirmo que esse personagem continua vivo, não só na memória, como no coração de muita gente. Se eu pensar em Ayrton Senna, eu lembro da Espanha, lembro da música, do cheiro do café da cafeteria da esquina de casa e por aí vai... A partir daí, vieram os churrascos, os batuques improvisados nas panelas que serviam de instrumentos nos encontros que fazíamos pra cantar e comer feijão preto, vindos pelo correio, via sedex, ou comprados por mim em Braga, Portugal, exclusivamente para esses encontros. Aliás, toda oportunidade que eu tinha, eu pegava a auto pista e seguia pra Portugal. Lembro que por duas vezes tive a sorte de encontrar goiabada em lata por lá... foi uma festa! Tudo era motivo pra comemoração... mas, quando se tem 20 anos, tudo é motivo pra fazer festa. Aprendi a tocar pandeiro lá! E hoje, quando bate uma saudade mais forte, vejo meus vídeos da orquestra, escuto músicas, entro nos sites de visita virtual, entro no msn, pra saber dos meus amigos e mais que tudo, agradeço a oportunidade de ter vivido em outro país, pela coragem de ter ficado por tanto tempo... Fui muito bem recebida e trago as melhores lembranças de minha juventude de lá. A única coisa que eu lembro com muito pesar é o acidente do Senna na curva Tamburello, em Ímola. Senna tinha 34 anos quando seu carro perdeu o controle, chocando-se violentamente contra o muro de concreto. Lembro de ter visto a cabeça dele se mexer e imaginei que ele pudesse estar bem, mas aquilo que vi foi devido a um espasmo cerebral. Um dia antes, o austríaco Roland Ratzenberger havia falecido na mesma pista. Além disso, houve um outro acidente com Barrichelo e outros dois competidores, que perderam seus pneus e feriram vários torcedores. Pra ser sincera, acho que pode ter havido distanásia por parte dos médicos socorristas... Ali, qualquer médico saberia que não havia nenhuma possibilidade de vida, devido à velocidade e complexidade do acidente. Parece que foi ontem. Minha memória ferve em detalhes e sensações. Senna foi sepultado com honras de Chefe de Estado, atitude merecida para um ídolo que fazia das manhãs de domingo um dia de vitória e música.... Eu nunca mais assisti uma corrida. Pra mim, perdeu a graça!

domingo, 2 de maio de 2010

Resposta

Skank

Composição: Samuel Rosa / Nando Reis


Bem mais que o tempo que nós perdemos, ficou prá trás também o que nos juntou... Ainda lembro que eu estava lendo, só prá saber o que você achou dos versos que eu fiz e ainda espero resposta...

Desfaz o vento, o que há por dentro desse lugar que ninguém mais pisou... você está vendo o que está acontecendo, nesse caderno sei que ainda estão... Os versos seus, tão meus que peço, nos versos meus tão seus que esperem que os aceite... Em paz eu digo que eu sou o antigo do que vai adiante, sem mais eu fico onde estou, prefiro continuar distante...

Bem mais que o tempo, que nós perdemos, ficou prá trás também o que nos juntou... Ainda lembro que eu estava lendo, só prá saber o que você achou dos versos seus tão meus que peço, dos versos meus, tão seus que espero que os aceite... Em paz eu digo que eu sou o antigo do que vai adiante, sem mais eu fico onde estou, prefiro continuar distante...

sábado, 1 de maio de 2010

DOIS - NÓS DOIS, by PAULO RICARDO

Quando você disse nunca mais, não ligue mais, melhor assim. Não era bem o que eu queria ouvir, e me disse decidida: Saia da minha vida, que aquilo era loucura, era absurdo... E mais uma vez você ligou, dias depois, me procurou. Com a voz suave, quase que formal. E disse que não era bem assim, não necessariamente o fim, de uma coisa tão bonita e casual... De repente as coisas mudam de lugar... E quem perdeu pode ganhar. Teu silêncio preso na minha garganta. E o medo da verdade -Iêi!...- Eu sei que eu... Eu queria estar contigo, mas sei que não, sei que não é permitido. Talvez se nós... Se nós tivéssemos fugido e ouvido a voz desse desconhecido. O Amor! O Amor! O Amor! O Amor!... Essa voz que chega devagar prá perturbar, prá enlouquecer dizendo pr'eu pular de olhos fechados Oh! Oh!... Essa voz que chega a debochar do meu pavor... Mas ao pular, eu me vejo ganhar asas e voar Oh!... De repente as coisas mudam de lugar E quem perdeu pode ganhar. Minha amiga, minha namorada!!!!! Quando é que eu posso te encontrar? Iêê! Iêê! Iêê!... Eu sei que eu, Ah! eu queria estar contigo Mas sei que não,sei que não é permitido. Talvez se nós, se nós tivéssemos fugido. E ouvido a voz, desse desconhecido... Eu sei que eu! Eu queria estar contigo.

Mais uma lua sobre nós

A chama permanece brilhante e faz da música o vocabulário que necessito para me despir à distância. E a lua fotografa o amor que tantas vezes a ela foi cultuado. Lua de branca cor, tão alva e tão pura. Branca alma transparente, mantenha nosso peito aberto, nosso amor em fogo e nosso olhar com o descanso necessário para o nosso espírito, que traz em si o sentimento que nos une e nos fortifica. Lua tão grande a sorrir, contigo tenho tanto a dividir.
Lua amiga e confidente, lua que me ilumina a madrugada, que se fez testemunha das nossas histórias, que mesmo de tão longe sempre acompanhou nossos corações, faz de mim sua cria, que eu canto para você nossas canções, me envolva em sua magia, me faça mover as marés, que eu te deixo meus passos, pra você assim poder nos guiar.

Lua, lua, que eu aponto tanto, te mostro a quem amo, divido com ele o seu olhar. Lua que dá vida ao nosso amor, lua que me faz sonhar.