domingo, 25 de julho de 2010

Divina Comédia


Curve-se diante do medo imaginário que o certo é o que dizem, e não o que sentes. Entrega-te à vontade de seu algoz, pois assim a clemência fará com que seu destino seja menos dolorido e vivido à meia parte, meia certeza, a meios sonhos, cada vez mais, um meio reflexo do que poderia ser sua luz. Mantenha-se enclausurado e fatigado em suas próprias verdades, viva em si, assim como vivem aqueles que não acreditam no sol do amanhã. Alimente-se, mas sem sentir o sabor predominante de cada fruta, e torne-se perecível diante de seus próprios olhos. Naquela esquina, eu deixei muitos sonhos de lado... tu fizeste com que meus sonhos terminassem na manhã seguinte. Meus pedaços se espalharam pelo chão. Mas no final, tu acabarás sucumbindo, porém, sucumba sabendo que a vida nunca acaba; e que no fim, é muito maior do que já vivestes... Minha certeza é a certeza que nada aqui é eterno.

sábado, 24 de julho de 2010



Me sinto tão pequena em suas mãos, me sinto frágil e desnuda diante da brisa que corta meu peito em pedaços e o frio congela as pequenas partes que me restaram... Não encontro uma estrada fácil para caminhar, mas vou vencendo as pedras do meu caminho. Só me resta continuar...

* Peguei a foto na net, mas esqueci qual foi o site!


sexta-feira, 23 de julho de 2010

Penso, logo existo

Eu penso tanto, e em tantas coisas ao mesmo tempo, que às vezes é difícil organizar meus pensamentos... e às vezes, o pensamento é tão rápido, que eu não consigo expor tudo num papel, ou no computador... acabo esquecendo de coisas no meio do caminho, e atropelando outras tantas que também são importantes, que também preciso escrever sobre elas... e isso é uma bola de neve... acho que é por isso que eu acordo sobressaltada de noite, tateando no escuro meu lápis e um dos 8 cadernos que levo comigo, pra cima e pra baixo. Tem ocasiões, que do nada vem uma frase ou um pensamento. Preciso escrever, preciso escrever, preciso escrever... é quase uma compulsão... mas escrevê-las, é minha maior paixão. Escrever pra mim, é tudo... É o meu Eu interior dando umas voltas aqui por fora, absorvendo sensações, sentimentos, vibrações, olhando o céu, sentindo o vento quente na cara... Pra depois voltar pra dentro de mim, e oxigenado, criar idéias, filosofar sobre as coisas intrínsecas, a respeito de mim mesma, em relação ao mundo que vivo, que me rodeia. Existem vozes dentro de mim... que ganham identidade no exato momento que páro para ouví-las e dedico uns minutos que sejam. Aí eu me transformo... deixo de ser quem sou, para dar espaço à voz que vem dentro. Me solto, viajo; minha expressão muda, sinto coisas, vejo cores, amores, perfumes... Sinto saudades, sinto tristezas, felicidades, paz de espírito que me entorpece... e eu fico molinha... entregue a esse prazer que é escrever. E sai fácil... muito fácil. Não penso muito para escrever... as inspirações vem surgindo, gradativamente, e quando vejo, escrevi folhas e folhas do meu caderno... gosto de escrever no papel na maioria das vezes... até porque, nem sempre estou no computador... Adoro dirigir, e nessa hora, me chegam as melhores idéias... mas estou dirigindo, o sinal abre... e quando páro no próximo semáforo, as idéias já são outras... mas não, não... eu queria escrever o que estava pensando há 1 km atrás!!!!!! E quero ouvir música, quero retocar o baton... tudo ao mesmo tempo, parece que mundos diferentes estão passando por dentro de mim... Então, tive um enorme prazer de encontrar um gravadorzinho da época da faculdade, esquecido nas milhares de apostilas, livros, cópias e trabalhos de Direito que fiz quando a faculdade tomava 80% de todo o meu tempo. Hummmm, será que ainda funciona? Botei pilha e tasc!!! Lá estava gravado uma parte da minha apresentação da monografia de conclusão de curso: "Procedimentos de Medicina Legal Aplicáveis ao Direito Penal e Processual Penal". Ui, que saudade! Foram 120 páginas escritas à mão, antes da digitação necessária. Que saudade da minha mestra Zuleika... Que professora maravilhosa. A maioria das fotos apresentadas na monografia, foram cedidas do arquivo pessoal dela. É minha amiga até hoje e tenho um carinho e admiração incrível por ela, pois ela ama o trabalho que faz. E eu também sou muito assim. Bom, voltando ao post, o tal gravadorzinho funcionou e agora ele tem uma nova função na minha vida: espera sempre por mim no carro, nessas horas em que escrever, se torna impossível pela atenção que todo motorista deve ter quando está conduzindo... Foi providencial este reencontro... Preciso agora, comprar outra fita cassete pequenininha... Nem sei onde vende, se é que ainda vendem... Eu lembro que o gravador k7 foi aposentado porque havia recebido de presente um mp3 para gravar as aulas... mas acho que demorei muito para me adaptar a essa tecnologia, que tinha poucos botões, muitas funções, e vivia perdido na minha bolsa! Well, o gravador funciona, tá ok e é capaz de gravar a minha voz, concomitantemente quando vou pensando e falando as mil e quarenta e três coisas que vão passando na minha cabeça nos trajetos casa/trabalho/Pós/casa... Assim eu não perco mais nada!!!
Ah, só para me gabar, a monografia foi um êxito, fui convidada à repetir a apresentação para outras turmas e a nota foi 10!!!!!!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A música é a voz do mundo

The Voca People

Recebi esse vídeo de uma amiga e me apaixonei na hora em que vi que não há nenhum instrumento musical ou efeito sonoro eletrônico. Os sons saem das bocas desses seres de luz, que tem na voz, o seu maior dom! E eu não digo sempre que a música é a voz do mundo, a voz do coração????? Eu não sei viver sem música em minha vida... embora eu não possa ouvir todas as músicas que eu quero, pois me trazem muitas lembranças, das quais eu preciso esquecer, para continuar a viver...

Eu amo amar música!

* vídeo retirado do youtube

Pitágoras, Arquimedes, Samurai?????

É tão lindo, esse gatinho...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Post da Fabi

Oi, sou eu, Fabi Hoje estou aqui ... aqui é isso mesmo no blog de minha ? sua ? nossa ? não sei ... mas é muito forte a emoção de escrever e expor as experiências vividas ... escritas com fortes emoções... pode ter a certeza que são marcantes em nossa , sua vida ... Amiga não escolhemos ... Jesus nos presenteia ! Obrigada pela sua amizade !

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do amigo é toda hora...


Hoje é um dia qualquer, um dia normal, não sabia ainda o porquê de tantos emails em minha caixa... Ah, tá, hoje é dia do amigo!!! Mas na minha concepção, não existe um "dia do amigo". Dia do amigo é toda hora, principalmente nas horas mais impróprias, imprecisas, madrugadas a fora, causticantes momentos que nunca estão previstos no script. Amigo que é amigo, não necessita de dia, pra ser amigo!!! Amigo é amigo e pronto... com todos os senões, todas as imperfeições e defeitos do ser humano comum. Então eu li todas as mensagens que me enviaram, até porque, eu tenho vício em ler qualquer coisa que passe na minha mão, e não sei se todos meus amigos vão ler o que escrevo aqui, mas não importa que cada um deles leia. Minha amizade não se restringe a palavras... amigo é muito mais que isso. Amigo é grito, é atitude, é empatia de alma, é bronca, é abraço, é estar junto... não todo o tempo; mas sim nos momentos certos... é dar o conselho nem sempre bem vindo à outra parte, mas que na frieza de quem olha a vida do amigo pelo lado de fora (mesmo estando dentro), é o certo. Amigo é tudo isso e mais um pouco, porque não há como dizer tudo em relação a uma amizade... Amizade, vale mais que amor homem-mulher, pois um amor pode se extinguir pelo desgaste dos anos, mas o valor da amizade é inversamente proporcional ao amor homem/mulher e resiste aos tempos (estou falando de amor verdadeiro, não aquele amor que vira amizade e comodismo depois de 20 anos e de amizades verdadeiras também). Que seja... Bom, voltando ao tópico amizade, eu queria externar esse sentimento aos amigos que fazem parte da minha história, e que Graças a Deus, não são mínimos... eu tenho a quantidade exata que preciso... nem muitos, nem poucos... o suficiente para que me bastem, que sorriem e me afagam em dias cinzentos. Eu, com o tempo, aprendi a perceber quem são meus amigos... Tive um ótimo chefe no passado, Cmte. Heber Moura, que não está mais aqui nesse plano, mas que me ensinou a ver a vida de uma maneira diferente, que me ensinou que o tempo é o melhor de todos os mestres, e que nos ensina, através das nossas próprias experiências, a conhecer e identificar quem é quem na vida da gente... e com o tempo, eu passei a entender o que ele dizia... É claro que de vez em quando cometemos erros, nos enganamos, mas com a idade, eu aprendi a olhar com os olhos da alma, e assinalar com um x no coração, quem eram meus amigos. Depois desse dia, uma vez ou outra, eu faço aquela limpeza básica na minha vida... quem não me demonstra amizade, quem não me ama e não demonstra afeição fraterna verdadeira e sem interesses, vai pra lata do lixo... Porque eu não tenho espaço pra guardar lixo dentro de mim. É assim... esse chefe me ensinou isso, e eu lhe serei grata; ele está em minhas orações, porque foi meu amigo em me ensinar esse truque pra vida... E os amigos que moram no meu lado esquerdo, estão dia a dia, sendo a continuação do meu braço direito. Meus amigos são os ingredientes do meu cotidiano, são meus companheiros de estrada nas curvas da vida. Dessa forma eu vou edificando minhas amizades, porque a vida, por si só, embrutece... mas a chama que arde em meu coração, arde no coração do meu amigo também. E mais importante que ver o brilho dos meus olhos nos dias mais incríveis e nas viagens mais inéditas, eu agradeço pelo amigo estar presente nos dias de trevas... E a amizade é a fortaleza que vem dos céus, pois a verdadeira amizade vem de Deus, e os amigos são os degraus que somos, na imensa corrente de amor e sublimação que nos eleva à perfeição. Os amigos, são aqueles, sensíveis às nossas necessidades. Amigo, quantas vezes eu caí diante de ti... e sem voz, tu me levantaste com sua força, nas horas em que as decepções e dores perfuravam minha alma? Mas obrigada mais que tudo, pelos dias inglórios; os dias que tu deitaste comigo, quando me senti abaixo do chão, sem vontade de viver, e você estava lá, ao meu lado... Amigo é aquele que nos fez ser melhor do que já fomos. Amigo é aquele que chega depois que todos foram embora. É o abraço oceânico nos dias de luto, quando as lágrimas nos fazem náufragos da tristeza. Amigo é tudo de bom... Mesmo aqueles que estão longe, mesmo aqueles que não vemos há mais de ano, mas que basta um alô ou um encontro, pra gente imaginar que parece que nos vimos ontem... Sem cobranças, sem outras motivações que não o sentimento verdadeiro de pura amizade. Amigo não cobra presença, não precisamos explicar a ausência no dia-dia, de trabalhos e obrigações, sabemos que aquela pessoa é amiga e que em qualquer momento vamos nos esbarrar. As festas, os bons momentos e gargalhadas, são bons alvitres, mas as risadas são efêmeras, um olhar pode ser passageiro, e a felicidade é inexoravelmente paradoxal às "quartas de sal" que provastes e engolistes comigo, afim de que o peso desse fardo passasse logo; e pelas minhas lágrimas, que se tornaram também, nascentes em seus olhos... Amigo não é coisa de um dia... não foi só ontem e nem será só amanhã. Amigo, é saber que no futuro, eu terei com quem relembrar os capítulos da minha jornada... e da mesma forma, você sabe que eu também estarei do seu lado. Eu não desprezo os laços sanguíneos que me unem à minha família... mas é que por força geográfica, nem sempre podemos estar junto a eles, mas eles também são meus amigos e essas palavras se encaixam a cada um deles, porque nada na vida é por acaso... tudo tem uma razão de ser e amigo e família é praticamente a mesma coisa. Pra terminar, eu agradeço aos amigos que já passaram, por alguma razão, mas que fizeram diferença em meu passado, em minha vida; agradeço aos de hoje... aos que não estão nesse lado da vida (Cema), mas que ainda são lembrados com muito amor e carinho e os que ainda terei no decorrer da minha existência. Desta vida, eu não preciso levar nada, somente a amizade sincera dos amigos que eu tenho por aqui. E quem é meu amigo, sabe que tenho punho forte, que sou irmã, que tou junto! Vem que eu te ajudo a dividir o peso do mundo, caminhemos juntos, partilhemos a vida. Só isso. Não queria escrever outra coisa que não fosse isso... não queria copiar o que já virou clichê, queria extrair palavras minhas, sentimentos próprios... mas acho que nem todas as palavras do mundo servem pra quantificar esse amor.


Obrigada à você!

Andreia Sieczko


obs.: imagem retirada do google, mas não encontrei o dono!

domingo, 18 de julho de 2010

Cheiro de Chuva


Adoro chuva.

Dias de chuva.

Loucas tempestades.

Mas eu gosto mais ainda da pré chuva... aqueles minutos que antecedem o temporal ou a garoa fina. Antes mesmo de olhar pro céu ou sentir as primeiras gotas de chuva tocando minha pele, ou já em desespero, descendo pelo rosto, como que me dizendo que não adianta engolir meu pranto, que já transborda minha alma, mesmo eu estando às gargalhadas extrínsecamente. Amo o cheirinho peculiar da terra pré molhada, cheiro de terra molhada... ou ainda o cheiro que sinto do asfalto quente, sendo surpreendido pelas gotas pesadas de chuva, subindo pelas minhas narinas, ardendo pulmões, com o contato da água virando vapor, com o piche sucumbindo à força da natureza, nesse momento, eu sou a natureza... É maravilhoso tomar banho de chuva, é um lava-jato no espírito, e viro minha face aos céus, como quem busca um ar que já esqueceu... e deixo sua magnitude derreter em meus olhos a máscara que embelezava minha tristeza; escorrendo negra, nos cantos do rosto... aí então, eu sorrio. A chuva é a resposta às minhas preces, é a energia faltante que eu ansiava... água necessária à minha sobrevivência, para que eu possa me auto fertilizar... de amor, de esperança, força, recomeços. A chuva fina é um carinho, foi o carinho que deixou lembranças nas andanças por uma cidade linda. Andar na chuva de mãos dadas com um amor verdadeiro... Essa diminuta chuva levou consigo todo o amor presente naqueles momentos, mas que volta a cada dia de chuva, dando o ar da sua graça, molhando os jardins e floreando meu coração de lembranças e doces recordações... Já a tempestade... a tempestade é a fúria que me mantém em luta... é o arrastão que eu preciso; não só para sacudir as poeiras dos meus tombos, mas também para lavar a minha alma das tristezas que insisto em guardar dentro do peito. E em ondas, grossas gotas de chuva vão me impelindo, me impulsionando, com tamanha força, que não me é possível a renúncia... Cada chuva tem seu cheiro, cada gota pousada em mim, tem o seu valor de ser; o seu significado. Chuvas podem ser lágrimas que correm em meu rosto, ou que escorrem do céu... assim como as bençãos que molham meu corpo como num banho de piscina. Eu me abraço nos dias de chuva, e silenciosamente, escuto às àguas hidratando meu coração, rachado, feito o solo do sertão.

sábado, 17 de julho de 2010

Macaxeira, Aipim ou Mandioca?


Dentro do nosso país, encontramos diversas maneiras na própria língua para indicar um mesmo objeto. O Brasil é um país enooooorme e nossa língua é uma língua rica, então nos deparamos frequentemente com regionalismos e sotaques provenientes de determinadas colonizações aqui recebidas nos séculos passados. Da mesma forma que temos uma variedade de culturas, temos por aqui uma mistura de classes sociais. O Brasil é movimento, o Brasil é vida, com altos e baixos, como toda nova nação. Vemos ricos, muito ricos, e po-dres de ricos... Vemos pobres, muito pobres e gente paupérrima, vitimadas pelas faltas de oportunidade na vida. Vemos a tal e já extinta (na minha opinião) classe média, diversificada... Eu tenho amigos de todos os lados e vou à casa de qualquer pessoa, desde que eu seja convidada. Pode ser um abastado e me oferecer um banquete de muitos talheres, ou pode ser pobre, extremamente humilde e dividir comigo um prato de arroz e feijão (hummm!!!!). Não importa! Pra mim, não tem diferença alguma. Se o amigo tiver um bom coração, for pessoa de caráter, e claro, limpinho, posso comer numa tampa de panela, posso comer com as minhas mãos (se minhas mãos estiverem limpinhas, claro!), eu como em qualquer lugar, em qualquer casa, casebre, palacete. Eu sei que eu ficarei imensamente e verdadeiramente feliz, e voltarei tantas vezes eu for convidada, of course! O que importa, é a bondade, a amizade, a harmonia entre meu coração e o coração desse amigo. O que mais me amolece, aquece meu coração é o sentimento de amor e fraternidade. Eu só enxergo isso. Enfim, voltando ao regionalismo, uma mesma raíz tuberosa, tem vários nomes, é conhecida de diversas formas... Aipim no sudeste, macaxeira no nordeste, mandioca na região norte desse imenso e lindo país que é o nosso... além de outras formas ainda conhecidas, tudo dependendo da região e de quem fala. Tangerina, por exemplo, é conhecida também por mexerica, mandarina, mimosa, bergamota, etc., para designar a mesma cheirosa e apetitosa fruta! É aí que eu quero chegar... Você que leu esse post até aqui, pode estar se perguntando o porquê de tantas voltas, não??? Pois é, eu quero falar de re-ligare, religião, a nomeclatura que serve de elo à Deus. Católicos, protestantes, kardecistas, umbandistas, budistas, etc.!!! O que importa todas essas denominações? O que importa todos os nomes, todos os meios, credos, se a fé é a mesma? O que importa se todas essas denominações pregam em sua essência o amor de Deus? Me entristece a escuridão espiritual da humanidade. O que importa o nome da instituição que você frequenta toda semana, todo mês? Que importa se sou rica ou pobre? Se sou branca ou negra? Gorda ou magra? Católica ou não? Por acaso, não somos todos filhos de Deus? A ignorância ainda é enorme... Até hoje as pessoas se matam em nome da sua crença!!! Guerras, dores, separações e sofrimentos por ter em seu entendimento físico, diferentes designações em palavras, seja em português, inglês, alemão ou russo do que significa a palavra religião. O religare, a ligação com nosso Pai Celestial, nosso Senhor e Criador. Somos frutos da mesma casa, temos em nós a partícula divina que nos dá a capacidade de por em prática o sentimento mais puro e simples que Jesus nos ensinou: o amor. A cada manhã nos é dada a oportunidade de sentir a presença e a energia que Deus espera em nós. Para Deus, mentor do universo, não importa o nome que damos, a designação que escolhemos, o idioma que melhor se traduz. Para Ele, nada disso importa... O importante é nossa transformação moral, o nosso reencontro com Ele dentro de nós mesmos. O segredo do bem, é viver do bem, com o bem, fazendo o bem, querendo o bem do teu próximo. É maravilhoso sentir seu próprio renascimento no dia-a-dia; aprender a cultivar a paciência (que pra mim está sendo um árduo exercício). Cada gesto em direção a esse progresso, faz com que nos tornemos uma consciência raciocinada, seres evoluídos, energias de luz, de bondade e; aos poucos, sem perceber, mudamos nosso caminho, nosso modo de agir e do nada, quando menos esperamos, renascemos em Cristo, encontramos a verdade e através dela, encontramos novamente o caminho de casa, o caminho de Deus; dessa vez, com passos firmes, firmes, porém bondosos, sabendo onde estamos pisando e sem vacilar, vamos chegando; passando da animalidade à angelitude. O engraçado é que existem muitos caminhos, até porque, provém de várias direções, várias nações. Nenhum caminho é melhor que o outro, nenhum caminho se sobrepõe ao outro... Não há hierarquias, preferências, vicissitudes, predileções. E o final é o mesmo. Mas por ignorância, cegueira; chegar à casa do Pai, infelizmente é para poucos... Por isso, deixe de lado sua infantilidade espiritual, livre-se do seu orgulho; não fique alicerçado no egoísmo do seu conforto. O mal é ausência do amor. Se você ama e quer ser amado. Não comungue com forças primárias. Amor é renúncia, é abrir mão de algo que você gostaria de ter pra sempre, mas esse pra sempre não existe. Somente o amor de Deus é pra sempre, e nosso espírito está repleto dessa luz, desse amor. Mas nem sempre enxergamos, nem sempre deixamos aflorar o amor de Deus que há em nós... Quer paz? Construa a paz... fazendo magias negras, você só estará se afundando. Esse enfeitiçamento mental, antes de chegar ao seu alvo, estará atingindo primeiramente você. Depois, você mesmo será responsável por drenar as máculas tatuadas em seu perispírito, através do seu corpo físico. E a responsabilidade, será só sua. Isso não será castigo, será aprendizado... em qualquer religião, em qualquer idioma, em qualquer canto da Terra. Não julgue, não julgue seu companheiro de estrada, não julgue seu amigo por não fazer parte de sua igreja. Não queira medir a fé de ninguém. No dia certo, cada um será julgado pelos seus atos. Busque sua fé dentro de você. Somos a igreja de Cristo, temos a divindade dentro de nós, em nosso coração, nossa alma. Você pode me chamar do que você quiser... E se você tiver que mexer com magias, que sejam magias do amor, do bem. Faça magia positiva ao seu próximo, ajude a quem precisa, que seus feitiços sejam pétalas brancas caindo sobre teu próximo, que o amor seja o ingrediente principal do seu caldeirão. Não pactue com a maldade, pois a verdade e o bem sempre vencem, no final. E não diga que você é melhor que eu, só porque anda com a Bíblia debaixo do braço. Não tem certo ou errado. Não existe religião melhor ou pior que a outra. O que existe de melhor, é a fé e a vontade de crescer espiritualmente que se multiplica dentro de mim dia após dia. Ande com Deus, fique com o Justo. Caminhe para a luz, seja qual for seu caminho.

E aí, seu caminho é Macaxeira, Aipim ou Mandioca???

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Apego vs Desapego


Um dos maiores medos do ser humano, é ficar de frente com o desconhecido, é sentir que anda em terreno pedregoso demais para seus pés de sola fina... O homem tem medo de sair de sua zona de conforto, tem pavor em arriscar-se, tem medo da decepção ser o resultado das suas escolhas... O ser humano é apegado demais as coisas materiais, coisas essas, que não irão acompanhá-lo no caixão, no dia de sua morte... e morrer, queridos; morrer é inevitável... é a única certeza que temos na vida; por mais que se cuide da saúde, da alimentação natural; por mais que você não se arrisque pelas madrugadas a fora, por mais que se leve uma vida regrada, pacata e sem brilho... um dia, todos nós passaremos dessa, pra melhor (ou pior), tudo vai depender dos passos que você deu nesta vida. O medo que paraliza, pode ser o seu pior inimigo, ou seja, em determinados momentos da sua vida, o seu pior inimigo, será você mesmo, ...diante o espelho, na hora de pentear o cabelo pra ir trabalhar. Eu li um texto, onde se fala sobre apego. Eu comecei a pensar nessa palavra exatamente depois que vi a palavra desapego tatuada no braço de um amigo. Achei que essa palavra é sensacional para fazer pensar uma cabeça rodante... bem cabeçuda mesmo. E no tal texto que li, temos apego não só por coisas que podem ser compradas pelo dinheiro, ou oferecidas pelos sonhos de consumo... temos apego por coisas abstratas, sentimentos e hábitos... sim, temos apego aos hábitos do dia a dia... como por exemplo beber o mesmo tipo de suco no café da manhã, sentar na mesma mesa, no restaurante na hora do almoço, ir à mesma praia, viajar sempre pro mesmo lugar, sair com as mesmas pessoas, ir no mesmo cinema, fazer todos os dias o mesmo trajeto pra chegar ao trabalho. Somos apegados a esses hábitos, porque esses hábitos nos faz crer que somos "normais", que somos aceitos numa sociedade hipócrita e medíocre que não tem nada de bom a oferecer a nós. E o apego a essas coisas tão simples, faz com que tenhamos medo de inventar, se reinventar, se envolver em coisas novas, porque aí, estaremos fora da tal zona de conforto... e as pessoas, gostam de sentir a segurança em seu cotidiano (ledo engano)... Mas olha, a vida é uma só e o desconhecido pode virar a grande chance de dar aquela guinada em sua vida. Caminhe pra frente e viva sua vida na integralidade, aproveitando todas as oportunidades que lhe aparecem pela frente. Pise em falso, ainda que dê passos incertos; saiba que mesmo em caminhos tortuosos, existe um Deus maravilhoso orquestrando a melodia de sua vida. Nada que nos acontece é mais forte do que o nosso corpo pode suportar. É assim, é bíblico, divino! Por isso, não deixe que o vazio preencha sua alma de arrependimentos... Aprenda que esperando respostas, você encontrará apenas mais e mais perguntas, que sem dúvida nenhuma, continuarão sem respostas... Arrisque-se e abruptamente saia de cima desse muro! E ainda que você caia pra um dos lados, permita-se cair. Rodopie sobre seus próprios pés, de olhos fechados e jogue-se pra qualquer lado. Apenas dê um pé na bunda da santa ignorância chamada inércia... Ai, isso mata qualquer um, aos poucos... A inércia é uma merda, a inércia é não fazer nada, é não tomar partido... é entregar sua vida ao vácuo. É preciso dar voltas no mundo, correr atrás dos sonhos. Vida é movimento e não quietude. Jamais tenha medo de errar, pois Deus não castiga... somos castigados por nossos próprios erros, e não por eles; e desapegue-se daquilo que você está acostumado. Tudo aquilo que lhe é confortável, mas não lhe faz sorrir, um dia vai te fazer chorar... seja por arrependimento, seja por você se dar conta que sua vida passou e você não se entregou a ela... não da maneira que deveria ter sido. Mais cedo ou mais tarde, a tristeza vai bater a sua porta... e eu posso lhe garantir que é muito melhor se arrepender daquilo que fizemos, do que pelas atitudes que deixamos de tomar! Comigo pelo menos sempre foi assim, porque ter medo das coisas que eu não conheço, há muito tempo deixou de me impedir de fazê-las... e olha, meus impulsos são uma ousadia maravilhosa de se viver. Deu certo? Ótimo! Não foi da maneira que eu sonhei? Que pena, mas alguma coisa eu vou levar comigo, ah, vou, é claro que vou... e com certeza alguém ficou com um pouco de mim... pouco, mas que poderá ser lembrado pro resto da vida... isso é mastercarddd!!! Não tem preço!!!! E vumbora, vumbora, vumbora!!! Bola pra frente, afinal de contas, Deus sabe o que faz e minha vida, está nas mãos Dele... eu sou apenas a figurinha caminhante no planeta Terra. Sou um avatar louro das vontades do Deus Pai!!! Pra que apego? Preciso apegar-me apenas no amor do Cristo. O desapego é um exercício contínuo. Cada dia, cada manhã... eu quero vivenciar o que a vida me pede pra ser vivido. Eu sou visceral, 100% emoção. Minha devoção está em desapegar-se desse mundo de expiações e culpas. Eu vou amar o que tiver de amar, vou chorar o que tiver de chorar, vou sofrer o que tiver de sofrer e vou me refazer quantas vezes for preciso. Na minha bagagem, somente as boas lembranças... somente as pessoas importantes, eu só quero no meu caixão os sentimentos bons... o resto eu deixo por aí, pra quem se amarra aos materialismos da vida, e as incoerentes certezas de uma vida sem emoção... afoguem-se... mas afoguem-se por vontade própria... eu não desejo o mal a ninguém. Cada um tem em si, o seu próprio inimigo... Olhe-se no espelho e veja quem você é pra você. Você ainda tá vivo??? Que bom, ainda dá tempo... Aproveite, não tenha medo. Exercite o desapego em sua vida!!! Você vai se sentir mais leve, bem mais leve!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Fogos


O fogo que te queima, não é o mesmo que nasce de mim. Meu fogo implode, gera luz, calor. Eclode planetas, reaviva estrelas, calenta a lua em noite fria. Esse fogo é minha endorfina, estou dentro dele, meu coração bate aquecido por ele. Meu fogo não se apaga, porque eu vivo no interior de cada célula de energia que dança em contato com o ar.




Dance, fogo, dance, misture essa magia, sincronizando o descompasso, que eu te agito, te satisfaço, e lhe prometo nunca me despedaçar em seus beijos, pois meu murmúrio lascivo já é a lenha pra te alimentar. Vire-me de lados e me faça sentir esse sol em minha pele.


Te sinto em minhas veias, te sinto da ponta dos dedos à base do meu corpo, sou tua fera macia, sou teu gado, desarmo meus medos e teu calor me vicia. Essa fogueira é minha casa. Meus pés pisam a brasa, adormecidos na paixão que trago em meu peito. E meus lábios incandescentes de desejo param de sorrir, apenas pra sentir o calor dos lábios seus. O fogo crepitante em meus ouvidos, não permite entre nós dois, uma convivência opaca. Nosso amor é fogo, é desejo, é a emoção renitente que agoniza com a avidez de seus silêncios gritantes em nossos delírios.


terça-feira, 13 de julho de 2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Cavalo de Fogo

Através dessa magia,
faz do meu corpo seu templo,
que eu sirvo de instrumento,
para você cavalgar...


domingo, 11 de julho de 2010

Pulpo Gallego

Realmente, a voz do Polvo, foi a voz de Deus!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Una pregunta a La Furia

Yo necesito ir trabajar mañana?

LA FÚRIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! COPA 2010

Mi España querida!!!
Mi España amada!!!

O jogo foi complicado, muito parado, muitas faltas, muitos cartões, passes errados... o suco de laranja, azedo... Chutes em bolas imaginárias, finalizações equivocadas, meu bolo de cenoura torrando no forno... e eu ali, estalando os dedos... Jogo truncado, trabalhoso... Lembro que voltei ao Brasil no meio da Copa de 1994, a Espanha perdeu no dia que eu cheguei aqui. Bom... o tempo passando, eu já suando bicas e inquieta... Aí me veio um cheiro de pipoca... Pipoca... Palomas, palomitas saladas... eu preciso fazer pipoca... no segundo tempo da prorrogação... o bolo já estava solado... era mesmo pra ser palomitas... Sempre que eu faço pipoca, o time que eu torço faz gol... é assim... é sempre assim!!! Enfim, La Fúria venció, llego donde debia llegar!!!! Sensacional!!! Me encantó, aún que pienso que el partido no fue bien... faltó muchas cosas, pero, lo que más importa és vencer.
.
LA VIDA ES ASÍ.
NO LA HE INVENTADO YO...
.
Parabéns Gallegos, parabéns a mis amigos madrileños e catalanes... e no fim... parabéns pra mim também, jejeejejejejejeje!!!!!!!!!

Partido Final - World Cup 2010


É claaaaaaaaro, que por motivos óóóóóóóóóóóóóbvios, estarei sentadinha, torcendo e me contorcendo, pela minha segunda pátria (que nem é a Russia - dos SIECZKO's; nem Alemanha - dos DITTMANN's... desculpe, vô e vó...), que me acolheu, onde eu vivi e fui muito feliz... além de continuar até hoje, fazendo muita diferença na minha vida, através do catalão que torna a minha existência digna possível. Ojalá sea posible ese contento partido! 2x1 hacia mi patria madre!!!!

Vou começar a rezar.


Nath

Liguei para uma amiga que perdeu um parente...
Outra amiga da amiga atendeu...
Ouvi uma voz.
Lembrei então, de outra amiga... que está longe, morando bemmmm longe
Que saudade que me deu.

Hai Kai

Eu já conhecia, mui superficialmente, até uma pessoa me relembrar dessa doce forma de poema... Hai Kai é isso, uma forma docemente concisa e rápida, de dizer em poucas palavras e três linhas, tudo que está passando pelo coração e mente da gente... de origem japonesa, ganhou adeptos no Brasil no início do século passado. Eu gostei quando li no quadro branco, ali, flutuante frente aos meus olhos, pesquisei, li e me apaixonei... Então, bem e muito frequentemente, poderão ser vistos, os meus próprios, de minha própria cabeça e coração... O que não for meu, logicamente, terá o nome do autor acompanhando... mas olha, tô ficando craque e viciada nisso, viu.... segue aí um pouco mais de mim, através das poucas palavras, um monte de tudo!!!!

Doce

Doce inverno
Dias cálidos
Noites vazias.

sábado, 10 de julho de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Te quero


Abrace-me como nos dias de chuva, de caminhadas noturnas em um lugar distante. Ama-me, como amamos uma cidade linda, recém descoberta. Se perca em meus olhos como um viajante sem bússola. Me beije como eram os beijos daquela esquina, onde nossos corpos ocupavam um mesmo espaço. Sonhe meus sonhos e siga meus rastros, que te encontro no meio do caminho. Respire aquele ar que vem de dentro, aquela alegria compartida em nosso olhar. Vem, que minhas mãos sempre estiveram a sua espera, só não te digo onde, mas dê os primeiros passos, que em uma outra esquina vou te resgatar. Deixe que eu faça a minha parte na tua história.

Ayer

Que manhã maravilhosa...

Adorei!

Pode mais???

Curso e destino

Todo rio
Que finaliza seu destino
Encontra o mar

quinta-feira, 8 de julho de 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

Frida Kahlo


"Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui.

Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade"


(06/07/1907-13/07/1954)

Preferências referenciais!


Prefiro livros, a revistas,

Prefiro cinema, a televisão,

Prefiro incertezas, ao tédio,

Prefiro música, a vazios,

Prefiro trovões, que dias nublados,

Prefiro chorar por um amor, que nunca ter amado...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O maior erro de todos

"O maior erro do ser humano,
é tentar tirar da cabeça o
que não sai do coração."
autor desconhecido

domingo, 4 de julho de 2010

Passos


Esses passos, que castigam tua alma crua de meus abraços e tuas frases prolixas são as pistas que me fazem retornar a ti. Sim, atos e palavras convergem... mas em sentidos opostos, e isso no momento valem as palavras que não podem ser ditas. As horas passam porque é impossível ao tempo parar. O tempo não sabe ficar sossegado; e essa ânsia de movimento é o que faz os ponteiros andarem... O simples fato de não saber, é o que o faz saber, mesmo sem saber o porquê do que está fazendo. E esse movimento não linear, pode ser eu, pode ser você; ou pode ser o mundo dando encaminhamento às coisas da maneira que devem ser feitas... apenas porque assim deve ser. Nada mais. Não há mistério, não há vingança, não há porquês! Apenas o rio cruzando seu curso, porque esta é sua finalidade... Todos os senões, enfileirados, maculados, à porta de sua mente confusa e inócua, à espera de resultados que nem sempre agradam a todos os gostos. Assim, mais um ciclo se refaz. Mais um dia termina e uma manhã logo começa, trazendo em seu íntimo, todas as dores da madrugada... E os ponteiros passando, assim como os dias sem cor, riscados no calendário da sua vida.

Passos Falsos - Capital Inicial

sexta-feira, 2 de julho de 2010

José Saramago

"Há coisas que nunca
se poderão explicar por palavras..."

clarice Lispector II

"Perder-se, também é caminho..."
Clarice Lispector

Always and forever


Mais que tudo na vida, te quero. Além do céu azul e desse chão com gosto de terra. Resgatar a cada dia a magia de te ter. Carinhosamente, pra sempre em meus braços. Esquecer as coisas passadas. Ludicamente brincar em seu corpo. Ouvir tua voz cantante. Entrando macia, em meus ouvidos. Unicamente pra dizer que me ama. Tantas vezes sonho com isso. E ainda hoje, faz-se longe. Amanhã, porém, será outro dia. Minha intuição diz que sempre... Ouvirei seu chamado.

Copa 2010

Resultado final:

1 Dunga, 11 sonecas e 190 milhões de zangados...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Só com você


Tudo com você, faz da minha vida poesia,
arco-íris... frio na barriga...
emoção...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Tempo, tempo...


Me assusta a missão do tempo, que dando tempo ao tempo, pudesse o mundo mudar.

E no tempo contemplo que todo tempo, não foi suficiente para o tempo acabar.

E sigo te amando, mesmo após tanto tempo, contradizendo o tempo, que dizia que era impossível pra sempre te amar.

E esse tempo perdeu-se no tempo, mas lembrado ficará, como o tempo mais intenso, que esse tempo poderia ficar.
E os poucos dias vividos, somente entre nós vai reinar, gravados pra sempre na alma... Nem mesmo o tempo, pode com esse amor acabar.


terça-feira, 29 de junho de 2010

Amor meu


Amor meu,
Que tão seu meus sentimentos inócuos
Vagueiam por entre as gentes...
Tanta ânsia vertente, em seus braços, agora tão vazios.
Uma gota no ar, flutuante, minha lágrima de prisma inocente.
Passeia em meu rosto cálido, buscando em si, seu sorriso.
Busco em mim, o ar que tu respiras...
E meu peito se abre na esperança de um novo dia.

Onde começa você - Capital Inicial

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Baitola!!!!!

Muito estrelinha o técnico do Chile, hehehehe...
Adorei os faniquitos e os pulinhos dele, ha, ha, ha, ha!!!

domingo, 27 de junho de 2010

Canteiros

Composição: Fagner / sobre poema de Cecília Meireles

Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã
Sendo claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ...
E deixemos de coisa, cuidemos da vida
Senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
São as águas de março fechando o verão
É promessa de vida em nosso coração
.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Fogo


O calor que queima meu corpo é o mesmo que deixastes nos rastros do lençol que, embebido em prazer, fez-se nosso manto. O fogo que mantém meu peito em chamas é o mesmo que te faz acordar na madrugada fria chamando meu nome. A brasa ardente, indecente, incandescente viva pulsa latente em nossos corações, abrasando o sentimento que faz a vida ter todo sentido. E essa luz que vem do fogo, jamais se apagará.

terça-feira, 22 de junho de 2010

A Vaquinha no Precipício

Um sábio passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita.

Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar. A casa era de madeira, faltava calçamento e os moradores, um casal e três filhos, trajavam roupas rasgadas e sujas.

Ele se aproximou do pai daquela família e lhe perguntou:

“Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Então, como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?”

O senhor calmamente lhe respondeu:

"Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e com a outra parte nós produzimos queijo, coalhada e outros produtos para nosso consumo. Assim, vamos sobrevivendo".

O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por alguns momentos, despediu-se e partiu. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:

“Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e a empurre, jogando-a lá embaixo".

O jovem arregalou os olhos espantando e questionou o mestre sobre o fato de a vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família. Mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.

Assim fez e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela pobre família tivera que vender o sítio para sobreviver.

Chegando no local, foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos, ao que o caseiro respondeu:

“Continuam morando aqui”.

Espantado, ao encontrar os familiares, viu que se tratava das mesmas pessoas que visitara com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao dono:

“Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida?”

E o senhor entusiasmado lhe respondeu:

“Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daquele dia em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. Assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora”.


Autor Desconhecido

domingo, 20 de junho de 2010

Clarice Lispector I



"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas...
continuarei a escrever."
Clarice Lispector

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ar (sem acento!)


O ar que transborda meus pulmoes, cala o grito afogado em minha garganta. E minhas palpebras pesadas me levam ao sono do reencontro. Estreme'co em seu peito e me ato em seus pelos. Me entrego sem reservas, mergulho cachoeira abaixo, rolando com as pedras que caminham pro seu mar. Me aque'co em seu colo e me sinto protegida no meio do seu abra'co. A cor do seu beijo eh a paz que encontro quando abro os olhos e enxergo contigo nosso horizonte.

domingo, 13 de junho de 2010

continua sem acentos... depois eu conserto.

Tao seu, meu amor.
Que quase nao ha o que mensurar
Quase nao existe o eu e o voce
E tudo fica tao mesclado que nao tem como separar
As raizes estao trancadas
Que deves matar sua sede
Em minha nascente
E quando se afasta
Sua ausencia doi na carne
Porque o amor e um sentimento forte.

sábado, 12 de junho de 2010

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Eu nunca deixarei

Benditas sejam as palavras.
Palavras que me aproximam desse amor, palavras que conseguem exprimir a beleza deste sentimento e me faz viajar por entre mundos... Eu amo escrever o quanto te amo. É como desenhar em linhas todo meu amor por você. Eu passeio entre folhas de papel, entre um "Eu Te Amo" e outro, rabisco luas, estrelas, nuvens e arco-íris em nuances de grafites... E os corações? Isso sem falar nas centenas de corações desenhados, guardados em cadernos, às vezes molhados com lágrimas de amor, as vezes brincando entre frases, vírgulas e parágrafos. Ponho suas iniciais no topo da página, tentando o melhor ângulo pra ter seu nome perto de mim. E depois das minhas palavras escritas, eu amo as músicas que simbolizam nossos momentos, por isso, além de cantar pra você, eu as escrevo, para que cada letra ganhe cada dia mais o seu sentido. As músicas são palavras com vida e energia... por isso são tão importantes a quem se ama. E eu gosto de sentir o seu amor vibrando em meus ouvidos, o calor da melodia em meu peito e alimentando minha alma de sentimentos. Amo-te!
E nunca deixarei de escrever pra você.
E nunca deixarei de cantar pra você.
E nunca deixarei de amar você.
Pra sempre.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Alegria


Sua alegria é minha força e seu sorriso, a sedução que trazes escondido; completando meus sonhos e me trazendo à realidade. Misturando os sentidos, com as gargalhadas preenchendo vazios e transbordando o céu de rosas. Pétalas coloridas, uma pra cada dia... é assim que te espero.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sou sua


Eu sou sua mesmo quando a distância se faz presente em meus dias. Sou sua quando me enlaças em seus braços e teu abraço entorpece minha ansiedade obscura, tornando-me um frágil passarinho que não tem em si, o desejo de voar. Sou sua quando meus ouvidos reconhecem o timbre da voz que vem da sua alma. Sou sua quando recebo o brilho dos seus olhos irradiando os verdes meus. Sou sua quando sinto o cheiro da tua boca sussurrando meu nome no mesmo instante que engulo seu corpo banhado de paixão. Sou sua quando você se torna o responsável pelo tremer do meu corpo embaixo do seu. E para sempre serei sua, pois você me fez feliz num momento que nunca mais teve fim...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Quero-te!


Quero novamente tua voz em meus ouvidos e suas mãos deslizantes em minhas costas. Quero seus dentes mastigando minha pele e seus olhos me olhando nos olhos; quero senti-lo intensamente, aconchegando-se em meio as minhas pernas e num respirar profundo confessar o quanto me ama, enquanto oprime meus pulmões com o peso do seu corpo, que tão facilmente se encaixa ao meu... Dá-me o ar da tua boca, que com ele eu respiro o hálito que indecentemente me incendeia por dentro. Me devore com a vontade reprimida de seus dias cinzas e faça mais essa realidade virar o sonho que preenche minhas noites.

Frases IV

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Frases III

" O que for teu desejo, assim será tua vontade;
O que for tua vontade, assim será teus atos;
O que forem teus atos, assim será teu destino."

Deepak Chopra

domingo, 6 de junho de 2010

Rua do Lavradio

Rua do Lavradio, 106.
Ali começou minha vida.
Ali meus pais entraram casados, sob promessas de amor e chuvas de arroz em julho de 1970. Eu cheguei em 1972. À entrada da portaria, no piso, tinham minúsculas pastilhas, amareladas pelo tempo, encardidas, pé direito alto; o prédio construído, mais ou menos em 1898, foi precursor do estilo art decó, que só viria acontecer 2 décadas mais tarde. Tinha na entrada original grades retangulares e paredes talvez de um mármore meio rosa, meio verde, em direção ao bege bahia. Exisitam 3 elevadores; um deles, eu nunca vi funcionando. Dos outros dois, um era reformado, mas já velho, com placas de acrílico no teto e galalite nas paredes, branco gelo, quadradinho, muito barulhento. O elevador do meio, bem antigo, original, mas lento e silencioso, com a grade pantográfica manual, tem ainda uma cor escura, melancólica, o qual deve guardar muitos segredos. Lembro que em minha meninice, peralta que só, prendi o pé entre a porta pantográfica e o vão do elevador... Foi-se meu tênis bamba novinho da escola... mas foi só susto. Apesar de não ter meu cordão umbilical enterrado no poço dos elevadores, como dizia minha mãe em relação ao meu pai, que também nasceu ali, trago as melhores lembranças daquele prédio. Ontem eu sonhei com ele. Sonhei com ele e com os finados moradores que ainda conservo vivos em minha memória e coração. Num estado de semi inconsciência consciente, eu fui lembrando de cada morador, de cada apartamento. Hoje de manhã eu acordei e decidi que iria visitar aquela rua, aquele prédio. Rua do Lavradio. Me deu um aperto no peito, só isso foi o suficiente pra pegar o carro e ir até lá. Antes de meus pais casarem, meus avós e bisavós viviam ali. E depois de mim, meu irmão e primos. Nunca entrei na lixeira do prédio, nem na casinha da portaria, tinha medo. Lembro que era comprida, estreita, luz fraca, e tinha um cheiro quase asfixiante de gás, tinham medidores enormes, de cima embaixo, eu achava que dava choque, e dava mesmo, pois também havia ali os medidores e fusíveis de luz. A portaria, como disse, era grande, um caixote quadradão; no fim, a escada para o 1º segundo andar, sim, o segundo andar contava os apartamentos 101 ao 116, o terceiro andar, contava os apartamentos 201 ao 216 e o quarto andar, contava 301 ao 316... Os apartamentos eram todos duplex, muito chique para a época, as unidades da frente, contam com uma diminuta varandinha, acho que posso chamar de "guarda-corpo". No vão entre os blocos interligados tinham embaixo clarabóias gigantes, com ventilação e iluminação laterais, que davam para o Correio da Manhã ou como conhecido depois de um tempo, a Tribuna da Imprensa. Os corredores são largos, claros, compridos, com o chão em cerâmica vermelha. A escada interior do prédio, em caracol... Não sei que estilo é esse, mas é tão inusitado um tipo de escada dessas, e pra mim, tão natural.

Tem estudantes de arquitetura que visitam de vez em quando o prédio, pois a escada se sustenta quase que por si só. Os degraus, também são em cerâmica vermelha, antiga. Em duas ocasiões eu morei lá. Eu nasci no 316 e fiquei até uns 6, 7 anos e depois eu voltei com 13 ou 14 anos para o apt. 215 e saí da casa de minha mãe aos 18. Mas depois dessa idade, eu ainda frequentei o prédio, e muuuito. Meus tios viveram lá por muitos anos, e eu, claro, por osmose, também. Tia Armida, que morava no 210, veio para o nosso 215 e Tia Lamia, que morava no 205, trocou de apartamento com dona Maria, vindo ficar no nosso lado, no 214. Pude acompanhar muito de perto, o nascimento e crescimento dos meus primos e afilhados, Felipe e Priscila que vi, assim como eu mesma, engatinhar e dar os primeiros passos no corredor de chão vermelho.

Tio Fausto também morou ali, no 209, mas como era militar, viajou pelo Brasil todo; e Tio Alceu também morou, no 303. Ali, meus dois primos começaram a namorar... espíritos afins, que nasceram na mesma família, com o intuito de não se perderem um do outro. Eu acredito assim. Eu jogava bola e futebol de botão no chão do corredor da Lavradio... com meu irmão, primos e amigos do prédio. Nossos joelhos e pés viviam encardidos do vermelho velho da cera... De pequena, ficava sentada no patamar da escada caracol, no meu andar, olhando as pessoas se movimentando nas casinhas da vila ao lado. Será que elas me viam? Eu pensava que o mundo todo girava a partir daquele ponto...

Época de natal, dava pra ver a estrela da Mesbla, toda enfeitada na Cinelândia. Dava até pra ver as horas do relógio, só que de trás pra frente... ACM e a Catedral... Eu gostava dali. Final de semana, calmaria, sossego e bicicletas, patins, piques, futebol, vôlei... De segunda à sexta, turbilhão das grandes cidades, carros, pessoas... Av. Chile, prédio da Petrobrás....

Minha escola pública, na mesma rua, Celestino da Silva... Silvio Santos estudou lá, muitos anos antes, é claro! Eu ia pro trabalho a pé... Eu e todos que moravam lá e trabalhavam em qualquer lugar do centro da cidade. Era bom. Todo mundo podia almoçar em casa. Eu ia pra IBM à pé. Era muito bom!!! Quantas vezes eu subia e descia aquelas escadas quando o elevador quebrava. Eu fui feliz ali. Em dia de festa, o corredor virava play, uma extensão do apartamento, já que em regra, todas as famílias se conheciam, e deixavam a porta aberta. Éramos uma grande família. A maioria conhecia meu pai desde pequeno e portanto, todos eram meus tios, além dos tios de verdade. Era bom! Então, hoje eu voltei lá, depois de tantos anos. Ruth, a moradora mais antiga, ainda está lá! Mudou-se em 1938 para o apartamento de uma atriz de teatro que tinha ido para a Espanha, chamada Graça Moema, amiga da família Bittencourt, donos do jornal Correio da Manhã. Ruth conserva a memória viva de cada personagem do prédio. Ela conheceu meu Bisavô Adelino, que trabalhava no fotolito do jornal; minha bisavó Rosária Fiori, que era decoradora; meu avô Milton dos Santos, que era repórter fotográfico do jornal, que cobriu vários episódios históricos no Rio e depois foi para o jornalismo esportivo, podendo ser visto fotografando jogos de futebol no Maracanã, atrás do gol, no Canal 100. A Ruth viu meu pai nascer, assim como presenciou meu nascimento, do meu irmão e primos. O prédio da Rua do Lavradio 106 foi construído para acomodar os funcionários do jornal, por isso, meu bisavô morava lá... Então, eu acordei com esse saudosismo nostálgico que se instala no coração dos românticos, mas essa melancólica sensação infelizmente me mostra que aquela época não existe mais. Fui ao prédio... Dimas, o antigo porteiro, está de férias. Um outro me interpelou... hããã? Pra onde eu vou? Fala sério, nasci aqui... e subi as escadas na esperança de me ver criança, correndo com os meus, pelos corredores compridos... Tinha a esperança de ouvir o barulho dos meus pés descalços, estalando contra aquele chão vermelho. Os gritos e as risadas do Waltinho, Rodrigo e Bruno, correndo de medo quando a bola batia na porta da dona Marocas... Nada. Não havia nada, além de vazios e saudades... Que mania estranha, tentar reviver o que já passou. Mas foi bom. Eu precisava ir. Precisava caminhar onde eu dei meus primeiros passos em direção à vida. Foi bom abraçar a Ruth e ouvir dela histórias que eu não conhecia. Faz bem rever nossa origem. Amei. Eu já acompanhei pessoas em busca de um pouco de seu passado e vivi tais momentos como se fosse comigo, como se eu tivesse feito parte da história de outrem... imagina a minha própria? Foi bom abraçar o Jules. O resgate é proveitoso; faz parte do nosso auto-conhecimento. Foi bom. Mas foi uma pena ver o prédio tão abandonado. Passei por todos os andares, todos os corredores, passei na casa da Ivana, da Iracema, da Dinda, da Helena e do Totonho... e uma cachoeira de lembranças infindáveis passou em minha cabeça, com toda velocidade. O prédio está praticamente vazio, apenas 3 famílias que eu conheço desde pequena vivem lá. Logo agora que a Rua do Lavradio foi recuperada. Eu nunca poderia imaginar que um dia a Lavradio pudesse virar point da noite carioca, ou que virasse pólo cultural de boêmios, artistas, turistas... Tem hoje 26 bares/restaurantes, feiras de antigüidades, antiquários famosos, clubes de leitura e rodas de samba e chorinho. Que pena que o Correio da Manhã / Tribuna da Imprensa não tem mais a importância que teve nos anos 50.

O Correio da Manhã protagonizou verdadeiros embates na época da ditadura militar. O Correio da Manhã era um jornal que pregava a liberdade e combatia a corrupção e a censura. Derrubou João Goulart, e outros, era como uma pedra no sapato dos militares. O jornal sofreu muitas represálias e após o atentado que culminou o AI-5, os donos, da família Bittencourt foram presos e asilados. O jornal foi opositor e marcante, de 1901 à 1974, quando infelizmente fechou suas portas. O prédio foi separado do jornal. Eu tinha 2 anos, mas ainda lembro das bobinas de papel e das fotos que meu avô fazia. A Rua do Lavradio foi um marco na história político-social do Rio de Janeiro. Ali, Conde D'Eu construiu a loja maçônica Grande Oriente do Brasil, bem em frente ao prédio e na rua existiram 6 grandes teatros da época. A escola Celestino da Silva foi, anteriormente um teatro, Apollo, até a década de 20. Ali viveram grandes nomes, como Marquês de Cantagalo, Marquês de Olinda, João Caetano, André Rebouças, Vieira Souto, entre outros... mas sabe de uma coisa? Mais do que esses personagens que viveram parte de suas vidas naquela rua, eu nasci ali!

sábado, 5 de junho de 2010

O poder da retórica

Hoje à tarde, fui ao cinema ver Fúria de Titãns, com Mari, as crianças e Fabi. Nos econtramos no Nova América no início da tarde e fomos diretamente comprar os 5 ingressos para a próxima sessão em 3D, que aconteceria em 2 horas. Passeamos, compramos pipoca e eis que na hora de entrar pra ver o filme, a moça da bilheteria nos vendeu o filme errado... Marmaduke ou algo assim... sei lá, mas não era Fúria de Titans... Como os ingressos estavam com a Mari, e eu estava com as mãos lotadas de pipocas, deixei por conta dela o estresse na bilheteria. O tempo estava passando, o filme começando e as meninas doidas, querendo ver o tal filme... Mari é bem alta, e como estava de costas, ficou lá batendo boca... Quando precisou de ajuda, falou: Andréia, não estou conseguindo me entender aqui... dá uma ajuda? As mulheres que estavam falando com ela, não estavam sendo razoáveis... pois bem, chegamos cedo, compramos os ingressos, estávamos com 2 meninas pequenas, não era justo não ver o filme, visto que a culpa não fora nossa! E em contrapartida, diziam que era vetado entrar na sessão com o filme já começando, e ainda, não havia poltronas disponíveis para nós 5. Pedimos para sentar no chão... não deixaram... Pedi então pra ver o tal do Marmanduke, mas também queria nosso dinheiro de volta... também não deixaram... Barraqueira que sou, junto com Mari, sabe como é, né? tive que colocar todo meu poder de persuasão, dialética e impressionante retórica estudada anos a fio em ação... Acabou que conseguimos entrar, sentar no chão e ainda ganhar mais 5 convites para qualquer outro filme, qualquer outro dia, nos próximos 30 dias... O nome da gerente do cinema, era Rosa... Enquanto subíamos a escada que dava pra entrada da sala, ela me confidenciou que eu parecia muito com uma moça que a convenceu deixar entrar, há um tempo atrás, já na metade de Avatar, uma tal moça com seu amigo, de tão persuasiva e insistente que a moça era... Incrível saber que tem gente assim como eu... Ah, ainda recebemos o dinheiro de volta, viu?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Ao seu lado


Não estou distante, estou vivendo no meu mundo paralelo, aguardando os sinais que preciso para não errar o caminho... Não estou distante, estou pensando em tudo que devo realizar. No silêncio da noite, você pode me escutar, basta sentir meu coração pulsando, o correr dos rios vermelhos circulando meu corpo, me aquecendo do frio da madrugada. Deixe as janelas abertas, quero acordar com o som dos passarinhos e imaginar que ainda estou sonhando. Aninhe-se em minhas curvas e sinta... sinta que estou ao seu lado.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Frases II

Fazer o que está certo não é o problema; o problema é saber o que está certo.
(Lyndon Johnson)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ainda é cedo

Legião Urbana

Uma menina me ensinou
Quase tudo que eu sei
Era quase escravidão
Mas ela me tratava como um rei
Ela fazia muitos planos
Eu só queria estar ali
Sempre ao lado dela
Eu não tinha aonde ir
Mas, egoísta que eu sou,
Me esqueci de ajudar
A ela como ela me ajudou
E não quis me separar
Ela também estava perdida
E por isso se agarrava a mim também
E eu me agarrava a ela
Porque eu não tinha mais ninguém
E eu dizia: - Ainda é cedo cedo, cedo, cedo, cedo.
Sei que ela terminou
O que eu não comecei
E o que ela descobriu
Eu aprendi também, eu sei
Ela falou: - Você tem medo.
Aí eu disse: - Quem tem medo é você.
Falamos o que não devia
Nunca ser dito por ninguém
Ela me disse: - Eu não sei mais o que eusinto por você.
Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê

terça-feira, 1 de junho de 2010

Volta amanhã...


Um menino pequeno foi à escola. Era muito pequeno; tudo quanto sabia, o havia obtido com o leite que mamara de sua mãe. Seu mestre, que era Deus, colocou-o na classe mais elementar e lhe deu estas lições para aprender : “Tu não matarás. Tu não farás danos a nenhum ser vivente. Tu não roubarás." O homem não matou, mas foi cruel e roubou. No fim do dia, quando sua barba estava grisalha e quando chegou a noite, seu mestre, que era Deus, lhe disse : “Tu aprendeste a não matar, mas as outras lições não as aprendeste. Volta amanhã.”
No dia seguinte, voltou o menino pequeno. E seu mestre, que era Deus colocou-o numa classe um pouco mais adiantada e lhe deu estas lições para aprender : “Tu não farás dano algum a nenhum ser vivente. Tu não roubarás.” O homem não fez dano a nenhum ser vivente; mas roubou e mentiu. E, no fim do dia, quando sua barba estava grisalha – quando chegou a noite, seu mestre, que era Deus, lhe disse : “Tu aprendeste a ser clemente. Mas as outras lições não as aprendeste. Volta amanhã.”
Outra vez, no dia seguinte, voltou o menino pequeno. E seu mestre, que era Deus colocou-o numa classe um pouco mais elevada ainda, dando-lhe estas lições para aprender : “Tu não roubarás. Tu não enganarás. Tu não invejarás.” Assim, o homem não roubou; mas enganou e invejou. E, no fim do dia, quando sua barba estava grisalha – quando chegou a noite, seu mestre, que era Deus, lhe disse : “Tu aprendeste a não roubar. Mas as outras lições não as aprendeste. Volta amanhã, meu filho.”
fonte: Palestra Ramatis